Ei, esse Uke é meu!
13 Cedo ou tarde - NX Zero
Notas iniciais
“Quando perco a fé,
Fico sem controle
E me sinto mal, sem esperança
E ao meu redor,
A inveja vai, fazendo
as pessoas se odiarem mais.”
On. Pov Kuroko
Oi. Sou eu, seu querido protagonista.
O que devo dizer? Hm. Bem... Eu estava feliz da vida (só que não), saindo da sala enquanto exalava purpurina quando de repente alguém me venda, amordaça e me faz cheirar alguma coisa que me faz desmaiar.
ADIVINHA QUEM FOI?
EXATAMENTE! OS AMORES (Lê-se demônios) DA MINHA VIDA! MOMOI E RIKU!
– MAS QUE PORRA VOCÊS ESTÃO FAZENDO? – gritei no segundo em que acordei.
Retiraram a sacola que cobria a minha cabeça (mas não era uma venda?) e pisquei por causa da luz forte que quase me cegou. Meus olhos lacrimejaram.
– Quietinho Tetsu-chan! – disse a voz de Momoi.
Em seguida ela e Riko surgiram macabramente das sombras e moveram a luz em direção ao meu rosto. Percebi que meus braços e pernas estavam acorrentados a cadeira em que estava sentado.
– O negocio é o seguinte Kuroko-chan... – disse Riku.
Ela segurou meu queixo, puxando-o para cima e disse séria:
– Nos escolhemos o de hoje.
Eu, com minha genialidade, disse a primeira coisa que me veio à cabeça:
– An?
– Vamos ser mais claras! – Momoi ligou um Datashow, vários slides começaram a passar refletidos na parede do cômodo escuro. – este aqui é Murasakibara Atsushi. – ela clicou num botão e a imagem de Murasakibara apareceu.
Ele estava sentado num banco e devorava um cupcake de morango com uma cereja em cima. Os cabelos arroxeados voavam com o vento, atrás do banco havia uma arvore de sakura com suas pétalas se depreendendo. Admito, era uma cena realmente bonita.
– Possui dois metros e oito centímetros, pesa noventa e nove quilos, signo libra, tipo sanguíneo O, dezessete anos e aniversaria no dia nove de outubro. Seu doce favorito é o Nerunerunerune.
– Sim, e o que é que têm? – franzi a testa confuso.
– Você vai fazer limonada com ele hoje!
– An? – fiquei ainda mais confuso. – limonada?
Riku riu junto a Momoi e elas passaram a imagem do slide.
– Isto aqui é uma limonada comum. – Momoi apontou para a jarra repleta de suco na imagem. – agora isso... – passou o slide.
Na imagem dois homens estavam completamente nus, eles estavam fazendo...
– T-TIRA ISSO! – gaguejei sentindo meu rosto queimar.
– Olhe bem Tetsu-chan! – Momoi segurou minhas pálpebras para cima e Riko deu zoom na imagem. – é exatamente isso que você vai fazer com o Murasakibara-kun hoje.
– Mas eu não quero! – tentei fechar os olhos, mas realmente não conseguia.
– Não se preocupe Kuro-chan! – riu Riko. – nos já planejamos tudo...
– Não... Não... – sussurrei ao ver aquilo nas mãos dela.
Eu não ia usar aquilo!
– SOCORRO!!! – gritei. – SOCORRO!!! FUI SEQUESTRADO POR DUAS TARADAS POR GAYS!!!
OH DEUS! OH VIDA! OH TUDO! O QUE EU FIZ PRA MERECER ISSO?!
Off. Pov Kuroko
“Me sinto só (me sinto só)
Mas sei que não estou (mas sei que não estou)
Pois levo você no pensamento”
On. Pov Murasakibara
– Doces, doces, doces... – cantarolei dando mais uma abocanhada em meu pocket.
Acabei com três caixas em um minuto e me dirigi até a loja de doces que sempre ia ao final das aulas.
– Boa noite Senhora... – falei assim que entrei, mas minha voz morreu em seguida.
A loja estava vazia, exceto por uma pessoa sentada em cima do balcão-vitrine de doces.
E essa pessoa era Kurochin.
“Meu medo se vai (meu medo se vai)
Recupero a fé (recupero a fé)
E sinto que algum dia
Ainda vou te ver
Cedo ou tarde (cedo ou tarde)”
Ele usava um vestido azul escuro de maid. Meias ¾ brancas, o vestido mal cobria um terço de suas coxas esbranquiçadas.
– Kurochin...
– A-Ah... – gaguejou completamente vermelho. – M-Muras-sakibara-k-kun...
Ele perdeu a fala e me olhou aflito, estava MUITO vermelho mesmo. As pernas tremulas e os olhos arregalados.
Tão fofinho.
“Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar
Tenho certeza, numa bem melhor
Sei que quando canto você pode me escutar”
Fui em direção á ele, deixando a sacola com o resto de meus doces em cima de uma das mesas.
– Onde está todo mundo? – pergunte tentado parecer indiferente.
– E-Eu n-não sei... – gaguejou. – q-quando acordei, j-já estava v-vazio.
Parei na frente no azulado e olhei-o de cima abaixo, devorando-o.
– Kurochin... – fiz um bico e apertei suas bochechas. –está tentando me seduzir?
– N-Não eu...
– Estão por que está vestido assim? Nee, Kurochin, posso tocar você?
O vermelho de seu rosto já estava passando para roxo. Ele tentou falar alguma coisa, mas enterrompi-o pondo o indicador sobre seus labios.
– Fique quietinho Kurochin.
Ele se encolheu e fui em direção ao outro lado do balcão, pegando as coisas que eu já sabia que estariam lá de tanto compra-las.
– Kurochin, gosta de morangos?
– Morangos? – ele franziu a testa. – s-sim, mas p-porque...
Calei-o colocando um dedo em sua boca.
Ele engasgou e tentou recuar, mas segurei firmemente sua nuca com a outra mão e lambi sua bochecha.
– É gostoso, não é Kurochin? – movi meu dedo em sua boca.
Ele ofegou e colocou as mãos sobre meu peito, apertando o tecido de minha camisa com força. Retirei o dedo de sua boca e uma gota da calda de morango escorreu pelo canto de seus lábios, me fazendo lambe-lo para limpa-lo.
– Kurochin, seu gosto fica melhor com morango! – sorri e chupei meu anelar enquanto tinha meus olhos fixos nos dele. – delicioso.
O azulado quase desmaiou de vergonha. Peguei-o no colo e o pus em cima da mesa encostada á parede.
– Por que cedeu pra mim Kurochin? – perguntei enquanto desatada os laços de sua roupa de maid.
– E-Eu não cedi...
– Não? – fiz um bico e desci uma de minhas mãos até seu membro, apertando-o por cima da roupa. – então não posso fazer isso? – acaricie-o.
Kurochin mordeu o lábio inferior e segurou meus ombros, fincando suas unhas curtas em minha camisa.
– N-Não faça isso... – sussurrou deixando a cabeça tombar em meu ombro.
– Mas eu quero comer você Kurochin! – lambi seu pescoço exposto e ele estremeceu. – quero experimentar cada pedacinho do seu corpo e descobrir se é tão delicioso quanto eu imagino!
Ele ofegou e agarrou meus cabelos. Seus gemidos eram contidos, os lábios próximos a minha orelha, excitando-me ainda mais.
– Kurochin... – sussurrei adentrando uma de minhas mãos por baixo de seu vestido.
Off. Pov Murasakibara
“Você me faz querer viver
E o que é nosso
Está guardado
Em mim e em você
E apenas isso basta”
On. Pov Kuroko
Sério, isso já está virando rotina.
Acho que daqui a pouco vou ser imune a afrodisíacos, pois Momoi e Riku fazem questão de testar em mim todas as possíveis substancias que incitem atividades sexuais que encontram.
No minuto em que Murasakibara me tocou, eu soube que estava perdido.
Meu corpo gritava “TOQUE-ME”. Mas minha mente dizia “AFASTE-SE!”.
Os dedos longos do arroxeado adentraram a calcinha (EXATAMENTE, ELAS ME VESTIRAM UMA CALCINHA!) de renda preta e massagearam meu membro. Mordi seu ombro contendo meus gemidos, senti uma onda de calor atravessar meu corpo, minhas pernas fraquejaram.
– P-Pare... – minha voz saiu abafada. – eu... Aaaah... M-Mura...S-Saki... Aaaah...!
– Kurochin, qual será o seu gosto? – sussurrou o maior mordiscando meu lóbulo. – deve ser muito bom!
Ele me encostou a parede e começou a se abaixar entre minhas pernas, terminando de desatar os laços do vestido, deixando-o cair por meus ombros e exibir meu peito que subia e descia desenfreadamente.
Mal consegui respirar ao sentir seus lábios famintos abocanharem possessivamente meu membro.
– Mura...! Aaaah... – mordi meu braço tentando conter aqueles sons indecentes que teimavam em escapar de meus lábios.
O arroxeado explorava meu baixo ventre com a língua hábil e úmida, como se eu fosse um doce. Marcava alguns chupões e mordidas, massageando minhas coxas e separando-as ainda mais para ter uma visão melhor.
– N-Não... Mura... P-Por favor... – senti minha boca salivar e minha visão ficar turva por causa das lagrimas de prazer que inundavam meus olhos. – Mura...
“Me sinto só (me sinto só)
Mas sei que não estou (mas sei que não estou)
Pois levo você no pensamento”
Minhas pernas tremiam. Meus braços não tinham mais força para levantar, minha respiração atrapalhava-se numa serie de gemidos e sôfregos. Agarrei os cabelos longos do maior entre meus dedos e tombei a cabeça para trás, sem mais conseguir resistir aquele fogo que fazia meu corpo entrar em combustão.
Quando enfim ia chegar ao ápice, ouvi um estrondo alto e algo passou voando perto de meu baixo ventre.
Murasakibara ofegou e largou meu membro pulsante enquanto recuava um passo.
Eu não conseguia mais raciocinar, só queria chegar ao ápice logo, olhei para a parede ao meu lado.
Havia uma tesoura vermelha ali.
CORREÇÃO: HAVIA “A TESOURA” ALI.
Eu estou fodi...
– NÃO TÊM MEDO DE MORRER SEU MALDITO? – berrou Akashi.
A voz dele me despertou por poucos segundos. A porta do estabelecimento havia sido arrombara (dessa vez não era a Riku...), um Akashi furioso se encontrava a frente dela e um Murasakibara nada intimidado levantava-se ao meu lado.
– Por que você sempre atrapalha na melhor hora? – Murasakibara deu um soco na parede, bem ao lado da Tesoura, fazendo um buraco aparecer no lugar.
– Achei que havia deixado bem claro que Tetsuya era meu? – Akashi caminhou a passos lentos e tortos em nossa direção. – não fui claro o suficiente? – um sorriso ameaçador brincava em seus lábios. – então, deixe-me explicar para que até alguém como você entenda...
Ele me arrancou bruscamente da mesa e colocou minhas costas em seu peito.
– Tetsuya é meu.
Logo o ruivo desceu uma das mãos para meu membro enquanto a outra acariciava um de meus mamilos rosados.
– Mostre a ele Tetsuya — sussurrou Akashi lambendo meu lóbulo. – mostre o quanto você é meu.
O ruivo acelerou os movimentos em meu membro enquanto puxava meu mamilo com força, fazendo-me arquear as costas e gritar de prazer ao ter o tão desejado ápice alcançado.
“Meu medo se vai (meu medo se vai)
Recupero a fé (recupero a fé)
E sinto que algum dia ainda vou te ver
Cedo ou tarde (cedo ou tarde)”
Ele levou os dedos molhados até meus lábios e me mandou chupa-los, eu obedeci sem pestanejar, minha mente estava voltando a ficar nublada.
– SOLTE ELE! – Murasakibara puxou-me de Akashi.
O arroxeado virou-me de costas para Akashi e levantou meu vestido, exibindo a calcinha de renda, fazendo questão de me deixar numa posição empinada.
– Está vendo? – o ruivo mergulhou os dedos na calda de morango e depois levou-os até lá. Acariciando o local. – Kurochin prefere a mim. – adentrou um dos dedos.
Gritei e afundei meu rosto em seu peito, sentindo meus olhos arderem,
Doía. E muito.
– M-Murasakibara-kin... – gemi. – dói...
– Não se preocupe Kurochin, já vai passar... – colocou outro dedo.
Eu gemi alto, a dor sumia rapidamente, dando lugar apenas aquele fogo insano que alastrava meu interior por completo. Apertei minhas mãos na blusa do maior, buscando seus lábios para um beijo sôfrego.
Foi quando senti alguma coisa entrando em mim.
Não eram mais os dedos de Murasakibara.
– FILHO DA PUTA! – gritou o arroxeado.
Akashi sorriu e passou os braços envolta de minha cintura.
– Obrigada por prepara-lo para mim. – meio disse, meio gemeu Akashi.
Ele puxou meu rosto para trás, tomando meus lábios num beijo selvagem e possessivo.
Murasakibara rosnou e se meteu em meio ao beijo, não sei como. As mãos livres do mais alto passeavam deliberadamente por meu peito, apertando meus mamilos e ele logo abaixou suas roupas, juntando seu membro ao meu.
O arroxeado largou nossos lábios e abocanhou meu pescoço, chupando-o com força. Akashi acelerava cada vez mais os movimentos de seu membro, acertando todas as vezes a minha próstata. Eu mal conseguia ficar de pé, sendo sustentado pelas mãos possessivas do ruivo em minha cintura. Murasakibara iniciou uma dupla masturbação em nossos membros, eu gritaria de prazer se não estivesse com os lábios ocupados com os de Akashi.
Eu não sabia mais quem era. Não tinha mais nenhuma noção de pudor. Eu só queria que eles fossem mais rápido e mais fundo.
Eu estava louco.
“Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar
Tenho certeza, numa bem melhor
Sei que quando canto você pode me escutar”
Incrivelmente, chegamos ao ápice juntos.
Deixei meu corpo amolecer e cair no chão, junto aos outros dois que estavam ofegantes.
– Isso... – sussurrei.
– Foi... – Murasakibara ofegou.
– Ótimo. – completou Akashi.
Ficamos um tempo ali, esparramados no chão, até eu ouvir aquilo.
Sim, aquilo.
Aqueles benditos gritos fora de hora.
– AI MEU DEUS DO CÉU! – Momoi berrava. – NÃO ACREDITO! CONSEGUI GRAVAR TUDO!
– ME PASSA LOGO! VOU PASSAR ISSO NO MEU BLUY-RAY LÁ EM CASA! – era a voz de Riku.
Eu suspirei e me deixei adormecer.
Ok. Havia feito uma loucura. Mas estava tão cansado que nem me dava ao trabalho de pensar nas consequências do que havia feito...
“Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar
Tenho certeza, numa bem melhor
Sei que quando canto você pode me escutar”
Off. Pov Kuroko

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