Ei, esse Seme é meu!

18 Your Guardian Angel – The Red Jumpsuit Apparatus


Notas iniciais
Capítulo final dedicado a todos os meus pôneis! Principalmente a Taii Rodrigues, leitora fofíssima que me indicou essa música de tirar o folego, e o Neko_chan_, meu marido lindo-perfeito-maravilhoso-mordível-pervertido lá no Social Spirit! Pois é... CAPÍTULO FINAL. E dessa vez é pra valer >.< não tenho criatividade para uma terceira temporada minha gente (Só pra mais uns 2 extras e acaba mesmo)... Mas tenho para outras fic’s! (lógica? Nunca tive). Agora que está aqui acabou me concentrarei na fic de Utapri (que tá SUPER ATRASADA, mil desculpas por isso... Na verdade, tô pensando em cancela-la) e estou trabalhando num projeto original. *-* É a primeira vez que vou fazer isso, e realmente espero que gostem. Obviamente que é Yaoi, quando começar a publica-la colocarei o link no final do cap. Também estou com uma ideia para outra fic de K.N.B., mas não sei se seguirei em frente com ela, mas é pequena. E PRINCIPALMENTE, comecei a fazer uma fic em forma de Talk Show com a minha LINDISSIMA UKE, aqui ela é a “Aquela Fujoshi”! *------* (que eu não sei quando será publicada, mas enfim!) Não ligo se quiserem acompanha-la, eu e ela seremos as apresentadoras, se chamará “Bolinho de limão”! Mas, enfim, obrigado a todos os pôneis que me acompanharam nesse arco-íris de chantilly que foi esse projeto! (leram até aqui? Eu preciso para de fazer N.I. e N.F. tão grandes...). Um adeus pra quem vai encerrar por aqui e uma mordida para quem for me acompanhar em outros projetos! Com todo amor e falta de bom senso, Manuke-chan.

“Quando eu vejo seu sorriso
Lágrimas escorrem por meu rosto e não posso fazê-las voltar
E agora que eu sou mais forte descobri
Como esse mundo se torna frio e rompe completamente minha alma
E eu sei que descobrirei bem no fundo que poderei ser o único”

On. Pov Autora

Em cima de uma arvore, duas fujoshis discutiam um assunto de extrema importância para ambas.

– Não sei não Riko... Será que é uma boa ideia? Não que eu seja contra, mas, pra nos, é estranho. – disse a rosada franzindo a testa.

– Quando pensei nisso inicialmente, achei um absurdo também. Mas... Não podemos deixar as coisas assim.

– Mas Riko...

– Todos merecem ser felizes Momoi. – a morena baixou o olhar para a mão que se apoiava no grosso galho da arvore. – mesmo que não seja da nossa maneira. Se não fizermos isso, sinto que falhamos.

– Mas nos nunca falhamos!

– Sempre tem uma primeira vez.

Momoi mordeu o lábio inferior e cerrou os punhos. Deveria aceitar aquilo? Era tão estranho para ela, e sabia que era o mesmo para Riko, mas se isso significava a felicidade dele...

– Eu topo! – exclamou a rosada.

Riko surpreendeu-se com a resposta da outra garota, em nenhum momento realmente achou que Momoi fosse topar sua proposta.

– Sério?

– Sim! – segurou a mão da morena e a apertou. – vamos fazer isso!

Riko sorriu largamente e apertou a mão da rosada.

– Vamos!

E mais um mirabolante plano estava por vir...

Off. Pov Autora


“Nunca deixarei você cair
Eu enfrentarei tudo com você para sempre
Eu estarei do seu lado apesar de tudo isso
Mesmo que salvar você me mande para o céu”

On. Pov Kuroko

É um pouco estranho retomar um relacionamento desse jeito.

Eu simplesmente havia desacostumado há ficar tanto tempo assim com Kagami. Se bem que agora ele estava bem mais gentil e carinhoso comigo.

Lembro-me de quando começamos a namorar, apesar das brincadeiras pervertidas, ele sempre me tratou com cuidado, como se tivesse medo que eu quebrasse. Acho que deve ser por isso que acreditei na sua suposta “traição”, o ruivo me tratava tão bem que fiquei suspeitando e acreditei numa mentira.

Nunca mais cometerei esse tipo de erro.

– Tetsuya, o que acha?

– O que? — acordei de meus pensamentos.

Kagami me observava com uma curiosidade no olhar, ele mordia o lábio inferior com tanta força que o fazia mudar de cor.

– O que acho sobre o que?

– Escutou alguma coisa do que eu disse? – ele bufou.

– Pra falar a verdade... Não.

Kagami desabou a cabeça sobre os braços que estavam cruzados sobre a mesa e começou a se lamentar.

– Arg... Eu não vou ter coragem para falar isso novamente...

– Taiga o que foi? – agora eu estava curioso.

– Nada... É que eu... – ergueu a cabeça.- Eu... Affs... – deixou-a tombar novamente.

Comecei a ficar preocupado e tocou delicadamente seus cabelos, deixando meus dedos deslizarem até a parte de trás de sua orelha e acariciarem ali.

Kagami se arrepiou e um som semelhante a um ronronar escapou baixinho de sua garganta.

Own, ele parece um gatinho nessas horas!

– Diga-me. O que houve? – sussurrei baixinho o suficiente para que somente ele ouvisse naquela biblioteca lotada e agora barulhenta.

O maior cerrou os punhos e ergueu a cabeça, encarando-me nos olhos. O rosto completamente vermelho e uma gotícula de sangue no lábio inferior de tanto morde-lo. Os nos dos dedos estavam brancos, tamanha era a fora que ele apertava as mãos.

– V-Você... – ele engoliu seco. – q-quando terminar o ano... – respirou fundo. – q-quer morar comigo?

– O QUE?! – berrei.

Todos na biblioteca fizeram silencio e me encararam.

Chão, me engula, por favor.

Deslizei na cadeira, escondendo meu rosto envergonhado com as mãos. Logo os olhares saíram de cima de mim e o local tornou-se barulhento novamente.

– O que? – falei mais baixo dessa vez.

– É que minha família tem um apartamento no centro, mas ele nunca é usado. Geralmente fica para alugar, e eu estava pensando em sair do dormitório e ir morar lá, já que fica a apenas quinze minutos de metro. E... Eu queria que você fosse comigo.

Ok. PARA TUDO.

Morar com Kagami... Isso significa que ele...

– Seu tarado. – apontei minha caneta para ele, ameaçando risca-lo. – é isso que você quer, não é?

– Isso o que? – ele parecia confuso.

ATUAÇÃO! ESSE RUIVO SAFADO SABE MUITO BEM DO QUE EU ESTOU FALANDO!

– Você vai me atacar enquanto eu estiver dormindo... – inclinei-me sobre a mesa, aproximando nossos rostos e sussurrei lançando lhe um olhar desconfiado. – vai querer fazer aquilo quando eu estiver lavando louça, pegando-me por trás e fazendo na cozinha, vai querer fazer no banheiro, na sala, no quarto, no sofá, no chão, na parede, na porta de entrada, todos os momentos em que me vê já que estaremos sozinhos... S-Seu tarado...

Kagami escutou-me atenciosamente até que eu acabasse e depois...

EU TENHO CARA DE PALHAÇO POR ACASO?!

– Do que está rindo? – eu quase rosnei.

– Nunca pensei em nada disso do que falou. – disse ele assim que conseguiu recuperar o folego. – então foi isso que você imaginou? Que pervertido Tetsuya. – inclinou-se ainda mais e segurou meu queixo. – posso realizar cada uma das suas fantasias...

Dito isso, me beijou.

Parei de respirar por um segundo. Que droga! Até quando ele pretendia me deixar envergonhado desse jeito?

Meio que estava tudo bem... Até ele resolver aperta meu membro sem nenhuma pouca vergonha por cima da calça.

Eu mordi seu lábio, impedindo um gemido rouco de ser ouvido por todos naquele local e olhei completamente corado para Kagami.

– S-Seu pervertido!

– Sou mesmo. – ele sorriu e apertou minhas bochechas, formando um biquinho em meus lábios. – é por isso que você me ama.

– Convencido. – aumentei o bico.

– Mas você ama esse convencido.

Revirei os olhos e me afastei de suas mãos, virando o rosto para o lado e escondendo minhas bochechas avermelhadas.

– Sim. – sorri de canto ao ver sua expressão surpresa. — Eu amo.

Encarei-o e ri histericamente.

Quem é que está sem palavras agora, hum?

Off. Pov Kuroko

“Tudo bem, tudo bem, tudo bem
As estações estão mudando
E as ondas se quebrando
E as estrelas estão caindo todas por nós
Os dias aumentam e as noites diminuem
Eu posso te mostrar que serei o primeiro”

On. Pov Ogiwara

“Tão azul” pensei.

Parecia ele. Ai que droga... Até olhar para o céu me lembra do Kuroko...

– Você tem certeza de que quer ir querido? – disse educadamente a mãe de Kuroko.

Eu havia ido à casa do menor para terminar de pegar as coisas que havia ali e finalmente conseguir fechar minhas malas. A mãe de Kuroko insistia que eu ficasse, mas meu voo iria partir em poucas horas.

– Tenho. – sorri gentilmente para ela. – muito obrigado por tudo.

– Não foi nada. – ela olhou para mim com um sorriso de canto. – você cresceu tanto e amadureceu tão rápido. Cada vez me deixa mais orgulhosa.

Ri e abracei-a, ela era como uma segunda mãe para mim, sempre tão gentil e carinhosa. Sempre tive muito afeto por ela.

– Eu te amo, viu? Se cuide.

– Sim senhora. – sorri e dei-lhe um suave beijo na mão. – eu também te amo. E amo seu filho também. Vocês são uma família para mim.

Despedi-me dela e saí da casa arrastando minhas malas. O taxi esperava em frente à casa e depositei-as no porta malas. Entrei no automóvel amarelo, o taxista deu partida e logo seguíamos pelas ruas repletas de água e neve.

Coloquei o cotovelo sobre a janela e apoiei o rosto em minha mão, observando através da janela.

O inverno havia oficialmente acabado. Não caia mais neve, a temperatura aos poucos aumentava e a neve acumulada derretia. Algumas belíssimas árvores de sakuras floresciam ainda com um pouco de neve por cima, sua cor chamativa se destacava naquela imensidão branca.

Uma cor única em meio a tudo.

Ele era assim para mim.

Exótico, chamativo, encantador, único... E absolutamente lindo. Mesmo sem saber, o azulado arrasava corações de todos os tipos de pessoa.

Esse era Kuroko Tetsuya.

Meu melhor amigo.

E meu eterno primeiro amor não correspondido.

Off. Pov Ogiwara

“Nunca deixarei você cair
Eu enfrentarei tudo com você para sempre
Eu estarei do seu lado apesar de tudo isso
Mesmo que salvar você me mande para o céu”

On. Pov Kagami

É sério produção? Eu precisava ver, ou melhor, ouvir aquilo?

– Hm... Aaah... A-Atsushi... – gemia descontroladamente Himuro.

Eu conseguia identificar os gemidos roucos e baixos do maior, junto a rangidos da cama e o barulho das peles se chocando.

– Tão apertado... Murochin... – disse o maior e os barulhos se tornaram mais frequentes.

– AAAH...! M-MAIS...! – Himuro praticamente gritava e o ranger da cama ficava cada vez mais alto.

OH SENHOR TODO PODEROSO POR QUE EU TINHA QUE ESTAR ALI?! POR QUE?!

Ao final das aulas da manhã, fui ao meu quarto e NECESSITAVA usar o banheiro, mas não podia sair durante a aula já que havia estourando minha cota de “saída de sala”, os professores tinham uma séria marcação comigo. Então fui para o banheiro, e no meio do alivio ouvi a porta ser quase arrombada.

Em seguida, uma série de gemidos e barulhos de tecido rasgando.

Depois o ranger da cama.

E por fim, os gemidos nada castos.

E como eu iria sair dali agora? O jeito era esperara eles acabarem e saírem, mas...

– AAH! ISSO É TÃO BOM! AAH... ME FODE COM MAIS FORÇA...!

... POR QUANTO TEMPO MAIS VOU TER QUE AGUENTAR ISSO?!

Off. Pov Kagami

“Por que você é, você é, meu verdadeiro amor, de todo meu coração
Por favor, não o jogue fora
Por que eu estou aqui por você
Por favor não se vá
Por favor diga que você vai ficar, ficar”

On. Pov Autora

Por volta das duas horas e meia, Shigehiro Ogiwara chegou ao aeroporto. Seu único pensamento era...

...Kuroko.

Não importava o quanto tentasse pensar em outra coisa, o quanto se esforçasse... Só havia Kuroko em sua mente. Era quase um vicio impossível de largar.

– AI! – gritou alguém.

O moreno finalmente saiu do transe que estava e olhou em direção a voz.

Uma garota de longos cabelos loiros, PEITOS ENORMES e olhos azuis esverdeados fazia um biquinho irritado. O moreno havia soltado a mala-de-mão em cima de seu pé.

– Desculpe. – disse ele.

Ela ergueu uma sobrancelha.

– Você não é o Shigehiro Ogiwara?

– Sou. – o moreno ergueu as sobrancelhas. – me conhece.

A loira revirou os olhos e estalou a língua.

– ANTA. Eu sento ao seu lado no mapa de sala da turma.

Depois de pensar por alguns segundos o moreno arregalou os olhos e a memoria voltou-lhe em um flash.

– AH!

– “Ah” – ela imitou-o e revirou novamente os olhos.

– Você é aquela menina que eu acertei com a tampinha da caneta! Alex Garcia é seu nome né?

Ela olhou-o com a melhor cara de “AH VÁ? É MESMO?” e bufou. Depois de alguns segundos olhou-o curiosa.

– O que faz aqui?

– Vou voltar para o exterior.

– Aonde exatamente?

– Manhattan.

A loira arregalou os olhos.

– SÉRIO?! – gritou.

Algumas pessoas que passavam olharam, fazendo o moreno se encolher.

– An... Sim.

– Eu também vou para lá!

Foi a vez de o garoto ficar pasmo.

– SÉRIO?!

De novo, várias pessoas olharam. Ela riu da situação e ele corou.

“Bonita” foi o que pensou.

– Mas por que vai para lá?

– Consegui uma bolsa num colégio que estava tentando há tempos. – disse ela sem tirar aquele belo sorriso do rosto. – além de que toda a minha família mora lá, fui mandada para cá como uma espécie de "castigo”.

– Castigo? Por quê?

– Longa história... – enquanto a loira falava ambos se dirigiam a fila de embarque. – meus pais haviam me arranjado um casamento. É uma família rica tradicional, daquelas com costumes de velhotes, sabe? Pronto, só que o meu “futuro marido” era gay. Ele era apaixonado por seu mordomo, e, bem... Eu os ajudei a fugir do país e ficarem juntos.

– VOCÊ O QUÊ?!

E pela terceira vez naquele dia, todos pararam para olhar os dois.

Alex caiu na gargalhada novamente e o moreno corou ainda mais.

“Realmente... É muito bonita...” pensou sentindo as mãos suarem.

– Você é muito inocente! – disse ela tentando respirar em meio às risadas. – eles se amavam, o que eu poderia fazer? Ele não me amava, eu não o amava, e éramos amigos. Ele merecia ser feliz então... Não me arrependo do que fiz. Além disso, adoro juntar casais gays!

Ogiwara engoliu seco.

– Juntar gays... Pera... – ele parou de respirar. – Você por acaso seria... Fu... Fujoshi?

– EXATAMENTE! – ela berrou.

Nem preciso dizer que todos olharam para os dois, né?

– Você é... – ela baixou a voz e seus olhinhos brilharam. – você é gay?

– S-Sou, mas...

– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! – a loira o agarrou e afundou o rosto do rapaz em seus peitos. – PERFEITO! PERFEITO! NYAAAAAAAAH!!!

Nesse momento, ela teve que larga-lo para que passassem pelo detector de metais e todos ao redor os encaravam como se estivessem a assistir um espetáculo.

– E você tá namorando? – perguntou ela animada assim que seguiram para o avião.

– Não...

– NYAAAAAAAAH!!! É AINDA MELHOR DO QUE EU PENSAVA!!! NYAAAAA EU TENHO UM AMIGO PERFEITO PRA VOCÊ!!!

– Pare de gritar... – ele murmurou.

A loira continuou a gritar feita louca e se agarrar ao garoto e o sufocava com aqueles melões que ela chamava de peitos. O que deixava o moreno desconfortável já que era cem por cento gay... Mas com toda certeza, Alex seria uma boa amiga.

“Acho que não vai ser tão ruim quando eu pensava” o moreno sorriu.

Longe dos portões, havia duas fujoshis de óculos escuros e boné que observavam os dois sumirem no corredor de embarque.

– Acha que isso vai dar certo? Me sinto um pouco inútil em meu trabalho. – disse a rosada com um biquinho.

– Alex é a melhor que eu conheço no que faz, demos sorte de ela ter conseguido essa bolsa exatamente no mesmo lugar que ele. – respondeu a morena.

– Mesmo assim. Tem certeza de que ela consegue?

A morena sorriu e observou o corredor já vazio da área de embarque.

– Tenho. Com toda a certeza possível.

Off. Pov Autora

“Me use como você quiser
Me possua sutilmente só por emoção
E eu sei que ficarei bem
Embora meus céus se tornem cinza”

On. Pov Kuroko

– Mas o que aconteceu? – perguntei incrédulo.

– Não sei. Quando fui usar o banheiro ele já estava aí.

Kagami se encontrava dentro do boxer, encolhido enquanto abraçava as próprias pernas e os olhos arregalados possuíam enormes olheiras.

– Hm... Taiga? – toquei seu ombro. – está tudo bem.

– Doces... Doces... 1,2,3 doces... – cantarolou o ruivo com o olhar desfocado.

– Doces? – Himuro franziu a testa. – essa música é a que o Atsushi vive cantando pra mim depois que nos... – o moreno corou violentamente. – MEU DEUS, VOCÊ ESTE AÍ TODO ESSE TEMPO?!

Ele começou a acertar tapas em Kagami que acordou do transe.

– CARALHO, ISSO DOI SEU EMO DESGRAÇADO!

– SEU TARADO! PERVERTIDO! SEM VERGONHA! – gritava Himuro completamente vermelho e enfurecido.

– AI, PORRA TÁ DOENDO!

– É BOM QUE DOA MESMO! SE FIZER ISSO NOVAMENTE EU VOU TE ESTUPRAR COM UM GUARDA-CHUVA!

– Para de bater nele! – coloquei-me entre os dois. – o que aconteceu?!

Himuro, sem por nenhum segundo perder o forte rubor nas bochechas bufou e saiu do banheiro.

– PERGUNTE A ELE! – gritou e saiu do quarto batendo a porta.

Suspirei e me abaixei ao lado de Kagami, acariciando suas bochechas delicadamente.

– O que aconteceu?

Eu tive meio milésimo para pensar antes de Kagami puxar-me e deitar sobre mim.

– EU NUNCA MAIS QUERO PASSAR POR ISSO NOVAMENTE! – choramingou ele.

– Hm? Taiga...?

“Nunca deixarei você cair
Eu enfrentarei tudo com você para sempre
Eu estarei do seu lado apesar de tudo isso
Mesmo que salvar você me mande para o céu”

O que será que aconteceu? Kagami está tão estranho e...

Que pressão é essa no meu pescoço...?

– KYAAAAAAAAAAA!!! – empurrei Kagami, o tirando de cima de mim.

Corri para o espelho e arregalei os olhos.

– MAS QUE DROGA TAIGA! – havia uma ENORME e ABSURDAMENTE escura marca roxa em meu pescoço.

O ruivo deu uma risada sinistra e me virou para si, prensando-me contra a pia.

– Depois de tudo o que passei... Acho que mereço isso... – ele sussurrou com a voz extremamente sexy.

– K-Kagami-kun... – droga! Fiquei tão nervoso que o chamei pelo segundo nome... E ainda desse jeito... ARG!

– Por favor... – sussurrou contra meu lóbulo. – me dê o que eu quero... – rapidamente, sua mão esquerda escorregou até minha bunda, apertando-a com força e arrancando-me um gemido. – Tetsuya.

– Nh... P-Por favor controle-se... – meio gemi, meio falei, não dá pra pensar numa situação dessas! — Aaah...

– Parece até que você faz de propósito... – ele riu ainda sinistramente. – ah, como consegue me provocar tanto?

– Kaga-

O ruivo puxou minha cintura com força e me jogou sobre o ombro.

– EI! – gritei.

No segundo seguinte eu estava sendo jogado em cima da cama de Kagami e o ruivo estava sobre mim.

You are a delight... I want to taste every piece of you... I want to fuck you in all possible ways…

MAS QUE DROGA! POR QUE EU NÃO SEI FALAR INGLÊS?!

– S-Senpai...! – gaguejei completamente corado.

– Adoro quando me chama assim... – ele riu, agora sem aquela aura sinistra e inclinou o rosto sobre o meu. – my blue-boy.

Estremeci e agarrei seus ombros. Deixando um gemido baixo escapar quando senti seu joelho roçar entre minhas pernas.

I need to fuck you... – soltou um gemido semelhante há um rosnado e abriu minha camisa com tudo, arrancando todos os botões. — Until not sustain mor...

Mas que drogaaaaaaaa!!! Não entendo nada do que ele está dizendo! Mas a maneira como diz... Como esfrega nossos corpos... Como transfere o calor de sua pele a minha... Como seus lábios sabem exatamente onde beijar... Como suas mãos sabem exatamente como me tocar...

– Sua pele é tão macia... – sussurrou roucamente contra meu ouvido enquanto acariciava meu abdômen. – lisinha... Gostosa de tocar... – começou a descer os lábios sobre o meu pescoço. – e principalmente... – seu hálito quente sobrou sobre um de meus botões. – provar...

Dito isso, abocanhou meu mamilo, chupando-o com tanta força que gritei. Suas mãos ágeis e impacientes tratavam de desabotoar minhas calças, deixando-me cada vez mais exposto.

– Ah... Como consegue ser tão... – sussurrou ele descendo os lábios cada vez mais sobre minha pele. – tão sexy?

– E-Eu... N-Não sou... – tentei dizer. – Nh... A-Aaah...!

O ruivo começou a massagear a parte interna de minha coxa com os lábios carnudos enquanto desabotoava a própria camisa e a atirava num lugar qualquer que estou sem interesse em observar.

Tornou a ser por sobre mim, agarrando minha nuca com força me puxando para um beijo afobado e descontrolado. Chupava meu lábio inferior com força, quase arrancando-o, mas a sensação não deixava de ser prazerosa.

A neve lá fora está derretendo cada vez mais rápido.

Não pediria para ele ir mais devagar, estava tão bom, tão gostoso... Não dava para desacelerar agora.

Mas... Não é justo só ele fazer isso.

Num movimento ágil, apertei seu membro por cima da calça, fazendo suas pernas fraquejar por um segundo, tempo o suficiente para que eu trocasse as posições e ficasse por cima dele.

– Eu... Também quero fazer isso... – sussurrei corando até a raiz dos cabelos.

Kagami arregalou os olhos, um leve rubor dominou suas bochechas.

– Fique a vontade. – ele acariciou gentilmente meu rosto e deitou a cabeça sobre os travesseiros. – faça o que quiser.

Nervosamente, desabotoei sua calça. Há muito tempo que eu não fazia aquilo, tinha medo que não conseguisse fazer direito...

Deslizei as indesejadas peças de roupa por suas pernas torneadas, exibindo aquele dote que me humilhava completamente.

“É tão grande...” pensei constrangido.

Com cuidado, toquei a base com a ponta dos dedos, todo o corpo de Kagami estremeceu ao mínimo toque e sorri de canto.

– Na primeira vez que fiz isso... – sussurrei. – reparei que era bastante sensível aqui... – dei um leve sopro em sua ereção, e ele gemeu apenas com isso. – Hm... Será que ainda é?

– T-Tetsu- AAH! – ele gritou quando abocanhei completamente seu membro.

Suas mãos foram para meus cabelos, enterrando os dedos longos em meus fios azuis. Seus olhos desviaram-se para cima e seu quadril moveu-se em direção há minha boca, enterrando-se até minha garganta.

Apoiei minhas mãos entre suas coxas enquanto começava uma sucção lenta. Kagami gemeu baixo, mas sua voz tão rouca na nota certa era o suficiente para me deixar louco.

– Tetsuya...

– Me faça seu Taiga. – larguei seu membro e me pus sobre o corpo do ruivo. – já esperamos o suficiente.

Kagami rosnou e num movimento quase invisível aos meus olhos se pôs sobre mim, arrancando minha box com tanta força que ela rasgou. Agora como é que diabos eu vou voltar para a aula...? Ah, foda-se...

– Onde está...? – Kagami murmurou. – eu sei que aquele emo maldito guarda...? ACHEI!

Ele gloriosamente ergueu um frasco de lubrificante e derramou praticamente metade do conteúdo gélido sobre o próprio membro, e a outra metade em minha entrada.

– T-Taiga...

– Shh.

Numa única estocada me penetrou.

Era pra eu sentir dor?

A única coisa que fiz foi chorar de prazer.

– OH, KAMI-SAMA! – berrei agarrando meus ombros. – ISSO!

Ah, por tudo... Há quanto tempo que eu não sentia isso?

– MAIS! – gemi alto enquanto mordia seu pescoço. – MAIS!

O ruivo estocava-me com tanta força que meu corpo era projetado contra a parede e minhas unhas quase rasgavam profundamente sua pele de tanta força que me agarrava a seus ombros.

– T-Tetsuya... – ele gemeu. – Nh... Aaah...

Kami, até os gemidos dele são tão perfeitos?

Mais rápido, Mais quente...

A neve lá fora já estava quase desaparecendo.

– Aaah... AAH! – gritei, ou gemi, sei lá...

A voz rouca do maior ecoava em meus ouvidos, nossas peles possuíam um atrito único, os corpos cobertos por uma fina camada de suor. Os olhos brilhantes de prazer, luxúria, desejo...

Numa estocada mais profunda do que todas as outras, meu ponto G foi acertado com tanta brutalidade que cheguei ao orgasmo num gemido quase desesperado.

Assim que me contrai, o ruivo gemeu longamente em meu ouvido e se desfez, preenchendo-me.

Ah, tão quente...

Ainda há neve?

– Eu te amo... – ouvi a voz embargada do ruivo enquanto uma gota morna tocava meu pescoço.

– Taiga...? – tentei erguer seu rosto.

– Não. – o ruivo forçou ainda mais o rosto sobre meu pescoço. – não quero que olhe para mim agora...

– M-Mas...

– Acho que eu nunca... – a voz dele tremia. – nunca amei tanto alguém assim...

– Taiga eu...

– Escute até o final.

– Certo. – engoli seco e acariciei seus cabelos.

– Eu te amo, mais do que qualquer coisa, mais do que qualquer pessoa. Eu sou seu, só seu, e espero que seja só meu. Eu posso estar sendo egoísta... Eu sou egoísta... Mas não quero te dividir com mais ninguém, não quero que mais ninguém se apaixone por você, nem que alguém olhe para seu corpo... Nem que respire o mesmo ar que você. Arg... Eu sei que sou um idiota, brutamontes, e que não mereço você, mas... Se quiser... Se quiser ser só meu, pra sempre só... Só me abrace agora.

Deslizei meus finos e brancos braços por suas costas largas e bronzeadas, levemente avermelhadas por causa de minhas unhas. A respiração irregular do ruivo soprava em minha pele, os braços estavam colados a minha cintura. Era tão quente, tão acolhedor...

Acho que isso se chama paz.

Sim, é isso.

Apenas paz.

Uma leve brisa soprou sobre o quarto, movendo um pouco as cortinas escuras e uma pequena mancha passou por minha vista.

A pequena pétala de sakura voou até minha mão direita, tocando coincidentemente meu anelar.

– Taiga.

– Hm? – ele finalmente ergueu a cabeça, e pude ver seus olhos avermelhados.

Acariciei seu rosto. Olhando profundamente o castanho de seus belos olhos brilhantes. Tão belo, tão incrível, tão...

Sorri de canto e dei-lhe um breve selinho, tão suave e tão puro quanto o que ele havia me dado no trem.

– Eu te amo Taiga.

“Nunca deixarei você cair
Eu enfrentarei tudo com você para sempre
Eu estarei do seu lado apesar de tudo isso
Mesmo que salvar você me mande para o céu”

THE END