Ei, esse Seme é meu!
13 Primeiros erros – Capital Inicial
Notas iniciais
“Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão”
On. Pov Autora
Os lábios do loiro estavam extremamente avermelhados após os beijos que o moreno lhe roubara. Suas mãos tremulas se agarravam á camisa amassada do maior, sentia que se a soltasse, perderia o controle das pernas que já estavam bambas. As mãos firmes do mais velho seguraram com firmeza a cintura do namorado, aprofundando ainda mais o beijo sôfrego.
– D-Deixe-me respirar... – disse Kise sentindo o rosto quente, sua respiração atrapalhava-se, sem nenhum ritmo, os olhos caramelados pareciam ainda mais claros pela excitação que sentia.
Aomine abandonou os lábios do menor e passou a degustar da pele macia do pescoço do loiro, marcando-a, deixando bem claro que ele o pertencia.
– K-Kurokocchi p-pode chegar... – disse o loiro tentando resistir aos lábios certeiros do namorado.
– Do jeito que você geme alto – riu roucamente o moreno agarrando as nádegas do menor que quase gritou de prazer. – acho que ele vai pensar duas vezes antes de entrar.
– M-Mas...
– Shh. – encostou os lábios fartos no lóbulo do loiro. – só aproveite o momento.
– Aominecchi...
– Daiki. – uma das mãos abandonou a fina cintura do loiro e direcionou-se ao queixo, segurando-o delicadamente entre seus dedos longos. – por favor, me chame de Daiki.
– D-Daikicchi... – enlaçou o pescoço do namorado, plantando um suave beijo em seus lábios enquanto suas pernas enroscavam-se na cintura do mesmo.
Aomine segurou com firmeza as cochas fartas do namorado e direcionou-se a cama do quarto, perdera as contas de quantas vezes já possuirá Kise naquele lugar. Mas não importava quantas vezes fizessem... Sempre lhe parecia um momento único.
Colocou o loiro cuidadosamente na cama, ficando por cima deste. Logo suas mãos habilidosas se livravam das incomodas peças de roupa do menor, jogando-as no chão e tornando a atacar a pele macia e levemente bronzeada que o namorado possuía.
Sentiu a respiração quente do loiro soprar em seu ombro. As mãos nervosas do mais novo deslizavam a camisa do mais velho pelos braços do mesmo, arrancando-a de seu corpo. Logo o moreno massageou a pele do menor entre seus lábios carnudos, chegando à um dos botões róseos. Abocanhou-o, chupando com força, deixando a pele ao redor avermelhada. O mais novo arqueou a coluna enquanto arranhava as costas do namorado com as unhas curtas.
Aomine tomou novamente os lábios ofegantes de Kise enquanto puxava a calça para longe das pernas do loiro, expondo ainda mais aquele corpo perfeito e modelado que lhe pertencia.
“Se você não entende não vê
Se não me vê, não entende”
Logo em seguida retirou a última peça de roupa do namorado, fazendo o mesmo com as próprias.
– V-Vai com calma... – ofegou Kise.
Aomine limitou-se a rir mentalmente, o loiro devia estar lhe provocando de proposito, não era possível. Os cabelos dourados estavam espalhados e bagunçados pelo colchão, os olhos lacrimosos, as bochechas fortemente ruborizadas, um fino filete de saliva escorrendo pelo canto da boca e a respiração quente, irregular.
Como podia ser tão tentador?
“Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende”
Tateou o criado-mudo ao lado da cama, pegando um pequeno tubo de lubrificante e espalhando-o bem entre os dedos. Nunca mais machucaria seu Kise, nunca mais beberia a ponto de perder o controle e machucar algo tão precioso para si.
O loiro gemeu alto ao sentir o indicador do moreno alargar seu interior, enquanto a outra mão separava ainda mais as pernas do mesmo.
– P-Ponha o outro... – gemeu Kise mexendo sua cintura, a fim de ter mais contato com aqueles dedos habilidosos.
Aomine logo fez o que o namorado pediu, estocando-o lentamente, torturando o loiro que empurrava cada vez mais os quadris para baixo. Tentou segurar a mão do moreno, obrigando-o a ir mais rápido, o mais velho apenas riu e afastou a mão do loiro, posicionando-se entre as pernas do mesmo.
– Está pronto? – perguntou mordendo sensualmente o lábio inferior.
– Se não colocar agora eu juro que vou te bater. – disse o menor fazendo um bico emburrado.
O mais velho riu e penetrou-o lentamente, o loiro prendeu a respiração e soltou um grito mudo, não importava quantas vezes fizessem, o volume do moreno parecia sempre maior.
Após alguns segundos, Kise assentiu positivamente com a cabeça, Aomine entendeu e começou a estoca-lo rapidamente, o loiro aranhou ainda mais as costas do namorado, jogando a cabeça pra trás. Aomine aproveitou para marcar ainda mais a pele suculenta de seu pescoço, chupando-a sem piedade.
O ar cheirava a sexo, a cama rangia, o calor envolvia os dois corpos que se tornavam apenas um. A respiração abafada do moreno soprava na pele macia do loiro que gritava sem pudor algum o primeiro nome do namorado.
– E-Eu... Aaah... – gemeu o loiro. – t-te amo...
– Eu também te amo... – disse o moreno prendendo a respiração ao sentir que Kise havia chegado em seu ápice.
A entrada do menor esmagou deliciosamente o membro do namorado, o fazendo delirar e se derramar dentro do que lhe pertencia.
“Se o meu corpo virasse sol
Se a minha mente virasse sol
Mas só chove, chove...
Chove, chove...”
Após alguns segundos, retirou-se de dentro do namorado e se largou ao lado do mesmo no colchão, tentando respirar.
– Impressão minha ou estamos fazendo isso com frequência demais? – disse o loiro que sentia seu quadril doer um pouco.
– Não é impressão... – riu o moreno ainda ofegante. – é incrível que ninguém do quartos vizinhos não tenha percebido...
– Hm... – Kise sentou-se, ainda sentia certa dor, mas era tolerável. – eu vou tomar banho.
– Eu vou com você.
– Não. – o loiro se pôs de pé. – se for comigo, não saímos do banheiro hoje. – e riu.
O moreno olhou-o maliciosamente e se colocou de pé, agarrando a cintura desnuda do namorado.
– Hoje é sábado. Não há aula. – aproximou os lábios da orelha do loiro. – podemos ficar no banheiro o dia inteiro.
– Melhor não. – Kise afastou-se dos braços do namorado. – não estou com vontade.
O moreno franziu a testa, não era do feitio de Kise negar-lhe sexo, havia feito algo errado?
– Vou indo. – o loiro rapidamente pegou roupas limpas no armário e se trancou no banheiro, deixando um Aomine completamente confuso para trás.
– Eu fiz alguma coisa? – murmurou para si mesmo.
Dentro do banheiro, Kise deixava a água do chuveiro limpar seu corpo e suspirava.
– Ele não entende...
“Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros”
Um tanto receoso, Aomine, ainda um pouco suado, vestiu uma roupa qualquer e saiu do quarto, deixando apenas um bilhete para Kise avisando que voltaria logo.
Detestava fazer isso, mas era necessário.
Afinal, todo homem odiava não ter a resposta para tudo.
Seguiu para o dormitório feminino, escapando da vista de alguns inspetores e bateu na porta de um dos quartos.
– Já vou! PARA DE BATER PORRA! – gritou uma voz feminina de dentro do quarto.
Um ser com o rosto pintado de verde e um pepino grudado à bochecha, com uma touca na cabeça e uma fita no buço abriu a porta.
– PORRA É ISSO?! – berrou Aomine se jogando para trás.
Riko revirou os olhos e seus olhos seguiram para dentro do cômodo.
– Momoi!!! Daiki-chan está aqui!!!
Logo uma garota utilizando os mesmos objetos que a outra apareceu na porta. Só que essa usava os cabelos rosados presos num coque no alto da cabeça.
– O QUE É ISSO?! – continuava a gritar Aomine.
– Para de ser escandaloso. – a rosada puxou o moreno pelo pulso para dentro do quarto e fechou a porta. – é apenas o nosso tratamento mensal.
– Tratamento mensal?
– Sim. – ela raspou a unha na fita que se encontrava abaixo do nariz e respirou fundo. – pera um segundo. – respirou fundo, e puxou-a com tudo.
Soltou um grito de dor e lagrimas salpicaram seu rosto.
– Já passou, já passou! – consolou-a Riku que colocava um algodão úmido no local.
– Pra que isso? – Aomine ergueu uma sobrancelha.
– Tirar o buço. – choramingou Momoi. – sabe como é horrível pra uma garota ter isso? (n/a: MORRAM DE INVEJA, EU NÃO TENHO! HOHOHOHO! Parei...).
– Agora é a minha vez. – disse Riko corajosamente.
Fez o mesmo que a amiga e logo as duas choravam juntas.
– Francamente... – suspirou Aomine. – como posso pedir ajuda há essas loucas?
Automaticamente, os rostos cobertos por uma gosma verde se viraram para Aomine.
– Você disse “ajuda”? – disseram as duas ao mesmo tempo.
– Hunf. Sim. – disse o moreno relutante.
Ambas limparam seus rostos com uma toalha e se dirigiram em direção a Aomine, o guiando para uma cadeira que ficava em frente há uma penteadeira.
– Então... – sorriu Momoi.
–... Precisa de nossa ajuda. – completou Riko.
– Uhum. – disse Aomine irritado.
– Têm haver com o fato do Kise-chan estar lhe negando sexo? – perguntou Momoi.
O rapaz rapidamente olhou assombrado para ela.
– Como você sabe?
Ambas as fujoshis sorriram sadicamente e se sentaram em cima da penteadeira.
– Temos nossas fontes. – respondeu Riko lançando um olhar cumplice para Momoi que fez Aomine gelar.
Teria mesmo sido uma boa ideia pedir ajuda há essas duas? Ele começava a achar que não...
– Está confuso né? – disse Momoi. – pois Kise nunca te negou sexo, e agora, do nada, agiu de maneira estranha, certo?
Aomine apenas concordou assombrado e Momoi sorri gentilmente junto a Riko.
– O que ele precisa é de amor. – disse Riko.
“Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove...”
– Amor? – o moreno ficou ainda mais confuso. – Mas eu dou amor á ele.
– Não estamos falando daqui. – a rosada apontou para o meio das pernas do moreno. – e sim daqui. – tocou seu peito, onde estava seu coração. – Kise é romântico. Ele gosta de gestos carinhosos. Por isso que você quase o perdeu para Kasamatsu-chan.
O moreno fez uma careta ao se lembrar do “querido” senpai de seu namorado e cerrou os punhos.
– Kasamatsu nunca irá ter o meu Kise. – disse irritado.
– Sabemos que não, já cuidamos disso. – disse Momoi de maneira simples, fazendo o moreno finalmente dar um nó cego em se cérebro. – mas a questão é...
–... A sua insensibilidade. – completou Riko.
Isso foi um soco na cara do moreno.
– Como assim minha “insensibilidade”? – estava a ponto de bater nas duas fujoshis.
– Convenhamos que você não é o namorado mais romântico do mundo né? Já o estuprou, o chama de loira burra direto, nunca o levou para um encontro descente, quase o perdeu para um garoto mais baixo que você, o tomou a força e mais uma enorme lista.
Cada palavra era como uma facada no moreno que olhava para as duas, incrédulo, COMO ELAS PODIAM SABER DE TUDO?
– E o que eu preciso fazer? – já estava com medo da resposta.
As garotas sorriram cumplices e Aomine quase podia ver uma aura ao redor delas.
– Não se preocupe com detalhes, já planejamos tudo... – aproximaram-se do moreno...
Aomine gelou, e a única coisa que pensava era:
POR QUE FUI DAR OUVIDOS HÁ ESSAS LOUCAS?!
Off. Pov Autora
“Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros”
On. Pov Kise
Aomine estava demorando, será que havia acontecido alguma coisa?
Vesti um moletom branco e fui procura-lo, mas nada de encontra-lo.
Estava tão concentrado em encontrar meu namorado, que acabei esbarrando em alguém.
– Desculpe... – falei erguendo o olhar. — K-Kasamatsu-senpai?
Senpai ergueu o olhar e deu um sorriso de canto.
– Há quanto tempo Kise.
Lembrei-me do que ele havia feito e ruborizei furiosamente.
– Não precisa se preocupar. – disse ele com uma expressão pacifica. – não vou mais te “atacar” e riu.
– Eu...
– Oye! Kasamatsu! – gritou uma voz.
O moreno se virou e acenou para um garoto de cabelos loiro-caramelados que veio até nós segurando uma caixa de papelão enorme e cheia de objetos variados.
– Conhece o Miyagi do clube de Teatro? – perguntou.
– Mais ou menos. – respondi e cumprimentei o mais velho formalmente. – Miyagi-senpai.
Ele fez um aceno educado com a cabeça e olhou para Kasamatu, fazendo um bico.
– Você disse que ia me ajudar, estava demorando.
O moreno riu e apertou uma das bochechas dos mais velho.
– Já estava indo. – olhou para mim e sorriu. – nos vemos depois.
– T-Tá. – acenei nervosamente, observando os dois sumirem no corredor. – eu hein...
– KISE-CHAN!!! – ouvi a voz de Momoi no corredor.
Olhei para o lado, logo ela e Riko agarraram-se aos meus braços e começaram a me arrastar pelo corredor.
– O que foi? – perguntei preocupado. – aconteceu alguma coisa?
– No terraço, Aomine ele... – começou Riko com um tom choroso.
Mal a ouvi e logo me soltei das duas, correndo até o terraço. O que havia acontecido com o meu Aomine? Estava bem? Machucado? Ferido?
Esses pensamentos gritavam em minha mente e corri com tudo até o terraço quase arrombando a porta ao chegar lá.
– AOMINECCHI?!!! – gritei.
Parei em seguida. O que estava havendo?
Aomine se encontrava de pé, em cima da grade de proteção, a ponto de cair.
– AOMINECCHI! SAÍA DAÍ!!! – gritei.
O moreno olhou para mim, com um sorriso gentil...
E se jogou.
“Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove...”
MEU DEUS!
Corri em direção há grande. Não, não, não! Aominecchi não havia feito aquilo! NÃO!
Segurei a grade com força e olhei para baixo, perdendo o folego logo em seguida.
Havia uma multidão ao redor de algo, todos olhavam surpresos com a cena.
“Quer ser meu para sempre?”
Era o que estava escrito em letras garrafadas numa enorme placa que se encontrava no chão do pátio.
– Então, aceita? – uma voz rouca e brincalhona soou atrás de mim.
Meus olhos se encheram de lagrimas e olhou para trás, ali estava meu moreno, meu namorado,
Meu Daiki.
Ele sorria gentilmente e segurava um buque repleto de girassóis, minha flor favorita, pois meus pais costumavam dizer que ela me lembrava: Era bonita, alegre e chamativa. Eu sempre fica constrangido quando me comparavam a ela, mas, agora, nunca me senti tão feliz ao vê-las nas mãos de alguém.
– SEU IDIOTA! – gritei. – QUER ME MATAR DO CORAÇÃO?!
Aomine riu e foi em minha direção, entregando-me o buque. Acariciou gentilmente meus cabelos e beijou minha testa.
– Nunca. Se fosse para morrer, só depois de dizer o quanto eu te amo meu loiro. Meu Kise.

“Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove, chove
Chove, chove...”
– Então... Você aceita ser meu para sempre, meu loiro natural?
As lagrimas de felicidade continuavam a cair insistentemente por meus olhos e puxei seu queixo em minha direção, dando-lhe um beijo de tirar o folego.
– É claro que sim idiota!
Então ele sorriu novamente, e eu nunca havia o visto tão belo.
Abracei o buque e observei-o encantado.
– Obrigado. – sussurrei. – por tudo, mas não precisa fazer esse tipo de coisa. – sorri, fixando meus olhos nos dele. – eu te amo do jeito que você é.
Aomine corou levemente e tomou meus lábios nos dele.
– Eu te amo. – sussurrou.
– Eu também.
– Para sempre?
Enxuguei as lagrimas que escorriam por meu rosto e sorri.
– Para sempre.
“Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove...”
Off. Pov Kise
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