Ei, esse Seme é meu!

14 Daqui pra frente – NX Zero


Notas iniciais
Hm... Oi...? *coloca só a cabeça para fora da muralha* *LEVA PEDRADAS, TIROS E GRANADAS* DESCULPA! DESCULPA! DESCULPA! EU SEI QUE DEMOREI!!! :( Mas tive um bloquei criativo. CÊS SABEM COMO ISSO É HORRÍVEL?! Você pega seu pc, abre o Word, e pronto. Fica lá, encarando a página em branco e não vêm NENHUMA IDEIA na sua cabeça! >:( ODEIO QUANDO ISSO ACONTECE! Bom, mas aí está mais um cap, saiu meio forçado já que espremi meu cérebro igual a uma laranja! Ah, eu fiz uma one KiseKuro (que me veio do nada, vai enteder), vou por o link no fim do cap! Mordidinhas e até as N.F.

“Estou aqui pra dizer que eu jamais
Imaginei te ver sofrendo assim
Te ver chorar vai me fazer sofrer ainda mais”

On. Pov Ogiwara

– Shigehiro Ogiwara, preste atenção! – repreendeu-me o sensei de álgebra.

– Desculpe-me sensei. – desviei meus olhos da janela. – não tornara a se repetir.

Ele me lançou um olhar reprovador e tornou a explicar sua matéria, tentei me concentrar, mas logo meus olhos tornaram a observar o pátio através da janela.

A outra turma de primeiro ano estava lá realizando alguma atividade cultural, enquanto montavam alguns estandes. Provavelmente para a feira de ciências.

Vi, pela centésima vez, Kagami tocar o ombro de Kuroko, falando algo que fazia o menor rir e corar.

Apertei a caneta em minha mão, sentindo-a rachar.

– Não o toque... – murmurei fuzilando o ruivo que sequer me vira.

Apertei com ainda mais força, até sentir um liquido gélido respingar em meu rosto.

– AI! – reclamou uma voz feminina ao meu lado.

Era a garota que sentava ao meu lado, quando a apertei o objeto, ele explodiu e o pino de trás acertou o rosto da menina.

– Cuidado. – disse ela irritada.

Possuía cabelos loiros, longos, presos num rabo de cavalo e peitos ENORMES. Além de que sua voz possuía um sotaque estranho.

– VOCÊS DOIS! SILENCIO! – exigiu o sensei. – mais uma dessas e vão para fora de sala!

– Posso lavar a mão? – perguntei erguendo o punho sujo de tinta.

Ele soltou uma espécie de rugido, irritado, e fez que sim com a cabeça.

Saí rapidamente da sala, se bem que, eu não pretendia voltar.

Fui direto para o banheiro, lavar a tinta em minha mão. Depois, segui para o pátio, onde poderia me misturar com o outro primeiro ano, e, consequentemente, falar com Kuroko.

Ele estava inclinado sobre uma mesa, ajeitando uma maquete. Kagami, que estava atrás dele, deu um sorriso e agarrou a cintura do menor, fazendo o mesmo arquear as costas e depois acerta-lo com várias tapas irritado, fazendo o maior rir.

“Estou aqui pra dizer que eu jamais
Quis te ver assim (quis te ver assim)
E escrever aqui (escrever aqui)
Tudo o que senti”

Cerrei meus punhos com força, direcionei meus passos aos dois e fixei meus olhos no azulado.

– Tetsuya. – chamei-o.

Ele ergueu o olhar e disse um tanto surpreso:

– Ogiwara! O que está fazendo aqui? Sua turma não está em aula?

– Está, mas eu...

– Tetsuya – interrompeu-me aquele ruivo irritante. – aquele lado vai desequilibrar. – apontou para um ponto na maquete.

O azulado soltou uma exclamação e se inclinou completamente na mesa, a sim de alcançar a bendita parte que estava quase caindo.

Vi a mão atrevida de Kagami direcionar-se a bunda do menor, rapidamente segurei seu pulso e o virei para trás.

O ruivo fez uma careta e me olhou com um misto de raiva e confusão no olhar.

– Pronto! Consegui. – disse Kuroko com um sorriso bobo.

Ele olhou para nos e ergueu uma sobrancelha.

– O que foi? Estão com umas caras estranhas.

– Não é nada Tetsuya. – Kagami sorriu para o menor. – impressão sua.

Kuroko retribuiu minimamente o sorriso e tornou suas safiras para mim.

– Você não me respondeu... O que está fazendo aqui? – ele parecia preocupado. – aconteceu alguma coisa?

– Não, estou bem. – sorri de canto, Kuroko ficava realmente fofo desta maneira. – mas eu queria conversar com você, ok?

– Está bem. Pode ser depois? Temos que terminar de montar os estandes hoje.

– Tudo bem. – dei-lhe um beijo na testa e ele sorriu. – te vejo no interva-lo.

– Tá! – ele acenou para mim, ao seu lado, Kagami me esquartejava com os olhos.

“Está mais que na hora de eu te contar a verdade Tetsuya...” pensei.

Off. Pov Ogiwara

“Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou”

On. Pov Himuro

– Ei, Atsushi, calma! – separei nossos lábios para respirar.

– Mas eu quero o Murochin... – disse manhosamente o arroxeado e tornou a me beijar.

QUANTO FOLEGO ELE TEM?

Empurrei-o novamente, mas ele era enorme, a única coisa que consegui foi separar nossos rostos.

– D-Deveríamos estar na aula. – protestei.

– Mas eu não quero. – ele fez um bico e tocou meu lábio inferior com a ponta do indicador. – tudo o que eu quero está aqui...

Meu rosto ficou mais vermelho do que já estava e voltei meus olhos para o chão.

– Atsushi eu...

– Shh. – seus lábios silenciaram os meus. – eu só quero te devorar Murochin...

Ah, Kami-sama! O que eu faço? Apesar do jeito estranho, Murasakibara sempre consegue me deixar sem palavras...

– E-Espera... – segurei sua mão que já estava adentrando minha blusa. – h-hoje não! Eu não estou me sentindo muito bem...

– Murochiiiiiiiiin... – disse choroso.

– Desculpe eu... ‘Tô com dor de cabeça! – menti. – e meu estomago doí um pouco. S-Semana que vêm nos... An... Fazemos tá bem?

– Mas Murochin...

– Por favor. – olhei para suas belas ametistas que estavam úmidas. – s-semana que vem.

O arroxeado suspirou e me soltou cuidadosamente sobre a cama.

– Tudo bem. – disse ele. – mas será no domingo, daqui a quatro dias, sem falta, ok? Promete? – as longas mechas roxas cobriam seu rosto, eu não conseguia ver que expressão ele estava fazendo.

– P-Prometo. – baixei novamente o olhar, nervoso.

– Himuro. – chamou-me.

“Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar
Eu espero que daqui pra frente...”

Assustei-me ao ouvi-lo me chamar assim e olhei para cima, a tempo de ver seus cabelos voando e seus lábios cobriram os meus novamente, num toque bem mais profundo que o último. Meu corpo estremeceu com a intensidade de seu beijo, que me parecia tão selvagem e necessitado.

O ar me faltou, minhas mãos tremulas tocaram levemente seu peito, senti meus olhos lacrimejarem e meu baixo ventre arder.

– Nos vemos mais tarde. – ele subitamente parou o beijo e me deu as costas. – não se esqueça do que me prometeu. – inclinou o pescoço, afastando o cabelo do rosto e encarando-me seriamente, seus olhos ardiam em determinação. – Himuro.

Ele se retirou do quarto e soltei minha respiração, nem havia percebido que havia a prendido.

Larguei-me na cama e cobri meus olhos com as mãos.

– O que... Foi isso...? – murmurei .

Off. Pov Himuro

“Estou aqui pra dizer seu coração
Vai te mostrar exatamente pra onde ir
Temos muito o que viver
Enganar o tempo não dá mais”

On. Pov Midorima

EU VOU MATAR O AKASHI!

Justo no dia em que Takao decidiu se entregar a mim, descobri que uma papelada havia sido trocada e outra não assinada pelo vice-presidente. O que acabou fazendo uma confusão e o diretor veio tirar satisfações comigo. Como se eu tivesse culpa!

Mas isso não iria passar de hoje!

– Midorima Shintarou, algum problema?

Ergui o olhar e percebi que todos na sala me encaravam. Franzi a testa e olhei para minha mesa. Ela estava COMPLETAMENTE arranhada por minhas unhas, a madeira chegava a sair em lascas e sujara completamente o chão ao meu redor.

– Perdão sensei. – ai que vergonha para um presidente do conselho estudantil. – mas, realmente, não me sinto muito bem.

– Precisa ir à enfermaria?

– Não é necessário. Desculpe-me por atrapalhar sua aula.

– Tudo bem. Se sentir-se pior avise, seria um problema se meu melhor aluno adoecesse. – ele disse com uma risada discreta.

– Está bem. – suspirei.

Não era hora para pensar nisso. Precisava prestar atenção na aula.

“Mas hoje você não me escapa Takao...”.

Off. Pov Midorima

“Estou aqui pra dizer que eu jamais
Quis te ver assim (quis te ver assim)
E escrever aqui (escrever aqui)
Tudo o que senti”

On. Pov Kuroko

– Finalmente! – suspirei ao ouvir o toque para o intervalo.

– Hm... Você realmente detesta a aula de inglês né Kurokocchi? – disse Kise bagunçando meus cabelos.

– É tão difícil. – falei. – e pare de bagunçar meu cabelo! – reclamei dando uma tapa em sua mão.

Kise riu e logo Aomine apareceu, pondo um braço ao redor dos ombros do loiro.

– Oye – disse o moreno. – não bata no meu loiro.

Ergui uma sobrancelha, Aomine estava tratando Kise por um adjetivo MASCULINO? Havia algo errado... Mas, se tratando aqueles dois é melhor nem perguntar...

– Bom, eu vou falar com o Ogiwara e depois volto tá? – falei para os dois.

Eles nem pareceram me ouvir, encaravam um ao outro de maneira quase hipnotizada, estava vendo a hora eles começarem a se pegar no meio da sala...

“Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou”

Bom... Estou indo... – escapuli dali.

Tem coisa pior que segurar vela? No meu caso, seria um lustre mesmo...

– Tetsuya!

Vire-me, a tempo de depara com Ogiwara.

– Oi. Então, o que queria falar? – dei um sorriso de lado.

– É meio que pessoal... Precisamos ir para um lugar mais reservado.

– Está bem. – comecei a ficar preocupado, o que havia acontecido? Ogiwara me parecia nervoso...

Ele me levou até o terraço do colégio que, por sorte, estava vazio.

Assim que chegamos, encostou a porta e se dirigiu a grade de proteção, se apoiando nela.

– Ogiwara, está com algum problema? – aquilo já estava me apertando o coração.

– Não eu... Não é bem um problema – em nenhum momento ele ergueu o olhar. – eu só... Ah, é difícil falar.

– Pode me contar qualquer coisa! – aproximei-me dele e coloquei uma mão em seu ombro enquanto sorria. – afinal, é para isso que servem os melhores amigos não é?

“Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar
Eu espero que daqui pra frente...”

– Sim... Os melhores amigos... – ele sussurrou mais para si do que para mim. – eu... Eu... – ele fechou os olhos com força. – não consigo...

– Ogiwara?

Ele se virou, dando-me as costas e encarou o horizonte.

– Vou voltar para o exterior.

– O QUE?! – me alterei.

Como assim voltar para o exterior? Do que ele estava falando? Não podia!

– Mas você acabou de voltar! – protestei. – não pode ir assim, eu...

– É o melhor a fazer Tetsuya, não posso mais ficar aqui.

– Por que não? Explique isso direito!

– Não posso explicar... Mas esse é o melhor jeito, acredite.

– QUE SE FODA ISSO! POR QUE VOCÊ VAI?! EU NÃO ENTENDO!

– Perdoe-me. – sussurrou quase mudo.

“Eu sigo o meu caminho
E você siga o seu
E acho que isso é mais forte que eu”

– O que...?

– Perdoe-me por não poder ficar mais tempo com você. – ele finalmente olhou para mim, e seus olhos estavam lacrimejados. – sinto muito... Eu não posso mais. – sorriu confiante, apesar das lagrimas. – venha aqui.

Segurou delicadamente minha mão e me puxou para um abraço que não neguei. Senti seu rosto afundar-se na curva de meu pescoço e aspirar ao aroma que eu exalava. Uma de suas mãos acariciava meus cabelos enquanto a outra se apoiava em minhas costas.

–Você é o meu melhor amigo. – sussurrou colando nossos narizes. – é a pessoa que eu mais gosto nesse mundo entendeu? Não se atreva a ter outro melhor amigo quando eu for.

– M-Mas você... – meus olhos começaram a arder.

– Shh. – deu-me um beijo carinhoso na testa. – vai ficar tudo bem meu pequeno Smurf. Voltarei na semana que vem, assim que eu me estabilizar, entrarei em contato.

“Tive minha chance
E não sobrou mais nada
Que possa fazer você ficar”

– Ogiwara pense bem... Você pode ficar! Você pode...

– Não insista, eu já me decidi. – levou a mão que estava em meus cabelos até meu rosto. – fique bem enquanto eu estiver fora, ok?

– V-Vou ficar.

– Ótimo. – ele separou nosso abraço e deu as costas, seguindo até a porta. – a propósito...

Seus olhos encontraram os meus, um choque elétrico percorreu todo o meu corpo. A ardência em meus orbes aumentou.

–... Seja feliz com o Kagami. Diga para ele, que se te fizer chorar, eu o mato.

“Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou”

– OGIWARA! – corri em sua direção e lhe agarrei a manga do paletó.

Ele parou de andar.

– Hm?

– Também não... Não arranje outro melhor amigo!

Ouvi-o rir e sua voz saiu um tanto rouca e desconcertada.

– Não farei isso. Você é insubstituível Kuroko Tetsuya.

Dito isso, soltou-se cuidadosamente de minhas mãos e passou pela porta.

Assim que ele sumiu, continuei com o braço estendido, como se ele ainda estivesse em minhas mãos. Não pude impedir as lagrimas que começaram a escorrer por meu rosto, a ardência em meus olhos se tornara insuportável.

Conhecia-o desde sempre, ele sempre esteve ali.

Meu melhor amigo.

A pessoa em que eu mais confio.

Shigehiro Ogiwara.

– Por favor... Seja feliz...


“Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar...”


“Esse é meu preço pra deixar você ir”

Off. Pov Kuroko

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ONE-SHOT KISEKURO : Meu querido Onii-chan

Notas finais
*---* Mereço tiros? SEI QUE SIM! Ah, eu que montei a imagem do cap, se tiver ficado um lixo... Podem me apedrejar. Nhaaak, alguém aí poderia dar uma olhadinha no meu Webnode? Criei agora e está meio primitivo, mas não mata dar SÓ UMA OLHADINHA né? Cá está o link: http://garotaotaku.webnode.com/ Mordidinhas e ja nee meus queridos pôneis!