Ei, Quer Ser Meu Amigo?
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Chegamos até eles, e disse Oi, mas eles me ignoraram. Disse Oi de novo e me ignoraram, olhei para a Kauana e ela fez uma cara de confusa:
– PORRA, VOCÊS SÃO SURDOS CACETE, EU TO FALANDO OI AQUI...! – gritei e me ignoraram de novo.
Qual é, o que eu fiz, vão me ignorar, a droga, a merda da lembrança voltando, isso não legal.
Era como flash na minha cabeça, todas as coisas que me faziam até o ano passado na minha outra escola, isso doía tanto meu coração quanto minha cabeça. Ia dando pontadas fortes na minha cabeça e eu fui apertando minhas têmporas e fui abaixando lentamente, era uma dor tão forte que lágrimas desciam em meu rosto:
– Para, por favor, faz parar. – sussurrava. Nessa hora eu não vi nada ao redor, a dor me consumia, minha vista ficou turva e foi escurecendo e dor não passava e eu devo ter apagado.
[...]
Daniel Martinelli: Estávamos conversando quando resolvemos fazer uma brincadeira com a Sophie e com toda a certeza que ela ficaria puta, resolvemos ignorá-la. Quando ela chegou falava Oi e fingíamos que não escutávamos, ela deu um piti, e do nada começou a apertar a cabeça e se agachar e chorava:
– Vocês não fazer nada seus otarios. – disse uma garota, acho que era da minha sala.
– O que aconteceu com ela? – perguntou o Gustavo se abaixando até ela, ela estava com o rosto pálido e aquilo me fez ficar com culpa.
Ninguém fazia nada e o povo da escola da se amontoando em cima dela:
– Façam alguma coisa, seus idiotas. – a mesma garota disse.
Gustavo pegou Sophie no colo e começou a correr até a enfermaria da escola, Sophie parecia tão mole, quando sinto alguém atrás de mim, viro-me e dou de cara com Raquel.
Eu ia começar a correr atrás deles:
– Aonde você vai amor? – perguntou Raquel com a voz enjoada.
– Vou ver se a Sophie esta bem. – respondi.
– Não vai não, eu sou sua namorada e você vai ficar aqui comigo. – disse mandona.
– Eu tenho que ver a Sophie.
– Você não vai vê-la se não me pai fica sabendo disso.
Merda. Porque ela tinha que ser assim.
Enquanto o Gustavo e a garota levavam a Sophie para a enfermaria, o Lucas e as meninas do Terceiro tinham ficado ali:
– Lucas vê a Sophie e depois me avisa. – pedi e ele afirmou e correu para a enfermaria.
[...]
Gustavo Benfatti: Enquanto carregava Sophie, meu coração se apertava por vê-la assim, pálida e mole em meus braços, quanto mais eu corria parecia que o caminho aumentava e eu não chegava logo, isso era uma agonia.
Chegamos eu e mais a garota, e uma enfermeira nos viu e correu até nós:
– O que aconteceu? – perguntou apontando para a cama.
– Não sei, ela desmaiou lá fora. – disse.
– Ta, eu cuido dela, agora podem sair. – disse, mas eu não queria sair do lado da Sophie.
– Eu não vou sair. – disse seguro.
– Você tem que sair. – disse.
– Por favor, me deixa ficar.
– Ta, mas só um fica.
– Pode ficar. – disse a garota, ela saiu.
A médica começou a fazer um monte de coisas na Sophie, e eu andava de um lado para o outro.
A médica suspirou, e sentou na sua mesa de novo.
– O que aconteceu com ela? – perguntei.
– A pressão dela deve ter subido de repente e começou ficou muito elevada causou o desmaio. – disse.
– Ela ta bem? – perguntei.
– Agora esta.
Cheguei até Sophie e sentei do lado dela.
– Eu posso ficar com ela? – perguntei.
– Você tem aula meu jovem. – disse.
Peguei na mão de Sophie que estava gelada.
– Tudo bem, eu só vou avisar a diretora.- Ela saiu de lá, e eu deitei do lado da Sophie e sussurrei:
– Nunca mais me assusta assim menina! Nunca!!
Senti ela se virar um pouco e ela passou o braço por cima de mim e eu a puxei para o meu peito, e eu lhe dei um beijo na testa.
A médica voltou e deu um sorrisinho para mim e fez suas coisas, quando Lucas abre a porta da enfermaria.
– A Sophie esta bem cara? – disse chegando perto de mim.
– Agora esta, ela ta dormindo um pouco. – disse.
– O que ela teve? – perguntou.
– A pressão dela subiu.
Ele deu um beijo na bochecha da Sophie e saiu nossa como àquela hora eu queria meter uns tapa na cara daquele moleque.
Lucas Jorgett: Depois do desmaio da Sophie, entramos na sala e ficamos assistindo aula, mas eu não me concentrava, eu queria a todo o momento ir vê-la, mas precisava ficar ela já estava com o Gustavo e vê-la daquele jeito perto dele, me deu uma vontade enorme de socar ele.
Na hora do recreio, fui contar o que aconteceu para o Daniel e tinha umas garotas lá.
Contei tudo que tinha ficado sabendo e a Raquel disse:
– Eu acho que ela queria chamar atenção do meu namorado! – disse com uma voz insuportável.
– Eu não acho, ela passou mal de verdade. – disse confiante.
– Ela não presta é uma vadia, só vocês não vêem – Raquel disse arrogante.
– A única vadia que tem aqui é você- disse alto
O Daniel que estava fora do ar até agora, olhou para mim divertido e disse:
– Vai com calma, cara. -
– Você só vai falar isso Daniel. – disse a Raquel emburrada.
Daniel não disse nada. Ela bufou e saiu dali.
– Já era a hora. – Daniel disse.
– Desse jeito acho que você não gosta da sua namorada. – disse rindo.
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