Notas iniciais
Ooi ♥

“Olhei para cima e vi aquela coisa que falou.”

Eu num é que era a vadia da Funckquel. Olhei para a cara dela, levantei. E Deus, por que me fizeste tão pequena? A Funckquel era uma puta de uma cavalona, mais não intimidei.

Subi em cima do banco, o povo que tava ao redor olhou com a cara de quem viram a Hebe Camargo, que isso.

– E quem é você pra falar alguma merda? Fica ai na tua, sei lá, vai fazer alguma coisa de interessante para você, como olhar seus peitos crescerem ou ver suas unhas estão limpas, — olhei para o Lucas – fez sentido? – perguntei, ele afirmou com a cabeça e eu continuei. — e larga do meu pé chulé.

O Lucas rachou o bico ali mesmo.

– Você, Sophie, é tão... — procurando palavras- tão baixa, que precisa subir em cima de um banco para ser igual a mim. – disse nada com nada né. Isso num fez porra de sentido nenhum.

– Ainda bem que eu sou como você, Deus me livre de ser essa cavalona. – disse entre dentes.

– Vocês são sempre assim? – perguntou Lucas, depois de um determinado tempo só assistindo.

– Ah, oi quem é você? – perguntou à loira, rejeitando a pergunta de Lucas.

– Sou o Lucas, a gente é da mesma sala – respondeu, ela ficou sem graça, mas logo se jogou e lhe cumprimentou com um beijo na bochecha. A vadia num perde tempo hein..!

– To indo Lucas, um xurrumino passou ali e vou ver se o Chaves quer pegar ele comigo.! – disse com tédio, mas eu estava cascando o bico por dentro, por que a cara que a BARBIE fez foi muito boa.

Dei um pulo do banco, e saí andando até o banheiro. Precisa joga uma água na cara.


[...]


– O que você tava fazendo no banheiro até agora?

Véi que susto, nossa véi, acho que devo ter me cagado com o susto. Cheguei até dar um pulinho, MENTIRA:

– PORRA VÉI, TA QUERENDO ME MATAR SE É ISSO NUM PRECISA, QUE EU VOU ALI E FAÇO EU MESMA, PORRA QUE SUSTO MANO, VAI DA UM SUSTO DESSE NA SUA AVÓ PARA VER SER ELA NUM TEM UM INFARTO DO CORAÇÃO. – Lucas já tava rindo, num sei o que eu falei que ele começou a dar tanta risada que chorou da minha cara.

– Melhorou Lucas, agora me diz por que você tava rachando o bico da minha cara? – perguntei.

– É que você falou um infarto do coração – disse entre risadas.

– E num do coração que se tem infarto? – perguntei gente eu não sou lerda viu.

– É. – respondeu simplesmente

– Então por que tava rindo o trouxa? – perguntei com raiva

– É que não precisa falar que é do coração por que todo mundo sabe que infarto só da no coração, antinha. – disse ele dando um pedala Robinho na minha muringa.

– ah te fode Lucas, e vai bater na mãe. – disse dando um tapa em seu braço.

– Ai doeu Sophie. – disse passando a mão onde eu bati, e fazendo um bico enorme.

– Nossa agora seu braço vai cair? – perguntei com uma ironia do cacete.

Ele olhou para minha cara e do nada começou a rir de novo, eu fiquei lá esperando parar dar esse ataque nele.

Quando parou, ele respirou fundo, colocou o braço a redor do meu pescoço e disse:

– Ah, Sophie, você é muito comédia.

Começamos a andar, e uma mula pendurada em mim:

– Virei burro de carga agora?

– Ah pode ser Sophie, vou adorar ter você como minha pangaré. – disse ele debochado.

Dei uma cotovelada em sua costela, que deve ter doido muito já que na mesma hora ele soltou de mim, e deu um gemido:

– Porra Sophie, eu tava brincando.

Foi minha vez agora de rir, ah como eu sou MAAL.

Mas na hora que ia rir, encontrei os olhos de Daniel em mim, e o olhei com a mesma intensidade que ele, acho que fiquei um bom tempo fora de órbita, Daniel parou de me encarar e voltou a conversar COM QUEM, COM QUEM?

COM A FUCKQUEL, MAAÔEE.

– Tudo bem, Sophie? – perguntou Lucas, olhando na mesma direção que eu.

– Não é nada não Lucas. – disse com um sorriso torto.

Na mesma hora tive uma idéia brilhante, olhei para cara do Lucas e dei o maior sorriso maroto que tive, ele simplesmente falou:

– Lá vem merda.


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