Ei, Quer Ser Meu Amigo?
63 Capítulo 63
Entramos naquela casa, e o Daniel e o Josh estavam na sala a nossa espera, e foi ali que percebi que Daniel não tinha mãe. Ele me olhou e sorriu, viu a Fuckquel e seus olhos pareciam contentes e tristes ao mesmo tempo, eita moleque bipolar, depois que falam que eu que sou pirada e daí eu que sou a menina com TPM, louca...
(N/A: CALA A BOCA SOPH, E VOlTA PARA REALIDADE)
Ah qualé, a gente tava se dando tão bem, ai eu não posso começar a desabafar e falar como eu sou me sentindo, ah cara hoje eu to um lixo, fiz um puta milagre, menstruada e com um calça de couro, e sem medo, mas ai eu sou louca...
(N/A: Sophie pelo amor de Deus termina de contar sobre o jantar e para de achar que todo mundo te acha louca.)
Tudo bem eu vou volta a contar a história só que queria deixar bem claro.
(N/A: Sophie deixa tudo escuro mesmo e termina logo.)
Ta. Enfim, logo o senhor Raul foi apresentando os filhos para o meu pai.
– Esse aqui é Josh, vai seguir a minha carreira. – disse o Raul sorridente. Meu pai apertou a mão dele e logo após deu uma piscadela para a Jane. E que por o caso Ela ficou super vermelha.
– Prazer Josh, poderemos ser grandes amigos empresariais.
– Claro senhor Trevisan. – disse Josh sorrindo.
– E esse garotão aqui é o Daniel. Provavelmente seguirá os mesmos passos. – disse ele e o Dani fez uma cara nada boa, nada mesmo.
– Prazer Daniel. – disse meu pai apertando sua mão.
Logo após meu pai fez a apresentação de nossa família.
– Essa é minha esposa Clarice.
– Essa é Jane. – disse meu pai e Jane apertou a mão deles e logo após meu pai solta. – E quem sabe não sai um noivado aqui? – disse meu sorridente e o senhor Raul fez uma cara incrédula e logo após sorriu disfarçando. Já entendi esse desgraçado assumiu a posição que Jane estava em nossa casa, só pela roupa, só por ser mais simples, e provavelmente ele deve ser daqueles cretinos que só querem dinheiro.
– E essa é Sophie. – disse meu pai.
– Já nos conhecemos, não é Sophie? – perguntou Raul sorrindo. FALSO.
– Claro senhor Martinelli.
– Com licença senhores, vim avisar que o jantar esta servido. – disse Maria.
– Obrigado Maria. Vamos não queremos perder nem mais um segundo. – Raul disse.
– Claro.
Fomos indo em direção da sala de estar, sentamos e logo fomos servidos.
Durante o jantar começaram a discutir os assuntos das empresas e seus problemas, eu escutava atentamente.
– Com essa crise, eu quase perco 15% dos investimentos nos Estados Unidos, uma grande sorte minha não ter caído assim. Creio que nesse ano poderá aumentar essa renda já que esta prevista para não ter uma crise. A Europa esta chocando o mercado. – meu pai dizia.
– Eu vi bem, mas aqui em nosso país não estamos enfrentando crise, mas estamos enfrentando famílias com baixas rendas, são eles nossa fonte de lucro. – disse Raul.
Depois de falar que as famílias pobres são a fonte de riqueza deles eu não agüentei e me intrometi, não tinha como, era fato que o dinheiro vinha em primeiro.
– Se são famílias com a renda baixa que são a fonte de riqueza de vocês, deveriam dar atenção e um preço relativamente proporcional a eles, para que eles possam comprar, e não usar de preços relativamente altos, eles que nunca poderiam comprar, e ainda dizer que a renda das empresas estão ameaçando cair por causa disso não é justo, use de artifícios consumistas e proporcional, a renda não caíra, mas também não irá por enquanto aumentar. – acho que não deveria dizer nada mas foi mais forte que eu. O povo me olhava assustado e parecia que vinha orgulho dos olhos do meu pai e raiva dos olhos do Raul.
– E de que base você tira isso? – perguntou Raul seco.
– Malthus. – respondi simplesmente.
– Malthus errou, quem o diga que a teoria malthusiana.
– Malthus permitiu-se saber e mostrar sua teoria de que a enquanto a população crescer sua forma de vida seria difícil. Olha como estamos vivendo, podemos comprar de tudo, podemos viver e vivemos de forma luxuosa e muitas vezes somos caprichosos. Agora vê aqueles que nos dão a renda, que comprar do nosso produto, não são eles que dão nosso privilegio de dormir em uma cama macia? – perguntei.
– Nós trabalhamos duro para ter isso. – Raul disse.
– E não discordo, mas acho que eles soam coisa que nem daqui ousou fazer.
– Sophie, creio que então tenha uma proposta a fazer. – disse meu pai.
– Claro, garanto que talvez não seja a melhor porém, creio que as famílias de baixa renda esperam que saiam algo proporcional sua renda, estamos vendo um produto pelo seu dobro do preço original, eles esperam que pelo não tenha esse preço, que pelo menos um 1/3 desse valor seja aumentado e não o dobro.
– Mas se abaixarmos o preço perderemos renda. – disse Raul.
– Sim, porém não estará no preço original, e sim pouca coisa mais alta, e nem tão caro, quanto mais em meio termo mais produtos vendidos, é uma coisa fácil de se pensar.
– Já lhe ocorreu Sophie que não estamos em um mundo fantasioso? – perguntou Raul com desdém. Ah esse desgramado quer ouvir. Olhei para o meu pai, e ele me deu liberdade para debater.
–Claro, e o senhor já imaginou que não vivemos apenas com riqueza e sim de que estamos num país pobre, e de que temos nos reajustar para poder conseguir uma renda, não estamos apenas vendendo para pessoas com condição e sim para pessoas necessitadas.
– E de que base é essa agora? – perguntou..
– Karl Marx..
– Temos uma socialista aqui. – disse com ironia.
Meu pai tomou a frente da situação.
– Ótimas idéias, garanto que não sabia desse pensamento de Sophie, irei adquiri-lo, uma sociedade com o senhor seria ótimo a menos que pudesse pelo menos respeitá-la e seguir suas dicas.
– Não tem como seguir, é uma coisa retórica demais, não podemos abaixar preços, iremos falir.
– Não estamos em crise, precisamos nos prender a isso.
– Esta tudo bem. Poderemos conversar da sociedade. Miguel o que acha? – perguntou Raul.
– Não acho, estou fora de uma sociedade, que preza povos inferiores do que a própria classe. – disse o pai da Raquel.
– Então não teremos jeito, esta fora de cogitação sua entrada na sociedade, obrigado pela participação nessa reunião.
– Senhor Martinelli, poderia ir amanhã a meu escritório? – perguntou meu pai entregando um cartão. – Iremos fechar essa sociedade e dar inícios ás reunião com nossos empregados para saber suas opiniões.
– Claro senhor Trevisan.
– Quero agradecer o jantar. – disse meu pai. – Estamos de saída.
Levantei da cara e olhei para a cara do Daniel que estava meio assustada, e a do Josh que sorria, e da Jane que parecia que não estava acreditando mais que tinha certeza de que eu faria isso, e o rosto da minha mãe estava ilegível. A família da Raquel ficou por lá.
– Boa Noite senhores. – meu pai disse e então fomos embora finalmente.
Até que enfim aprendi andar de salto, porem o sapato dos infernos, que inventou aquilo tinha pacto com o capeta, por deixou todo meu pé dolorido, e olha que eu só fiquei sentada, e deveria estar com dor na bunda.
Estávamos chegando a casa, logo que desci do carro meu pai veio falar comigo.
– Como aprendeu aquilo? – perguntou sorrindo.
– Sei lá pai, eu só achei injusto isso, ele achar que é culpa dos pobres que estamos decaindo em nossas rendas.
– Mas precisava parecer que ia pular no pescoço do cara? – perguntou a Jane chegando perto da gente.
– Nem sei o que fiz.
– Muita idiotice. – minha mãe falou.
– Por que muita idiotice? – perguntei.
– Por que em reuniões assim, filha não se mete onde não é chamado.
– Eu só queria ajudar.
– E ajudou Sophie, e muito.
– Obrigada pai. Vou dormir. Boa noite.
Sai de lá da sala e fui para meu quarto, me troquei, limpei a maquiagem, e fui deitar, logo peguei no sono e sei lá depois.
Acordei toda torta na cama, nem tinha sonhado essa noite. Levantei tomei um banho e coloquei uma roupa fresquinha, e fui atrás da Jane.
A encontrei fazendo o café da manhã.
– Bom Dia Nanny. – disse beijando seu rosto.
– Bom Dia pirralha. – disse rindo.
– Ta de bom humor.
– É que depois que nós chegamos a casa, era mais ou menos 22:30, então eu combinei de sair com Josh. – disse ela ficando vermelhinha.
– Não me diz que... – nem precisei terminar de falar e sabia, tinha certeza, ela tivera sua primeira vez.
– AAAAAAAAAAAAAAAAAH QUEEE LINDAAA. – comecei a gritar e a abracei super apertado. – Pode me contar tudo.
– Depois te conto. – disse olhando mais para atrás de minha.
– Bom dia filhota. – disse meu pai beijando o topo da minha cabeça. – Bom dia Jane.
– Bom dia. – respondemos.
– Temos que conversar Sophie. – disse
Vish, agora a porra ficou séria, preta.
Notas finais
Mais um capitulo, qualquer duvida pode perguntar viu!!
Beijoooooooooooos Nhaaaw :3
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