Notas iniciais
Oooi ♥

Chegamos até eles, e disse Oi, mas eles me ignoraram. Disse Oi de novo e me ignoraram, olhei para a Kauana e ela fez uma cara de confusa:

– PORRA, VOCÊS SÃO SURDOS CACETE, EU TO FALANDO OI AQUI...! – gritei e me ignoraram de novo.

Qual é, o que eu fiz, vão me ignorar, a droga, a merda da lembrança voltando, isso não legal.

Era como flash na minha cabeça, todas as coisas que me faziam até o ano passado na minha outra escola, isso doía tanto meu coração quanto minha cabeça. Ia dando pontadas fortes na minha cabeça e eu fui apertando minhas têmporas e fui abaixando lentamente, era uma dor tão forte que lágrimas desciam em meu rosto:

– Para, por favor, faz parar. – sussurrava. Nessa hora eu não vi nada ao redor, a dor me consumia, minha vista ficou turva e foi escurecendo e dor não passava e eu devo ter apagado.


[...]


Daniel Martinelli: Estávamos conversando quando resolvemos fazer uma brincadeira com a Sophie e com toda a certeza que ela ficaria puta, resolvemos ignorá-la. Quando ela chegou falava Oi e fingíamos que não escutávamos, ela deu um piti, e do nada começou a apertar a cabeça e se agachar e chorava:

– Vocês não fazer nada seus otarios. – disse uma garota, acho que era da minha sala.

– O que aconteceu com ela? – perguntou o Gustavo se abaixando até ela, ela estava com o rosto pálido e aquilo me fez ficar com culpa.

Ninguém fazia nada e o povo da escola da se amontoando em cima dela:

– Façam alguma coisa, seus idiotas. – a mesma garota disse.

Gustavo pegou Sophie no colo e começou a correr até a enfermaria da escola, Sophie parecia tão mole, quando sinto alguém atrás de mim, viro-me e dou de cara com Raquel.

Eu ia começar a correr atrás deles:

– Aonde você vai amor? – perguntou Raquel com a voz enjoada.

– Vou ver se a Sophie esta bem. – respondi.

– Não vai não, eu sou sua namorada e você vai ficar aqui comigo. – disse mandona.

– Eu tenho que ver a Sophie.

– Você não vai vê-la se não me pai fica sabendo disso.

Merda. Porque ela tinha que ser assim.

Enquanto o Gustavo e a garota levavam a Sophie para a enfermaria, o Lucas e as meninas do Terceiro tinham ficado ali:

– Lucas vê a Sophie e depois me avisa. – pedi e ele afirmou e correu para a enfermaria.


[...]

Gustavo Benfatti: Enquanto carregava Sophie, meu coração se apertava por vê-la assim, pálida e mole em meus braços, quanto mais eu corria parecia que o caminho aumentava e eu não chegava logo, isso era uma agonia.

Chegamos eu e mais a garota, e uma enfermeira nos viu e correu até nós:

– O que aconteceu? – perguntou apontando para a cama.

– Não sei, ela desmaiou lá fora. – disse.

– Ta, eu cuido dela, agora podem sair. – disse, mas eu não queria sair do lado da Sophie.

– Eu não vou sair. – disse seguro.

– Você tem que sair. – disse.

– Por favor, me deixa ficar.

– Ta, mas só um fica.

– Pode ficar. – disse a garota, ela saiu.

A médica começou a fazer um monte de coisas na Sophie, e eu andava de um lado para o outro.

A médica suspirou, e sentou na sua mesa de novo.

– O que aconteceu com ela? – perguntei.

– A pressão dela deve ter subido de repente e começou ficou muito elevada causou o desmaio. – disse.

– Ela ta bem? – perguntei.

– Agora esta.

Cheguei até Sophie e sentei do lado dela.

– Eu posso ficar com ela? – perguntei.

– Você tem aula meu jovem. – disse.

Peguei na mão de Sophie que estava gelada.

– Tudo bem, eu só vou avisar a diretora.- Ela saiu de lá, e eu deitei do lado da Sophie e sussurrei:

– Nunca mais me assusta assim menina! Nunca!!

Senti ela se virar um pouco e ela passou o braço por cima de mim e eu a puxei para o meu peito, e eu lhe dei um beijo na testa.

A médica voltou e deu um sorrisinho para mim e fez suas coisas, quando Lucas abre a porta da enfermaria.

– A Sophie esta bem cara? – disse chegando perto de mim.

– Agora esta, ela ta dormindo um pouco. – disse.

– O que ela teve? – perguntou.

– A pressão dela subiu.

Ele deu um beijo na bochecha da Sophie e saiu nossa como àquela hora eu queria meter uns tapa na cara daquele moleque.


Lucas Jorgett: Depois do desmaio da Sophie, entramos na sala e ficamos assistindo aula, mas eu não me concentrava, eu queria a todo o momento ir vê-la, mas precisava ficar ela já estava com o Gustavo e vê-la daquele jeito perto dele, me deu uma vontade enorme de socar ele.

Na hora do recreio, fui contar o que aconteceu para o Daniel e tinha umas garotas lá.

Contei tudo que tinha ficado sabendo e a Raquel disse:

– Eu acho que ela queria chamar atenção do meu namorado! – disse com uma voz insuportável.

– Eu não acho, ela passou mal de verdade. – disse confiante.

– Ela não presta é uma vadia, só vocês não vêem – Raquel disse arrogante.

– A única vadia que tem aqui é você- disse alto

O Daniel que estava fora do ar até agora, olhou para mim divertido e disse:

– Vai com calma, cara. -

– Você só vai falar isso Daniel. – disse a Raquel emburrada.

Daniel não disse nada. Ela bufou e saiu dali.

– Já era a hora. – Daniel disse.

– Desse jeito acho que você não gosta da sua namorada. – disse rindo.