Ei , Psiu! Sabia que eu Te Amo ?
30 Ops ... !
Notas iniciais
– Bom ... esse remédio ajuda a passar a dor, mas você terá de ir no hospital agora !! Você realmente ... — ela faz uma pausa — Ainda não sei se você quebrou ou deslocou, mas precisa de gesso urgente !!
– Hospital ? Gesso ? — repito nervosa.
– Ligaremos para seus pais, mas antes, pedem sua presença na diretoria.
– Obrigada Senhora Dim ( o nome dele é Claudia Dim , chamamos ela de Dim, por puro respeito ) .
– De nada.
Saio com a mão atada por faixas e gases que começam na minha mão, e fazem uma curva com fitas menores, dando volta ao pescoço.
Em menos de 7 minutos e meio chego na diretoria. Bato com a mão não quebrada e uma senhora sai, senhorita.
– Bom dia ... Sou a An... Hanna ! Me chamaram aqui ...
– Sim, senhorita Hanna — ninguém me chama assim, quase pensei alto, mas não quero arrumar mais confusão — A diretora Raven quer saber a sua parte na briga.
– Ok — respondo somente isso. Deixarei as explicações para a diretora.
Ela me guia até uma sala, onde , Ed e Peter, estão sentados, com cara de culpados, olhando aleatoriamente em pontos no chão. Ouço a voz de alguém , e me surpreendo , percebendo que a voz é de Peter.
– Senhora diretora, ela não tem culpa, essa briga foi minha e de Ed, ela só tentou nos separar.
Sinto — me no direito de responde — lo.
– Na verdade , dona diretora, eu tentei separar os dois, pois , queria proteger meu amigo Ed, porque Peter iria machucá — lo.
Peter olha pra mim. Sua expressão é de furioso.
– Quem começou a briga senhorita Hanna ? — pergunta ela, sem dar a miníma para o comentário de Peter, e muito menos, ao meu comentário.
– Serei sincera, Peter me provocou desde quando pisei aqui hoje. Só que depois ele começou a mandar indiretas para Ed também, Ed ficou na defensiva, e partiu pra cima. Me desculpa Ed ... — digo, olhando para ele, que finalmente levanta os olhos e me encara.
– Bom ... irei até sua sala rapidamente conversar com seu professor a respeito, quando voltar, te levarei ao hospital e ligarei para os seu pai, senhorita Hanna. — a diretora Raven diz, e se retira do local.
– Hospital ? — resmunga Ed.
– Quebrei meus dedos.
Ele solta um murmúrio e fica quieto.
– Eu não entendo você — a voz de Peter interrompe o silêncio — Eu tento te proteger, e você estraga tudo.
– Não adianta você bancar o herói, não assumiu a culpa que é totalmente sua — respondo.
– Peter ... isso é serio, você nos provocou, e quebrou a mão da Ana — Ed rebate.
– Olha Ana ... — ele funga — Não foi minha intenção .
– Ei ... eu não guardo mágoas de você ... Mas só que ... Eu não quero estar perto de você ... Olha no que da — olho de relance para minha mão, e seus olhos me acompanham .
– Desculpa — ele finalmente diz.
– Peter ... me deixa em paz.
Digo isso, e a diretora volta.
– Bom ... pelo que o professor disse, o Peter começou mesmo, mas quem bateu primeiro foi Ed, ligaremos para seus pais e os dois ganharão um dia de suspensão. Enquanto a senhorita Hanna, acompanhe — me.
***
Vejo minha mãe apressada entrando na sala do médico, onde estou.
– Filha ! Esta tudo bem ? — ela olha para meu braço, todo enfaixado — Eu já sei de tudo.
– Na verdade, agora a dor já se foi, só dói quando me mexo muito brutalmente. Me desculpa — digo, e ela aproxima para me abraçar, mas alguém a impede.
– Hey senhora mãe da Hanna ! Ela está com os dedos quebrados ! — alguém diz.
– É verdade, desculpe filha.
Essa pessoa vira-se pra mim.
– Ana eu vou quebrar o Peter — É Guilherme.
– Eu senti tanta a sua falta naquela hora.
Ele vai me abraçar, mas depois repensa, parando o gesto.
– Hey senhor amigo da Hanna ! Ela está com os dedos quebrados !
– Desculpa irmãzinha — diz Gui, todos riem.
O médico volta.
– Bom, foi uma fratura feia, mas depois de algumas semanas, talvez um mês, ficará bom de novo. Bom senhora ... — ele se dirige a minha mãe — aqui está os remédio , blá, blá, blá.
Viro me para Guilherme.
– Cadê a Mary ?
– Ela disse que tinha uma coisa importante pra descobrir.
– O que ?
– Oxi ! Ela não contou nem pra mim.
– É nessa hora que termina o relacionamento — digo.
– Porque ? — diz ele , apreensivo .
– Porque não te contaram tudo o que deveriam te contar — falo engrossando minha voz, para caçoar dele.
– Tontona — ele diz sorrindo. Também sorrio.
– Senti falta de nossa amizade assim — desembucho .
– Eu também Ana — responde ele.
– Desculpa irmão, meirmão ! — digo , suspirando — Toda a história com Derek, e você com a Mary, a Natasha ...
– Ok ! Desculpe — me também maninha, eu fui muito grosso.
Sorrio para ele.
– Consegue se levantar ? — pergunta ele.
– Gui ... me desculpe, mas ... Eu quebrei os dedos, não minha pernas.
Ele olha pra mim com raiva, e nós dois caímos na risada.
– Amiga — ele diz — Conte comigo pra tudo. Nossa amizade nunca acabará.
– Idem — respondo.
Recebo alta do médico, e depois, vou almoçar com Gui e minha mãe em um restaurante perto do hospital.
Como estrogonofe de carne, com muita, mas muita, batata palha, enquanto Gui come um lanche natural ( magro ¬¬ ) e minha mãe apenas toma água.
O celular de Gui vibra e ele o — pega, começando a digitar alguma coisa.
Ele olha para mim quando termina.
– Vamos voltar para a escola, a Mary quer nos mostrar algo.
– E é nessa hora que você reata o namoro — digo.
O que será ? A curiosidade tira a tensão do meu corpo.
– O que será que é ? — pergunta Gui.
Dou de ombros.
– Seja o que for ... estou curiosa.
– Idem — diz ele.
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