Ei , Psiu! Sabia que eu Te Amo ?
24 Capitulo 20 - Parte 2
Notas iniciais
Você deve estar se perguntando o que aconteceu depois daquele "Oi". Pois eu te digo. Ele havia me chamado para o ensaio, da quadrilha. Que mesmo depois da morte da Natasha tinha que continuar. Eu tentei trocar de roupa, mas ele não deixou, disse que eu estava linda daquele jeito. Então é aí que você pensa " Taum , ta " . Deixei um bilhete para minha mãe que ainda dormia. Vim até a igreja. Chegamos meio cedo que todos. Então ficamos sentados , eu na cadeira ele no chão, quietos ouvindo música.
Tomei a iniciativa de refletir um pouco, e cheguei a conclusão de tudo isso. Falando com minha mente. Percebi um pouco de como estou sendo insensata nesses dias.
De repente Derek me desconcentra.
– O que foi, Ana ? — diz ele.
– O que, o que ? — digo.
– Você tava meio que olhando para o nada, e cochichando algo.
– Eu estava brisando, boiando, refletindo ... — digo.
– Huum.
– Saca só isso ... — diz ele, colocando o celular na minha mão — Um vídeo da Bela Adormecida , muito engraçado — ele aperta o play, e começa uma paródia da Bela Adormecida.
Algumas pessoas que irão dançar chegam, Derek começa a falar com elas, mas ainda encaro a tela, assistindo o vídeo. De repente o celular bloqueia. Olho para Derek mais ele interage com os outros, conversa com eles.
Então lembro da senha que ele me disse e tento desbloquear o celular. Percebo que a foto de papel de tela, é uma foto muito familiar. Uma foto minha. Minha sorrindo, ontem. Quando tivemos um ataque de riso antes de chegar na sorveteria. Fico um pouco sem graça. Desligo o celular e finjo não ter visto nada.
– Derek ? — digo.
Ele me olha.
– Oi, o que foi ? — diz ele, de olhos arregalados.
Mudo meu tom de voz, fica bem serio e bonito, e dou uma risada e falo:
– Bloqueio o celular — o entrego para ele.
– Ah ta. Mas você não desbloqueio ? — diz ele.
Faço uma careta, como quem diz : Não.
Ele ri.
A mulher que coordena e a mãe da Natasha chegam.
– Oi, vamos começar o ensaio ... — eles abrem o lugar , que nós ensaiamos e todos entram.
– Vamos Ana ? — Derek, pega a cadeira e me empurra até la dentro .
– Derek, sabe o que é, como vou dançar de cadeira de rodas ?
– Ué, você sai.
– Mas , não posso andar ...
– Você não pode ANDAR, mas pode DANÇAR.
Sorrio para ele e tomo mais uma atitude desnecessária e insensata .
Bom, depois disso nós ensaiamos e tal, mas na hora de ir embora, senti uma fraqueza e muito frio. E fiquei pálida. Muito pálida.
– Ai Meu Deus , Ana. Você não ta bem.
– Tem razão eu ... — sem querer, vomito na roda da cadeira.
– Opa — diz Derek.
Não sei o que dá em mim, mas levanto da cadeira e saio correndo em direção ao ponto de ônibus. Não estou suja, mas fraca. O vômito ficou todo na cadeira de rodas.
De repente o sina fica verde e um carro quase me atropela, um menino sai do carro e me ajuda a levantar do asfalto.
– Ana ? — pergunta ele.
Essa voz nunca se confundirá com outras.
É o Guilherme.
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