Egoist Love

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Lembrete: Tudo em Itálico é referente ao Akihiko. O resto são narrações e falas do Hiroki. *Relembrando a história* Atirava o pano em Akihiko, por ele lhe ter deixado sem jeito. Defendeu-se do pano com o braço, afastando a mão do rosto dele. - Hey.. e_e Hiroki voltava a franzir a testa. - Não entendo todo seu mau humor. e_e Hnf. Acho que devo ir embora... - Se afastou pegando a pasta. O olhou mais uma vez e dirigiu-se à porta. - Se decidir ir à festa, me ligue e eu mandarei alguém pra te buscar..

- Eu... Vou à festa. Mas não precisa mandar ninguém, eu vou sozinho.

- Tem certeza? Não prefere ir de carro?

- Não, aproveito e passo em uma lanchonete nova que abriu lá perto para tomar um café. u-ú

- Certo, então. Até mais...

Despediram-se com todo aquele clima tenso entre os dois e Akihiko deixou o apartamento de Hiroki, voltando ao seu próprio. A noite e todo o dia seguinte foram de extrema ansiedade pra ambos. Akihiko mal podia concentrar-se em escrever e decorar o discurso que teria de fazer no evento. Desistiu e foi descansar um pouco, antes de se arrumar.

Hiroki chegara ao local cerca de 30 a 40 minutos antes de a festa começar, surpreendendo-se consigo mesmo por tamanha ansiedade. Não havia passado em lanchonete alguma, e preferia aguardar do lado de fora do hotel, e em um lugar um tanto isolado e escondido. Vestia-se de maneira bastante social e elegante, aguardando pacientemente até a hora marcada para o início da festa. Ouviu, então, a música se iniciando enquanto as pessoas começando a chegar. Suas próprias mãos estavam um tanto gélidas, e por isso decidira esperar mais um pouco.

Chegou um no hotel um pouco atrasado, claro. Mais enrolado que ele nesse tipo de coisa, não tinha. Decidiu ir no próprio carro, por capricho. Estacionou na frente do Hotel e entregou a chave ao manobrista, sendo cercado pela imprensa em seguida. Algumas dúzias de fãs também estavam ali, mas os olhares de Usagi estavam voltados a procurar Hiroki, e apenas ele. Ficou parado, procurando pelo jovem na entrada, não o encontrando. Entrou e resolveu esperar lá dentro, no salão de festas.

Passado meia hora ou um pouco menos, Hiroki finalmente ganhara coragem de enfrentar a festa. Sentia seu orgulho sendo mutilado, como se estivesse \"correndo atrás\" de Akihiko, embora isso não fosse muito diferente do que manter 3 exemplares do mesmo livro escrito pelo romancista, em uma prateleira especial. Colocava ambas as mãos ao interior dos bolsos, entrando no local com a maior naturalidade que lhe era possível naquele momento, mesmo ainda sentindo as próprias mãos um tanto gélidas.

Estava entediado, fingindo conversar com algumas pessoas da editora. Na verdade, estava só ouvindo aquele bando de bajuladores inveterados. Quando viu Hiroki adentrar ao local, abriu um largo sorriso e foi até ele, ignorando todos os outros presentes ali. Conteve-se e não o abraçou, apesar de estar morrendo de vontade. Igual a ele, manteve suas mãos nos bolsos, apesar de não conseguir parar de sorrir.

- Hiroki....

Logo o via se aproximar, parando de andar no mesmo instante. — Olá... Akihiko. Desviava o olhar do mesmo, fingindo-se interessado na festa e nas pessoas ali presentes. O sorriso do outro o atraía, deixando Hiroki ainda mais nervoso, embora até aquele momento houvesse conseguido disfarçar consideravelmente bem. — Hum... Já fez algum discurso?

- Bem, não... Você não perdeu absolutamente nada, até agora. Mas, obrigado por vir... Isso significa muito pra mim, realmente... — Fechou os olhos, mantendo o sorriso.

- Tudo bem, Akihiko. — Vinha por ficar um pouco sem jeito, desviando o olhar para algumas pessoas em volta, estas que tentavam se aproximar mais de Akihiko, a \"atração\" principal da festa. Afastava-se lentamente, achava que o romancista tinha muito mais o que fazer e o próprio professor não tinha nada a ver com aquilo. — Eu... Vou dar uma volta.

- Hm, certo...

Assim que o outro se afastou, Akihiko mostrou uma face um tanto entristecida. Começava a pensar se incomodava o rapaz, se estava sendo egoísta ao pedir que ele fosse até lá, e se Hiroki talvez estivesse magoado com ele por qualquer razão. Foi cercado por pessoas que queriam cumprimentá-lo e disfarçou um pouco. Logo depois, foi chamado a discursar e fez um \'\'blá, blá, blá\'\' qualquer sobre o livro. Viu Hiro sentado numa das primeiras mesas do salão. A que ele mesmo havia reservado para o \'\'amigo\'\'. Durante o discurso inteiro, que não durou mais que alguns minutos, Akihiko falava olhando nos olhos de Hiro. Depois que terminou, desceu e posou pra algumas fotos, já que os fotógrafos insistiam nisso.

Ficara sentado ali naquela mesa, acompanhando com o olhar cada movimento de Akihiko, tendo apenas a impressão de que o mesmo lhe retribuía aos olhares, mas achou que isso era apenas algo de sua própria imaginação. Sentia-se um completo imbecil, já que tudo que podia fazer era continuar sentado naquela mesa com uma expressão um tanto solitária, e aceitando todos os drinks que o garçom lhe oferecia.

Assim que conseguiu uma brecha, dirigiu-se à mesa de Hiro e puxou uma cadeira. Entretanto, antes de sentar-se quis pedir consentimento.

- Posso... Sentar-me aqui?

Tomava mais um gole do último drink dado pelo garçom, um tanto surpreso por Akihiko pedir para se sentar próximo a ele. — Sim... Akihiko.

Sentou-se, sem olhar diretamente pra ele.

- O que está achando de tudo?

- É um ótimo lugar, tudo muito bem organizado... — Levava a taça mais uma vez a boca, parando-a encostada nos lábios e ainda a desviar o olhar do dele, ficando novamente um tanto nervoso.

Suspirou. — Está mesmo gostando da festa?

- Sim, a festa está boa..

- Hm... Então sou eu que incomodo? — Olhou pro outro lado, tentando disfarçar.

- Hã? — Olhava-o um tanto surpreso, curvando uma das sobrancelhas para cima.

- Você está aqui o tempo inteiro com cara de tédio... Evitando olhar pra mim... Manteve-se olhando pro mesmo ponto.

- Não estou com cara de tédio, quero dizer... Sempre estou com essa cara. ¬¬ — Consigo pensava: \"Imbecil, estive olhando para você o tempo todo\". Parecia um pouco mais frustrado, repousando a taça agora vazia sobre a mesa, finalmente dirigindo seu olhar de volta para Akihiko.

O olhou, finalmente, encarando-o no fundo dos olhos.

— Acaso fiz algo pelo que mereça ser tratado friamente?

Bem, estava sentindo como se Hiro estivesse sendo frio. Mais que o normal. Talvez fosse só o mau humor costumeiro dele, mas talvez fosse algo mais. E queria saber, claro. Estava ficando insuportável vê-lo daquele jeito. — Não é nada Akihiko! — Quando finalmente tinha se dado conta, já havia levantado o tom de sua voz. Parecia surpreso consigo mesmo, sentindo seu próprio coração descompassar mais uma vez.

Arregalou os olhos, tão surpreso quanto ele. Algumas pessoas os olharam, claro. Tentou manter a calma e suspirou. Levantou-se da cadeira, o olhando. — Por favor, venha comigo...

Olhou em volta e para as pessoas que os fitavam curiosas, e somente por tal motivo, Hiroki acabava cedendo, levantando-se da cadeira um tanto frustrado. Apesar de sentir seu próprio orgulho cada vez se remoendo ao interior do peito, não queria causar qualquer problema que fosse para Akihiko.

Vendo que ele iria, andou em direção a uma sala reservada, ao lado do salão de festas. Seria uma espécie de \'\'camarim\'\' dele. Abriu a porta e apontou a entrada pra que Hiro passasse primeiro. Entrou e fechou a porta, logo depois dele. Apontou uma poltrona confortável ao lado de outra igual.

- Sente...

Hiroki cruzava os braços, sentando-se na poltrona indicada por Akihiko.

- Será que agora vai me dizer por que sempre faz a mesma cara quando estou perto? — Sentou ao lado.

- Já disse, não é nada.

Ficou olhando pra ele, calado, pensando. Uma face triste era o que o escritor apresentava.

Mantinha-se calado também, e ainda a desviar o olhar. Simplesmente não sabia o que lhe dizer naquele momento.

Levantou-se, andando impaciente pela saleta. Não sabia o que fazer exatamente.

Abaixava a cabeça, tendo os cabelos lhe cobrindo os olhos enquanto vinha por refletir. Seu último \"encontro\" com Akihiko ainda lhe assombrava os pensamentos. Não conseguia se perdoar por sua própria arrogante ingenuidade, fazendo com que Akihiko viesse por se ferir ainda mais por um amor não correspondido. O compreendia tão bem que até lhe chegava a doer o interior do peito.

Um tanto que impulsivamente, aproximou-se dele novamente e o fez recostar-se na poltrona. Levantou o rosto alheio e levou seus lábios de encontro aos dele, pressionando-os levemente.

Seu coração descompassava de maneira notável, permanecendo sem reação por um instante. Aos poucos, começava a sentir como se os lábios do outro o fizesse perder a consciência, vindo por fechar os olhos calmamente enquanto agarrava de leve a camisa de Akihiko.

Entreabriu os lábios, fazendo com que se encaixassem perfeitamente com os do outro. Assim, sugou-os delicadamente num beijo doce. Pouco depois, afastou-se apenas um pouco, o olhando.

Abria parcialmente os olhos, sentindo os mesmo se encherem de lágrimas após retomar a consciência e perceber o que havia acabado de acontecer. Tinha cedido novamente àquela voz que, quando chamava pelo nome de Hiroki, sempre enchia o coração do mesmo com sentimentos confusos. Soltava a camisa do outro devagar, voltava a abaixar o rosto.

Não o deixou abaixar o rosto. Gentilmente levou a mão ao queixo alheio, erguendo-o de modo a poder olhar nos olhos do outro.

- Hiroki, por favor, me escute... Eu....Preciso de você.

Virava um pouco o rosto, parecendo um tanto frustrado consigo mesmo, desejando que Akihiko não viesse por ver as lágrimas ainda presentes nos olhos do professor. — Você precisa de alguém como o Takahiro.

- Takahiro é passado... Além do mais, quem sempre esteve ao meu lado me amando incondicionalmente, foi você.

- E-eu nunca disse que te amava. — Fechava os olhos com força, tentando conter as próprias lágrimas e ainda a tentar escondê-las. Nunca fora capaz de dizer como se sentia para Akihiko, e aquilo se mantinha também naquele momento.

- Naquela noite.... Você perguntou se poderia ser um substituto pro Takahiro, no meu coração. Sendo assim, não precisava dizer que me ama, você demonstrou. E eu, como um idiota não pude corresponder naquela época. Agora eu posso, se você ainda quiser meu amor...

Não era capaz de responder aquilo, vindo apenas por voltar a agarrar de leve a camisa de Akihiko, abrindo parcialmente os olhos que ainda se encontravam bastante avermelhados.

O romancista ficou olhando pra ele, esperando qualquer resposta, qualquer mínimo sinal.

Hiro vinha por aproximar o rosto do dele lentamente, e é claro que Akihiko notou isso. Porém, o escritor esperava uma atitude do outro por si mesmo. Só então ele teria uma real confirmação da resposta, fosse positiva ou negativa.

Aproximou os lábios dos dele até ter uma distância quase que insignificante, ao ponto de poder sentir a respiração de Akihiko sobre seu rosto, o que fazia com que Hiroki viesse por corar ainda mais. Porém, este era o máximo que conseguia chegar naquele momento, ainda receava se machucar novamente.

Roçou os lábios nos dele, mas limitou-se a isso. Não se afastou, e começou a falar em sussurros.

- Por nos conhecermos há tanto tempo, você sabe que eu não seria capaz de mentir, não é ? Então, por favor... Perceba que estou sendo sincero. Eu preciso mesmo de você, Hiroki...

Eu... Também preciso de você.. — Sentia as lágrimas lhe transbordarem os olhos, deslizando pela face do professor, até o seu queixo. Inclinava levemente a cabeça para o lado, sentindo o coração ainda a palpitar muito intensamente.

Akihiko não conseguiu se conter mais e beijou-o novamente ao mesmo tempo em que enxugava as lágrimas que rolavam pelo rosto dele.

Hiroki abraçava-o com bastante força, sem qualquer intenção de soltá-lo tão breve. Retribuía ao beijo mesmo que ainda sentisse as lágrimas lhe caírem pelo rosto.

Retribuiu-lhe o abraço, intensificando um pouco mais aquele beijo, sem deixá-lo perder sua essência doce e carinhosa. Queria confortá-lo em seus braços e tirar-lhe toda a dor que ele mesmo havia causado àquele ser tão precioso.

Ia com o rosto ainda mais de encontro ao dele, aprofundando seus lábios lentamente, a retribuir tal beijo. Dava-lhe um suave e quase imperceptível puxão.

Parou de beijá-lo aos poucos e manteve-se abraçado à ele. Firmemente, carinhosamente, sem nenhuma intenção de soltá-lo.

- Me esforçarei pra fazê-lo feliz, se você me permitir, Hiroki...

Notas finais
AEAE, esse foi o fim do segundo capítulo, and, gente, Lemon, só se o Hirozim decidir que sim. *Isso foi com você, Rikku -q*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.