Ego
1 Prólogo Parte 1
Notas iniciais
Era uma manhã normal no deserto Sírio; o sol a pino, 37 graus célsius, miragens, tiroteios ao som de uma orquestra de explosões, nada fora do normal. O esquadrão se locomovia pelas planícies desérticas em um jipe americano, modelo novo, equipado com várias formas de comunicação, espaço para um drone e uma metralhadora calibre 50 montada, chamada de M2. Depois dos ataques em Paris, Londres e Berlin, a ONU entrou oficialmente em guerra contra o Estado Islâmico, que dominou 60% do Oriente Médio, tomando controle de todos os países oficialmente judeus, como Síria, Irã e Iraque. O alvo do esquadrão era um pequeno grupo de terroristas que foi avistado por um drone, eles estavam se movimentando pela área em direção Elhawaya, pequena cidade autossuficiente, próximo a capital Síria, Damasco. O provável objetivo do grupo terrorista era o de recrutar novos soldados para o Estado Islâmico, enquanto o objetivo dos soldados era os parar usando todos os meios necessários. O grupo não era grande, 6 inimigos foram vistos pelo drone usando visão de calor.
— Nada como uma caçada de manhã, hein? Já estava enjoado daquelas barracas, não me alistei para sentir o cheiro de pólvora seca pela manhã, quero ver a pólvora queimando nas cabeças desses terroristas filhos da puta. – Disse Smith, o motorista.
- Não espere nada tão cedo, estamos a dois clicks do alvo e a velocidade dele está aumentando. – Retrucou o copiloto, Adam.
Um tiro de morteiro atinge o solo a 100m do veículo.
- Não basta o barulho dos seus roncos, temos que lidar com o barulho desses terroristas de merda. – Murmurou Tenente Damon, líder do esquadrão. – Acordem mulheres, temos briga!
O esquadrão entrou em estado de alerta, todos os 5 membros do esquadrão entraram em posição no veículo de guerra, Smith e Adam ligaram os interceptores de rádio e mandaram dois drones de reconhecimento. Damon e Henry, comandante e soldado de infantaria, respectivamente, removeram a segurança de seus rifles de assalto e visaram o horizonte, a procura de inimigos. Ethan subiu na M2 montada, e também visou o horizonte, também preparou um rifle de precisão com estabilizador, para acertar alvos a 500m de distância ou mais.
O veículo começa a realizar manobras evasivas, os terroristas tinham visão do veículo por parte de atiradores de elite posicionados nas montanhas próximas, os mesmos coordenavam os ataques de morteiro via rádio com tropas estacionárias, que era interceptado pelos soldados no veículo, e a informação roubada era usada na evasiva. O barulho das explosões era suficiente para acordar qualquer um que ainda estivesse dormindo. O veículo seguia com manobras evasivas até o objetivo, que continuava se movendo, quando ele desapareceu subitamente.
- Damon, o objetivo sumiu do radar! Como prosseguimos? – Gritou Adam.
- Continuem com manobras evasivas, sigam a rota planejada para Elhawaya. Ethan, você tem visual deles?
- Tenho! Estão usando tecnologia de invisibilidade e camuflagem – Uma bomba explode do lado do veículo, nocauteando Ethan e os pilotos – Tem um esquadrão a 600 metros ao leste e outro a 300 metros a oeste, em umas pedras.
- Consegue matá-los? – Diz Damon.
- Quem você acha que eu sou?
Ethan põe sua mira no alvo a leste, ele liga o estabilizador para mirar, usa os equipamentos a bordo para ajustar o caminho da bala. Ethan tem a mira ajustada e está pronto para atirar, quando avista o alvo a leste atirando uma bomba, ele aproveita a oportunidade e atira duas vezes seguidas, nos dois operadores.
O lado direito do veículo é atingido, fumaça e poeira sobem, barrando a visão dos soldados.
Quando a fumaça dissipa Ethan confirma os abates, dois alvos a menos.
- Ethan, bote sua mira no alvo a oeste, vou usar os misseis de precisão! – Grita Henry
- Estou com a mira travada, vai!
Adam calcula a trajetória dos misseis de precisão, abre o capô e atira.
Dois alvos a menos.
Porém não eram apenas esses, haviam outros acima das montanhas próximas dos quais eles não tinham visual, pois os drones não estavam equipados para detectar alvos com tecnologia de invisibilidade e camuflagem.
Bombas explodiam a esquerda e a direita do veículo, os atiradores de elite atiravam tantas balas como haviam grãos de areia, e os soldados retrucavam com o dobro. Eventualmente a velocidade do veículo reduziu drasticamente; o fogo supressivo dos snipers e as constantes explosões eram muito, até para o veículo blindado do esquadrão. As armas e tecnologia roubadas do porta-aviões Francês em águas Turcas certamente os estávamos terroristas.
A rota planejada seguia, com constante fogo inimigo, pouco tempo passa e o veículo entra em uma ravina.
- Senhor, será que fomos levados a uma armadilha? Será que usaram o grupo que vimos no rádio como isca para nos trazer aqui e roubar nosso veículo? – Diz Ethan, enquanto soltava fogo supressivo nas paredes da ravina com sua M2, tentando suprimir os atiradores de elite escondidos nas pedras.
- Muito provavelmente, o relevo daqui é perfeito para emboscadas e flancos inimigos, fiquem alertas com explo... – O comandante foi interrompido por um barulho ensurdecedor de uma tonelada de C4. Uma bomba havia sido explodida nas paredes da ravina em que se encontravam, os prendendo no local com pedras. Vendo-se encurralados, os soldados pararam de atirar e esperaram a poeira descer
Os snipers cessaram fogo, e as explosões pararam.
- Ethan fique no veículo, com a M2 preparada. Vamos descer e tentar achar uma saída. – Comandou Damon.
Uma luz cegou o esquadrão, um flashbang foi jogado em sua posição, seguido de uma bomba de fumaça. Os soldados começaram a atirar de forma desconexa, esperando acertar alguém. Só que foi em vão, um por um os soldados eram levados ao chão por dardos com veneno para dormir.
- Damon, Smith, Adam, Henry! – Grita Ethan, observando o caos de cima do veículo.
Ele desce com seu facão e uma pistola em mãos, já com a guarda levantada. Um inimigo tenta o pegar por trás, mas defendeu o golpe com o antebraço esquerdo e o esfaqueou com o braço direito, outro veio pelo lado e imediatamente tomou um tiro na cabeça, seguido por outros dois na frente. Removeu a faca do primeiro inimigo e o usou como escudo, o jogou em outro e o matou com um tiro. Desvia de um tiro vindo da direita, desarma o terrorista com um chute e joga uma navalha em sua testa, depois prossegue esfaqueando um dos dois que o tentavam pegar por trás, atirando nas pernas do outro e terminando o serviço com uma rápida facada no peito.
A fumaça dissipa, e Ethan abaixa a guarda. E cai no chão inconsciente, um dardo o acertou na nuca.
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