Efêmera Mente

1 Capítulo único


Notas iniciais
Pois é, de vez em nunca posto um poema aqui, fiz enquanto escutava A Thousand Years em uma madrugada qualquer.
O poema de longe não parece com a música, mas seria bacana se lessem escutando-a, acho que deixa a leitura mais relaxante ^^

Aproveitem!!

O tempo passa efêmero como o vento,

Que escorre por seus cabelos quebradiços,

Como a água que corre por seus dedos,

Tão quanto seus fúteis dilemas.


A Lua brinca de se esconder

Atrás de espessas neblinas negras.

Como você irá em breve fazer

Com as satíricas estrelas ao seu redor.


Na alvorada culpa-se o céu de garoar,

O mundo receia em despencar de seu convívio.

Me diz, como desfrutar de seu cálido olhar,

se mal consegue avistar seu próprio desvio?


As ondas escoltaram você até mim,

Convidando-te a dançar aos olhos do Eterno,

Refletidos na areia marfim,

Distante da cegueira do Inferno.


O luar espelha-se na face úmida,

A efêmera mente torna-se branda.

Não desfruta o desejo de partir,

E você sente-se leve...

E você sente-se leve...


Você chegou ao fim do livro. Parabéns!