Efêmera Ilusão

32 Capítulo XXXII: Cada vez mais próximo.


Notas iniciais
Oi gurias! Capítulo novinho pra vocês

– Olha essa, amiga... Ficou linda! – Taylor bate palminhas para Serena que veste uma jardineira jeans e uma blusa estampada de corações por baixo. – ficou um amor, você é muito linda Serena!

– É claro que ela é muito linda, ela é minha filha! Veja se não é a minha cara?! Você é a cara da mamãe não é filha?! Diga a tia Taylor... – Serena me observa e sorri soltando um ruído engraçado, encho-a de beijos e ela se encolhe.

– Quando eu olho para Serena tenho vontade de ter um bebê amiga... – Taylor me olha e faz beicinho, não consigo segurar o riso e vou até minha amiga, abraçando-a carinhosamente.

– Você terá o seu bebê Tay, mas agora é muito cedo. Eu e Josh amamos Serena, ela é linda e a melhor coisa que já nos aconteceu, mas nós dois sabemos que foi em uma hora bem inapropriada, eu me dobro em duas para conciliar os trabalhos da faculdade e cuidar dela. Imagine se eu tivesse que continuar trabalhando?... E outra que eu tenho apenas vinte anos, quase vinte e um.

– Eu sei, eu vou esperar. Você não precisa se preocupar ok? – ela ri e beija meu rosto. – Além do mais... Carl me mataria se eu engravidasse de propósito.

– Então não o faça, termine a faculdade e depois veja isso... – pego Serena no colo e tiro a jardineira de seu pequeno corpo gordinho, colocando a roupa com que chegamos aqui.

Como hoje nós duas não tínhamos nenhum trabalho para fazer e como estávamos morrendo de saudades uma da outra, Taylor passou em meu apartamento e trouxe a mim e Serena para sua casa, não há ninguém por aqui e nós aproveitamos para fofocar sobre tudo, raramente os pais de Taylor estão em casa e nem perguntei onde Paul anda. Taylor comprou algumas roupas para a afilhada e fez questão de que colocássemos todas em Serena para ver como ficaria.

– Falando em quase vinte e um anos, mocinha... O que faremos no seu aniversário? Está chegando! – Taylor sorri e guarda a jardineira de Serena dentro da bolsa, junto com as fraldas.

– Sinceramente? Eu nem sei amiga... Nem pensei em algo, qualquer coisa para mim está bom. – acomodo Serena em meu colo e vejo que ela está quase pegando no sono.

– Bom, se você não pensou pode deixar que eu pensei! Pensei até demais... – ela sorri maliciosamente e eu reviro os olhos.

– Se você não pensasse em algo, você simplesmente não seria a Taylor que eu conheço. Mas e então?! Posso saber o porque de ter esse sorrisinho besta no rosto? – ela dá risadinhas e por um momento parece uma criança escondendo algo dos pais, dou risada com a cena.

– Na verdade amiga, eu estava pensando que nós poderíamos sair para dançar e comer algo com nossos homens e depois poderíamos ir a um clube de strip-tease, admirar muitos homens gostosões e etc.

– Você está louca? – falo alto e arregalo os olhos, Taylor ri e Serena toma um susto com minha voz, tranqüilizo-a e ela volta a dormir. – Josh e Carl conseguiriam entrar em um clube de strip-tease cheio de machos?

– Alexandra Boulevart, você é a pessoa MAIS ingênua desse mundo! – ela cai na gargalhada e eu fico sem entender, rindo só de ver minha amiga rir desesperadamente. – Você acha, acha mesmo, que nós levaríamos aqueles dois para nos atrapalhar? Fala sério, você fará vinte e um aninhos, amiga linda, será apenas eu, você e os gostosões de um clube de strip-tease que uma colega minha da faculdade me recomendou.

– Ok, Taylor Smith, e você pode me dizer quem tomará conta de Serena Harris? – encaro-a, fingindo repreende-la.

– Ué! Quem você acha, Alexandra Boulevart? O pai dela, Joshua Harris. – Taylor finge arrogância e eu tenho vontade de pegar a almofada que está ao meu lado e tocar em seu rosto.

– Tudo bem, chega de sobrenomes! Mas Tay, voltando ao assunto, como Josh vai cuidar da Se, se ele ira jantar e dançar com a gente, segundo os seus planos?

– Podemos fazer assim, você fala com sua mãe para deixar Serena lá, nós saímos para jantar e dançar um pouco e quando nós duas estivermos nos encaminhando para o clube, Carl vai para casa e Joshua passa na casa dos seus pais para pegar Serena. Ok? – ela me olha em expectativa e eu cedo aos seus planos, sorrindo.

– Ok, amiga. Seus planos me convenceram, estou com vontade de ver homens diferentes, mesmo...

– Enjoada do seu amado? – ela levanta uma sobrancelha e eu lhe mostro a língua.

– Nunca, ele é um gostoso, atencioso, carinhoso, gentil, bom pai, bom de cama...

– Ah ta Lex! Chega, me poupe da melação de vocês dois, ok?! – caio na risada, mas me seguro para não acordar Serena.

– E aí, gatinhas! – Ouvimos a voz de Paul atrás de nós, ele entra na sala sorrindo radiantemente.

– Fale baixo! Serena está dormindo. – Taylor o xinga, aos sussurros, nós dois rimos com a expressão brava dela.

– Como você está Lex? E essa nenê linda? – Paul beija meu rosto e a testa de Serena em seguida. – eu amo cheiro de bebê...

– Estamos bem Paul, quer nos deixar a sós? Estávamos fazendo planos para o aniversário da Lex. – Taylor bufa e Paul a encara curioso.

– O que você está aprontando, maninha? Não vá inventar nada que meu amigo não goste...

– O seu amigo não tem que gostar de nada, maninho. Lex sabe se cuidar, agora por favor, dê licença.

– Eu darei mesmo, tenho mais o que fazer e meu amigo Júnior também. – Paul responde orgulhoso, apontando para o meio de suas calças. Eu e Taylor caímos na risada.

– Seu amigo Júnior? Paul você é ridículo... – Taylor a seca as lágrimas de tanto rir em sua blusa.

– Quem é a vítima da vez, Paul? – pergunto intrigada. – Você vai transar com uma garota enquanto nós estamos em casa?

– Carol, minha linda, Carol... Aquela belezinha... – ele fecha os olhos e parece sonhar acordado. – Qual o problema? Josh me contou que fodeu você na poltrona da Taylor, durante uma festa. Ou seja, a casa estava cheia.

– Você pode ter certeza de que hoje a noite ele perderá as bolas por ter te contado isso. E use camisinha, Paul. Não quero que você se contamine...

– Tenha dó de Joshua, ele é apenas um cara apaixonado. E eu já estou indo, sei que você não vai com a cara do meu lanche de hoje...

– Você tem toda razão. – forço um sorriso feliz, Paul e Taylor dão risada. Carol entra na sala apenas de calcinha fio dental vermelha e eu e Taylor ficamos boquiabertas.

– Amor, você não vem logo? Está demorando... – ela sorri para Paul e ele a olha esfomeado.

– Claro, linda. Vamos... – ele a pega pela mão e os dois desaparecem de nossas vistas.

– Mas que... Vagabunda atrevida! – Taylor me olha com uma expressão de espanto. – ela sabia que nós estávamos aqui e desceu vestida como uma puta. E sério, eu não me importo dela usar fio dental vermelha, mas... Para meu irmão, apenas, entre quatro paredes!

– Ela não só estava vestida como uma puta, ela é uma puta, Tay. Não sei porque estamos surpresas. Enquanto ela fode com o seu irmão, está mandando mensagens para o meu namorado, querendo beijar... As partes dele.

– É... Temos que proteger nossos homens dessa vadia. – Taylor olha para a entrada da sala com nojo, como se Carol ainda estivesse ali. – Pelo que falam, ela já transou com todo o grupo de amigos de Paul, menos com Josh e uns dois outros amigos que nós não conhecemos.

– Tenho vontade de acabar com essa vagabunda, argh... – deito Serena em seu carrinho, arrumando seu pequeno travesseiro, ela se mexe um pouco, como se fosse acordar mas em seguida fica quietinha e volta a dormir tranquilamente.

– Falando em vagabundas... E a sua cunhadinha, incomodando muito? – Taylor ri e deita no sofá, se esticando.

– Não a vejo faz um tempinho... Josh que fala com ela no telefone às vezes, mas eu nem pergunto. Já terei que agüentá-la o bastante quando se mudar para Nova York...

– Se prepare, amiga. – Taylor encolhe os ombros.

Todos na rua sorriem para Serena no carrinho, achando-a bonitinha. Eu fico extremamente orgulhosa e tenho vontade de gritar ao vento “Ela é minha! Fui eu que fiz!”. Tudo bem... Josh teve uma pequena parcela de ajuda nessa história.

Depois de uma semana corrida, cuidando de Serena e estudando para algumas provas da faculdade, finalmente o final de semana chegou e eu e Josh curtimos um sábado preguiçoso, tentamos fazer amor algumas vezes, mas nossa filha não tem deixado muito, sorrio ao me lembrar de hoje de manhã, Josh já estava prontinho para o ataque e pimba... Serena acordou de seu soninho precioso aos berros, querendo mamar e trocar a fralda.

Caminhamos tranquilamente de mãos dadas no Central Park, é final de tarde e o céu está lindo, um tom rosado se mescla com uma cor alaranjada do sol e uma brisa fresca e leve bate em nossos rostos. Amo finais de tarde... Ainda mais em ótima companhia como a que tenho.

– Amor... Eu queria conversar com você sobre algumas coisas. Acho que agora é o momento certo, já que faltam apenas duas semanas para a minha formatura. – Josh aperta minha mão, tirando-me de minhas divagações, ele empurra o carrinho de Serena lentamente, no ritmo em que caminhamos.

– Conversar sobre... O que exatamente? Se for coisa ruim, por favor, deixe para depois. – sorrio fraco para meu namorado mas ele força um sorriso em troca, estranho.

– Eu não sei o que é ruim para você em relação a isso Lex... Mas é sobre Jennifer, eu venho adiando esse assunto porque sei que te incomoda, apesar de não saber o motivo. – quando ouço suas palavras, solto um suspiro ruidoso e longo, Josh me olha rapidamente e encolhe os ombros em desculpa.

– Ah claro... Sua irmã. É, realmente não é um assunto agradável para mim, ela não é o anjo que você pensa que ela é mas... Tudo bem. Prossiga. – olho para as árvores em volta, tentando não ficar irritada com o que vem pela frente. Coisa boa é que não pode ser...

– Lex... Por favor, eu não quero brigar. – ele fala com uma voz carinhosa, mas mesmo assim não me convence.

– Eu falei pra você que se esse fosse um assunto desagradável era para você deixar para depois.

– Bem, agora eu já comecei não é? Não quero mais ficar enrolando sobre isso... Como você e eu sabemos, eu me formarei daqui a alguns dias e Jennifer me ligou ontem, enquanto eu estava no trabalho e... – vejo que ele está receoso.

– E?... Continue, Joshua. Eu não vou bater em você, acredite. – falo baixo, nervosa. Serena choraminga baixinho no carrinho e eu a pego no colo, embalando-a. Logo ela se acalma.

– Você... Você quer sorvete? – ele sorri para mim e corre até um carrinho de sorvete, nem ao menos espera eu responder e volta com duas casquinhas uma de morango e outra de chocolate, pego a de morango de sua mão e seguro a de chocolate para Josh, enquanto ele acomoda nossa filha no carrinho.

– Fale de uma vez, Joshua. – dou uma lambida em meu sorvete e me delicio. Nos dirigimos a um banco debaixo de algumas árvores, onde poucas pessoas circulam, sento-me e Josh senta do meu lado, colocando a mão na minha perna e acariciando-a.

– Só se você me der um beijo e parar de ficar brava comigo antes mesmo de saber o que eu tenho a dizer. – ele olha para minha boca, com um sorriso idiota no rosto. Ah... Não adianta... Não consigo ficar brava com ele por muito tempo.

Sorrio disfarçadamente mas Josh percebe e aproxima o rosto do meu, sorri convencido. Passo meus braços por cima de seus ombros e encosto meu lábios gelados por causa do sorvete nos seus, ele fecha os olhos e passa a língua no meu lábio inferior, mordiscando-o e puxando-o. Afasto-me e sorrio.

– Pronto, conte-me. – roubo-lhe mais um selinho e espero que ele fale. Ele morde a casquinha de seu sorvete e me encara nervoso.

– Jennifer se mudará para cá na semana que vem. – ele fala rápido, na esperança de que minha reação seja menos pior.

– O QUE? Mas... Mas já? Você se forma daqui a duas semanas, Joshua! Duas semanas, eu pensei que ela se mudaria para cá daqui uns dois meses! Porra... – enfio meu sorvete na lixeira mais próxima, perdendo totalmente a vontade de comê-lo e de conversar com Josh.

– Lex, calma. O que você quer que eu faça, amor? Eu não sei porque vocês se odeiam tanto! Caramba... – Josh levanta exaltado, ficando de frente para mim, puxo o carrinho de Serena e sigo empurrando, em direção a rua de nosso apartamento.

– Ah, você nunca sabe de nada, Joshua. Nunca, sua irmã é uma cobra, se você quer bem saber. Se Jennifer não me odiasse tanto, sem motivo algum, eu não a odiaria. Sua própria irmã causou isso, ela criou esse sentimento de nojo que sinto por ela. – respondo-o e sei que ele sente o ódio em minha voz. Aperto o passo e Josh me acompanha.

– Alexandra, chega. Em primeiro lugar, da pra você caminhar devagar? – ele segura meu braço firmemente e me olha nos olhos. Tenho vontade de socá-lo mas obedeço.

– Ok, semana que vem. Tudo bem. – continuo caminhando, sem ousar olhar para Josh, ele segura minha mão e eu não faço alguma objeção.

– Tudo bem mesmo? Vocês vão se entender amor, Jennifer é um pouco difícil no início mas ela acaba cedendo com o passar do tempo. – apenas balanço a cabeça em positivo, fingindo estar bem. – Amo você. – Josh sussurra em meu ouvido e eu forço um sorriso, evitando olhar em seus olhos.

– Também. – respondo friamente. Não sei se duraremos com sua irmã por perto.

Notas finais
Gostaram??? Comentem e me digam!!! Adoro vocês