Efêmera Ilusão
30 Capítulo XXX: Carl, Taylor, Paul e... Carol.
Notas iniciais
– Amor... Amor?! Acorda Lex... – aos poucos desperto e ouço a voz de Josh aos sussurros, o quarto está iluminado por uma luz fraca e percebo que ele ligou o abajur, coço meus olhos para enxergar melhor e olho para Josh. – Adivinha só quem está aqui...
– Oi meu amor... – falo baixo e percebo que Josh segura Serena nos braços, seus olhinhos estão arregalados e eu sorrio quando a vejo, ela ameaça chorar e faz beicinho, mas a pego no colo e ela apenas solta um gemido baixinho – Tão linda de sua mãe... – Josh me ajuda a segurar nossa filha enquanto levanto um pouco a blusa, dando acesso ao meu peito para Serena. Ela me procura com sua pequena boquinha rosada e logo que acha, começa a sugar, sinto uma dor fraca que logo passa. Observamos encantados nossa filha mamar.
– Minha princesa estava com fome e a mamãe não acordava... – Josh fala e eu dou-lhe um selinho demorado, sorrindo entre o beijo.
– Mamãe está muito cansada filha, me perdoe... – passo a mão levemente em seus cabelos claros e ela fecha os olhinhos aos poucos, Josh beija sua testa carinhosamente e ela protesta com um ruído baixinho, descansando sua pequena mãozinha em meu seio, nos derretemos com o gesto.
– Ela é linda, Lex. – ele me olha nos olhos e vejo que está transbordando amor, meu coração se aperta de amor, de felicidade, de paz.
– Fizemos um ótimo trabalho papai. – Josh ri com o que digo e eu sorrio, encarando-o.
– Podemos repetir. – ele sorri maliciosamente e eu fico boquiaberta.
– Josh! Serena está ouvindo! – ele bufa e ri alto, nossa filha ameaça chorar mas eu a embalo e ela volta a se concentrar no que estava fazendo. – Não faça barulho, babaca! E pelo amor de Deus, não! Vamos esperar uns dez anos para fazer outra assim, ok?! – dou risadinhas.
– Ou vinte e seis, quase vinte e cinco dias. Que é o tempo que você vai estar de repouso... E o tempo que eu vou ter que ficar longe disso aqui... – ele me olha com malícia e passa seus dedos na minha intimidade, sinto-o acariciar meu clitóris por cima do fino tecido da calcinha.
– V-você está contando? – gaguejo porque estou me deixando entregar para a sensação de seus dedos em mim, mesmo que não esteja tocando diretamente em minha pele. Sinto-me triste quando ele tira os dedos bruscamente mas logo percebo que os leva a boca, chupa-os e os coloca de volta em minha intimidade, só que dessa vez puxa a calcinha para o lado e massageia meus lábios.
– Você pode ter certeza de que eu estou... – ele sorri, aquele sorriso irresistível, um sorriso típico de Joshua Harris, sorriso de quem está pronto para atacar.
– Ah... Isso é bom, isso é muito bom... Mas você tem que parar. Minha filha está mamando e como você disse... Faltam vinte e seis ou vinte e cinco dias. – seguro Serena com um braço e com o outro tiro a mão de Josh de meu sexo.
– Eu acho que vou morrer sem poder te sentir por tantos dias! – ele faz beicinho e me beija rapidamente.
– Não seja tão dramático... Você pode agüentar, amor. Tenho certeza. – encosto Serena em meu ombro e bato em suas costinhas, esperando-a arrotar. Josh vai até o banheiro e lava as mãos, quando volta, Serena já arrotou e dorme tranquilamente, ele a pega no colo delicadamente e a leva para seu quarto.
Quando volta, percebo que tem seu membro apertado e ereto na cueca boxer azul, marinho, ele faz beicinho e deita ao meu lado, olhando para o teto, observo-o por alguns segundos e caio na gargalha. Pobre homem...
– Vem meu amor, vamos dormir, vinte e cinco dias vão passar voando, você vai ver. – abraço-o, me encaixando em seu peito e ele apaga o abajur, beija minha testa e acaricia meus cabelos.
– Por você eu faço tudo, te amo... – ele diz e sinto que está sorrindo, ficamos em silêncio e logo caio num sono cansado e profundo.
É sábado e acabamos de almoçar um assado delicioso na casa dos meus pais. Eu e Josh descansamos depois da refeição no meu antigo quarto enquanto meus pais, Charlie e Patt mimam Serena na sala, ela está quietinha e a pouco mamou.
– Paul me ligou, seus pais foram viajar para uma centésima lua de mel e a casa estará livre, Taylor quer dar um jantarzinho, está morrendo de saudade de Serena. – Josh fala e planta um beijo em meu ombro, fazendo uma pequena trilha até minha boca.
– Ela comentou comigo... Você quer ir? – pergunto, encaro-o enquanto espero sua resposta. – Vão ser poucas pessoas, não é? Não quero agitação perto da Serena.
– Vai ser apenas nós e eles amor, não se preocupe. – ele me dá um selinho e puxa o telefone para ligar para Paul e confirmar.
Me olho no espelho uma última vez, acho que assim está bom. Josh chega por trás e me abraça, envolvendo minha cintura delicadamente com seus braços fortes. Estou quase cem por cento no pós parto e me sinto bem melhor, a única que me incomoda é não poder transar com Josh, estou louca e tento a quase todo momento algo com ele, percebo que ele faz um esforço imenso para não se render as minhas vontades, acaba nunca cedendo, ele está levando a sério esta coisa contar os dias, falta apenas uma semana para podermos ter relações e mesmo assim ele quer esperar, fica preocupado com qualquer coisa. Esse homem ainda vai me enlouquecer!
– Você está linda. – Josh me elogia e eu encontro seu olhar no outro lado do espelho, estou vestindo um vestidinho pouco acima dos joelhos estampado com flores vintages e uma jaqueta jeans claro, solto o cabelo e ele cai brilhoso e em ondas sobre meus seios fartos.
Serena observa a tudo ao seu redor deitada em seu carrinho, está linda em seu macacãozinho amarelo fraco com bolinhas rosas. Sorrio, enquanto a olho.
– Você também não está nada mal, querido. – meus olhos voltam a encontrar os seus e ele beija meu pescoço se afastando e pegando a bolsa de Serena.
– Vamos? Nós sempre chegamos atrasados a tudo, graças a mamãe, filha. – ele fala e não sei se está se dirigindo a mim ou a Serena, reviro os olhos e os sigo até a porta do apartamento.
Quando Josh para o carro e percebo que chegamos, saio e dou a volta, pegando Serena no colo, ela dorme calmamente e solta uns gemidinhos quando a pego no colo.
– Ah minha filha, mamãe tem vontade de te morder de tanta fofura quando você faz isso... – sussurro, deitando-a em meu peito e tapando seu rostinho com sua coberta com estampa de coelhinhos, Josh desce do carro e sorri para mim e me beija rapidamente, ele tira o carrinho do porta-malas e coloca-o no chão, indicando para que eu deite Serena ali. – Não... Deixe-me ficar agarradinha no meu bebê... – faço beicinho para Josh e ele abre um sorriso amoroso de orelha a orelha, encosto o nariz no cobertor de Serena e o cheirinho de bebê da minha filha me faz derreter de amor.
Josh passa a mão na minha cintura e caminhamos até o portão, quando Josh toca a campainha, ouvimos Taylor sair de casa espalhafatosamente, nos olhamos e começamos a rir. Típico de Taylor.
Ela chega ao portão e aperta um botão em um controle pequeninho, o portão se abre e ela tem um sorriso largo e feliz.
– Onde está meu pedacinho de gente? – ela fala baixinho e eu ofereço-lhe um sorriso.
– Nosso pedacinho de gente. – Josh olha para Taylor fingindo estar bravo e nós duas caímos na risada. – Dá pra vocês rirem mais baixo? Vão acordar minha pequena... – Josh pega Serena de meu colo e a deita com a cabecinha loira em seu ombro, toda vez que tem a filha em seus braços, sorri radiante, um sorri que eu passei a conhecer apenas quando ouvi um chorinho agudo e manhoso na sala de cirurgia.
– Como você é ciumento, Joshua bundão. Vamos entrar, está muito frio para minha afilhada estar na rua. – Taylor mostra a língua para Josh e os dois ficam se debicando, sorrio com a situação. Nos dirigimos a casa e quando entramos na sala de jantar percebo que há uma mulher de cabelo longo e bastante escuro conversando Paul animadamente, ela não é bonita mas também não é feia. Tento me lembrar dela mas não a conheço de lugar nenhum, deve ser alguma vagaba que Paul está comendo no momento.
– Vejam quem chegou, o putão, a princesa e a princesinha. – Paul brinca e vem até nós me abraçando carinhosamente, em seguida cumprimenta Josh e dá um beijo no rosto de Serena que está alheia a tudo em volta. – ainda bem que essa garota é você escrita Lex, que tristeza seria se fosse a cara do pai!
– Ela é realmente perfeita, não poderia ter nascido mais parecida com a Lex. – Josh ri e fuzila Paul, mas volta o olhar pra mim e me manda um beijo, reviro os olhos e sigo para cumprimentar Carl que está na outra sala assistindo a um jogo de futebol.
Quando volto para sala de jantar, Josh está tenso e finge que não vê a mulher de cabelos negros, percebo que não a cumprimentei e me dirijo até ela, dou dois beijinhos em seu rosto, mesmo sem saber quem ela é.
Paul percebe que não a conheço.
– Lex... Essa é Carol, uma amiga minha. E Carol, essa é Alexandra amiga minha e de Taylor mulher da bichinha do Josh. – Carol?! Carol... Ah mas é claro! De repente, na rapidez da luz, me dou conta do porque de Josh estar diferente do que estava quando chegamos, sinto meu rosto ficar quente e volto meus olhos para ele, ele encolhe os ombros e eu sorrio, mas sei que meu sorriso mete medo em meu namorado.
– Prazer Carol... – indago sem vontade alguma de ser gentil e me afasto, sentando em uma poltrona no canto da sala de jantar. Há barcos com diferentes tipos de Sushi e Temaki em cima da mesa. Ouço minha filha chorar e Josh passa Serena para meus braços, roubando-me um selinho e sentando ao meu lado.
Puxo o seio para fora do sutiã e Josh corre até a bolsa de Serena, trazendo-me uma toalhinha, Paul encara a mim e Serena impressionado e não entendo porque. Serena encaixa a boca no bico do meu seio e começa a mamar, embalo-a e ela vai se rendendo a uma preguiça boa, sinto uma moleza só admirá-la.
– Nossa Lex... Que fartura hein! – Paul brinca e Taylor abre a boca em um perfeito “O”, estapeando o irmão.
– Seu pervertido! Pare de olhar para os seios da minha melhor amiga! Pervertido! – Taylor ri e Paul se diverte.
– Pare mesmo, seu pervertido, isso tem dono. – Josh sorri maliciosamente para mim e eu dou uma risadinha idiota, tentando ignorá-lo, quando ele me olha assim eu me sinto... Não sei, excitada.
O jantar está uma delícia e eu desfruto de uma cerveja gelada, coisa que não fazia a tempos, o líquido que desce gelado por minha garganta me ajuda a relaxar e fingir que não vejo os olhares de Carol para Joshua. Será que essa vagabunda não se manca? Ele finge que não a vê e eu me sinto satisfeita por isso.
Quando levanto-me para por Serena para dormir na sala de estar, Josh me acompanha e espera até nossa filha pegar no sono, ao meu lado silenciosamente.
– Você está brava comigo? – Josh pergunta baixo, chegando mais perto do meu rosto.
– Eu deveria? – pergunto desconfiada e ele sorri com minha expressão. – Porque você não me contou, Joshua?
– Não te contei o que, Alexandra? – ele imita meu tom e sorri, passando as mãos em minha cintura.
– Que essa vagabunda estaria aqui, ela passou o jantar inteiro te devorando com os olhos. Você sabe o quanto isso me irrita. – bufo e ele segura meu rosto com as duas mãos, puxando-me para mais perto dele.
– Eu não sabia, o filho da puta do Paul não me avisou nada. Nem Taylor, ela não falou nem mesmo pra você Lex. – ele planta um beijo molhado no canto da minha boca e ouvimos Serena protestar, paramos de falar e voltamos nossos olhares para seu carrinho, depois de alguns segundos nos olhamos.
– Eu tenho certeza que Taylor também não sabia. Ele deve ter trazido ela de relâmpago, belo filho da puta, sabe que ela está louca para dar pra você e chama essa vadia. – respiro fundo quando termino de falar.
– Amor, para. Ele deve estar fodendo ela, por isso a trouxe, relaxe, eu sou seu. Você é minha, também não gostei do Paul falando dos seus seios. – ele me olha e morde meu lábio superior.
– Ele estava brincando amor... E eu sei que você é meu... E eu sou sua... – mordo seu queixo levemente e arranho meus dentes em seu maxilar forte e quadrado.
– Mesmo assim... Se você sabe disso, sabe também que no meu mundo só existe espaço para uma mulher... E essa mulher é você. – ele gruda o corpo no meu e enfia os dedos em meus cabelos.
Ele puxa de leve meus cabelos e isso faz-me arrepiar toda, solto um gemido fraco e levo minha mão rapidamente a sua ereção, acaricio-o por cima da calça jeans preta que veste, é grande e duro, e sinto uma vontade imensa de que ele me possua ali mesmo. Sem me importar com nada.
– Lex... Você quer me enlouquecer... – Josh passa a língua em meus lábios e eu saboreio a sensação, me assusto quando sinto seus dedos em minha vagina, me dou conta de que estou completamente molhada e sedenta por Josh, e passa os dedos em um movimento de vai e vem pela extensão de meu sexo e eu pressiono minha intimidade em sua mão, quando ele penetra dois dedos de uma vez em minha, tirando-os e colocando-os de volta, eu fecho os olhos e delicio-me com a sensação de ter sua mão habilidosa ali, só para mim...
– Vocês não vão voltar para a sala de jantar? A conversa está animada... Joshua? – Carol nos interrompe e eu borbulho de raiva por dentro, quando passo meus olhos por ela, vejo que o sentimento é mutuo e me irrito ainda mais, nos encaminhamos a sala de jantar e nos juntamos a Carl, Paul e Tay.
Tudo que sei fazer é olhar na direção dessa garota e dizer mentalmente: Maldita seja, vadia, vadia, vadia!
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