Effect, wolf, vampire!
5 Capítulo 1.3 - Prólogo musical.
Notas iniciais
Uma semana depois daquela noite, no começo da semana, Tsuryu já havia se adaptado com o ambiente escolar que a Natsu oferecia. No entanto, mesmo sendo uma pessoa bem gentil, por sua personalidade um tanto fria e aparência que algumas vezes mostrou-se ser assustadora, não conseguiu se socializar muito com outros se não Sora e Mitsuri.
Ele já estranhava o fato de que Shiroo não chegara ainda, mas, essa dúvida sobre “será que era mentira?” iria cessar pouco tempo depois.
O professor Carlos entrou na sala, sendo a primeira aula da semana, como de costume.
– Então, alunos. – Começou a escrever algo no quadro. – Nós temos um novo estudante hoje. Por favor, recebam-no calorosamente!
“Deve ser ele.”
Um rapaz de aparência um tanto infantil entrou na sala. Medindo 1,74cm de altura, a sua aparência encantava as garotas da sala. Cabelos loiros muito bagunçados que chegavam até os seus pés, presos na altura do pescoço por um rabo de cavalo baixo, fazendo com que o resto de seu cabelo ficasse uniformemente como uma linha enquanto não se movesse. Por algum motivo, ele já estava com o uniforme escolar. Andou até o outro lado da sala, se posicionando perto da mesa do professor, com as mãos nos bolsos da camisa. Seus olhos verdes, que passavam uma sensação de juventude e seriedade ao mesmo tempo, sem delongas focaram em Tsuryu, um olhar desafiante para com quem ele considera rival.
– Hajimemashite minna-san, ore no namae wa Shirouyasu Fubuki. – A sua voz era um tanto calma e de certa forma sedutora para as meninas, tanto que, algumas deixaram escapar aquele “aaaah!” de encanto. Um sorriso abriu-se em seu rosto. – Dono kurai, Tsuryu-kun! – Acenou para ele que sentiu um calafrio, passando a olhar para a janela de imediato, com desgosto por ter que aguentar o rapaz por mais um ano. Mitsuri percebeu a reação, rindo levemente e mantendo um sorriso no rosto.
— Pare de rir, maldita! – Sussurrou.
— Muito bem Shirouyasu, sente-se ao lado de Tsuryu. – Falou o professor com um tom risonho.
— Quê? – Olhou diretamente nos olhos do professor, transmitindo a mensagem de “Você está de brincadeira comigo, não é?”. Deu de ombros, relaxando o seu corpo na cadeira. — Fazer o quê... – Suspirou. Mal teve tempo de respirar, Shirou já havia sentado ao seu lado e “marcado território”.
— E para evitar brigas, que nem da última vez, não quero vocês se falando até a hora do intervalo. – E assim começou o chato período de aulas de francês. Mas, o tempo pareceu, infelizmente para Tsuryu, passar voando, e as lições logo tiveram seu término. Sem delongas, o professor saiu da sala, aparentemente com pressa, pois mal falou a sua “frase de efeito”.
Então, Shirouyasu levantou-se para ir cumprimentar o seu “velho amigo”.
— Yo
— Se você não calar a boca agora, é bom estar preparado para ir ao dentista. – Interrompeu em tom irritado, no entanto, com uma expressão indiferente. — Com licença. – Pegou uma pequena tigela retangular com área de 15cm²... - Se você quiser saber detalhadamente como ela é, a calculadora está aí para isso, isto é, caso não tenhas faltado às aulas de matemática e saiba como calcular, né? –... E direcionou-se, em passos apressados, ao terraço. Como já é de costume dos alunos da escola (esses mal-educados), ele foi seguido alguns segundos depois.
Ao chegar lá, foi ao lugar que ficava comumente, sentando-se na parede de fora da estrutura que cobria as escadas que davam acesso ao alpendre, à direita da porta, sentado exatamente no meio da parede do quadrado de 100m².
A açoteia da escola era conhecida por ser simples, mas ao mesmo tempo luxuosa. Não havia nada demais em questão de decoração, mas a qualidade dos materiais utilizados ali era incomum e deveras oneroso. Um chão azul bebê com algumas linhas negras bem finas, que demarcavam os metros quadrados do arcaboiço, feito propositalmente deste jeito para facilitar possíveis mudanças e expansão de turmas, caso o diretor desejasse utilizar o terreno superior para tal. O parapeito possuía apenas 4cm de altura e se estendia por todo o “litoral” do avarandado, no entanto, acima deles havia uma grade com 5 metros de altura feita de ferro inoxidável, prateada. Sobre o tamanho, facilmente seria possível “sediar” uma guerra de bolas de neve encima dele. O perfeito cubo com 300m em cada lado oferecia uma liberdade muito grande, tanto para o proprietário da escola, quanto para os alunos, caso quisessem realizar algo ali, como o festival cultural, por exemplo, já que todo o resto da área colegial é exclusivamente usado para educação, com exceção do refeitório.. Haviam duas microestruturas ocas elevadas pelo terreno, cobrindo as escadas que dão acesso à ele. Elas possuem as mesmas características da estrutura principal, as paredes, pintadas de azul celeste até o seu meio de forma lateral e azul bebê por todo o resto, possuíam portas de vidro transparente, emoldurados em metal comum, estas muito bem instaladas.
(Essa foi difícil)
Não muito depois de abrir a tigela com o seu lanche (Arroz doce de chocolate), foi surpreendido por uma voz feminina intensa, e por isso, irritante.
— TSURYUUUUU – Gritava Mitsuri enquanto abria a porta às pressas e procurava por ele.
“Não me encontre, não me encontre, não me encontre” Pensava enquanto comia aceleradamente. Inútil, ele foi avistado sem demora.
Ela ajoelhou-se ao lado dele.
— Vamos criar um clube! – Levantou a mão direita enquanto deixava a outra cerrada encima de sua coxa esquerda. – Vai ser de “Auxiliadores especiais”, que tal?
— Eu me recuso.
— Por favor... – Falou em tom pidão, olhando para ele com uma cara de gato carente.
— Ngh. – Recuou um pouco, afastando seu rosto do de Mitsuri. – Mesmo que fossemos criar um, precisamos de três membros. A Sora já possui um, então não podemos contar com ela. – Olhava para o lado oposto, um pouco corado.
— Shirou – Ele olhou para ela com desgosto ao ouvir isso.
— Me diz que você está brincando. – Levantou-se, terminando de comer o seu arroz. – Agora sim eu me recuso. – Disse com a boca cheia, engolindo o alimento logo após, andando em direção ao meio da açoteia.
— Por favor! Pode ser uma boa oportunidade para vermos o quanto nós mudamos com o tempo! – Tsuryu sentiu um safanão pouco antes de ela terminar a frase.
— T-t-t-tá... – Rangia os dentes enquanto falava hesitantemente. – Se por algum acaso eu me arrepender, é bom estar preparada para me comprar um cachecol novo, tsc. – Virou-se e começou a ir em direção às escadas.
— É uma promessa! – Colocou a mão esquerda na cintura e fez pose de joinha. – Agora vamos indo, temos que passar na sala dos professores para firmarmos o clube, além de termos a obrigação de levarmos o Shirou lá.
– Vamos acabar com isso logo! – “Por que eu estou fazendo isso?” pensava paralelamente à sua fala.
Eles seguiram até a sala de aula, sem muita pressa. Ao chegarem, Tsuryu abriu a porta com a mão direita, lentamente empurrando a partir da maçaneta. Shirou estava sentado na própria cadeira, prestes a acabar de comer o seu lanche. Mitsuri seguiu até o loiro, que deixava o seu longo cabelo cair por detrás da cadeira. O prateado ficou esperando do lado de fora, escorado na parede, com os braços cruzados e a perna esquerda levemente levantada enquanto o pé se mantinha tocando na parede, seus olhos, fechados.
– Shiroo-kun. – Indagou Mitsuri, sentando no lugar de Tsuryu. – Poderia entrar no nosso clube de “auxílio especial”? – Deixava as mãos juntas e cerradas, olhando com a mesma cara de gato carente para o rapaz.
– Hm... – Terminou de comer logo após o término da frase, fechando a tigela e colocando os hashi juntos, encima dela. Juntou as mãos e fechou os olhos. – Goshisousama deshita. – Logo depois, relaxou o corpo na cadeira, inclinando-a, variando entre 20° e 30° de inclinação. Olhou para Mitsuri depois de alguns segundos olhando para o teto. – Mas é claro! Por que não? – Aquietou-se no assento, levantando-se forçando um pouco a mesa com suas mãos. — Pra falar a verdade, não vejo porquê de não aceitar a proposta, já que não tenho nalgum outro clube.
Mitsuri se levantou, começando a ir à porta.
– Então vamos indo! Temos que nos registrar logo. – Já próxima à entrada e saída da sala, esperava Shiroo, que imediatamente seguiu-a lentamente. Abrindo a porta, saíram e já começaram a caminhar para a sala dos professores. Tsuryu se manteve com os braços cruzados enquanto andava logo atrás deles, que chegaram ao destino sem muita demora.
Chegando lá, quando o loiro estava prestes a abrir a porta, o professor Carlos saiu da sala.
– Mitsuri? – Parou um pouco. – Ah, que seja. Você só veio terminar de registrar o clube, não é? – Ele imediatamente tirou uma prancheta de sua bolsa. – Assinem nestes locais... – Apontou com uma caneta retirada do bolso de sua calça. Rapidamente, os campos já haviam sido preenchidos por eles. – Pois bem, venham, irei mostrar a vocês a sala do clube. – Guardou a prancheta enquanto falava, se pondo a caminhar para a direita.
A viagem se seguiu silenciosa. Ninguém pronunciou uma só palavra. Saíram da escola em direção ao ginásio (de 30 metros de altura e medidas 50x40, com um teto triangular e totalmente marrom madeira) por onde entraram. Seguiram até a parte de trás do palco de apresentações, andando pela lateral esquerda próxima as paredes, para não atrapalhar o treino de kendô que estava sendo efetuado pelo clube de artes da espada ali. Ao chegarem lá, os três observavam atentamente cada parte da estrutura. Não era necessário ser um especialista em engenharia para saber que a escola e suas edificações secundárias eram uma obra de arte. Uma porta de 2m de altura e 40cm de comprimento, possuindo uma plaquinha escrita “clube de auxílio especial” e que se localizava ao extremo fundo do ginásio chamava a atenção do trio. Carlos se pôs a pegar uma chave de seu bolso e destrancar a entrada, abrindo-a com a mão direita.
– Esta é a vossa sala, cuidem bem dela. – Se pôs a andar de volta por onde eles vieram, dando uma risada e murmurando algo que não pôde ser ouvido pelos outros. – Já faz muito tempo... – Falava para si mesmo, pensativamente.
Mitsuri se pôs a entrar na sala que estava um tanto bagunçada, seguida pelos dois. Possuindo 10 metros de altura (Se estendendo até o segundo andar) e medidas 10x20, haviam muitas cadeiras espalhadas (Cerca de 6) e, bem no centro, uma mesa que se estendia por todo o meio da sala (6x17). De certa forma, parecia uma sala de conferências. Um armário ficava na parte centro-esquerda da sala (se guiando a partir da porta) de 2 metros de altura e comprimento, com três compartimentos, cada um deles possuindo uma prateleira exatamente no meio. Logo ao lado, um porta-volumes grudado na parede, com 1 metro de comprimento e 60cm de altura, possuindo 6 compartimentos pequenos (de 10cm cada) e um grande (30cm de comprimento e 60cm de altura). Havia apenas uma janela, que cruzava toda a sala, possuindo um comprimento pouco maior que o da mesa, estendendo-se até o teto, é claro, do lado oposto à porta. Ao lado da entrada, estavam três vassouras.
– Ok! – Pegou as vassouras, jogando duas para eles. – Vamos começar a limpar isso agora mesmo!
– Uso, darou? – Claramente, ele não estava nem um pouco a fim de limpar algo.
– Jeongmal-iya? – Falou simultaneamente com Tsuryu. Eles se mantiveram a olhar para Mitsuri, que já havia começado a arrumar tudo por alguns segundos, até que cederam e resolveram começar também. Ela acabou prendendo o cabelo em um rabo de cavalo superior usando um laço.
“Essa pode ser uma boa oportunidade para treinar” pensava Tsuryu, respirando fundo diafragmaticamente.
– Ichi, ni, san... – Estralava os dedos da mão direita, fazendo intervalos de um segundo. Então, começou a cantar uma de suas canções favoritas, mantendo-se a estralar os dedos de acordo com o compasso da música. O seu canto era perfeitamente afinado, apesar de alguns erros aqui e ali na entonação, se mantinha cantando, entoando algo que o lembrava de seu passado. Uma lullaby(Canção de ninar) que sua mãe cantava para o garoto antes de dormir.
– Nigetari akirameru koto wa, daremo
Isshun areba dekiru kara arukitsuzukeyo
Kimi ni shika dekinai koto ga aru, aoi hoshi ni
Hikari ga nakusenu you ni
Tsukame! Egaita yume wo
Mamore! Daiji na tomo wo
Takumashii jibun ni nareru as
Shiranai pawaa ga yadoru haato ni hi ga tsuitara
Donna negai mo uso ja nai
Kitto kanau kara... Show me your brave heart.
Hare no hi bakari janai kara, tama ni
Tsumetai ame no furu keredo, kasa hirogeyou
Ikikata ni chizu nanka nai kedo, dakara jiyuu
Doko e datte yukeru, kimi mo
Hashire! Kaze yori kayaku
Mezase! Sora yori tooku
Atarashii jibun ni aeru sa
Shiranai yuuki ga nemuru, haato ni ki ga tsuitara
Mune no naka no, doshaburi mo
Kitto yamu kara...show me your brave heart
Tsukame! mabushii asu wo
Mamore! ai suru hito wo
Takumashii jibun ni nareru sa
Kowase! yowaki na kimi wo
Kuzuse! butsukaru kabe wo
Atsui kodou, buki ni naru kara
Believe in your heart
Ao término da canção, também terminou-se a limpeza. Era impressionante o talento que Tsuryu tinha para esta área, no entanto, não havia chegado nem aos pés do canto de sua mãe. A versão que cantara era um tanto relaxante, diferentemente da original, era mais lenta, suave e um tom abaixo. Ela durou cerca de 15 minutos.
– Impressionante! – Exclamou Shiroo, deixando sua vassoura encostada na parede, ao lado da porta. – Não sabia que você tinha uma vos tão bonita, sinceramente!
– Sim, ela é muito bonita! – Dizia Mitsuri enquanto se aproximava. Deixara a vassoura ao lado da de Shiroo. Desprendia o seu cabelo rapidamente, puxando o laço.
– Não chegou nem aos pés do canto da pessoa que me ensinou esta música. – Suspirou pesadamente, enquanto alguém batia na porta do clube, que estava fechada. – Entre. – Falou calmamente, com uma intensidade mediana.
Quem entrou foi uma garota de pele clara, cabelos roxos volumosos e super bagunçados que cobriam um dos pequenos olhos cor de ônix, 1,56m de altura, uma tábua, no entanto. Seu rosto era triangular com bochechas um pouco grandes, cílios finos e aparentemente bem cuidados, sobrancelhas finas negras com uma pequena falha na da direita, beiços normais. Ela não usava nenhum tipo de maquiagem. Suas roupas eram o uniforme (com calça) e um boné que deixara cair logo ao entrar na sala e meias brancas. Aparentemente estava com o seu clube no ginásio.
Pegando o seu boné e colocando-o novamente, adquiriu uma postura meio desajeitada, mas respeitosa.
– Sono Khyara di Sera, e ‘un paciere. – Certamente os três não tinham muito conhecimento sobre italiano, mas conseguiram entender do o que se tratava. A garota se curvou em sinal de respeito enquanto falava, levantando levemente a saia com a mão direita e movendo o seu braço esquerdo graciosamente até a altura do seu busto, como se fosse uma dançarina agradecendo à plateia. – Poderiam me dizer quem estava cantando este tempo todo? – Shiroo e Mitsuri olharam diretamente para Tsuryu, que suspirou de uma maneira preguiçosa. A voz da garota não era muito fina, se assemelhando à de um garoto de 7 anos.
– Eu quem estava cantando, por quê? – Colocou as mãos nos bolsos da jaqueta, olhando para Khyara com os olhos semicerrados, aparentando desinteresse.
– Você poderia cantar junto à banda do clube de música durante este ensaio? Por favor, é muito importante! – Ela se aproximou, juntando as mãos e olhando diretamente nos olhos dele. A diferença de altura era, de certa forma, assustadora.
– Tsc. – Ele andou até a porta, indo à banda, que estava ensaiando no ginásio. Julgando pelos instrumentos que eles estavam tocando, se tratava de música popular. Logo ele voltou para a sala. – Tudo bem, eu irei ajudar. Sou do clube de auxílio especial, de qualquer forma.
Alguns minutos depois, tudo estava decidido. Eles iriam tocar “Reluctant Heroes”, uma música não muito conhecida, mas que Tsuryu conhecia muito bem. Khyara montara rapidamente o seu teclado no palco, era a única que iria tocar, da banda. Como não queriam ficar parados, Shiroo sentou na bateria e Mitsuri apanhou a guitarra.
– Três, dois, um e vai! – A batida começou. O teclado se mantinha como um sintetizador, sons abafados e que pareciam sair debaixo d’agua, ao mesmo tempo em que chiados controlados eram soltos. Mitsuri movia os seus dedos graciosamente pela guitarra. Shiroo apenas mantinha-se marcando com o bumbo. O tom A (Lá) era perfeito para a ocasião.
Bm
Day by day we have lost our edge
D
Don't a know? Forgotten is the live we led
Bm
Now it seems you don't care what the risk is
E
The peaceful times have made us blind
Bm
Can't look back, they will not come back
D
Can't be afraid, each time after time
Bm
So once again, I'm hiding in my room
A
The peaceful times have made us blind
Uma batida mais pesada e dinâmica começou após o término da frase. A suave voz que Tsuryu usava se tornava mais nostálgica, mudando para uma mais séria.
D
So you can't fly if you never try
Bm
You told me, oh, long ago
D
But you left the wall
Outside the gate
Bm
So more than ever it's real
O ritmo tornou-se um rock. Shiroo se destacava com a batida que realizava durante o refrão. Com um peso controlado mas muitos sons saídos da bateria.
Bm G
It was like a nightmare, it's painful for me
D A
'Cuz nobody want to die too fast
Bm
Remember day of grief
G
Now it strange for me
D
I could see your face
A
I could hear your voice
Bm G
Remember day we met it's painful for me
D A
'Cuz nobody want to die too fast
Bm
Remember a day we dreamt
G
It's painful for me
D
I could see your face
A
I could hear your voice
Intervalo: Bm D
D
Song for the reluctant heroes
G D
Oh, give me your strength, our life is so short
G
Song for the reluctant heroes
I wanna' be brave like you
D
From my heart
Song for the reluctant heroes
G D
Oh, give me your strength, our life is so short
G
Song for the reluctant heroes
I wanna' be brave like you
Can't look back, they will not come back
Can't be afraid, each time after time
So once again, I'm hiding in my room
The peaceful times have made us blind
So you can't fly if you never try
You told me, oh, long ago
But you left the wall
Outside the gate
So more than ever it's real
It was like a nightmare, it's painful for me
'Cuz nobody want to die too fast
Remember day of grief
Now it strange for me
I could see your face
I could hear your voice
Remember day we met it's painful for me
'Cuz nobody want to die too fast
Remember a day we dreamt
It's painful for me
I could see your face
I could hear your voice
It was like a nightmare, it's painful for me
'Cuz nobody want to die too fast
Remember day of grief
Now it strange for me
I could see your face
I could hear your voice
Remember day we met it's painful for me
'Cuz nobody want to die too fast
Remember a day we dreamt
It's painful for me
I could see your face
I could hear your voice
O nível intermediário de habilidade de cada um foi o suficiente para realizar um rock de boa qualidade. Tsuryu desabou no chão, deitando-se ali mesmo, no palco. Estava passando mal por causa de seus problemas cardíacos. Colocou a mão no peito, apertando com força a camisa. Mitsuri correu para socorrê-lo, deixando a guitarra no chão.
– A única parte ruim de tudo isso. – Brincou, falando em um tom agonizante e abafado. – Não se preocupem, eu vou ficar bem. – Sorria com dificuldades e com apenas o olho direito aberto, olhando para Mitsuri. O olhar que ela retribuía era de dúvida, e ele captou a mensagem, iria explicar tudo depois.
– Você é mais problemático do o que eu pensei. – Disse Shiroo enquanto levantava-o e sentava-o em uma cadeira na plateia. Os outros membros do clube já haviam ido embora, irritados por terem sido substituídos, mesmo que temporariamente, além do mais, já havia anoitecido. Alguns minutos depois, os equipamentos já haviam sido arrumados em seus devidos lugares. Tsuryu já havia se recuperado, mas continuava sentado. Eles se juntaram em uma roda, estando cada um sentado em uma cadeira. Shiroo virou a cadeira contra sí, sentando nela ao contrário e descansando a sua cabeça encima de seus braços cruzados. Mitsuri havia retirado seu blazer e colocado atrás de si, estendido no assento. Sentara com as pernas estendidas, “grudadas” uma na outra. As pernas de Khyara não chegavam ao chão, então ela mantinha-se as balançando. Tsuryu mantinha seu corpo de maneira relaxada, com as mãos no bolso e olhando para o teto, pensativo.
– Sabe... – Falava Khyara enquanto suspirava. – Eu não chamei vocês apenas para nos ajudarem no ensaio, mas seria inconveniente falar sobre enquanto os membros estivessem aqui. – Parara de balançar as pernas após o término da fala. – Na verdade, estamos muito desunidos por conta de arrogância. Eu não sei o porquê, mas os veteranos ficam se achando toda hora para os novatos, e isso cria um clima de inimizade entre nós, então...
– Vamos competir com os veteranos para que deixem de ter toda essa marra. – Tsuryu colocou as duas pernas no chão, curvando a sua coluna e apoiando seus cotovelos nas coxas, olhando friamente nos olhos de Khyara. – Ou, pelo menos, é isso que você quer que nós façamos, estou certo? – A garota ficou surpresa com o modo de pensar do rapaz.
– S-Sim! – Respondeu com motivação. – Vocês poderiam fazê-lo? – Curvou a coluna um pouco, fazendo força com as mãos fechadas, nas coxas e olhando com motivação para Tsuryu, que manteve o contato visual por alguns segundos.
– Presidente, você é quem decide. – Ficou reto na cadeira, cruzando os braços e mantendo um olhar confiante e preguiçoso na direção de Mitsuri.
– Quê? Eu? – Tomou um susto com aquilo, mas se recompôs com uma funda respiração. – Tudo bem. – Fez um joinha para Khyara. – Nós vamos competir, e vamos ganhar daqueles caras! – Sorriu, confiante. – Avise-os que será na próxima semana e que os juízes serão os alunos da nossa escola.
Fale com o autor