Efeitos do acaso

3 Uma noite, grandes mudanças


Notas iniciais
Kim esta se realizando, e redescobrindo que ha mais coisas parecidas do que imaginava. Em uma noite, as coisas para ela mudou. Mas de manha... um pouco do que lhe atormentava, voltou a acontecer, de uma maneira mais estranha...

Acordo assustada...

‘Oque aconteceu’ pergunto comigo mesma.

Só me recordo de ver um reflexo desfigurado. Um grito. Meu grito.

[...]

Sábado à noite. Resolvo-me ‘socializar’, Stela saiu do hospital a essa manha, e esta em estado estável. Consigo o telefone de Mary e a convenço levar sua irmã, Hector e Joseph para minha casa, para um ‘little party for Stela’. Mary faz umas exigências básicas, como, frutas, sucos naturais e outras coisas saudáveis, e, de levar seu namorado, que desconheço a existência, eu concordo só para ela parar de falar. Resolvo dar uma arrumada básica na sala de estar, tiro a mesa de centro, espalho almofadas e pufes pelo carpete, coloco as frutas e bebidas num lugar acessível a todos. Esta tudo pronto.

Joseph chega primeiro. Ele me traz chocolates. Mal sabe que eu não gosto de chocolates, mas para não fazer desfeita, os pego e agradeço. Peço pra ele entrar e ficar a vontade enquanto vou à cozinha. Chego à cozinha e fico paralisada. Duas facas ensanguentadas e dois copos de tequila. Corro para a pia, quando vou para tocar nas facas, Joseph entra na cozinha...

–Com você também acontece!?

– Não sei oque quer dizer, seja lá oque for eu não sei o porquê disto – Aponto para as facas e copos.

–Também não sei o porquê que ocorre comigo, mas ocorre. Toda madrugada algo acontece, não sei oque é e, confesso que tenho medo de descobrir. Toda manha, quando levanto atordoado, a rastro de sangue pela casa Kim, na cozinha a sempre uma faca e um copo de uísque. E vejo que com você não é diferente. Você sabe por que isso ocorre? – Diz ele me olhando fixamente como se já soubesse a verdade.

–Sim, ocorre o mesmo. Não sei oque é só pode ser alguém a fins de me fazer de babaca, como sempre tentaram, mas com você, não sei se há motivos. Você é jogador do time, é popular Joseph, seja lá oque for não deve ser nada grave. – Falo sem ter certeza do que digo.

Ele vem ao meu encontro e me abraça. Seu abraço é como o de um urso, forte e protetor. Eu poderia reagir e abraça-lo, mas permaneço ali, imóvel ate ele parar. Ele me ajuda a limpar as facas e me sinto menor ainda quando o vejo me ajudando. Como não reparei nele antes.

Toca a campainha. Hector, Stela, Mary e seu namorado ainda desconhecido para mim. Abro a porta, eles entram todos me cumprimenta, Stela passa reto. Ambos se sentam nas almofadas, conversando, rindo e eu me junto a eles, é bom me sentir com amigos.

–Chega de encenação, oque você esta querendo Kim? – Fala Stela me olhando e eu desligada olhando para o namorado de Mary a fim de tentar reconhece-lo, Hector me cutuca e eu volto a mim.

–Oque você falou? — Pergunto ainda sem entender.

Todos riem, ate mesmo Stela.

– Kim, como eu posso odiar você, sendo que você não tem capacidade de ao menos entender oque eu digo?- Olhares de reprovação virados para Stela. Mary faz uma cara sarcástica e diz – Stela para de ser idiota, ela fez isso como boas vindas a você e você ai toda arrogante, parece que quer levar facadas novamente.

Olho para Joseph que também esta olhando para mim. Ele deve ter pensado a mesma coisa. Um de nos deu aquelas facadas em Stela, oque nos resta é descobrir quem. – Como esta o time? – Diz Hector, ele não gosta de futebol, mas esta tentando mudar o assunto. Ainda bem que ele mudou.

Eles conversam sobre futebol, elas se implicam, e eu, no celular. Depois de algum tempo estávamos todos, todos mesmo, conversando como se fossemos amigos a décadas. Eu só sabia que, Stela e Mary eram irmãs, Hector gostava de Stela, e, era amigo de Joseph, Joseph era mais velho que todos, Miguel era o namorado de Mary.

Cerca de 23hrs, Stela diz que precisa ir, Hector ira acompanha-la, Mary também precisava ir, mas ela ia pra casa de Miguel, Joseph ia ficar mais um pouco.

Ate alguns dias atrás eu era a excluída que sofria bulling, tinha uma paixão por Hector... Tinha não, ainda tenho, Conheci Joseph e vi que temos mais coisas coincidentes do que pensaria.

Ali esta. Joseph e eu, parados um em frente ao outro. Ate que ele propõe de falarmos um pouco sobre nós, para nos conhecemos. Ele começa...

‘Meu nome é Joseph Rockens, 17anos, titular no time da escola, não sou vegetariano, gosto de frequentar a academia, tiro notas boas, tenho o maior cuidado com meu cabelo, curto musicas calmas, não gosto de ler, já consumi maconha, crack e todos os tipos de droga que você possa imaginar, mas não faço mais isso, só bebo, já transei com grande parte das meninas da escola, em lugares que é melhor nem comentar, acho que o resto, você descobre depois... ’

–Agora sua vez- Ele diz.

‘Meu nome é Kim, ou melhor, Kimberly Ousen, sou chamada de Kim desde pequena e isso não mudou atualmente. Tenho 16 anos, não pratico esportes, porem nunca perdi um jogo do time si quer, só como alimentos saudáveis, sou sedentária, boa apenas em geografia, não sou vaidosa, a musica que escuto com frequência é Asleep- The Smiths, amo ler, nunca consumi drogas e nem bebidas alcoólicas, sou virgem, acho que o resto, você descobre depois... ’

–Acho que você já conhece um pouco de mim, mais que as outras pessoas... – Digo olhando em seus olhos.

–É senhorita Kimberly Ousen, acho que você e eu somos bem diferentes — ele faz uma breve pausa- e parecidos ao mesmo tempo.

–Esse lance de facas e copos, é algo que não podemos chamar de ‘parecidos’- faço sinal de aspas ao dizer ‘parecidos’- Só sei que temos que tomar alguma providencia. E se nos dois tivermos esfaqueado pessoas para nosso ego... Espere... Eu tinha motivos pra odiar e esfaquear Stela, motivos que não vem ao caso, e você? Você tem motivos?

–Kim, tem coisas sobre mim que não é fácil revelar, coisas que Stela descobriu, e que... não seria nada mau ela ter algum trauma.

Não posso acreditar no que acabo de ouvir. Stela tem mais ‘odiadores’ do que poderia imaginar.

–Oque você acha de passar a noite aqui comigo, nos vigiando para ver oque realmente acontece na madrugada?- Não acredito que estou o convidando pra passar a noite comigo.

–Com o maior prazer, literalmente de você quiser. – E eu achando que ele era tímido...

Vamos para meu quarto.

–Vamos dormir juntos, assim, se um se levantar, o outro percebe- Sugere ele, e eu concordo.

–Vou pegar o samba-canção do meu pai, pode ser?

–Eu agradeceria.

Vou ao quarto dos meus pais, pego o samba-canção, e quando chego ao quarto, me deparo com Joseph somente de cueca box e meias.

–Aqui esta o samba-canção senhor despido- Olho para ele de cima a baixo e seguro um riso sacana.

–E você vai dormi assim?

–Eu não costumo dormi de pijaminha Joe, poço te chamar de Joe?

–Gosto de Joe, melhor que os apelidos que ganho dos jogadores. E, veste minha camisa, vai ficar um belo pijama em você. — Ele me estende a camisa, eu a pego e vou me trocar no quarto dos meus pais.

Quando volto, ele me olha, e vem ate mim – Ficou perfeito Kimberly, deveria se vestir assim mais vezes. – Diz ele me olhando. Aproximo-me e digo- É melhor irmos dormir.

Ele se deita e eu logo após, e é ai que a paranoia surge... ‘como eu sou tão trouxa de trazer desconhecidos para minha casa, chamar um deles que conheço há quase uma semana pra dormir comigo... Se meus pais chegar, estou ferrada’...

Joe passa a mão em minha cintura, sobe e toca meus seios... Viro-me para ele, nos beijamos, ele levanta e tira a minha, ou melhor, a camiseta dele... Transamos.

Acordamos. Nenhum rastro de sangue. Vamos ate a cozinha e na pia, nenhuma faca, nenhum copo.

–Oque será que aconteceu na madrugada? – Pergunto a Joe, estou usando sua camisa.

–Acho que estávamos tão ocupados transando que nem tivemos tempo de tentar matar ninguém.

Subimos para o quarto. Não, não transamos mais, quase...

Adormecemos novamente...

Acordamos. Meu quarto esta um breu total, há pegadas de sangue, às seguimos... Elas nos levam em direção ao espelho da sala de jantar. Estranho...

Resolvemos ir tomar café... Em cima da pia esta duas facas ensanguentadas e dois copo com um pouco de tequila e uísque...

[...]