Efeito Dominó
12 Corações Animais
Zelena socou a mesa de ipê envernizado, irritada. Os nós dos seus dedos ficaram brancos com a força e ela preferiu ignorar a dor. Fitou o homem à sua frente, que a encarava como se ele fosse o próximo a levar um soco. Os olhos azuis dela pareciam ainda mais escuros; sua veia aorta parecia prestes a explodir. “Não era esse o acordo, Arthur.”
Ele suspirou, tamborilando os dedos sobre o tecido social de sua calça, um pouco acima do joelho. “Eu só acho que deve ter um jeito melhor.”
Ela riu, um riso amargo e sombrio. “Você não tem que achar nada. Você tem que fazer o que foi designado a fazer ou haverá consequências.”
“O que quer dizer com isso?” Sibilou ele, encarando a ruiva. Odiava ser feito de lacaio por uma mulher sem escrúpulos; sabia, apesar de tudo, que Zelena não herdara o gene da liderança que permeava na aura de sua mãe e irmã e exatamente por isso a mesma era capaz de absolutamente tudo para provar sua legitimidade.
“Quer dizer que como pai, você deve pensar na Violet. Você não quer que nada aconteça a ela, quer?”
Arthur levantou-se, o ar dilatando os brônquios de seus pulmões enquanto ele a encarava com raiva. Ergueu um dedo no ar, alinhando-a com o rosto de Zelena. “Fique longe da minha filha.”
“Eu não queria que as coisas fossem assim, mas você decidiu criar uma consciência e isso atrapalha meus planos.”
Arthur balançou a cabeça, contrariado. “Você deveria criar uma também. Ela é sua mãe, pelo amor de Deus! Você não tem um pingo de respeito? Isso acabará com a vida dela!”
Todas as peças finalmente se encaixaram e ela finalmente entendeu o que havia acontecido. “Meu Deus, você gosta dela de verdade? Ela é só uma…”
Antes que pudesse terminar, Arthur segurou em seu pulso com força, os dedos cerrados ao redor da pele delicada causando fricção. “Cuidado com suas palavras, Zelena. Você tem muita sorte de eu não contar a ela o que você está planejando.”
“Violet é que tem muita sorte de ter um pai que sabe manter o bico fechado.”
Ela observou enquanto ele saía da sala irritado. Revirou os olhos, ciente de que seu tempo estava se esgotando. Regina estava à sua espreita, esperando um movimento em falso para chutá-la para fora da empresa e ela não podia permitir que isto ocorresse.
***
Stuart sentou-se na beirada do lago Leighton. Locado no meio do jardim botânico; cercado por um gramado bem aparado e árvores espessas. Algumas moitas permitiam flores entre seus diversos tons de verde criando uma atmosfera convidativa. Naquele momento da manhã haviam poucas pessoas; uma jovem passeando com o cachorro, um casal correndo com suas vestimentas de ginástica, um senhor de idade jogando migalhas aos peixes. Duas crianças corriam pelo gramado sob o olhar de uma babá austera que parecia uma governanta russa.
Ele ajeitou-se por baixo do grande tronco e recolheu algumas pedras do chão; passou a arremessa-las contra a água mas sem muita força, não queria assustar os patos que atravessavam a água. “Ainda é seu lugar favorito, huh.”
Ele levantou a cabeça e a fitou assim que ela se aproximou. O sorriso dela era uma das coisas mais belas que ele já havia visto em toda a sua existência; o rosto parecia uma pintura de tão perfeito, os cabelos escuros caindo pela lateral do rosto como uma moldura elegante e brilhosa. “Ruby Lucas.” Cumprimentou ele, os olhos faíscando em sua completa adoração.
“Stuart Grant.” Imitou ela, ajoelhando-se ao lado dele. Ela vestia uma camiseta branca simples e jeans de lavagem azul claro. Seus olhos amendoados fixaram-se nos olhos azuis dela, mantendo-o cativo de sua hipnose particular. “O que há de errado?”
“Não há nada de errado, Ruby.” A voz dele não soou convincente; e o fato dele ter voltado a arremessar pedras no lago apenas confirmou sua inveracidade.
“Há quantos anos somos amigos, Stuart Little? Não se dê ao trabalho de mentir pra mim.”
Ele não podia falar, e isso pareceu cômico; mais uma coisa na lista de segredos que os afastava. Não podia dizer a ela que sua chefe estava transando com o segurança; não podia dizer a ela o quanto isso podia lhe custar a vida. Que não sabia se estava tomando a decisão certa, mas que queria que Regina fosse feliz e se era esta é maneira, quem era ele para impedir o curso da natureza?
“Esse trabalho as vezes é cansativo.”
“Posso lhe perguntar porque fingiu não me conhecer aquele dia? No shopping?”
“É mais seguro para você que não tenha ligações comigo, Rubbie. Se algo der errado Frank irá atrás de qualquer pessoa que me pareça familiar.”
“Você estava com Regina, não com Frank. Acha que ela me entregaria?”
Stuart sorriu, fitando a morena. “Ela o ama. Não posso confiar nela totalmente.”
Ruby assentiu, fitando a calmaria do lago. Stuart parecia inquieto, talvez até um pouco nervoso. Mas ele não diria a menos que quisesse. Suspirou, saindo da posição ajoelhada e deitando contra o corpo dele de modo que sua cabeça repousou sobre o lado esquerdo do tórax do mesmo; Stuart ajeitou o corpo para acomoda-la, permitindo que ela deitasse sobre ele e fitasse a paisagem. “O que você fazia por aqui?”
“Graham tinha uma reunião na editora.”
Ele fechou os olhos e pressionou os lábios por alguns segundos, praguejando a si mesmo por ter feito tal pergunta. “Entendo.” Ele acariciou os cabelos dela, pensativo. Perguntando-se por que não era ele. Perguntando-se o que Humbert Graham poderia ter de tão mais especial; a resposta que sua mente paranoica produzir era sempre dolorosa de se ouvir: ele escreve, ele é intelectual, ele é charmoso, o homem é poliglota, ele é bem humorado, tem cidadania na Grécia e no Canadá.
Odiava a si mesmo a cada comparação. Sabia que possuía tantas habilidades quanto ele; sabia de seu potencial. Mas sabia também que mesmo que sobrepujasse Graham em habilidades e conhecimento, jamais poderia decidir por quem Ruby iria se apaixonar. E ela fizera sua escolha.
“Como vai sua tia?”
Ruby o tirou dos devaneios e passou a ponta dos dedos sobre o antebraço dele. O movimento fez com que arrepios fossem enviados até a base da nuca dele. “Mel está bem. Parece que agora ela e Olivia estão estudando uma campanha à presidência.”
“Wow. Mellie Grant para presidente.”
Ele riu e ela lembrou-se de como adorava aquele som. “Parece um bom slogan.”
O telefone de Stuart tocou e ele atendeu, ouvindo apenas meia dúzia de palavras sob o sotaque marcante de Lockhood. Precisava voltar ao trabalho.
“O dever chama?”
Ela se afastou novamente, sentando ao lado dele. Stuart fitou seus olhos, respirando fundo. “Me desculpe.”
“Tudo bem.” Ela sorriu como uma criança pequena, enchendo o coração dele de alegria. Segurou no rosto dele tocando-o com carinho e beijou sua bochecha, um gesto de carinho. “Não se meta em encrenca, okay?”
Ele riu. “Prometo que vou tentar.”
Desvencilhou-se rapidamente e passou a caminhar na direção da rua, procurando seu carro. Ruby o observou se afastar e assim que ele sumiu de seu campo de visão, ela virou e voltou a fitar o lago. Perdidas em seus pensamentos, observou o movimento suave da água, como as pequenas vibrações se completavam e acabam contra a beirada da grama sem quebrar o fluxo. Stuart diria que aquilo era relaxante e que o vento tinha nuances que o faziam ritmico; Graham diria que o movimento era a maneira da natureza respirar. Ruby sentia-se sufocada por seus proprios sentimentos pois não sabia como lidar com eles. Não sabia como explicar que estava apaixonada pelos dois.
***
Robin respirou fundo quando ela apareceu na sacada da grande área. Vestindo apenas um de seus robes, na cor salmão, os cabelos escuros presos em um coque. Ela não havia ido trabalhar ainda e ele já estava no quarto turno de treinamento. Seus braços vibraram com o que parecia ser o início do estresse dos músculos de seus bíceps. Manteve os olhos fixos nela, erguendo o corpo; Frank Delfino apareceu em seu campo de visão. Frank aproximou-se dela e passou o braço ao redor da sua cintura, o que a fez sorrir.
Um pensamento amargo escorreu por sua língua antes que ele pudesse evita-lo; soltou o peso de seu corpo gradativamente, descendo. A ideia de que ela havia cedido ao marido após o que havia ocorrido entre eles no escritório o incomodava. Robin concentrou o esforço de sua musculatura, projetando o corpo para cima novamente; Regina deslizou os dedos pelo cabelo de Frank, e o beijou. Robin virou o rosto de volta a sua barra, libertando-se da suspensão e retornando ao solo. Voltou a se projetar para o alto, vez após outra, de olhos fechados. Ignorando o que sentia; ignorando todos os sentimentos e pensamentos. Para que o acordo entre Regina e ele perdurasse, ele precisava manter a imparcialidade.
Quando sentiu uma dor lascerante em seus braços, ele parou. Agachou-se, apoiando as mãos na base de seus joelhos. Suor escorria por suas costas, e ele respirava pesadamente. Alinhou a coluna e olhou para a varanda, porém não havia mais ninguém ali. Os outros seguranças começaram a chegar ao campo e ele bateu palmas sinalizando para que se alinhassem. “Miguel no centro com Stuart.”
“Para que Stuart precisa de treinamento se o trabalho dele é carregar sacola de compras?” Zombou Miguel, levando outros seguranças a darem risada. Stuart apenas ergueu a cabeça, seu semblante fechando-se numa careta séria.
“O que foi que você disse?”
Robin rapidamente identificou o começo de uma briga e se colocou entre eles. “Mudança de planos. Miguel, eu e você. Agora.”
“Senhor, eu…”
“Sem justificativas Sr. Ferraz.”
Miguel caminhou até o meio do largo círculo contra sua vontade. Previa a surra que levaria de Lockhood, nenhum deles era páreo para o homem. Robin caminhou até ele e sem nenhum tipo de aviso, atingiu-lhe a mandíbula com força. Miguel desequilibrou-se mas não caiu, o rosto ardendo de dor pelo forte soco. “Primeira pergunta: por que treinamos?”
O mexicano deu um passo antes da hora, precipitando-se; o erro gerou uma abertura de movimento por onde Robin conseguiu acertar a perna dele, atingindo cordões e nervos e derrubando-o no chão. “Para aprimorar nossas habilidades.” Disse alguém.
“Por que protegemos a Sra. Delfino?”
Houve um silêncio momentâneo, e Miguel traçou as pernas ao redor de uma das pernas de Robin, levando-o ao chão; com a agilidade de um gato, Robin reergueu-se e colocou Miguel em pé, apenas para golpear-lhe o torax e derrubá-lo novamente. “Já que vocês esqueceram, eu vou lhes lembrar.”
Robin acertou outro soco no jovem segurança e este cuspiu sangue no chão. Ele soltou o mesmo, e ficou em pé. Fitou cada um dos rostos que o encarava com respeito e certa medida de medo. “A protegemos porque ela é o bem mais precioso de nosso empregador. Se algo acontecer a ela sob a responsabilidade de um de vocês, não perderão somente o emprego. Vocês perderão a vida. Terão sorte se Frank Delfino poupar a vida de seus familiares. Então antes de fazerem piadas com o colega de vocês, lembrem-se de que o trabalho dele é muito mais sério que o de qualquer um de nós aqui.”
Callie ja havia escoltado Miguel até a ambulância móvel quando Robin voltou a olhar para trás. Ele os orientou a fazer o treinamento básico, de um para um no campo de crossfit. O grupo começou a se dissipar, e ele observou o único rosto que não se moveu. Stuart o encarava com uma faceta nada amigável.
“Stuart, eu…”
“Vá se foder, Lockhood. Eu não preciso da sua proteção.”
Robin o fitou em silêncio, os olhos alinhados em total rivalidade, posição esta que Grant manteve sem problemas. Minutos depois ele abandonou o chefe dos seguranças para trás e se dirigiu ao campo onde o aguardavam.
***
Annalise tinha muito com o que se preocupar. O caso do Major Kuzak estava explanado por toda a imprensa; sua esposa revelara sua completa inutilidade e ineficiência ao deixar escapar evidências que comprometiam a ambos quanto o assassinato de seu irmão, o deputado Emmet Kuzak. Muito se especulava sobre a possibilidade de um triângulo amoroso e ela sabia que o tempo estava escasso; seus estudantes não haviam chegado a um veredito favorável e ela estava envolvida em questões legais a respeito de Nate. Estresse atrás de estresse.
Saiu de seu carro, a mente trabalhando com todo o seu potencial criativo em busca de alguma brecha que lhe permitisse movimento; o carro de Wes estava exatamente no meio de duas vagas e ela anotou mentalmente dar um bronca no rapaz por isso. Segurou a sua bolsa Birkin e entrou na casa; três pares de olhos assustados a fitaram. Ela os encarou de volta. “Já encontraram algo em que possamos trabalhar?”
O silêncio permaneceu imperativo, e Annalise revirou os olhos. “Parem de me encarar como filhotes de cachorro abandonados e voltem a trabalhar.”
Ela caminhou até o escritório e abriu a porta com um movimento rápido, surpreendendo o casal que se esfregava sobre a sua mesa. O dorso de Frank desenhado pelas camisetas finas de algodão egípcio escolhidas a dedo pela esposa, a calça do terno Kingsman que contornava as pernas delineadas de músculos e as pernas finas de Laurel adornados pelo par de sapatos caros com solado vermelho e é claro, a posição clichê e os gemidos suaves; ela não precisou ser uma expert para identificá-los. Limpou a garganta, indicando sua presença. Laurel ficou pálida e retirou-se dos braços de Frank tão rapidamente quanto desapareceu pela porta, evitando olhar nos olhos da advogada e ajeitando a saia evasê ao redor da cintura. Ele virou-se lentamente, realinhando sua roupa enquanto Annalise atravessava a sala e tirava o casaco, colocando-o sobre o suporte e sentando em sua cadeira acolchoada logo em seguida. O olhar dele cruzou com o dela, agora dois níveis abaixo.
“Eu preciso repetir o que penso sobre isto, Frank?” Ele balançou a cabeça de um lado para o outro, negativamente. Ela arrumou alguns papéis, e ele puxou uma cadeira, sentando-se. “Qual é o problema entre você e Regina?”
Frank limpou os lábios em um gesto descontraído e a fitou com um sorriso malicioso. “Não temos nenhum problema.”
Ela riu, sem erguer o olhar dos papéis que revirava. “Não minta para mim, Frank. Poupe nosso tempo. Há algo errado entre vocês ou você não ficaria como um cachorro no cio atrás dessas estudantes.”
“Eu a amo. Só não acho que sou suficiente para ela.”
“Certo. Este é o discurso mais sexista e ridículo, para não mencionar covarde, que já ouvi. E eu sou Annalise Keating, pelo amor de Deus. Se não se acha bom o suficiente por que ainda está casado com ela? Por status? Para mostrá-la nas festas como se fosse um quadro inédito de Pablo Picasso encontrado em suas ruínas em Barcelona? Você é um homem bem resolvido, Delfino. Tome as rédeas de sua vida ou então as abandone de vez.”
“Eu realmente a amo, Ann. Eu talvez não seja muito bom para lidar com a culpa dos meus atos.”
“Cedo ou tarde ela irá descobrir o que você fez. Mas antes que isso aconteça, você precisa se lembrar de que Regina é maravilhosa e você a trata como um quadro na sala de estar. Só que você não é o único a apreciar uma bela obra prima.”
“Ela jamais faria isso.”
Annalise o fitou com um semblante sério. “Não é ela quem está fazendo isso acontecer. É você.”
***
Robin estava sentado ao lado de fora da casa de Annalise Keating quando seu telefone tocou. Despretensiosamente, ele fitou o visor e sorriu; era cedo para uma ligação de Roland mas o garoto podia ser insistente quando queria. Sorriu enquanto colocava o telefone sobre o ouvido, mas seu cérebro entrou em alerta quando ouviu uma voz diferente da que esperava. “O responsável por Roland Lockhood, por favor.”
“É o pai do Roland que está falando. Quem é?”
“Somos da administração do Parque da Alegria. Houve um pequeno acidente e…”
Robin os interrompeu antes mesmo do término da sentença. “Meu filho está bem?”
Robin caminhava de um lado para o outro, irritado. A mulher do outro lado da linha respirou fundo. “A senhorita Megan pediu para avisar o senhor que ela o levará ao hospital de seu convênio, senhor. Um representante da nossa empresa a acompanhará.”
Megan estava com Roland. O pensamento permitiu que ele respirasse um pouco mais calmo. Possivelmente não era algo excessivamente grave; qualquer emergência mais séria impossibilitaria a transferência de hospital. “Muito obrigado. Estou a caminho.”
Ele desligou logo em seguida. Caminhou até a casa, batendo na porta; Micaela abriu, e ele preferiu ignorar a maneira com que os olhos dela delinearam cada centímetro de seu corpo, pulando diretamente para a pergunta. “Onde encontro o Sr. Delfino?”
“Segunda porta à direita.”
Alguns passos largos, dois toques na porta. Uma voz feminina o chamou, e ele colocou o rosto para dentro, encarando a advogada. “Sim?”
Frank percebeu sua presença, levantando-se e indicando outra direção com a cabeça. Pararam ao alcançarem o corredor; local de onde os estudantes poderiam facilmente observá-los, mas naquele momento não era exatamente importante. “O que houve, Hood?”
“Preciso me retirar do posto. Roland sofreu um acidente e está a caminho do hospital.”
“Onde está a babá?”
“Ela está com ele.”
“Não há necessidades urgentes de você ir até lá, Lockhood.”
Robin fitou o homem à sua frente com um meio sorriso. Diversos pensamentos atravessaram sua mente, entre eles socar seus dentes perfeitos e afundar sua cabeça na parede de concreto armado logo ao lado deles. Era óbvio que para Frank Delfino isto não seria uma necessidade urgente, muito menos prioritária. Robin respirou fundo, e deu mais um passo a frente, invadindo o espaço pessoal de seu chefe; seus rostos estavam bastante próximos de modo que o segurança preferiu sussurrar, sabendo que seria ouvido pelo outro. “Não há necessidade de eu ficar ouvindo as aventuras sexuais do senhor através da escuta, mais eis-me aqui. Meu filho é uma prioridade para mim e eu estou me retirando do posto com aviso prévio. Até logo.”
Robin atravessou o corredor em silêncio, os olhares dos estudantes e de Frank em suas costas e saiu pela porta frontal logo em seguida.
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