Efêmera Ilusão
8 Capítulo VIII: Oficialmente namorados.
Notas iniciais
Então, estou aproveitando que estou com essa semana livre e estou postando mais capítulos do que o normal, já que semana que vem tenho várias provas e vou poder postar uns 2 ou talvez 3 capítulos na semana. Espero que gostem. Boa leitura e beijinhos ♥
O dia está ensolarado e fresco em Nova York, Josh e eu andamos de mãos dadas pelo Central Park, conversando sobre a faculdade e o trabalho.
– E Adam? Como está se comportando em relação a você? – Josh me pergunta com um olhar sério.
– Ele está se comportando bem, você realmente meteu medo nele, ele mal me dá “oi” – digo, rindo. Ele assente, satisfeito. – e sua namoradinha? Como está?
– Pelo que eu sei você anda se sentindo bem... – ele diz, passando o braço em meus ombros e beijando minha testa.
– Idiota... – soco seu peito e prendo o riso, Josh finge uma cara de dor. – ansioso pelo jantar com minha família?
– Claro... Um pouco nervoso também.
– Nervoso porque? Você já conhece meus pais e meus irmãos. Esse jantar é só para oficializar nosso namoro.
– Eu sei, mas mesmo assim... Charlie me odeia, você sabe.
– Ele não odeia você, Josh. Ele só não quer que você me faça sofrer. – olho em seus olhos.
– E eu não vou.
Caminhamos mais alguns metros em silêncio, absortos em nossos pensamentos, Josh está quieto hoje e realmente acho que seja por causa do jantar com a minha família a noite. Josh vai jantar e dormir lá em casa pela primeira vez, eu realmente espero que Charlie não estrague tudo com seu mal humor de irmão mais velho.
Josh encontra uma carrocinha de cachorro quente e compra dois, um para mim e outro para ele. Sentamos na grama, debaixo da sombra de uma árvore, nos deliciando com nosso lanche, Josh não consegue comer sem se sujar e isso é fofo.
– Eu estava pensando... Você poderia ir pra Nova Jersey comigo, no próximo final de semana. – ele diz, limpando o ketchup do canto de sua boca com um guardanapo.
– O que você pretende fazer em Nova Jersey? – pergunto de boca cheia.
– É aniversário da Jennifer, minha irmã, e eu queria que você fosse, afinal agora que estamos namorando sério você precisa conhecer minha família. – ele sorri.
– Tudo bem, posso pensar no seu caso. – provoco-o.
– Tudo a seu tempo – ele me dá um beijo casto na boca.
– Você pretende voltar para Nova Jersey quando concluir a faculdade, Joshua? – meu pai pergunta a Josh, levando um pedaço de filé a boca.
O jantar está maravilhoso, Josh está mais relaxado e a conversa está fluindo bem. Minha mãe fez filé com legumes e todos estão sentados a mesa, degustando de um pouco de vinho e boa comida, Patt toma seu refrigerante, acho que Charlie teria um colapso se sua irmãzinha caçula tomasse vinho, como se já não bastasse eu, sua irmã do meio, ter levado o namorado para jantar e dormir aqui em casa. Sorrio com o pensamento, amo meu irmão, mas ele sabe ser chato quando quer.
– É o que todos me perguntam – Josh dá um sorriso singelo – Mas não, pretendo ficar em Nova York, o mercado de trabalho e muito maior, meu futuro está aqui. – ele completa.
– Fico mais aliviado, não agüentaria ficar longe de nenhuma de minhas filhas – ao ouvir o que meu pai diz, subitamente me engasgo, Patt dá tapinhas em minhas costas.
– Pai! Assim você assusta o primeiro cara que eu apresento a vocês. – falo, fuzilando-o com os olhos.
– Eu não ousaria levar Lex para longe de vocês, senhor Boulevart. – Josh responde, sorrindo radiante.
– Eu já falei o quanto amo carinho nas costas? Você realmente leva jeito pra coisa – falo e atiro um beijo para meu namorado, me abraçando em meu travesseiro macio.
Acabamos de tomar banho e estamos no meu quarto, Josh já deve estar com dor na mão de tanto carinho que fez em minhas costas, mas ele não fala nada e nem reclama, eu não me canso desse homem perfeito.
– O que você achou do jantar? – ele me pergunta, parando de acariciar minhas costas.
– Você se comportou bem. Quer que eu massageie suas costas? – pergunto, olhando-o.
– Não, amor. Eu não vejo problema nisso, sua pele é macia e quente... Boa de tocar. – ele beija minha nuca, interrompendo o carinho e se deitando ao meu lado, me abraçando com vontade.
– Até que pra primeiro namorado, você dá pro gasto, sabia?! Bonito, gostoso, gentil, carinhoso, cavalheiro, educado, bom de cama... Espero que os próximos sejam tão bons quanto você! – falo rindo.
– Os próximos? Essa possibilidade não existe, Lex. – ele me olha sério.
– Estou só brincando, meu amor. – dou três selinhos seguidos em sua boca macia.
– É melhor assim, mesmo. Então quer dizer que eu sou bom de cama? – ele diz, me enchendo de beijos por todo corpo.
– Como se você não soubesse, a Megan e as outras milhares de garotas que já devem ter caído nas suas garras não deixariam de te falar. Eu não sou a primeira, com certeza – reviro os olhos, empurrando-o.
– Quanto ciúmes, Alexandra Boulevart – ele responde, tentando se aproximar de meu corpo novamente.
– Sai! Eu não quero você agora – dou risadinhas, beliscando-o.
– Aw! Ow, você me machuca sabia? Eu te amo tanto e você só me maltrata – ele faz beicinho e não consigo evitar uma gargalhada.
– Você sempre extremamente dramático... – finjo desprezo.
– Já que você está negando meus carinhos... Eu vou embora – ele diz, levantando-se.
– Não! Não, eu estou brincando amor, volta pra cama, vem... – insisto, fazendo beicinho.
– Já que você faz questão... – Josh tem um sorriso safado no rosto, o sorriso mais irresistível do universo.
Ele sobe em cima de mim, encaro-o por um momento, acariciando suas costas nuas e fortes, ele encosta os lábios nos meus bem de leve, sinto sua respiração em meus lábios e suspiro. Josh apóia-se em seus cotovelos, me encarando intensamente, seu maxilar cerrado.
– E então? Você não vai fazer nada comigo? – pergunto, dando beijinhos em seu pescoço cheiroso.
– Tenho medo que seu irmão entre no quarto, ele não dá uma folga... – Josh diz, respirando fundo, solto uma gargalhada.
– Esqueça o Charlie, nós não vamos fazer nada que já não tenhamos feito... – mordo meu lábio, tentando convencê-lo a perder o medo.
Ele sorri um sorriso sensual, charmoso, um sorriso digno de um homem bonito e conquistador. Ele mergulha a cabeça em meus cabelos, aspirando meu cheiro e beijando meu pescoço carinhosamente.
Suas mãos descem por todo meu corpo, chegando a barra de minha camisola, Josh não hesita e arranca-a de meu corpo, em seguida tira sua cueca, ficando completamente nu em cima mim.
Ele tira minha calcinha, e em seguida faz movimentos circulares no meu clitóris, ele mal me tocou e eu já estou toda molhada, clamando por mais.
– Você é muito... Gostosa. Caralho! – ele vocifera baixo, mas não um vociferar de raiva, mas de excitação, de luxúria.
Sinto Josh penetrar um dedo em mim, tirando e colocando lentamente e agilmente, alternando os dois ritmos e me deixando muito excitada. Levo minhas mãos até seu membro, masturbando num ritmo lento e torturante, sua respiração cada vez mais ofegante.
Josh penetra dois dedos em mim, girando-os e tirando, uma tortura lenta e deliciosa.
– Chega... Eu quero você dentro de mim. – sussurro em seu ouvido, mordendo o lóbulo de sua orelha.
Ele retira seus dedos e passe seu pênis deliciosamente pelos lábios de meu sexo.
– Você está tão molhada... – sua voz tremula de excitação.
– Foda-me, por favor... – imploro, olhando em seus olhos.
Antes que eu perceba, Josh está entrando em mim, de uma vez só, toda extensão de seu pênis está dentro de mim, até a base.
– É assim que você me quer? – ele pergunta, provocando-me.
– Sim...
Ele entra e sai de mim vagarosamente, passando as mãos por todo meu corpo. Sinto-o beijar minha boca com voracidade. Seus lábios passam de minha boca para meu pescoço e de meu pescoço para meus seios, ele beija um de cada vez e os mordisca.
– Você está usando camisinha? – pergunto mais gemendo do que falando normalmente.
– Não... Mas quando estiver vindo eu saio... – ele diz, fechando os olhos e se deliciando com a sensação de estar dentro de mim. – é ótimo transar com você assim, sem nada... Pele com pele. – ele passa os braços em volta de meu corpo, apertando minha bunda e beliscando-a. Solto um gritinho.
– Forte, Joshua, foda-me mais forte, agora! – eu exijo.
Eu nunca fui de reclamar nesses momentos, mas algo dentro de mim quebrou e eu queria que ele fosse duro e rígido comigo. Ele puxa uma respiração afiada, enquanto se move mais rápido dentro e fora de mim.
Sinto a familiar e deliciosa sensação percorrer meu ventre e agarro a bunda nua de Josh, apertando-a e cravando-lhe as unhas, solto um gemido alto e deixo-me levar por um orgasmo arrebatador, jogando a cabeça para trás.
– Foda-se – ele diz, enquanto empurra mais profundamente dentro de mim, liberando todo o seu prazer em meu corpo. Ele beija meu pescoço, antes de cair sobre mim. Posso sentir seu coração batendo rápido, enquanto ele tenta recuperar o fôlego. Passo os braços em volta do seu pescoço, e acaricio seu cabelo.
– Eu te amo – sussurro.
– Eu também amo você, Alexandra.
Passamos mais alguns instantes abraçados um no outro, entre carícias e beijos amorosos, logo caio no sono, cansa porém satisfeita dos pés a cabeça.
– Eu realmente não estou me sentindo bem – digo rapidamente antes de ser interrompida por meu vômito incessante.
– E eu realmente não sei o que está acontecendo com você. – Taylor diz segurando meus cabelos enquanto vômito mais um pouco – o que será que você comeu que fez tão mal assim?
Fico quieta por um tempo, esperando outra golfada que para meu alívio não vem, sento-me no chão, tentando respirar. Levanto rapidamente indo até a pia do banheiro, largo minha bolsa no chão e lavo o rosto. O gosto em minha boca é horrível, mas por enquanto o enjôo passou.
– Eu não sei o que eu comi que me fez mal, só sei que preciso estar bem. Amanhã vou pra Nova Jersey com Josh para conhecer seus pais. – falo, secando meu rosto.
– Calma amiga, acho que até amanhã você estará melhor. Quando sairmos daqui nós passamos na farmácia e compramos meia dúzia de remédios pro estômago. E se isso não melhorar, você vai no médico, me ouviu Alexandra? – Taylor me olha impassível.
– Ouvi, ouvi... Tudo bem.
Enquanto caminhamos pela faculdade para irmos embora, pego meu celular e mando uma mensagem para Josh:
Estou indo embora mais cedo, não estou me sentindo muito bem, não fique preocupado e assista sua aula, amo você.
Sinto um cheiro de fritura vindo da cantina e meu estômago volta a embrulhar, vomito na lixeira mais próxima que encontro, sou encarada por todos os estudantes. Limpo a boca com um lenço que encontro em minha bolsa.
– Vamos sair daqui, Tay. Esse cheiro de fritura está me enlouquecendo.
– Isso ta muito estranho, Lex. Muito estranho. – ela me olha, desconfiada.
– Só vamos embora, ok? Por favor.
– Você acha que vai estar melhor pra viajar amanhã, Lex? – Josh pergunta, e sinto sua voz preocupada do outro lado do telefone.
– Claro que sim, amor. Deve ter sido apenas algo que eu comi, tomei uns remédios e estou mil vezes melhor. – suspiro – amanhã de manhã vou estar 100%.
– Tem certeza, moça? – ele fala com uma voz aveludada e carinhosa. Sorrio.
– Certeza absoluta, moço.
– Eu amo você, se cuide, por favor.
Encerro a ligação e durmo um sono profundo, finalmente descansando do dia cheio que tive. Nesse momento, minha cama é o melhor lugar do mundo.
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