Edward E Victoria
10 Victoria (Poema 10)
Notas iniciais
Sir Edward...
Recebi sua carta mais uma vez
Com a esperança no próximo amanhecer,
Poder te ver, marchando de volta para nosso país.
Edward...
Não sei que palavras usar
Para descrever minha enorme fraqueza,
Que senti nos últimos tempos.
Uma espécie de barreira invisível impede-me de avançar.
Tenho pesadelos todos os dias.
Parece que nossos inimigos virão destruir a Bretanha,
Como aconteceu com meu antepassado, Rei Arthur.
Não tenciono acabar como ele.
Sozinha e com um reino perdido, sem esperanças.
Hoje, pela tarde, caminhei pelo campo,
E encontrei um grande lago cristalino.
Nele, apareceu uma mulher de branco.
Assustei-me com aquela visão.
Mas ela com um toque, acalmou minha alma.
E disse-me uma coisa:
“Delicada e graciosa,
Valente e nobre.
Tu, jovem rainha,
Não perca as qualidades restantes.
És capaz de enfrentar adversários
De todas as formas.
Use tua valentia.
Combata-os com tua armadura, que és tua determinação.
E jamais deixe tua alegria perdida
Nas sombras do feiticeiro.
E não percas seu coração de cobalto,
Dotado de nobreza e bondade, jovem rainha!”
Depois disso, a dama do lago desapareceu,
Como num toque mágico.
Não sabia o que pensar.
Meu casamento com Sir. LionHeart não acontecerá,
Graças a tua carta recebida nas mãos de meu pai.
Agora, o que me restas é esperar-te, meu amor.
Sinto-me doente e incapaz de governar o reino.
Espero além de tu, nossos amigos, companheiros.
Os soldados que lutaram bravamente.
Seja quem for essa menina que tanto dizes nas cartas,
Ela saberá sobre o Graal.
Receba esta carta, contendo meus sinceros sentimentos e saudade.
Poema de Princesa Victoria de Aquitânia para Sir. Edward Swein.
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