Edmund Crowned e O Manuscrito Perdido
10 Capítulo 10 – Estudo dos animais
Capítulo 10 – Estudo dos animais.
A situação parecia fora de controle, pessoas corriam atrás uns dos outros parecendo loucos. Carol viu uma fumaça rosa saindo de um ser do tamanho de um cachorro pastor alemão.
— Nasi Colum – Bradou ela apontando a varinha para o próprio nariz. Edmund e Lisa se entreolharam quando a garota usou o mesmo feitiço neles.
— O que foi isso? – Perguntou Edmund com Carol ainda com a varinha apontada.
—Achei que saberiam o que é aquela criatura. – Respondeu Carol Desapontada. Lisa correu para o centro da sala para ver uma mulher meio encurvada tentando tampar a criatura com uma caixa de vidro. Parecia ser uma velhinha e seus cabelos eram grisalhos.
Edmund e Carol acompanharam a amiga e viram ela ajudar a senhora enfim tampar o animal.
— Ele não vai ficar sem ar? – Perguntou ela.
— Cupidos não precisam de ar para viver, eles respiram gás carbônico. – Disse Lisa mostrando que sabia também o que era a criatura.
— O que faremos com os outros alunos? – Perguntou Edmund.
— Não se preocupe. – Disse a senhora se virando agora para os três, ela mastigava uma folha de cor rosa extremamente chamativo. – Os efeitos da nevoa do amor que o cupido exala demora cerca de cinco minutos para perder seu efeito.
— Essa criatura é muito perigosa. – Disse Carol olhando enquanto muitos dos alunos começavam a recobrar os sentidos.
— Na verdade, ela é classificada como tedioso pelo departamento para regulação das criaturas magicas. No entanto , qualquer criatura pode se tornar extremamente perigosa, só depende do jeito que você usa suas habilidades. – Disse ela sorrindo enquanto acariciava a caixa que tinha um ornamento muito bonito com as letras A L.
Com mais alguns minutos, todos alunos voltavam para seus lugares, os que foram afetados pelo gás não sabiam muito bem o que tinha acontecido e por isso estavam bastante confusos com a situação.
Thalita estava muito brava com os gêmeos, apesar de não terem culpa. A garota não queria papo e tratou de sentar longe dos amigos brutamontes.
—Bem acho que podemos começar... Acho que sim... Provavelmente podemos. – Disse a velha senhora. Edmund parecia não entender muito a mulher, o garoto achava que ela estava meio biruta.
— Serei sua professora no trato de criaturas magicas durante esse ano. Será que serei? Se perguntou colocando um dedo no queixo enquanto olhava pra cima. Todos alunos já a olhavam incrédulos, todos menos Carol que tinha brilho nos olhos.
—Sim, sim, Serei eu mesma a lhes ensinar sobre essas doces criaturas. – Disse se voltando novamente para os alunos.
— Professora. – Chamou Danica com a mão levantada.
— Sim ruivinha. – Respondeu a mulher voltando a atenção para a garota. Danica olhou para os dois lados enquanto visualizava os rostos dos colegas.
— O nome da senhora. – Questionou ela.
— Nome... Humm! Tenho sim. – Respondeu ela se virando mais uma vez.
— E qual é? – Perguntou ela mais incisiva.
— Ahh! Entendi , querem saber meu nome, pois bem, falarei meu nome com uma condição. – Completou ela agora olhando todos.
— Quem aqui sabe me explicar o porquê a nevoa do amor dos cupidos dura tão pouco. – Perguntou a velhinha.
Carol levantou a mão entusiasmada, estava tão empolgada que chegou a empurrar Edmund que apenas olhou a colega.
— Ninguém ? – Perguntou ela ignorando a menina.
— Eu... Eu aqui professora. – Carol dizia sacudindo as mãos fazendo enfim a velha senhora a notar.
—Vejo que uma criança quer responder. – Disse a professora se voltando para Carol.
— Pois diga então.
Carol ficou de pé e endireitou a roupa, parecia pronta para fazer um discurso.
— Os cupidos são criaturas magicas que respiram gás carbônico ao contrario de nós humanos que respiramos oxigênio. Esse gás expelido pelos dutos em suas testas possuem ação sobre os sentidos, deixando a pessoa extremamente atraída pela pessoa mais próxima do sexo oposto. O motivo do efeito ser passageiro e rápido deve-se a própria natureza do gás, que passa rapidamente pelo sistema circulatório e deixa o corpo em forma de gás sulfúrico. – Completou ela tomando ar.
Edmund e os demais alunos ficaram de boca aberta olhando a menina.
— Todo mundo já sabia disso – Disse Thalita com desdém.
— Eu não sabia. – Disse um dos gêmeos.
— Ninguém pediu sua opinião Roberto – Respondeu Thalita para o garoto. – Você também Rodolfo, melhor não falar nada. Concluiu ela.
— Então é assim que eles se chamam. – Pensou Edmund , já tivera varias aulas com eles, mas nunca soube o nome dos garotos.
— Não pedi a opinião de vocês – Ralhou a velha – A pequena senhorita disse tudo o que precisava ser dito sobre essa pequena e maravilhosa criatura. – Concluiu. Carol mais uma vez levantava a mão entusiasmada.
—Professora, sei quem a senhora é. – Disse a menina sem esperar a resposta da professora. A velha levantou uma das sobrancelhas e continuou observando Carol.
Todos os alunos agora olhavam Carol que continuava com um brilho nos olhos. Edmund e Lisa estavam atentos pois também estavam bastantes curiosos sobre a velha professora.
— Pois não minha jovem, temo em dizer que se errar, tirarei cinquenta pontos de Corvinal. – Respondeu a velha com um sorriso maquiavélico no rosto. Vários alunos da Sonserina deram um pequeno sorriso, por que sabiam que sua casa estava na segunda colocação na Taça das casas.
— Agatha Longbottom. – Exclamou a menina ainda sorrindo. A velha mudou sua feição que antes era de um sorriso maquiavélico para um sorriso terno. Endireitou sua coluna e as rugas foram sumindo... até que seu rosto ficasse suave.
— Como soube querida? – Perguntou ela, até sua voz era diferente. Todos presenciavam paralisados a cena. Ver aquela velha senhora esquisita se transformar em uma mulher doce e extremamente delicada foi chocante.
— Minha irmã que já estudou aqui me contou sobre a senhora. Ela disse que foi a melhor professora de Herbologia que ela já teve. – Completou Carol
— Mas como soube que uma antiga professora de Herbologia era a atual professora de trato com as criaturas magicas. – Perguntou a mulher curiosa.
— Ela me contou que uma vez a senhora mascou uma folha de marinangus para ficar momentaneamente com a aparência mais velha. – Disse Carol.
— É, a folha de marinangus tem essa propriedade mesmo, mas você soube só por causa disso? – Por causa da folha? – Perguntou a professora se aproximando da garota.
Edmund escutava tudo atentamente, o garoto não perdia uma palavra se quer daquele dialogo. Lisa não fazia ideia do que estava acontecendo. A realidade dela na Franca é outra.
— Na verdade senhorita LongBottom, eu cruzei a historia que minha irmã me contou, com as letras grafadas naquele ornamento da caixa de vidro que agora aprisiona o cupido.
A professora olhou para a caixa de vidro e só agora se lembrou que a mesma possuía as iniciais de seu nome Agatha Longbottom.
— Que descuido.. . – Disse a mulher. – Queria me apresentar de uma forma diferente, mas acabei sendo descoberta. Pra quem não sabe, a folha de marinangus é uma flor rara encontrada em florestas tropicas.
— Suas folhas se mascadas tem propriedades magicas que alteram a aparência de uma pessoa para uma idade mais avançada, mas só enquanto esta masca a folha. – Frisou ela.
— Professora. – Ergueu a mão Thalita.
— Sim
— Se entendi bem a historia, a senhora era professora de Herbologia... Por que está ensinando Trato com as criaturas magicas. – Concluiu ela.
— Na verdade, foi um pedido do Louis, minha especialidade é herbologia, mas também sou versada em Trato. – Respondeu ela calmamente. Edmund ainda estava meio assustado pois a imagem da velha ainda era muito nítida em sua cabeça.
—Pode nos dizer por que deixou aquela coisa fora da caixa? – Perguntou Thalita sem nem ao menos pedir permissão para falar.
— Por que eu quis. – Respondeu ela secamente. – Todos abram o livro...
— Por que temos essa aula se ela deveria ser opcional a partir do terceiro ano. – Interrompeu Thalita mais uma vez.
— Olha senhorita... – Disse pegando uma lista com os nomes dos alunos. – Thalita, você deveria fazer as perguntas para o diretor e não para mim. E se me interromper de novo, Sonserina perde dez pontos. Todos olharam a garota fazer um sorriso amarelo enquanto Agatha continuava a falar.
— Quero que abram o livro Animais fantásticos e onde habitam na pagina oitenta e cinco. – Lá encontrarão um guia detalhado sobre esse rapazinho aqui. – Disse ela apontando para a caixa.
Todos abriram os livros assim como foi pedido pela professora. Edmund pegou seu livro meio surrado e rapidamente achou a pagina.
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Cupido
O cupido é uma criatura de cor rosada que chega a medir no máximo um metro de altura, tem o formato arredondado e se locomove rastejando. Tem pequenos olhos que os deixam quase cegos, suas narinas também são rudimentares, podendo sentir um pequena quantidade de aromas. Tem uma boca grande e só possui um tipo de dente (molares).
Em sua testa, possuem pequenos dutos na qual escapam uma nevoa na cor rosa. Essa nevoa quando inalada, faz com que a criatura mais próxima, independente da espécie, perca o sentido e seja imediatamente atraída pelo sexo oposto. A sensação pode durar muito tempo se a inalação não cessar. Caso contrario, dentro de cinco minutos o efeito começa a passar, até Sustar completamente.
Habitat
O cupido é encontrado majoritariamente em cavernas vulcânicas ao redor de todo o globo. Preferem esses locais por terem grande quantidade de gás carbônico, gás toxico que é o principal componente utilizado na respiração celular dessas criaturas.
Comida
Durante os estudos, foi verificado que o magma expelido pelos vulcões é o único alimento que o cupido precisa . Devido sua estrutura corporal e seu estomago, o magma não tem nenhum efeito negativo no sistema digestivo do animal.
Curiosidades
Não se sabe ao certo quanto tempo essas criaturas conseguem ficar sem magma. O único estudo desenvolvido com um Cupido fora de seu habitat não foi conclusivo.
Os dentes desses animais são tão resistentes que chegam a quebrar diamantes brutos.
*Nota: Nunca deixe um Cupido te morder.
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Todos liam o livro enquanto Agatha Longbotton falava mais sobre a criatura, sempre apontando para a mesma através da caixa.
— Professora. – Disse Edmund levantando a mão.
— Pois não
— Você disse no começo da aula que o efeito do gás entra no sistema respiratório e rapidamente sai, por isso os efeitos são rápidos. – Começou Edmund.
— Sim, foi isso mesmo que eu disse. – Respondeu Agatha.
— E isso seria para todos os gases, ou somente para esse? – Continuou Edmund.
— Na verdade pode ter variações de tempo, afinal cada gás tem seu peso, mas não espere que o efeito de um gás vá durar muito tempo. – Concluiu ela. Edmund mais uma vez, pegou seu bloco e anotou algumas coisinhas.
— Alguém tem mais uma pergunta? – Perguntou a professora.
— Que hora acaba essa aula? – Perguntou Thalita rindo juntamente com outros alunos.
— A aula de hoje está encerrada, se alguém tiver mais alguma duvida, ficarei mais 10 minutos aqui. – Respondeu ela sem se abalar.
Logo, a maioria dos alunos foi deixando a sala. Edmund e Lisa iam saindo com os demais alunos, mas Carol foi ao encontro da professora. O garoto resolveu esperar de fora da sala enquanto Lisa seguiu com suas duas escudeiras.
— O que estava conversando com a professora. – Perguntou ele pegando Carol de surpresa.
— Nada demais. – Respondeu ela sorrindo, só um recado da minha irmã pra quando encontrasse a professora favorita dela. Os dois subiram para torre da Corvinal enquanto conversavam.
— Amanha começa o campeonato de Quadribol não é? – Perguntou Carol, que já sabia a resposta mas queria puxar assunto com o amigo.
— Sim. – Respondeu Edmund. – Amanha tem rodada dupla, Grifinoria enfrenta Lufa Lufa e nós pegamos a Sonserina.
— Nós ? — Perguntou ela sorrindo.
— Sim nossa casa. – Respondeu ele fazendo careta.
— Queria muito jogar não é?
— Claro, jogo Quadribol desde sempre. – Respondeu Edmund. – Já te falei que meu pai é treinador?
— Ainda não mas adoraria. – Respondeu Carol.
— Humm... – Edmund olhou a garota. – Talvez outra hora. – Concluiu e saiu correndo.
— Volta aqui, me conta... Quero saber agora. – Disse correndo atrás do garoto.
No outro dia, o clima em Hogwarts era outro... Quadribol era o único assunto na boca dos alunos. Varias apostas circulavam por debaixo dos panos . A maioria achava que SONSERINA tinha um time imbatível, mas que Corvinal poderia ser a surpresa esse ano.
Edmund se arrumou sozinho enquanto planejava seu dia. Sentia-se muito sozinho sempre que estava no quarto.
— Achei que não iria acordar. – Zombou Carol assim que viu o menino saindo pela porta.
— Há há... Você não dorme não? Sempre que acordo, você já está de pé.
— Acordo cedo . – Respondeu ela. – Vamos tomar café? – Perguntou a pequena. Aquilo era quase uma rotina, Edmund acordava, Tomava café com Carol e depois iam para a aula do dia.
— Ahh!... Tenho que ir na biblioteca ver algumas coisas. – Respondeu ele.
— Tudo bem, perguntarei pra Lisa se ela me faz companhia, se bem que ela já deve ter varias, mas não custa tentar. – Respondeu ela indo em direção a loirinha.
Edmund deixou a torre de Corvinal e foi rumo a biblioteca.
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