Ecos do Futuro Memórias de Ontem
19 Um acontecimento terrível.
Brincava com o meu filho no quarto dos brinquedos, um espaço luminoso onde se acumulavam jogos e livros, de paredes muito coloridas, com balões a flutuar e bonecos pendurados, música de sons básicos e relaxantes. Gostava de passar aí as tardes com Trunks, vendo-o brincar enquanto crescia.
Estava quase a completar sete meses e já aprendera a sentar-se. Observava-o embevecida. Agarrava e soltava blocos macios, experimentando-os com a boca, roendo-os com as gengivas, enchendo tudo de baba. De espaço a espaço, eu disparava a máquina fotográfica para reter aqueles momentos que seriam irrepetíveis. Era um bebé bastante fotogénico, que parava o que fazia sempre que me via levar a máquina à cara para enquadrá-lo na fotografia e fixava-me atento como se soubesse que deveria ficar parado para que aquilo saísse bem. Apesar de ser um bebé muito bonito, tinha uma expressão demasiado séria, herança do pai. Herdara de mim, contudo, os lindos olhos azuis. Tinha esperança que não tivesse herdado mais nada do pai, especialmente o feitio irascível e o orgulho desmedido.
Suspirei, recordando.
Quando regressara a casa com o bebé, depois de uma estadia de três dias no hospital, perguntara por Vegeta. Estava entusiasmada com a perspetiva de começar uma vida nova, com outro tipo de rotinas e de responsabilidades. Sempre que me recordava que Vegeta fora conhecer o filho no dia em que nascera, apesar de não ter aparecido mais, alimentava a minha ilusão de um futuro maravilhoso, nós os três como uma família. A resposta da minha mãe arrefecera o meu entusiasmo:
- Vegeta foi-se embora.
- Para onde? – Perguntara eu, largando o saco de viagem que carregava.
- Levou a nave, pelo que foi novamente para o espaço.
- Fazer o quê? Da primeira vez, foi em perseguição de Son-kun. Agora, o que procura no espaço?
A minha mãe encolhera os ombros. Aproximara-se pé ante pé do bebé que dormia na alcofa.
- Oh! Esquece Vegeta! Quero ver essa coisinha linda e pequenina que é o meu neto.
Olhara para a paisagem citadina mostrada pela grande janela do salão. As ilusões estilhaçaram-se todas naquele dia. Relutante, mas determinada, regressara aos planos iniciais: criar aquele filho sozinha.
Bem, totalmente sozinha não seria. Poderia sempre contar com a minha mãe e com o meu pai.
Tirei outra foto a Trunks, voltando ao presente, sorrindo:
- Ficaste muito bonito nesta, meu pequenino. – Torci o nariz. – Mas, se ao menos sorrisses uma única vez…
A minha mãe apareceu no quarto das brincadeiras, estendendo-me o telefone portátil.
- Telefonema para ti. É Kuririn-kun.
Aceitei o telefone, estranhando:
- Kuririn? Há tanto tempo que não falamos.
Trunks observou-me levar o telefone à orelha, enquanto mastigava um bloco azul. A minha mãe fez-lhe um adeus derretido, que ele ignorou e saiu do quarto.
- Fala Bulma. Olá, Kuririn!
A conversa começou.
- Olá, Bulma. Desculpa estar a ligar-te, mas… tenho uma notícia para te dar.
- Que notícia?
- Uma notícia… desagradável. Goku está muito doente.
Fiz uma pausa.
- Muito doente, como?
- É um vírus, disse o médico. Está a atacar-lhe o coração.
- Isso é grave?
Do outro lado da linha, Kuririn aguardou um instante.
- Sim.
- Grave… Numa escala de um a cinco, como classificarias?
- Seis.
Senti um nó no estômago.
- Há quanto tempo está ele doente?
- Adoeceu há dois dias atrás. Não sai da cama… Bulma, acho que ele… ele está a morrer.
- Não digas disparates, Kuririn! Goku não pode estar a morrer de uma simples doença. Ele é um super saiya-jin, o maior guerreiro do Universo! Derrotou Freeza.
Outra pausa. Ouvi claramente um longo suspiro.
- Bulma, nós vamos encontrar-nos na casa dele daqui a umas horas. Telefonei-te para que soubesses o que está a acontecer e para que venhas ter connosco, se quiseres.
- Claro que irei até à casa de Son-kun! Até logo.
Desliguei o telefone e agarrei em Trunks que deixou cair o bloco que trincava. Não protestou quando eu o levei para longe da entretenha. Enfiei uma muda de roupa, umas fraldas e um biberão numa sacola e saí da Capsule Corporation, depois de ter escolhido uma cápsula de um veículo aéreo que considerava rápido o suficiente para aquela ocasião urgente.
Os motores já estavam a trabalhar quando o meu pai apareceu no relvado a correr e a acenar-me entusiasticamente. Abri a janela, ele enfiou a cabeça na carlinga e anunciou ofegante:
- A nave “Capsule 3” enviou uma mensagem automática há menos de uma hora. Vegeta está a chegar. Irá aterrar dentro de, aproximadamente, três horas.
- Diz-lhe que fui até à casa de Goku. Ele que vá lá ter. Aconteceu uma coisa horrível.
E parti.
***
Nas montanhas Paozu, encontrei os meus amigos que não revia desde que Freeza tinha estado na Terra, ameaçando-a com a destruição total. Já se tinha passado quanto tempo? Quase dois anos e meio. Ten Shin Han fazia-se acompanhar do inseparável Chaozu. Ao lado deles, Yamucha e Kuririn que me acenou sem alegria quando me viu chegar. Oolong e Puar também lá estavam, tinham vindo com Mutenroshi. Yajirobe tinha acabado de chegar, guardava o seu automóvel planador na cápsula. Piccolo chegou poucos minutos depois de mim. Aterrou suavemente e afastou-se do grupo.
Son Gohan saiu de casa. O miúdo estava pálido e abatido. Passou por nós a arrastar os pés. Nem reparou no bebé que eu segurava nos braços. Entrou na floresta e deixei de ouvir os passos dele passado pouco tempo.
Kuririn recebeu-me.
- Ainda bem que pudeste vir.
- Eu disse-te que viria. Son-kun está lá dentro? Vou entrar.
- E esse bebé? – Piscou o olho a Yamucha, tentou gracejar para aliviar o ambiente pesado. – Não nos tinhas dito nada, companheiro.
Yamucha corou subitamente. Não me apetecia perder tempo com explicações e entrei em casa, deixando-o entregue à curiosidade de todos. Ele que revelasse a identidade do pai de Trunks. Mas desconfiava que o espanto de o descobrirem seria rapidamente abafado pela gravidade daquilo que nos tinha levado até ali.
O interior da casa estava escuro e denso. Cheirava a óleos, a álcool e a remédios. Trunks dormia nos meus braços. Encontrei Gyumao e cumprimentei-o com um suave aceno de cabeça. Chi-Chi apareceu, chorosa e fatigada pelas noites em claro. Travou-me com um braço.
- Tem cuidado. Trata-se de um vírus, assim me contou o médico. Pode ser contagioso… E tu tens um bebé.
- Terei cuidado. Mas não posso deixar de falar com Son-kun.
Deixou-me passar, concordando como se desistisse. Senti pena dela. Yamucha veio atrás de mim. A revelação não levara mais do que um instante, pensei. O tempo de dizer “não” e “é de Vegeta”. Simples e rápido. Não havia mais nada a dizer, também. Passou um braço pelos ombros de Chi-Chi e aconchegou-a, confortando-a. Observei os dois e lembrei-me que ele era alguém com quem se poderia contar num momento de aflição. Não fora isso que ele me oferecera no dia em que nos tínhamos despedido?
Abeirei-me da cama onde Goku dormitava. Sentei-me no banco que estava a ser usado por Chi-Chi para o vigiar. Esperei que ele despertasse. Suava e respirava muito depressa, uma mão de dedos moles enclavinhada sobre o peito, do lado esquerdo.
Apercebeu-se da companhia e pestanejou tenuemente. Notei que focava o olhar na minha direção.
- Olá, Bulma…Estás aqui ou estou a sonhar?
A voz dele estava dolorosamente fraca.
- Estou mesmo aqui, Son-kun. Como te sentes?
- Melhor… Os meus amigos vieram todos visitar-me, o que é muito bom.
- Vou telefonar ao nosso médico particular. Dir-lhe-ei para vir ver-te.
- Poupa o telefonema. Não existe cura para o meu mal.
- E por te terem dito isso, achas que devemos desistir? Tu nunca desististe de nada na vida, Goku!
- Tentei combater a doença, mas é uma luta ingrata. O inimigo, apesar de pequeno e invisível, conseguiu derrotar um super saiya-jin. Já estou doente há algum tempo, mas só agora os sintomas se agravaram… Tentei combater isto. A sério…
- Ainda não estás derrotado.
- Ah… Pois… – Mirou o teto e com angústia completou: – Queria que fosse assim.
- Son-kun… Não digas isso. Eu não quero que desistas.
Voltou-se para mim e observou, afastando o assunto que o incomodava:
- Oh… Tens um bebé.
Sorri-lhe.
- Sim, é o meu filho. Chama-se Trunks.
Mostrei-lhe o menino adormecido nos meus braços. Goku sorriu-me de volta.
- Tu e Yamucha resolveram assentar, hein? Já não era sem tempo.
Corrigi, embaraçada:
- Mas este bebé não é filho de Yamucha, Son-kun.
- Então, é filho de quem?
Disse devagar, receando provocar nele alguma reação nefasta que o fizesse piorar:
- De Vegeta…
Goku esbugalhou os olhos. Assustei-me. De seguida, desatou a rir.
- Estás a falar a sério? Esse bebé é teu filho e de… e de Vegeta?
- Hai, estou a falar a sério.
- Como foi que tu e Vegeta…?
- Ora…Son-kun. Não queres saber os detalhes, pois não? – Refutei, corando.
- Nunca pensei que Vegeta chegasse, algum dia, a ser pai.
- Mas é – murmurei.
Goku esticou um braço e fez uma carícia com dois dedos na face do bebé.
- Espero que sejas tão forte como o teu pai, pequeno.
As lágrimas encheram-me os olhos. Virei a cara para que ele não visse como estava emocionada. Perguntou-me:
- Onde está Vegeta?
Respirei fundo, engoli a emoção, disfarcei os sentimentos que me abanavam por dentro. Respondi com a maior normalidade possível:
- Não sei. Eu e ele não vivemos juntos, sabes? Não o vejo há meses. Quando Trunks nasceu, partiu para o espaço. Acho que para se treinar. Mas acaba de chegar, disse-me o meu pai e deixei recado a dizer-lhe o que se estava a passar. Acredito que virá até aqui.
As pálpebras de Goku fecharam-se. Concentrava-se num ponto qualquer e quando descobriu o que procurava, tornou a sorrir. De olhos fechados disse:
- Ah… Então, Vegeta já é um super saiya-jin.
- Como é que sabes isso?
Não me respondeu. Adormeceu, cansado com a conversa.
Quando Vegeta chegou, Goku estava a ter mais um dos seus ataques dolorosos. Gritava, agarrado ao peito. O saiya-jin olhou para mim e afastou-se ostensivamente. Sentou-se numa pedra, à beira do riacho, longe de todos nós, os amigos de Goku que se reuniam num círculo junto à casa. Vestia o equipamento que eu lhe tinha fabricado. O protótipo tinha passado o teste e tinham sido produzidos dez conjuntos iguais. Ficava-lhe bastante bem, observei contrariada, apesar de enviar a mensagem de estar sempre a postos para lutar e chacinar. Mas sabia que Vegeta não sabia ser mais que um guerreiro, a quem a guerra lhe era demasiado cara.
O sol punha-se, lançando pinceladas de laranja e vermelho na paisagem bucólica. Curiosamente, não se escutava o canto dos pássaros, tão habitual ali. Havia apenas o marulhar do riacho, aos pés do carrancudo Vegeta.
Trunks agitou-se no meu colo e começou a choramingar. Soprei-lhe palavras ao ouvido para o acalmar. Havia mais ou menos uma hora que tinha comido, mudara a fralda e adormecera consolado. Não havia razão para despertar inquieto.
Os gritos de Goku calaram-se. O choro de Trunks acentuou-se. Não gostei do silêncio que vinha da casa. Mutenroshi entrou.
Da floresta, apareceu Gohan a correr, saltitando por cima das pedras do riacho. Vinha em aflição, em contraste com a atitude que tivera quando entrara na floresta, para onde a mãe o tinha enviado para abandonar por algum tempo o ambiente pesado do lar. Mas alguma coisa o miúdo deveria ter pressentido, para aparecer assim tão esbaforido. Apertei o bebé de encontro ao peito, agoniada.
Oolong viu-o a chegar, chamou por ele:
- Gohan-kun!
O miúdo irrompeu pela casa adentro. Seguiram-se largos segundos de silêncio.
Trunks chorava abertamente, agora. Senti um arrepio gelar-me. Arquejei com o mesmo pressentimento que fizera Gohan regressar. Kuririn empalideceu. Piccolo foi sacudido por um espasmo. Yamucha e Ten Shin Han crisparam o rosto, Chaozu cobriu a boca com as mãos. Escutei Vegeta gaguejar, atónito:
- Ka-Kakaroto…
Chi-Chi falava com Gohan. Não se percebia o que dizia, mas o som era o de um lamento.
Uma vaga avassaladora de tristeza inundou-me por dentro. Trunks chorava e era como se até ele percebesse a tragédia que acabava de se abater naquele canto do mundo, naquele círculo de amigos, nos nossos corações.
Goku acabava de morrer.
***
A Capsule Corporation estava tão silenciosa quanto um túmulo. Não gostei de regressar a casa naquele dia e ser recebida pelo mesmo ambiente do qual fugia. Após a morte de Goku, seguiu-se um silêncio atordoador. Gohan não chorava, nem Chi-Chi ou Gyumao. Começaram logo a tratar dos preparativos necessários para o funeral. Mutenroshi falava com eles, ajudando-os, metódico e monocórdico. Os nossos amigos estavam calados e eu, como eles, não fui capaz de articular palavra. Vi Son-kun uma última vez, deitado na cama. Tinha um ar mais sereno do que aquele que me mostrara durante a nossa breve e derradeira conversa. Parecia que dormia, não que estava morto.
Não fui capaz de lhe dizer adeus…
Trunks adormecera durante a viagem. Fora melhor assim, porque continuara a chorar durante todo o tempo em que permanecemos na casa de Goku, com uns berros que me afligiam. Mas conseguiria ele perceber o que estava acontecer? Vegeta, entretanto, tinha-se ido embora.
Arrastava-me pelos corredores da Capsule Corporation, carregando Trunks nos braços, aconchegando-o a mim e enquanto percebia o seu calor, o seu odor suave, a macieza da sua pele, a ternura daquela existência pequenina e promissora, amava-o cada vez mais. O meu tesouro, o meu filho. O que me iria dar forças para ultrapassar aquele momento negro.
Encontrei-me com Vegeta e vê-lo ali surpreendeu-me. Nunca pensei que regressasse à minha casa. Não pensava sequer nele, admitia-o. Passou por mim com um andar tenso, ignorando-me. Trunks remexeu-se no meu colo, mas não despertou. Ainda bem. Não suportaria outra vez os seus berros, pobre do meu bebé que não tinha culpa nenhuma.
- Vegeta – chamei.
- Deixa-me, mulher!
Percebi que estava destroçado pela morte de Son-kun e sabê-lo foi tão estranho como imaginá-lo a dançar comigo. Enquanto se afastava pelo corredor e fundia-se com as sombras, disse-lhe:
- Eu também estou triste. Ele… Ele era um grande amigo.
Vegeta parou, de costas para mim.
- Compreendo que queiras chorá-lo. Mas se não o quiseres fazer sozinho…
A gargalhada dele foi como uma chicotada.
- Triste? Não digas asneiras, mulher. Triste, eu?!
Voltou-se, com uma expressão tão transtornada que senti medo, um arrepio maligno a lamber-me de cima a baixo e apertei o bebé de encontro a mim. Trunks gemeu levemente, mas continuou a dormir.
- Eu odeio-o! Eu odeio esse maldito soldado de terceira classe que, mais uma vez, me enganou!
- O que dizes?
- Kakaroto! Maldito!! Porque tinha ele de morrer? Só para se esquivar a mais um combate comigo. E agora que eu tinha alcançado o nível dos super saiya-jin, agora que, finalmente, o tinha ultrapassado… – Espumou ao completar – Ele resolve morrer!
Gaguejei siderada:
- Mas ele não queria morrer!
Vegeta apertou os punhos e rugiu:
- Não terei a minha vingança. Maldito! Que arda no Inferno!
- Não o amaldiçoes. Ele seria o primeiro a querer lutar contigo, se o desafiasses. Son-kun nunca fugiu de um desafio. Esta doença aconteceu e… E levou-o, sem que pudéssemos fazer alguma coisa. Sem que ele pudesse fazer alguma coisa.
Encarei-o zangada. Percebia que nada tinha mudado, nem mesmo quando nos tínhamos aproximado tanto um do outro, há dois anos atrás. Continuava com a mesma estúpida obsessão, com os mesmos estúpidos pensamentos bárbaros, com as mesmas estúpidas ideias assassinas. A desilusão de o ter descoberto, enfureceu-me e atirei:
- Já nada te prende a este planeta, Vegeta. Com a morte de Goku, já não tens mais nada a fazer aqui. Por isso, deixa-nos, saiya-jin. Deixa-nos com as nossas miseráveis vidas que tu detestas tanto.
Lancei um desafio irrefletido, mas estava tão furiosa e tão desiludida, que saiu-me de rajada:
- Antes de partires, faz o que vieste aqui fazer, pela primeira vez. Rebenta com o planeta! Destrói a Terra! Mata-nos a todos e terás a tua vingança. Não é isso que desejas? Não é só isso que desejas?
Fez um esgar. O corpo estremeceu ligeiramente. Olhou para o bebé nos meus braços, depois olhou para o meu rosto. Apertei os maxilares, nervosa. Virou-me costas com petulância.
- Humpf!
Sumiu-se no fim do corredor. Não sabia o que iria fazer, mas sabia que não o iria ver por uns largos meses, ou mesmo para sempre. Talvez acatasse o meu conselho e fosse embora. Talvez acatasse todos os meus conselhos e rebentasse com a Terra, de caminho. O bebé dormia nos meus braços, o filho dele, e eu quase jurava que Vegeta tinha hesitado por causa de Trunks. Foi uma impressão estranha.
Escorreguei pela parede e sentei-me no chão.
O riso de Son Goku ecoou nas traseiras da minha mente, uma memória agradável de dias felizes, em que o sol brilhava e não havia sombras, nem tristeza, nem silêncio, nem dor. Nem saiya-jin, nem medo, nem desilusão. Apenas uma grande aventura infindável e um futuro a abrir-se diante de nós, para lá do horizonte brilhante e verde e infinito...
De repente, toda a amargura daquele dia abateu-se sobre mim, como se me tivessem despejado em cima um balde de água gelada. Agarrada ao bebé, chorei sem parar.
Tinha muitas saudades do meu amigo de aventuras, Son Goku.
Notas finais
Próximo capítulo:
Um regresso amargo.
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