O som das explosões ecoou pelo planeta periférico, sacudindo a estrutura metálica da instalação industrial. Leaf e Garrus trocaram um olhar rápido, cada um a calcular instantaneamente a situação. O local, que deveria ser apenas um ponto de interrogação para um suspeito de contrabando, transformara-se num campo de batalha em segundos.

— Garrus! Cobertura! — gritou Leaf, apontando para os destroços espalhados pelo chão. Fragmentos de metal e faíscas voavam por todos os lados, enquanto a estrutura tremia sob os impactos.

Garrus não hesitou. Com reflexos rápidos, correu para a proteção de um pilar de aço dobrado, disparando contra qualquer sombra que se movesse à distância. Leaf seguiu o exemplo, mantendo a pistola firme e os olhos atentos, cada sentido alerta. Mas algo a deixou ainda mais tensa: entre o caos, sentiu a presença silenciosa de Thane Krios, que observava tudo à distância, imóvel, como se o desenrolar dos acontecimentos fosse apenas um teste silencioso.

O som das explosões revelou rapidamente a verdadeira ameaça: os Batarian tinham planeado isto com precisão. Não se tratava de um acidente, mas de uma vingança meticulosamente preparada. Leaf percebeu que a missão de contrabando tinha sido um isco, e a aparição de Thane, o assassinato do alvo, tudo fazia parte de um plano maior. A adrenalina subiu-lhe pelo corpo, cada músculo tenso, pronta para reagir.

— Eles querem enterrar-nos vivos! — gritou Garrus, com a voz firme apesar do caos à volta. — Temos de encontrar uma saída antes que seja tarde demais!

Leaf assentiu, os olhos varrendo os destroços e a estrutura instável. A instalação começava a tremer perigosamente, e pequenas explosões internas ameaçavam desmoronar o local sobre eles. Cada passo era calculado, cada movimento crucial.

— Por aqui! — indicou Leaf, apontando para uma passagem estreita que parecia levar a um corredor de emergência. Os dois correram, desviando-se de destroços e fragmentos metálicos que caíam como chuva mortal. O som dos Batarian aproximando-se era inconfundível: gritos, passos pesados e disparos ecoando entre as paredes metálicas.

Leaf sentiu o coração disparar ao perceber que, no meio do caos, Thane Krios não se movia. Ele permanecia à distância, observando, silencioso, a avaliação do perigo e da situação como se estivesse sempre dois passos à frente. Leaf respirou fundo, sabendo que a sua presença era simultaneamente um mistério e uma ameaça.

— Não podemos subestimá-los, Garrus. Eles planeiam cada movimento, cada passo. Este não é um confronto aleatório é calculado. — Leaf desviou-se de mais destroços, os músculos em alerta.

Enquanto corriam pelo corredor, a estrutura continuava a ceder, estalando e tremendo a cada explosão. Leaf sentiu a adrenalina subir ainda mais, cada sentido alerta, cada instinto de sobrevivência acionado. Sabia que precisavam de escapar antes que tudo desmoronasse sobre eles.

No entanto, a presença silenciosa de Thane Krios, observando à distância, lembrava-lhe que o perigo não era apenas físico. Ele estava ali, silencioso, calculista e misterioso, como uma sombra constante que influenciaria cada decisão que tomassem dali em diante.