Morpheus jazia petrificado. Não sabia o que pensar e palavras eram incapazes de definir o que se passava em seu coração. Sabia apenas que seu filho não deveria estar ali, jovem e com rosto corado; era ilusão, era algo definitivamente errado.

Como um Perpétuo e soberano, seu objetivo deveria ser apenas investigar essa singularidade em seu reino. Falhara. Estava leniente aos seus profundos caprichos e via o que queria ver.

— Está chorando, pai? Posso tocar harpa para fazê-lo se sentir melhor.

O pai engoliu seco.

Por favor.

— Vou buscá-la!

Ao vê-lo partir, Morpheus apressou-se. Não podia perdê-lo de novo.

— Espere!

Notas finais
Não sei se o limite de palavras têm me embananado para ser mais clara, então acredito que essa nota possa esclarecer um pouco mais! Então vamos lá de notas que são maiores que a drabble kkkk: Ao que tudo indica, o Sonhar é o próprio Sonho. Então acho coerente interpretar que se ele está confuso e deprimido, tais coisas se reflitam em seu reino. E assim como nós visitamos coisas que não queremos — mas precisamos — em sonhos, Morpheus está fazendo essa pequena jornada e experimentando sentimentos que tangenciam os domínios de outros Perpétuos, por exemplo Desespero. Eu teria tanto medo quanto fascínio e desejo de olhar para trás para algo que me é tão caro. Mas e o pavor de ver esse algo desaparecer? Corre, Morpheus! Logo você chega ao seu destino.