Ecos

9 Capítulo 9 - As lembranças de você


Notas iniciais
Primeiramente, desculpas pela demora em postar o capítulo, ele já estava pronta há um tempo, mas eu acabei pegando um resfriado terrível, e me afastei do computador por alguns dias. Esse eh uma das partes que mais gostei de escrever e desenrolar, pra quem estava esperando o tão aguardado reencontro deles, divirta-se! Boa leitura!

Ecos

Capítulo 09 – As lembranças de você

A boca aberta de Shuuhei mostrava o quanto queria dizer alguma coisa, mas ao mesmo tempo nenhuma palavra lhe vinha à mente. O sorriso tentava sobressair na face tristonha, e as lágrimas de alegria caíam sem nem perceber. Levou a mão até a altura dos olhos enxugando-os um pouco. Kensei o observava todo tempo, ainda sem entender o que acontecia; ainda estava um pouco tonto.

- Shuuhei... – falou com a voz molenga – Você está... – arregalou os olhos cessando sua fala no instante seguinte, ao ver agora com mais clareza as diversas faixas envolvendo o seu corpo – Isso!... Essas feridas!

Apoiando seus braços no colchão ergueu seu tronco para sentar-se, até se atrapalhar com os fios presos à ele, começando a puxá-los com força.

- Não! – falou Shuuhei num rápido momento de lucidez, segurando as mãos dele – Você precisa ficar mais um pouco com eles.

Shuuhei apertava seus dedos, e só se acalmou quando Kensei ajeitou-se aos poucos para melhor falar com ele. O garoto parecia preocupado, e talvez fosse melhor não contrariá-lo, pois também queria saber o que acontecia ali, e onde estava. Tornando a enxugar melhor seu rosto, Shuuhei pode o encarar, ainda constrangido, porém com mais nitidez.

- Eu... – começou a falar ainda sem ter certeza do que deveria dizer – Kensei-san, eu... Estou tão feliz, quer dizer... Que você esteja bem.

Afinal, era o que mais importava agora, sua segurança. Puxou um pouco mais de ar, notando agora que suas mãos ainda estavam juntas, avermelhando suas bochechas. Puxou-as vagarosamente, até repousá-las em seu colo, vendo o apito do aparelho se aquietar de vez, mostrando faltar apenas quarenta minutos para todo o procedimento terminar.

- Shuuhei – tornou a repetir seu nome, como se fosse de certa forma impossível sua presença ali – Você... Quando foi que você voltou?

Se estava mais preocupado em vê-lo do que toda aquela situação? Sim, talvez... Mas isso também poderia ter algum tipo de conexão.

- Eu... Eu voltei há dois dias... Atendendo a uma missão.

- Bem, parece que algo mais aconteceu nesse meio tempo... Eu não sei ao certo... Só me lembro...

Kensei parou por um instante arqueando as sobrancelhas, tentando puxar da memória as últimas imagens; O cheiro de Shuuhei vinha forte nas suas lembranças, com um leve odor de bebida... Uísque... O cabelo dele enroscando-se nos seus dedos, as pernas entrelaçadas na sua cintura... As bocas se encontrando, as línguas se debatendo... Os braços dele apertando suas costas, o calor vindo de seu pescoço... Estava no seu apartamento, o moreno jogado na parede completamente entregue á ele... Mas era por culpa da bebida... Deixou-o na cama, a ligação de Lisa, o beijo de despedida... Mashiro... Mashiro tinha se transformado! Uma espécie de reiatsu a atingira modificando seu comportamento... Correra até a amiga, e a encontrou submersa na loucura de sua parte hollow... Sentiu a energia do Hogyoku... Uma luz muito forte e estranha veio à sua direção... Depois disso... Depois disso o que fizera? Lembrava-se de uma dor latente e intensa, a cabeça doía... Apertou suas têmporas forçando ainda mais seu cérebro, precisava se lembrar... Dentes... Garras... Uma máscara cobrindo seu rosto... E então... Então vira Lisa, Shinji... Rose sangrando... Cabelos negros estavam na sua frente. Moviam-se junto ao vento. O calor do líquido vermelho chegou às pontas de suas garras, escorrendo pelas partes afiadas... Encravadas na carne dele. Um baque... Ele chamava por seu nome, pedia para voltar a si... Tentava retrair aquilo de suas feridas, mas aquele hollow... Aquela parte tão sombria dele o impedia, passava por cima de sua vontade, a estraçalhava. Não! Aquele era Shuuhei... Tinha atacado ele, de todos, justamente ele! Grandes e profundos buracos em seu corpo... Os músculos contorciam-se em torno daquelas horrendas garras; precisava ajudá-lo... Precisava parar com aquilo... O garotinho perdido de suas memórias precisava ser salvo! Mas... Mas não foi isso... Ele não se movia, nem ao menos parava para sentir dor... Aquele rapaz moreno à sua frente sorria, esticando a mão para lhe tocar a face. Como... Como podia o querer estando nessa forma grotesca, quando havia sucumbido a sua bestialidade? Como podia chegar perto desse jeito, com o sangue escorrendo do canto da boca, chegando até seu pescoço... O sorriso caloroso e belo ainda assim sobressaía sobre aquela cena. Shuuhei... Era esse o nome que lhe dava força, que lhe dava esperança para continuar tentando; e o fez. A besta hollow dentro dele sentiu-se diminuída pelo aspecto estrondosamente alarmante e amedrontador de Kensei, raivoso, temeroso, mas acima de tudo, confiante de si mesmo. E no seu interior a fera pereceu, esmagada, sendo obrigada a voltar ao seu lugar, curvando a cabeça e ajoelhando-se, diante daquele que o governava. As garras retornaram aliviando a angústia dele, e aos poucos o corpo se transformava, agora, para sua figura humana, e apesar da dor, da agonia, pensava apenas em Shuuhei. Pensava em como queria segurá-lo, apagar aquelas feridas dele... Shuuhei... O nome que tanto procurava saiu de seus lábios antes de desfalecer ao seu lado, e a visão tornar-se enegrecida de novo.

Os olhos tremeluziram tamanha a revelação daquele momento. As íris pequenas pareciam sem brilho e a mão livre apertava os lençóis quase os virando do avesso.

- Eu... – balbuciou ainda formando as palavras – Suas feridas...

A cabeça voltou-se para o shinigami rapidamente com a expressão já pálida, e as mãos aflitas seguraram seus ombros, sem importa-se com os fios, com aquele aparelho estranho, onde estava com qualquer coisa a sua volta que não fosse ligada a ele. Os dedos frios pelo nervosismo apertavam sua pele, querendo a sentir viva agora. Antes de Shuuhei proferir alguma coisa, Kensei abaixou o rosto no meio dos braços, ainda num estado de choque, com o corpo tremendo. O moreno apenas deixou a boca entre aberta; o ar entrava por ela mesma, devido à surpresa.

- M-me perdoe... – gaguejava Kensei – Eu devia... Devia ter percebido mais cedo... Eu não queria fazer isso com você, eu...

Shuuhei acariciou sua nuca, bagunçando seu cabelo. Deixou um rápido sorriso escapar, pondo suas mãos no rosto dele, e o virando para si:

- Ta tudo bem. Não foi culpa sua. – falou ainda com o sorriso terno – Eu fico feliz que esteja bem, isso é o que importa... Porque se fosse para trazê-lo de volta... Eu teria morrido satisfeito.

Kensei arregalou os olhos como se aquilo fosse uma espada adentrando seu peito. Rangeu os dentes, e agora exaltando mais sua voz, prendeu-o com suas mãos chegando o rosto para perto de Shuuhei, que via sutis lágrimas formadas nos seus olhos;

- Jamais diga isso, ouviu bem?! Você não pode morrer, não pode dar sua vida assim desse jeito! Sua vida é sua e de mais ninguém; entendeu?!

As bochechas do moreno aquietaram-se um pouco depois de escutar aquilo, afinal não esperava essa reação dele. Mas era a verdade. Tinha partido com essa intenção já em mente: caso não pudessem trazê-lo de volta, morreria tentando.

- Minha vida Kensei-san... Sempre foi sua.

- Do que está falando?! Para de dizer essas besteiras!

- Não é besteira! – quase gritou vendo o outro chegar um pouco para trás.

Os olhos negros pareciam brilhar mais do que a cor prateada dos de Kensei. Uma vontade e confiança imensa brotavam no interior do shinigami; precisava contar à ele, revelar suas memórias, seus sentimentos, tudo, antes que fosse embora, antes que fosse tarde demais para isso. Voltando a cabeça para o chão, Shuuhei prosseguiu:

- Há muito tempo... Quando eu ainda era uma criança perdida, eu tive minha vida salva de um hollow que atacara um local próximo ao Rukongai... – cada palavra saindo de sua garganta deixava Kensei com um ar de dúvida e surpresa, perplexo e ávido para terminar de ouvir aquela história – Vi meus amigos morrerem diante de meus olhos, enquanto outros conseguiram fugir. E mesmo tentando correr, minhas pernas não me obedeciam... Eu... Eu estava a mercê daquele monstro, e tudo o que pude fazer, foi chorar... Mas então... – os olhos ternos se ergueram para encarar Kensei; pasmo – Então uma pessoa apareceu. Um shinigami, vestindo um casaco branco. No segundo depois disso, o hollow havia morrido, e eu estava salvo, mas mesmo assim, não conseguia parar de chorar, fosse de medo ou felicidade... Porém além disso, eu estava admirado com o poder daquele homem, em como sua força pode proteger a mim e os outros sobreviventes... Desde aquela época nunca o tirei da minha cabeça, nem por um segundo...

O corte do cabelo estava diferente, o formato do rosto havia mudado, o corpo mais definido e forte, além das cicatrizes que davam a ele um ar maduro, mas pode confirmar com certeza agora:

- O garoto que chorava sem parar era mesmo você então? –falou cortando a linha de raciocínio de Shuuhei por completo, deixando-o paralisado.

Os olhos tremeram, e as mãos começaram a suar do nada. O coração batia acelerado, fazendo o aparelho oscilar novamente.

- Você... Você se lembra? – perguntou finalmente.

- Se me lembro daquele dia? Se me lembro dos meus últimos instantes como um capitão?... Eu me lembro dos seus olhos cheios d’água, do seu cabelo grande e bagunçado, do seu rosto. Eu me lembro de você Shuuhei.

As palavras ecoaram como se estivesse em um sonho, num dos muitos onde se imaginava reencontrando Kensei. Pensou em tantas maneiras de lhe falar aquilo, perdeu tantas noites imaginando como seria a reação dele, em como seria a sua reação... Mas nada o havia preparado para receber daquela forma essas revelações. Ele também se lembrava... Ele também havia pensado nele, durante todos esses anos...

- Isso... Isso parece impossível... Eu jamais pensei que você se lembraria de mim...

- Eu também achei o mesmo.

- Depois de ser salvo por você naquele dia... Eu tentei desesperadamente te encontrar de novo... Mas mesmo me tornando um shinigami, não achava nada sobre você... Foi então te vi naquela floresta, ao lutar contra o hollow. Estava pasmo, desacredito, mas acima de tudo, feliz e temeroso...

- Temeroso?

- Tive medo... Medo do que você pensaria... Temia que você não se recordasse de mim, ou simplesmente me achasse louco...

- Louco? – a mão já aquecida dele tocou sua face tatuada chegando-os mais perto – Fui eu quem se lembrou durante anos de um garotinho chorão ao qual havia salvado a vida... Se alguém tem o direito de se achar o louco aqui, esse alguém sou eu.

Os dois sorriram, já sem achar estranha esta troca de carícias, como se isso fosse certo, algo que já deveria ter acontecido há muito tempo. Os lábios se tocaram, levemente de início, dando espaço a um beijo mais denso. As línguas chocaram-se ansiosas para sentir uma à outra. Shuuhei envolveu seu pescoço apertando a parte de trás de seu cabelo, puxando-o de leve, enquanto Kensei ainda segurava seu rosto, descendo as mãos para sua cintura.

- Kensei-san... – falou na pausa rápida para respirarem – Você ainda não se recuperou por completo...

- Foi mal, mas o corpo é meu, e eu acho que já tenho forças o bastante para fazer isso.

Tornando a beijá-lo, Shuuhei pôs as mãos sobre os ombros dele, o empurrando para o chão, ficando agora sentado sobre sua barriga.

- Ainda estamos na loja do Urahara-san.

- Ninguém vai entrar aqui, já é noite.

Puxando-o de novo, Kensei o beijou segurando sua nuca, enquanto Shuuhei apoiava as mãos no chão ao lado de seu corpo. Ouviu um apito, erguendo-se de imediato, vendo o aparelho oscilar. Saltou para o lado pondo a mão sobre os olhos, tentando se acalmar em seguida. Antes de se pronunciar a Kensei, o viu retirando a faixa de seu braço, indo com sua boca apressada até seu pescoço, o beijando. Abraçou sua cintura, enquanto a outra mão soltava os fios do braço do shinigami.

- Já chega de bancar o doente.

Esquecendo-se, ou nesse caso, ignorando o resto do procedimento, bateu no botão do aparelho o desligando. Shuuhei agarrou a blusa do outro juntando seus lábios mais uma vez. Sua língua estava quente, mais do que o normal, e continuavam a afogar-se no tão aguardado beijo mesmo faltando-lhe o ar

- Shuuhei, dessa vez você não está bêbado. – falou entre os estalos das bocas, deixando o outro com um olhar confuso.

- É eu sei disso. – respondeu, afinal, aquilo era óbvio.

As mãos de Kensei seguraram suas pernas erguendo-as do chão fazendo-as se entrelaçarem em suas costas, e o encostando, dessa vez devagar, na parede perto deles.

- Então agora, eu não tenho motivos pra parar.

- E você acha que eu vou parar?

Quase arrancando sua camisa, Shuuhei o trouxe para outro beijo, descendo a boca até a altura de seu pescoço, lambendo aquela parte, fazendo um longo caminho até seu peito. Retirou o pano da frente, sentindo melhor sua pele, vendo os músculos se retesarem ao seu toque. Levou a camisa para cima, retirando-a de seu corpo. Logo abaixo viu diante dele a tatuagem que vagou por sua mente durante anos. Parou por alguns instantes observando como estava tão perto dela agora. Deixou a pontas dos dedos a tocarem, confirmando sua presença.

- Este símbolo que eu sempre tentei alcançar... Parecia tão distante de mim...

- Foi por isso que você o tatuou debaixo do seu olho? – perguntou acariciando-lhe a face.

- Foi a maneira que encontrei para deixá-lo perto de mim.

Sentindo-se feliz e lisonjeado com aquilo, Kensei lambeu por cima da tatuagem dele, ajeitando suas mãos, até Shuuhei soltar um suspiro logo em seguida quando ele apertou a parte interna de suas coxas, ao mesmo tempo em que mordia o nódulo de sua orelha. Roçava sua cintura na dele, tentando de alguma forma aproximar-se mais. Levantou sua cabeça e a respiração ofegante batia sobre seus lábios antes do novo beijo. As bocas molhadas, lascivas, não tinham vontade de se desgrudar nem por um minuto. Os tecidos mais finos que usavam agora revelavam com mais clareza os volumes já ativos. Descendo a mão até a calça de Kensei, Shuuhei sentiu o falo por entre seus dedos, vendo agora com mais atenção as expressões de prazer dele.

- Da última vez... – falou Kensei com a respiração cortada e a voz entre sutis gemidos – Você não foi tão animado assim.

- E você da última vez estava fazendo com mais vontade... — respondeu de imediato esquecendo-se de todo seu pudor, afinal, a ambição e o desejo se sobrepujaram sobre ele.

Erguendo as sobrancelhas num tom de surpresa e sentindo-se desafiado, Kensei segurou seus ombros, o levando até o chão para cima dos colchonetes. Deitou seu corpo sobre o dele, descendo as mãos até seu peito. Os lábios foram escorregando até a altura de seu abdômen, onde não havia nenhuma faixa nem ferida, passando a lamber sutilmente os arredores de seu umbigo. Mordeu a parte inferior dele abrindo sua calça aos poucos.

Os dedos ágeis logo chegaram ao local mais interessante. A língua quente passeava pelas laterais do membro, sentindo os espasmos de Shuuhei a qualquer pequeno toque. Os gemidos ficavam mais altos sempre que apertava sua mão sobre ele, ou quando mordiscava a parte mais grossa. O peito enfaixado erguia-se descompassado, aproveitando a sensação gostosa. Kensei deixou a língua um pouco mais macia, passando-a pelo meio do falo, sentindo-o ficar cada vez mais molhado.

Num impulso Shuuhei agarrara a parte de cima do cabelo de Kensei o surpreendendo, mas ao mesmo tempo, fazendo-o abocanhar aquela parte sua, o que o fez jogar a cabeça para trás junto a um longo suspiro. O rosto corado, a troca de carícias, a respiração falha, a carne quente passeando por aquela parte sua, tudo ao mesmo tempo parecia instigá-lo mais ainda.

Kensei subia lentamente com sua boca, descendo até a metade de seu membro, sentindo o sabor dele, enquanto os dedos moviam-se na metade inferior; apertando e puxando com afinco. Foi tirando com a outra mão o resto de sua calça, expondo ainda mais o corpo dele; um corpo bem definido e tentador.

-Ke-kensei-san... – gaguejou tentando tomar posse de sua fala desconexa – S-se você continuar e-eu vou!...

O maior deu uma última descida rápida passando a língua por suas laterais antes de levar a cabeça até a altura da dele, encontrando seu olhar de novo. As maçãs de seu rosto também haviam ficado um pouco avermelhadas, mas nada se comparava a expressão mista de vergonha e prazer de Shuuhei.

- Ainda não... – disse ofegante – Nós ainda nem chegamos à melhor parte.

Os dedos seguraram os cabelos negros, levando-os para trás e revelando melhor seu rosto. A língua rodopiou os lábios agora secos, devido a respiração acelerada, e adentrou a boca semi-aberta, roubando mais ainda de seu ar para si.

As mãos finas de Shuuhei aproveitaram seu momento de distração, para lhe tocar o membro de novo, agora já exposto assim como o dele. As ereções se encontraram, e tão próximo agora dele, pode ver as feições de Kensei contorcerem-se, junto ao gemido alto perto de seu ouvido. Sentiu o pescoço ser atacado de novo, levando fortes chupões naquela área. Kensei descera sua mão até a dele, para agora poderem experimentar um ao outro, entrelaçando seus dedos num movimento de vai e vem.

- Kensei-san... – a voz saía quase sendo empurrada para fora de sua garganta – Eu quero... Eu quero você...

O maior encarou seus olhos tão decididos e ao mesmo tempo absortos com tudo aquilo. Seu cheiro inebriante deixava seus sentidos desorientados. Sorriu rapidamente tornando a beijá-lo.

- Eu também quero você, Shuuhei...

Deslizando a mão de seu membro para a lateral de seu corpo, Kensei apertou sua coxa, mais uma vez, agora erguendo um pouco sua perna, enquanto ainda o beijava. Levou os dedos até o meio de suas bocas, e depois, vagarosamente, fez a língua de Shuuhei os puxar para seus lábios, adentrando sua boca quente, da ponta até o final.

- Olhe para mim Shuuhei... – disse descendo os dedos até o meio de suas pernas.

Surpreso, o moreno fez como ele dissera mantendo o olhar fixo no dele. Sentiu um incômodo quando um de seus dedos entrou naquela parte tão íntima sua, movendo-se devagar acostumando-o com aquilo. Era estranho pensar em fazer isso com outro homem, mas ao mesmo tempo, se fosse Kensei, e apenas ele, seus medos e suas concepções se desfaziam, deixando-o entregue à ele, a mercê de suas vontades. Sem perceber soltou um gemido conforme ele movia seu dedo para dentro e para fora. O peito erguendo-se freneticamente era acalmado pelos beijos contínuos de Kensei. Sentia seu rosto já em brasa, envergonhado.

Depois de algum tempo, soltara outro longo suspiro, jogando a cabeça para trás ao sentir um segundo dedo juntando-se ao outro. Conforme eles se moviam dentro dele, a sensação desconfortável fora se tornando mais aceita por seu corpo, e de certa forma, o prazer ia se achegando dele.

- Shuuhei... – repetia seu nome, chamando-o para continuar a olhá-lo – Está... Está tudo bem?... Se quiser eu...

- Não, não pare. – rebateu cortando sua fala – Eu não quero parar... Eu quero ir até o fim com você...

Afogando-o num novo beijo, Kensei perdera qualquer razão possível capaz de pará-lo agora, colocando mais um de seus dedos dentro do corpo ardente de Shuuhei, movendo-os para os lados, esticando a pele de sua entrada. O moreno juntou sua testa com a dele na súbita surpresa, mas suas mãos foram até o rosto de Kensei, tocando a boca com a sua, mordendo e puxando o lábio inferior dele para si. Ao ver sua língua, sugou sua carne, tornando a beijá-lo.

Kensei afastou-se um pouco dele, começando a descer sua cabeça ate chegar à suas coxas; gostava daquela parte do moreno; mordendo-as de leve, caminhando até seu membro, deslizando sua língua por toda sua extensão, e finalmente, chegando até sua entrada.

Shuuhei chegou a abrir a boca para falar algo, porém o longo gemido de prazer veio primeiro, ao ser tocado ali pela língua dele. Era uma sensação estranha, diferente, mas acima de tudo gostosa. Apenas a ponta da língua havia entrado, lambendo a área juntamente com os dedos. Shuuhei contorcia-se nos lençóis, enfiando suas mãos neles, suspirando e gemendo alto.

No minuto seguinte Kensei voltava a encará-lo com os olhos vendo-o tão entregue e submisso. Ajeitou suas pernas para melhor encaixar as suas no meio dele, e desceu uma das mãos segurando seu próprio membro, encostando a ponta já molhada e rija na sua entrada. Desceu seu tronco para encostar-se nele:

- Shuuhei... – sussurrou próximo ao seu ouvido.

Queria dizer seu nome, mas já era impossível o fazer naquela hora. O falo foi se pressionando sobre a entrada apertada dele, abrindo caminho, penetrando aos poucos dentro de seu corpo. Tudo o que pode fazer foi soltar sua voz num longo e demorado suspiro, quase gritando, devido ao volume estranho em seu interior, e a dor vinda dele. As mãos prendiam-se nas costas de Kensei, as arranhando; a boca mordia seu ombro às vezes, e um par de lágrimas vinha até seus olhos.

Kensei forçava aos poucos sua ereção; já estava pela metade, quando sentiu as unhas de Shuuhei encravarem-se nas suas costas. Soltou um rápido grunhido de dor, para então beijá-lo, acalmando-o. O local estreito logo foi recebendo-o com mais vontade, até por fim estar completamente enterrado dentro do corpo do moreno.

- AH! K-kensei! – gritou Shuuhei com a garganta seca nesse instante, os olhos fechados, sentindo o falo dele tocar-lhe o mais profundo possível.

- Vamos juntos. – falou segurando o membro dele com a mão livre, vendo as suas pernas enroscarem-se nele.

Começou os movimentos de forma lenta, enquanto também afagava aquela parte de Shuuhei dando-lhe um prazer contínuo. Ah... Era tão apertado; a carne pressionando e puxando seu falo, quase não o deixando sair o enlouquecia. Comprimia-se no canal, sendo sugado por ele. A mão de Kensei segurava a parte de trás de seu corpo, mantendo-os próximos. A sensação tão boa, e tão esperada por ele, fez-lo aumentar a velocidade, enquanto a respiração ofegante chegava à porta do ouvido de Shuuhei; ambos podiam ouvir os gemidos um do outro.

Numa rápida estocada, Kensei pode adentrar até a parte mais grossa de seu membro dentro de Shuuhei, chegando ao local mais prazeroso á ele. O moreno jogou a cabeça para trás sentindo o desconforto e a dor desenrolar-se num longo e súbito prazer escalando seu interior. Puxou-o mais ainda com suas pernas a fim de fazê-lo ficar nessa posição por mais alguns instantes. Beijou-o em seguida, quase se afogando naquela boca carnuda e tentadora.

Era incrível, indo além de suas expectativas. Toda aquela movimentação, os gemidos, as palavras, as carícias, era tudo muito melhor do que qualquer pequeno toque imaginado por ele.

Abrindo seus olhos agora, Shuuhei pode o ver próximo dele, sentindo sua pela roçar na sua, seus dedos agitando-se segurando sua ereção. Os olhos prateados encararam os dele, e diferente de seus sonhos agora era capaz de tocá-lo, experimentar seu cheiro, e acima de tudo, ouvi-lo chamando por seu nome.

- Kensei... – gemeu com a boca entreaberta e as mãos puxando sua nuca para poder beijá-lo, para poder confirmar sua existência, para saciar todos os seus desejos.

- Shuuhei... – falou chegando sua cabeça para o lado — Eu... Eu vou... Vou gozar...

O moreno abraçou-o deixando seus lábios tocarem-lhe a ponta da orelha, sussurrando para ele:

- Me faz... Me faz gozar também.

Se foram as palavras, os gemidos, a respiração quente perto de sua bochecha, ou toda a ação anterior a isso, Kensei não mais pode se segurar. Apertou o falo de Shuuhei com mais afinco, subindo e descendo o mais rápido que podia, assim como movia seus quadris entrando e saindo de dentro dele na mesma velocidade.

Num espasmo seguinte o líquido quente explodiu em seus dedos junto com o extenso gemido de Shuuhei; que também sentira Kensei chegar dentro dele, espalhando-se por todo seu interior.

Juntando suas testas Kensei sentia o ar aquecido bater em seu rosto, assim como no de Shuuhei. Estavam exaustos demais para moverem-se daquela posição, e ao mesmo tempo encontravam energia no intenso prazer que se seguiu a isso.

Abaixando suas pernas, Shuuhei levou as mãos até o rosto do outro, vendo-o abrir suas pálpebras fazendo os olhares se encontrarem. Kensei permanecia dentro dele, sem se mover. Subiu as mãos até poder lhe acariciar a face, e adentrou a língua aos poucos na boca semi aberta dele, beijando-o calmamente, de uma forma mais intensa, apaixonada. Foi erguendo sua cintura aos poucos, sentindo seu membro sair devagar do corpo dele. Puxou um dos lençóis jogando-o por cima dos dois, e deitou seu corpo ao seu lado, ainda apreciando suas feições de cansaço e satisfação. Shuuhei esticou a mão até tocar a dele, entrelaçando seus dedos. No instante seguinte, adormeceram se abraçando, sem importar-se com mais nada nem ninguém; tinham por fim se encontrado depois de tanto tempo de procura, depois de tantas dúvidas, depois de superarem seus medos, suprirem seus desejos; tinham se tornado finalmente únicos, um ao outro.

Soul Society – Naquele mesmo instante

- Yamamoto-sama. – a voz distante e baixa de seu sub-capitão chegou aos ouvidos do senhor, chamando sua atenção.

- Algum progresso, Choujirou?

- Recebemos o relatório de alguns dos enviados.

Estendendo-lhe a pilha de papéis, Yamamoto os analisou vagarosamente, até repousá-los sobre sua mesa depois de um longo período de leitura.

- Temia que a situação chegasse a esse ponto.

- Senhor, quais são as suas ordens?

Olhando para o seu subordinado, falou-lhe, com o tom já mais sério:

- Vamos começar a caçada; esse erro de anos atrás deve ser corrigido imediatamente.

Continua

Notas finais
Hohoho, quem pensou que a história ia acabar com os dois se pegando: TCHARAM! Sim, eles ainda vão ter de enfrentar alguns problemas, espero q ninguém fique deprimido com isso, pq eu sou má ás vezes! Kissus e até o próximo capítulo! o/ ----------------------------------------------- Peço desculpas a todos os fãs de Ecos que estão aguardando uma atualização; mas esses últimos dias eu tenho passado por alguns problemas pessoas e por isso não tive tempo, muito menos cabeça, para dar continuidade a história; parte do próximo capítulo já está feito, mas ainda assim preciso o concluir. Eu não abandonarei a fanfic, pretendo terminá-la em breve, mas peço a paciência de todos, e a compreensão também... Apenas atualizei outra de minhas fanfics, pois essa já tem mais de 3 capítulos prontos no meu PC, diferente de Ecos, que ainda estou escrevendo. Mais uma vez, desculpem pelo atraso, mas assim que esses problemas se resolverem, irei voltar a postar a história, como de costume, com um capítulo por semana. Um grande beijo e abraços para todos, até breve! o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.