Notas iniciais
novo capitulooooo Gostaria de dedica-lo as lindas da Mónica Potter Black, da Lune Noire e da Romana que com seus comentarios me animaram para escrever esse cap tao rapidamente!! Obrigadaaaa. esse cap é com narrador observador, mas tem uma parte com narrador personagem, vcs vão entender qnd lerem. :))

O quarto era pequeno, minusculo. Somente cabia um colchão velho e mofado no chão junto a uma pequena estante onde jazia teias brancas e finas de aranhas grandes e gordas. “Alguém acabou de comer...”- Katherine pensou. Inspirou o ar e se engasgou. Ate mesmo isso era impuro ali. “Desprezível...”- resmungou consigo mesma. Mas já estivera em lugares piores, muitos piores, por vezes nem tivera lugar onde ficar. E ela só estava ali por necessidade, por uma grande necessidade. Sua família estava a caçando com a própria vida. A família de seu ex-futuro marido estava a caçando com a própria vida.

–Tudo certo aqui?- um homem alto de barba e vestes longas perguntou a ela. Esta limitou-se a mexer a cabeça. Ele saiu sem dizer mais nada. Katherine não queria parecer mal educada, nem nada, mas seus pensamentos precisavam estar focados em assuntos mais importantes do que se estava confortável ou não naquele cubículo.

Jogou-se no colchão e poeira voou para todo o lado. Katherine ignorou a sensação de desconforto e colocou a mente para trabalhar. Precisa achar uma solução para o problema em que se metera. Alem de ser odiada pela família Campbell e pela família Black, a unica pessoa que sempre esteve ao seu lado, que sempre a ajudou, que sempre a apoiou, estava morta. Katherine repassava os últimos momentos de sua irma repetidas vezes na cabeça:

“Seu rosto esta tao pálido, parece morto. Seus olhos estão vidrados no teto de madeira. Seus lábios estão abertos, tenta respirar o máximo de ar que pode. Nao acho que seja o suficiente. Ela sussurra meu nome e me levanto rapidamente do chão para atende-la. Ela diz algo sobre pergaminhos, tintas e penas. Acho que esta perdendo sua sanidade, mas mesmo assim vou em busca dos objetos. Estao no comodo ao lado, em meio a livros e tecidos. A maior parte esta marcada pelo tempo: pergaminhos amarelados, tintas secas, penas quebradas e remendadas com colas trouxas. Remexo em tudo ate encontrar algo que sirva. Volto correndo para o quarto e me deparo com minha irma sentada na cama. Como sentou eu não sei, afinal, antes não conseguia nem mesmo tomar um copo de água sem a minha ajuda. Puxo uma cadeira quebrada, murmuro um feitiço e ela parece nova.

“-Escreva o que irei lhe dizer.- a voz de Charlotte soou baixa, mas firme. Apressei-me e molhei a pena esperando as palavras que viriam.

“E vieram. Vieram mais palavras do que eu poderia prever. Ao todo foram três folhas de pergaminhos.É uma carta e é destinada a Alvo Dumbledore. Minha irma revelou tudo o que fizemos esses anos, sobre nossa constante fuga de nossa família, do contrato de meu casamento com Regulus Black, sobre como me recusei a casar-me com ele, sobre a guerra que comecei entre as famílias Black e Campbell e sobre como eu estava sendo caçada por ambas as famílias. E ela também pediu que ele me protegesse. Sim, a carta se resume, basicamente, a mim. Senti-me um pouco desconfortável escrevendo tudo isso, afinal é minha vida que passarei adiante. Mesmo confiando cegamente em Dumbledore, preocupo-me em me expor assim, em alguns pedaços de pergaminho. Mas não questiono as escolhas de minha irma. Não mais.

“-Estou partindo, Kat.- ela sussurra me olhando.- Minha pequena...- seu sorriso é doce e fraco.

“-Não poderia ficar um pouco mais?

“-Estou fraca... Não posso mais continuar.

“-Obrigada por tudo, Lottie. Amo-lhe mais que tudo.

“-Tambem amo-lhe mais que tudo. Va ate Hogwarts, Dumbledore ira acolhe-la. Boa sorte nessa guerra que vira. Fique perto daqueles que ama.

“-Resta-me alguém?

“-Claro que sim... Um Black...- ela ri novamente. Uma fina lagrima escorre de seus olhos, eles brilham. Continuo a encarar seu rosto que aos poucos vai parecendo mais morto. Por fim, os olhos perdem o brilho.”

Lagrimas amargas escorriam do rosto de Katherine. Controlava a respiração, reprimia os soluços, arranhava o rosto em busca do controle. Sua cicatriz ardeu quando suas unhas afiadas e sujas cravaram na pele. Sangue escorria de suas mãos. Tateou em sua capa em busca da varinha. Fechou os cortes e deitou-se. Ficou encarando as aranhas gordas em suas teias finas ate que o sono lhe envolveu.

Não fora sonhos pacíficos que reinaram sua mente naquela noite.

Notas finais
Espero que tenham gostado..... :))