Notas iniciais
heyyy, eu gostei desse cap aqui, não acho q tenha ficado taoo bom quanto o anterior,mas eu gostei. leiam as notas finais, por favor, gente. mas só leiam DEPOIS de lerem o cap (só to avisando isso pq tem gente q lê antes as notas e depois não entende nada. eu ja fiz isso, então...) espero q gostem :)) ps: capitulo em narrador personagem. eh a katherine q narra esse

Uma dor aguda e nada agradável se instalara em meu rosto desde noite passada. O controle me escapou mais uma vez. Desde que Charlotte se foi, costumo perde-lo com frequência. Antes de vir ate Dumbledore, eu fiquei me questionando se gostaria de ir para o olho do furacão. Eu tinha a opção de acabar com tudo. Uma maldição imperdoável. Uma arma trouxa. Um andar no nada. Fácil. Afinal, não encontrava muita razão em continuar vivendo sem minha irma. Sem a mulher que me protegeu com sua própria vida. Ha dois dias eu estava na ponta de um penhasco. Ainda me lembro das ondas quebrando brutalmente nas rochas pontiagudas abaixo de mim. O som dos corvos grunhindo uns com os outros. O som do vento cortando minha pele. Ele me empurrava para o ar, para a morte. Meus cabelos voavam e debatiam-se em minha cabeça. Lembro que estiquei meus bracos e meu vestido amarelo tentava escapar de meu corpo. Tão perto da morte foi o momento em que me senti mais viva. Foi esse momento, esse momento de lucidez que me fez realizar que a vida ainda valia a pena. “ Um Black...”- as palavras de minha irma ecoaram pela minha mente. A verdade me tomou de súbito e eu me afastei rapidamente da morte. Aquele não era o meu momento. Não era minha hora de partir. Ainda.

O desespero que me consumia desde a morte da minha irma me fez esquecer a outra pessoa por quem meu coração batia. Jogada a poucos metros da morte naquele dia, eu gritei comigo mesma. Como pude quase me suicidar? Fiquei com nojo de mim mesma. Como pude quase abandona-lo? Tentei enfiar em minha mente que eu estava descontrolada e beirando a insanidade. Como pude quase fazer algo que o magoaria profundamente? Fazer o que minha irmã havia me pedido era de extrema importância. Viver, a partir daquele momento, tornou-se prioridade. Não viver por mim. Não. Isso seria egocêntrico. Eu deveria viver por ele. Sim. Por ele. Por seu sorriso. Por seus olhos. Por sua risada. Por seu corpo. Por seu calor. Por sua respiração. Por seu coração batendo. Era necessário. Uma necessidade.

Ha dois dias eu havia ido ate o penhasco por um meio de transporte trouxa. Algo que eles chamam de ônibus. Peguei-o ate a cidade mais próxima e caminhei ate onde pensei que seria meu fim. Havia escutado alguns moradores locais falando sobre como o numero de suicídios crescera por ali. Naquele momento pensei em fazer companhia as duzentas e trinta e três pessoas que decidiram a mesma coisa que eu havia decidido. Hospedara-me em uma pousada ali e coloquei tudo o que me restava em cima da cama: a carta de minha irma para Albus Dumbledore, minha varinha, meu livro trouxa contando historias fantásticas para crianças e uma foto amassada. Quando retornei a pousada depois de minha quase morte, peguei a fotografia e fiquei a analisando. Duas pessoas ocupavam-na. As duas pessoas que eu mais amava no mundo. Uma estava morta e a outra eu quase matei com minha própria morte. Jovens, assim posso descreve-las. Os cabelos de minha irma brilhavam com o Sol, seu sorriso era genuíno, ela somente dava aquele sorriso para mim. Eu não sabia na época. Achava que ela estava do lado de minha família. Como estava errada. E havia Sirius. Sim, seu sorriso também era genuíno. Ele era puro como o brilho de uma estrela. Belo como a lua cheia. Doce como o mel fabricado pelas abelhas no coração de uma floresta. Ele era uma criança ali. Oito anos. Eu tirei a foto duas semanas antes daquele fatídico “acidente”. Aquele “acidente” que me impediu de olhar para seus olhos. Aquele “acidente” que me impediu de olhar para sua alma. Quando olhava para seus olhos eu o via inteiramente, eu sabia o que pensava, o que sentia, eu sabia quem ele era. “Os olhos são a janela da alma”. As janelas se fecharam para mim. Para sempre.

Despertei de meus pensamentos quando uma voz masculina grave e calma avançou sobre o silencio.

–Um pouco desconfortável aqui, não acha?

–Não me importo com comodidades.

–Sua coluna agradeceria se você se importasse.

–Bem, ela não fala, não e?- digo abrindo os olhos. O teto esta podre. Posso ver o mofo e as infiltrações o corroendo inteiramente. Estão de pé somente por causa da magia.

–Mas acho que gostaria de ficar em algum comodo de Hogwarts, não?

–Ontem me disse que não havia espaço la. Uma frase um pouco irônica, se me permite dizer. Mas entendi.

–Bom, você apareceu repentinamente. Não me culpe se não havia espaço antes.

–Agora tem?

–Hogwarts ainda ira lhe surpreender mais, Katherine.- levantei-me e me encostei na parede encarando o homem que falava comigo. Sua longa barba era grisalha com alguns poucos fios ainda com cor, seus olhos eram de um azul claro profundo e eles eram parcialmente tampados por um óculos de meia lua apoiados no nariz.

–Aposto que sim, Albus.

O Sol brilhava do lado de fora do castelo. Os alunos riam. A comida era servida. Mas eu só o via. Seu sorriso brincava em seus lábios. Quando nossos olhos se encontraram e começaram a arder, a necessidade gritou dentro de nossos corpos.

Meus encontros com Sirius nos últimos três anos não possuíram muitas palavras. Não era necessário. Bem, sempre aproveitávamos para ter nossas discussões com argumentos bem formulados e saídas elegantes de perguntas afiadas. Acho que esse é nosso segundo passatempo predileto. Provocar um ao outro com palavras sempre nos foi algo fascinante e incrivelmente divertido. Mas nosso passatempo predileto não envolve palavras. Somente dois corpos se amando. Dois que formam um. Dois que necessitam do calor, da respiração, de cada canto da estrutura do outro. Necessitávamos um do outro. Necessitamos um do outro. As vezes, quando ele dormia eu gostava de observar cada parte sua. Desde seus fios negros no topo da cabeça, passando pelas suas costas com algumas cicatrizes (as quais eu já decorei a exata posição), pelos seus dedos com unhas sempre roídas, por seus lábios que eu tanto amava e, quando chegava nos olhos, eu me sentia tentada a abrir-los e olhar para sua alma. Mas eu sempre parava meus dedos. “A maldição”- eu lembrava com rancor. “A maldição”- lembro agora com rancor.

Desvio minha mão e viro meu corpo para o outro lado. Observo a parede de pedra. Está em melhor estado do que a do quarto em que me encontrava de manhã. Algumas teias de aranha no canto, uma rachadura aqui e ali, nada demais. Concentro meu olhar na estante de livros que agora possuo. “Sei que gosta de ler”- Dumbledore disse quando me mostrou minha nova acomodação em Hogwarts. Havia títulos interessantes ali. Biografias, livros de feitiços, de transformação, de herbologia, de poções. Pensando bem, Dumbledore parecia ter me equipado com os livros que alunos do sétimo ano necessitam para seus estudos. Que por "coincidência" era o ano em que eu deveria estar. Inteligente da parte dele. E bem sutil, devo dizer também.

–Esta acordada?- um sussurro rouco e baixo vem ao meu lado.

–Sim.- sinto dois bracos me puxando para junto de seu corpo quente. Eles me envolvem. Sinto-me segura.

–Não esta cansada?- ele diz com a voz cheia de sono em meu ouvido.

–Sim.

–Então por que não dorme?

–Estava lhe observando. Não quero me esquecer de como é.- ele não me responde inicialmente. Sei que está lembrando do que eu falava para ele em relação a perder a visão de meus olhos.

–Você não irá me perder. Não deixarei isso acontecer. Não mais.- sua voz é firme. Está jurando.

–Sei que não, Sirius.

Notas finais
eu seiii... nossa amiga Katherine não eh tao lucida assim como pensávamos nos primeiros caps. tudo bem q no terceiro ela ja deu a entender q ela tava se descontrolando e tudo mais. mas suicídio? than than than hahah só queria avisar que vai ser assim daqui para frente, veremos o estado quase deplorável em que ela se encontra. isso não significa que ela eh uma indefesa q vai buscar toda hora o apoio do Sirius "me salva, Sirius" "socorro, Sirius" "minha unha quebrou, Sirius",lembrem-se que a relação deles não eh assim. não tem essa de mocinha indefesa e mocinho q sempre a salva. afinal, em uma guerra, existem mocinhos e vilões, mas depende de que lado você esteja para nomeá-los. ;)) ps: acabei de perceber q ultimamente só to postando capítulos de madrugada. q coisa anormal