Eclipse-Nova Versão
12 A Festa do Jack
Notas iniciais
P.O.V. Scott.
Acho que ter conhecimento de uma guerra iminente meio que tira a vontade de festejar.
Eu to ouvindo a música, a gritaria lá embaixo, mas eu não to afim de descer. Só não contava com um detalhe muito importante. Minha namorada é uma vampira.
Imagine a minha cara quando ela pula a janela do meu quarto no segundo andar.
—Ah, que droga. Eu me produzi toda e o meu namorado nem tá na festa.
Eu dei uma bela secada nela. Acho que comi ela com os olhos.
Ela estava usando um vestido prateado, frente única curto e apertado. Estava com uma sandália de salto, de tiras. O cabelo dela estava liso, solto.
Os olhos não eram o destaque da maquiagem, mas os cílios estavam mais longos do que o normal. Os olhos delineados com uma tinta preta e os lábios cheios com um batom vermelho.
Ela deu um sorriso sacana. Caramba, ela está lendo meus pensamentos!
As bochechas dela estavam rosadas. Eu olhei pra mim mesmo e eu estava de blusa verde básica e calça do pijama. Que droga!
Ela deu risada.
—Mudou o cabelo. Eu gostei.
Ela tirou uma erva da bolsa e um esqueiro.
—Minha mãe disse nada de drogas.
—Isso não é droga bobão.
Disse ela dando risada, ai ela completou:
—É sálvia. Vou fazer um feitiço de privacidade. Assim podemos falar livremente sem medo de sermos ouvidos.
Ela acendeu a coisa e era uma fumaceira pra tudo o que era lugar. E até que o cheiro era gostoso.
—Enquanto a sálvia queimar ninguém nos escuta.
—Eu já perdi as contas de quantos casais já não invadiram o meu quarto hoje.
—Posso dar um jeito nisso.
Ela se concentrou e falou:
—Casticus, domicus, reversus.
O trinco da porta trancou.
—Acredite, ninguém entra nesse quarto. Não pela porta.
Ela tirou o sapato e subiu na cama.
—Então, sobre o que você quer falar?
—Eu não quero falar. Eu... quero... beijar você.
Começou como um simples e inocente beijo, mas logo ela estava sentada no meu colo e eu estava cheio de batom. Ela estava me beijando, mas então, ela parou. Hope não me soltou, ela continuou abraçada a mim, mas eu ouvi ela respirar fundo.
—O que é? Eu to machucando você?
Eu ouvi ela dar uma risadinha. Então, vi o nosso reflexo na janela. Vi o reflexo dela na janela. As presas estavam expostas e os olhos azuis cor de gelo. Ela estava com sede.
—Não. É desejo de sangue.
—O meu sangue?
—E o de quem mais?
—Se você quer, pode beber.
—Ficou maluco?! Eu fui treinada pra beber direto da fonte em casos de extrema necessidade, mas esse não é um desses casos. Além do mais, trocar sangue é... muito íntimo, mais do que fazer sexo. Trocar sangue é sagrado.
—Trocar sangue?
—Se eu beber de você, você vai ter que beber de mim. Ou vai ter que ir a um hospital e explicar para um médico humano como conseguiu os ferimentos no pescoço e como perdeu seu sangue.
—Mais íntimo que isso? Hope, eu sei que você é uma híbrida, eu vi as suas presas, eu vi você ser possuída pela mãe natureza e caso não tenha notado, você ta no meu quarto, na minha cama, sentada no meu colo.
—Você quer mesmo fazer isso? E eu não to falando só de trocar sangue. Estou falando de sexo também. Só se tem uma primeira vez e a minha foi uma droga.
—Sim. Eu quero. Eu quis desde que te vi pela primeira vez na escola. E saber que você é o que você é, só me fez te querer mais.
—Tem certeza?
—A menos que você não queira.
Ela tirou a camisinha da bolsa.
—Acredite, eu quero muito. Tanto quanto eu quero afundar as minhas presas no seu pescoço.
—É errado eu achar isso incrivelmente sexy?
Ela sussurrou no meu ouvido:
—Não.
Ela beijou o lóbulo da minha orelha. E tirou a minha camisa. Ela passou as mãos pelo meu abdome.
—Acho que é a sua vez.
—Minha vez?
Ela afastou o cabelo e colocou as minhas mãos no nó do vestido.
—É só puxar.
E eu puxei. O vestido caiu e... ela estava sem sutiã. Ela era perfeita. Os seios dela eram lindos. Os biquinhos eram cor de rosa.
—Nossa!
Hope me puxou, me beijou com voracidade. Ela se livrou de vez do vestido. E não tinha calcinha!
Ela me deu um sorriso sacana.
—Levanta. Levanta.
Ela saiu de cima de mim e eu me levantei. Hope enfiou os dedos no cós da minha calça e me puxou.
—Agora, vamos nos livrar disso.
Ela tirou a minha calça e a minha cueca duma vez.
—Samba canção? Combina com você. Se eu... se eu te machucar, se eu apertar demais, exagerar na força... você deve me falar na hora. Entendeu?
Ela falava como se a ideia de me machucar a transtornasse.
—Entendeu?!
—Tá. Entendi.
Ela voltou a me beijar e os nossos corpos grudaram. Como se quisessem se fundir. Ela agarrou no meu cabelo quando eu beijei o pescoço dela e ela soltava gemidos guturais, profundos como se o prazer fosse demais para ela suportar. Toquei os seios dela e os bicos estavam rijos. Eu fui descendo beijos pelo corpo perfeito dela, quando eu cheguei nas suas partes femininas, eu parei.
—Você está bem?
—Estou. Eu só... travei.
Ela me deitou na cama.
—Senta.
Senti ela tocar o meu... pênis e sentar-se nele fazendo-o se afundar nela. Eu achava que era bom, eu imaginava que era bom, mas... cara eu não tinha nem ideia. Ela me cavalgou e apesar de estar sentindo um prazer inimaginável eu olhava pra ela, o tempo todo. O jeito que ela se movia, a cara que ela fazia, o fato dela tocar o próprio corpo, os seios, o rosto. Cada movimento dela era uma coisa extremamente sensual.
Então ela se aproximou de mim, do meu pescoço, as presas expostas.
—Es... espera.
—Não vai... doer. Eu prometo.
Senti as presas dela se afundarem no meu pescoço e não doeu. Eu me senti mais excitado ainda. Então... acho que eu tive um orgasmo. E acho que ela também. Foi como uma explosão de prazer.
A minha respiração estava descompassada e o meu pescoço estava doendo.
—Ai.
Ela mordeu o próprio pulso.
—Bebe.
Eu bebi. O gosto não era ruim. Não era metálico como sangue humano, era diferente. E antes que vocês surtem, eu não bebo sangue humano, mas eu já furei o dedo num espinho e coloquei na boca. Quem nunca?
Eu me olhei no espelho.
—Meu pescoço... está curando.
—Eu sei. Deita ai e aproveita.
—O que?
—Não tá sentindo?
Eu me sentia incrível, êxtase.
—É. Sente cada músculo do seu corpo relaxar, a dopamina fluindo em doses exorbitantes pelas suas veias.
—Você tá se sentindo assim também?
—Estou.
—Agora entendo porque o Jack gosta tanto disso. É maravilhoso.
Ela riu. Deitou no meu peito e deu um beijo nele.
—Eu garanto que o seu irmão nunca se sentiu assim. Não nessa intensidade.
Ficamos deitados na cama aproveitando aquela sensação maravilhosa, aquele entorpecimento. Eu a abracei pela cintura. E dei um beijo no topo da cabeça dela sentindo o cheiro do shampoo de morango.
—Como foi que o meu pescoço curou tão rápido?
—Sangue de vampiro tem poderes curativos. Cura qualquer ferida e acho que qualquer doença também.
—Então, o seu sangue me curou?
—Foi.
Eu fiz um muxoxo.
—Está passando. Vamos fazer de novo?
Ela deu risada.
—Vamos. Podemos até mudar de posição se quiser.
Ficamos tão... concentrados em fazer amor, tão imersos um no outro que nem percebemos que a planta acabou.
P.O.V. Jack.
Um dos meus amigos veio me falar.
—Ai, o seu irmão tá tendo uma festinha particular.
—O que?
—Vem, escuta isso.
Primeiro pensei que ele tava se masturbando, mas ai eu percebi que... tinham gemidos de mulher.
—São gemidos de mulher, cara. Meu irmãozinho está se dando bem.
Então, finalmente parou.
—Você é ótima nisso.
—Obrigado. Você também é bom.
Eu fiquei de queixo caído.
—Ele conseguiu pegar a Hope Volturi?!
Sussurrei chocado. Eu fiquei tão chocado que nem notei que o Steve estava gravando tudo com o celular.
Só fomos descobrir no dia seguinte. Na escola quando a Hope estava puta da vida. Ela não falou com o Scott. Ela passou reto.
—Ué? Que aconteceu? Hope!
Nós estávamos no refeitório.
P.O.V. Scott.
Ontem estávamos fazendo amor e agora ela nem olha na minha cara?
—Hope! O que aconteceu?
—Eu pensei que você fosse diferente! Eu não costumo me enganar com as pessoas, mas dessa vez eu me enganei. Eu confiei em você! Eu amei você! E você me humilhou! Desgraçado!
Ela me empurrou e eu cai no chão.
—Ein?
Eu me levantei e estava indo atrás dela pra descobrir o que estava acontecendo quando um dos amigos idiotas do meu irmão me parou.
—E eu nunca dei nada por você. Cara, você é o meu herói.
—Eu sou o Nerd lembra?
—Nerd ou não, você é o meu herói. Pegou ela cowboy.
—O que? Do que está falando?
Ele colocou o áudio pra tocar. Era eu e a Hope. Fazendo amor.
—Você ouviu? E gravou?
—Todo mundo ouviu cara. O Steve colocou na internet.
—O que?! É por isso que ela tá furiosa! E eu não vou tomar chumbo da minha namorada por alguma coisa que eu não fiz!
Eu fui correndo atrás dela, mas a aula já tinha começado. Felizmente, eu consegui chegar no carro dela antes dela.
—Hope.
—Sai.
—Hope, eu não fiz aquilo. Eu não gravei nada, eu não postei nada. Eu não faria isso.
—A sálvia estava queimando no quarto. Eu não sou leiga!
—Deve ter acabado. Se desconfia leia a minha mente. Eu não fiz aquilo.
Ela respirou fundo.
—Me desculpe. Eu fiquei tão... irritada quando vi nas mentes deles, quando eu passava aqueles desgraçados faziam aquele espirro me chamando de vadia.
—Foi um dos amigos idiotas do meu irmão. Um dos caras do time de futebol. Um tal de Steve.
—Steve ein?
Se eu soubesse o que ela ia fazer, nunca teria falado nada. Mas, aquilo foi a prova de que ela era mesmo uma predadora.

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