Echo (eco)

5 Um passo de cada vez


Notas iniciais
demorei pra postar mas tava difícil essa semana viu! haha
espero que gostem.
PRIMEIRO:
Um agradecimento especial para gamessupl que fez a primeira recomendação da fic! Esqueci de agradecer quando postei o outro capítulo! Muito obrigado!
E antes que eu esqueça:
MINHA HISTÓRIA NÃO É IGUAL A DO LIVRO GENTE!EU SÓ QUERIA COLOCAR ALGUMAS COISAS, TIPO AURAS, LER PENSAMENTOS, TOQUE, E ETC. E NÃO QUERIA QUE ACHASSEM QUE ESTOU PLAGIANDO A HISTÓRIA SEM NEM AVISAR.
ps: em itálico são pensamentos.
POR ISSO, REPETINDO, MINHA HISTÓRIA NÃO VAI SER NADA IGUAL A DO LIVRO. A ÚNICA SEMELHANÇA SÃO OS IMORTAIS E AS CARACTERÍSTICAS QUE JÁ FALEI.

– Você tem que girar Q! Um pé para trás, gira, um pé para frente e eu te guio.

– Brit, isso é meio complicado – Quinn erguia a sobrancelha. Ela não tinha uma coordenação motora muito boa, as vezes ela até tropeçava nos próprios pés. – Quer dizer, eu entendi, mas toda vez que eu giro, quando eu volto eu estou meio tonta e não consigo ir para frente.

Brit sorriu, segurando Quinn com firmeza. – Olha Q, de novo ta? Mas você tem que ficar mais perto de mim, relaxa o corpo.

Quinn começou os passos de novo, sendo amparada por uma Brittany com mãos bem firmes assim que girou e quase caiu.

– Olha, porque eu não posso ser o homem? Quer dizer, ele não tem que ficar fazendo todas essas frescuras de giros, rodopios e etc.

– Eu sou mais forte que você Quinn, e mais alta. E se você mal consegue girar, imagina guiar uma pessoa que está girando e ainda se concentrar nos próprios pés. – A loira falou, inocentemente.

Quinn sorriu e ficou encarando a garota. Achava tão estranho quando a menina tinha esses ataques de esperteza e um segundo depois estava sendo inocente de novo.

– Ok. Eu acho que eu não consigo me concentrar porque estamos no meio do corredor Brit, estou com vergonha. – Quinn não estava mentindo. As pessoas a encaravam com um olhar estranho, tipo “vocês tem uma sala para isso, vão treinar lá”.

– Ta bom vai, então vamos fazer pela última vez! – A loira voltou a segurar a cintura de Quinn e começou os passos.

Quinn você consegue garota. Você não pode ser tão estabanada assim. É agora.

Para trás, gira e...

Um baque pode ser ouvido, Quinn definitivamente não deu um passo para frente, ela deve ter dado uns dez passos, arrastando Brittany com ela.

As duas se abraçaram, uma segurando na outra e rindo sem parar.

– Você é uma péssima parceira de dança Q! – Brit sorriu gentilmente.

Quinn permanecia com os braços em volta da mais alta, só levantou o olhar porque um pigarro pode ser ouvido atrás delas.

Rachel estava esmagada nos armários, se encolhendo enquanto tinha duas loiras praticamente subindo em cima dela.

– Raaach! – Brittany soltou Quinn se virando para morena. – Me desculpe! Você é tão pequena, eu mal te enxerguei ai! Nós não pisamos na sua cabeça não né? – Brittany analisava se tinha algum machucado na cabeça da baixinha.

– Rachel. – Quinn sorriu timidamente.

– Eu estou bem Brit Brit, não foi nada... – a morena, agora não mais prensada contra o armário, pegou suas coisas e foi se virando para sair dali.

– Ei rach, espera, vem com a gente!

Quinn permanecia em silêncio, observando as garotas.

– Eu tenho aula Brit.

– Nós também, mas vamos para o mesmo lugar!

– Ok. – Rachel voltou e ficou entre as duas.

Achei que a quieta aqui era eu. Quinn não solta mais seus comentários bem humorados... Com certeza Vanessa já estava enchendo sua cabeça de coisas sobre mim.

Você precisa me ajudar rach! – Brittany começou a andar, sendo acompanhada pelas duas. –Quinn vai acabar assassinando alguém daqui a pouco com esses dois pés esquerdos.

Rachel riu verdadeiramente, Brittany tinha esse efeito sobre ela. A morena percebeu o olhar de Quinn em seu rosto e corou um pouco.

– EI! – Quinn finalmente acordou de seus pensamentos. – Eu ainda estou aqui, e a culpa não é minha ok? Giros me deixam tonta.

– Eu posso te ajudar Brit, sou até que uma boa dançarina – Rachel deu de ombros.

– Achei que você não quisesse que tocassem em você. – Brittany disse, simples.

Mal percebeu o olhar de estranhamento de Quinn.

Rachel olhou de uma loira para a outra, sem saber o que falar.

– Nã...Não. Brit, lembra o que eu te falei? – Rachel a olhava, tentando fazer a loira lembrar-se da conversa das duas.

Qual parte? Uh... segredo?

Sim, essa parte Brit Brit.

Desculpa Rach, eu tinha esquecido. Mas Quinn é legal, você devia contar para ela.

– Sem problemas... Não é a hora certa Brit. Depois continuamos a falar sobre isso.

O rosto de Quinn se contorcia, ela não estava entendendo nada. Brit e Rachel estavam conversando? Mas Brit não falava nada, e Rachel respondia como se tivessem conversando.

Eu já tinha ouvido que faculdade de artes, no geral, tinham pessoas meio malucas. Não imaginei que fossem TÃO malucas.

Quinn deu de ombros e pigarreou.

– Então... Rachel, você vai participar da viagem né? – A loira finalmente disse alguma coisa.

– Sim, eu sempre participo. É bem legal. – Rachel disse, acanhada. Não gostava de demonstrar qualquer interesse perto de Quinn, mas ficou triste ao notar que a garota percebia que ela a evitava. Rachel não queria ser rude, a garota era tão fofa. Quer dizer, ela fazia olhos de cachorrinho igual à Brittany. As duas devem ter aprendido juntas! – E você? – Tentou sorrir, mas ela tinha certeza que saiu mais como um contorcionismo facial. Patético.

– Com certeza! Sempre quis conhecer Milão... Deve ser lindo. E ainda vamos na semana de moda, com certeza terá vários fotógrafos que eu gosto.

Pergunte a ela sobre Tommy Ton.

Brittany pensou, fingindo estar prestando atenção no corredor. Rachel a encarou com as sobrancelhas unidas.

– Você conhece Tommy Ton? Quer dizer... er, você gosta dele? – Ela não fazia ideia de quem era mas os olhos de Quinn saltaram para fora do rosto, isso devia ser um bom sinal, certo?

– VOCÊ conhece Tommy Ton? – Quinn a encarava maravilhada.

Sim, ouvi falar que ele vai estar na semana de moda de Milão.

Rachel realmente não entendia o que Brittany estava querendo com aquilo.

– Sim, ouvi falar que ele vai estar na semana de moda de Milão. – A morena disse, depois de Brittany lançar um olhar quase que amedrontador, considerando os olhares inocentes que ela estava acostumada.

– Sério? Meu deus, como eu não sabia disso? Ele é um dos meus fotógrafos favoritos e... – Quinn desandou a falar sem parar e as duas só ficaram observando e rindo das caras que a loira fazia.

– Bom, eu fico aqui. – Brittany disse assim que Quinn finalmente parou de falar. Santana a esperava na porta da sala, com o costumeiro café na mão.

Elas deram um rápido selinho, e Quinn teve que piscar algumas vezes para ter certeza de que aquilo era real. Ela olhou Rachel, que parecia tão surpresa quanto ela.

– Você também viu isso, certo? – Quinn sussurrou e Rachel apenas acenou afirmativamente.

As duas continuaram caminhando pelo corredor e assim que passaram em frente às duas garotas Rachel ouviu outro pensamento:

A Quinn ta TÃO querendo comer a anã. Eu posso sentir o cheiro da tensão no ar.

Rachel tropeçou no ar quando ouviu isso. Santana era uma vadia. Ela olhou na direção da latina, horrorizada e a morena apenas a observou com um olhar ameaçador, a fazendo apressar o passo e ser seguida por uma Quinn alheia.

O que mais tinha assustado Rachel não foi o selinho, e sim a aura de Santana. Uma nova cor havia surgido lá. Rosa. Definitivamente NÃO era a cor ideal para Santana. O mundo devia estar realmente acabando.

Ela voltou sua atenção para Quinn. Alheia, alheia, alheia. Sempre. Ela não se importava com o silêncio, gostava disso até. Ainda mais porque perto de Quinn ela só ouvia os pensamentos das pessoas se ela quisesse.

– Quinn? Eu falei alguma coisa? – ela desviou o olhar do rosto da garota.

– Ãh? – Quinn disse um pouco alto demais – Não, não Rachel! Magina, eu só... uh...desculpe.

– Pode falar Quinn... – Rachel a encorajou.

– Ok. – Quinn começou a remexer na sua bolsa. — Eu meio que achei isso nas coisas da Brittany, mas eu juro que foi sem querer! – ela retirou um papel com coisas escritas.

AS CORES DA AURA E SEUS SIGNIFICADOS:

Vermelho: energia, força, raiva, sexualidade, paixão, medo, ego.

Laranja: autocontrole, ambição, coragem, poder de reflexão, desânimo, apatia.

Amarelo: Otimismo, felicidade, intelectualidade, amizade, indecisão, vulnerabilidade à influência alheia.

Verde: Serenidade, poder de cura, compaixão, farsa, ciúme.

Azul: espiritualidade, lealdade, criatividade, sensibilidade, generosidade, humor instável.

Violeta: alta espiritualidade, sabedoria, intuição.

Índigo: benevolência, intuição apurada, busca existencial.

Rosa: amor, sinceridade, amizade.

Cinza: depressão, tristeza, cansaço, falta de energia, ceticismo.

Marrom: ambição, egoísmo, opiniões fortes.

Preto: falta de energia, doença, morte iminente.

Branco: Equilíbrio perfeito.

Rachel arregalou os olhos e se deu um tapa na cara mentalmente. Ela havia entregado isso para Brittany, para a garota entender melhor sobre isso. Mas devia ter pensando que afinal de contas, era a Brittany.

– Uhn... e daí? – ela tentou parecer indiferente.

– Eu não sei... É como se eu já tivesse lido isto antes, sabe? E isso me lembra coisas sobre magia, e eu meio que acredito nessas coisas – ela falou a última parte corando.

– Você acredita? – Rachel falou antes de pensar. — Mas o que auras tem a ver com magia? O que são auras? — ela se fingiu de desentedida.

Não, não! Não a encoraje a xeretar por ai Berry...

– Sim, tem tudo a ver! Eu li um livro uma vez... — ela levantou o olhar. — esquece, é só coisa da minha cabeça. Então, a gente se vê por ai Rach? – Ela voltou a sorrir alegremente para a morena, com aquele olhar conquistador.

– Si-Sim Quinn. – Quinn a estava encarando, era praticamente obrigação dela encarar de volta, e então ela fez... E droga, aqueles olhos eram tão... – Rachel voltou a sentir a dor de cabeça exatamente no mesmo lugar da cicatriz.

Ok, talvez já estivesse na hora de ela começar a pesquisar um pouco mais sobre imortais. Afinal, era sua “espécie”.

– Tchau Rach. – ela piscou e saiu dali.

–-x--

RACHEL’S POV

Ok. Eu havia mentido. Eu não ia pra aula, definitivamente eu estava apavorada. Aquilo não estava em meus planos. Uma garota surgindo do nada e causando todas essas coisas. Ela sabia que quando se é imortal, algumas pessoas, humanas ou não, tentavam te machucar, lhe fazer mal. E talvez os outros pudessem até pensar: “ah, mas uma garota linda desse jeito não pode ser má.”. EU pensei isso quando me tornei imortal, mas depois fui descobrindo que a aparência realmente engana na maior parte das vezes, pelo menos na minha situação.

Senti a presença de Vanessa assim que fui me aproximando da sala de Quinn, e me escondi perto do bebedouro. Assim que ela ia entrar na aula, eu a puxei pelo braço. Obviamente ela não se assustou, pois assim como eu, ela sentia minha presença.

– O que você quer garota, ta maluca? – ela sorriu presunçosamente. – Nem te conheço. – o sorriso aumentou.

Revirei os olhos e a joguei contra a parede.

– O que você quer? – rosnei em sua direção, nossos rostos a milímetros de distância.

– Eu não sei do que você esta falando. – Ela sorria, me encarando nos olhos.

– Você destruiu tudo que eu tinha, TUDO! Toda vez que tento seguir minha vida, você me encontra. O QUE VOCÊ QUER? – repeti, impaciente.

– Matar você. – ela disse, simples. – e nem adianta me olhar com essa cara. Eu não tenho medo. Você não pode fazer nada para me machucar, lembra?

Segurei seus ombros e bati na parede novamente, sai a passos apressados dali e esbarrei no corpo de alguém, mas nem me importei em pedir desculpas.

Ainda senti o olhar nas minhas costas, mas como Quinn estava próxima, eu tinha a opção de bloquear os pensamentos.

Olhei para trás e não havia mais ninguém ali.

Notas finais
eu acho que poderia chegar nos 40 reviews hein, só acho....