Echo (eco)
6 Cumplicidade e ciúmes
Notas iniciais
Espero que eu não tenha brisado muito e...Hm,em itálico são os pensamentos.
EMILY’S POV
Eu estava andando pelos corredores em busca de uma pessoa em especial. Rachel Berry. Realmente não sei exatamente o que anda acontecendo desde que a gostosa da Fabray chegou aqui, mas é algo, algo bem estranho. Rachel está o tempo todo com aquela garota estúpida, a nova cachorrinha da Lopez. Rachel Berry era apenas uma esquisita ignorada até agora, com todos aquelas camadas de roupa, aquele capuz ridículo. Que tipo de pessoa usa moletons todo dia? E agora ela está por toda parte, em situações estranhas.
Por exemplo, eu acabei de ver ela e aquela garota amiga da Fabray, seja lá qual for o nome dela, se comendo com os olhos no corredor. Eu não pude ouvir o que elas estavam dizendo, mas Rachel parecia mais esquisita que o normal. Ela sempre tem um olhar de serial killer no rosto, digamos que dessa vez estava pior. Fiquei observando enquanto elas discutiam na parede, a outra garota parecia estar debochando de Rachel, e isso me fez gostar bastante dela. Ninguém simplesmente poderia me dispensar que nem aquela morena, mesmo se essa pessoa tivesse aquele corpo. Enfim, ninguém dispensa Emily sem motivo, não mesmo.
Rachel saiu dali logo depois de bater a ruiva contra a parede mais uma vez. Ela esbarrou em mim mas pareceu nem notar minha presença. Me aproximei da garota ruiva, observando cada parte do seu corpo. E que corpo. Acho que Quinn e pessoas bonitas são sinônimos, ela vive atraindo todo mundo em sua direção.
– Ei – sorri para ela, que parecia perdida em pensamentos.
– E ai – ela respondeu, sem dar muita atenção.
Uhn, fala sério, esse ano contrataram modelos para a faculdade?
– O que tava acontecendo entre você e a Berry? – ergui uma sobrancelha.
– Eu tenho que voltar pra aula. – a garota ruiva deu um sorriso debochado e entrou na sala sem nem me olhar de novo. Uh, gostei dela.
– Chega de procurar aquela anã, vamos procurar alguém para me entreter nessa faculdade.
Eu falava comigo mesma, enquanto andava na direção oposta que Rachel tinha ido.
FIM EMILY’S POV
– Eu não acho uma boa ideia brittany, não mesmo. – Rachel balançava a cabeça negativamente sem parar.
– Eu quero te ajudar Rachel! Eu posso fazer isso... – Brittany a olhava, suplicando. – Por favor, você tem que me contar tudo que sabe.
As duas estavam andando pelo corredor, em direção ao dormitório de Rachel.
– Eu não sei... – Rachel parecia não saber o que fazer. Por um lado ela adoraria ter alguém para compartilhar todos os seus problemas. E acredite, eram muitos. Coisas que ela nem sabia se existiam.
– Você-Você disse que confiava em mim. – Brittany entrou no quarto da morena logo depois dela.
– Tranque a porta Brit. – Rachel pediu, pegando uma caixa em baixo da cama.
– Eu não sei como fazer isso, Quinn sempre faz isso pra mim. – Brittany a olhou inocentemente.
– Ok... – Rachel sorriu, indo em direção à porta e a trancando sob o olhar atento de Brittany.
– Você me acha burra não é? – Brittany estava com os olhos marejados.
Oh meu deus, não chore ou eu sou capaz de sair gritando pelos corredores que sou uma imortal se você quiser.
– O que!? Não Brittany, é claro que não! – Rachel se aproximou um pouco da garota, mas sem fazer contato físico.
– Sim, você acha! Vo-Você disse que eu era uma pessoa muito inteligente... Você mentiu né? Eu achei que você era diferente Rach. – A loira sentou na cama, deixando uma lágrima escorrer e os cabelos caírem no rosto.
Meu deus, meu deus, meu deus. OLHEM PARA ESSE ANJINHO NA CAMA.
É ridículo, eu quero colocar ela no meu colo e proteger ela pra sempre.
O que eu estou pensando, sério? O QUE EU ESTOU PENSANDO? “ANJINHO”, “COLOCAR ELA NO COLO”.
Rachel balançou a cabeça e se aproximou da garota, se ajoelhando na frente dela.
– Ei, psiu – Ela tentou chamar a atenção da garota, mas a outra apenas abaixou mais ainda a cabeça. – Ei! – Rachel colocou a mão no rosto de Brittany. – Eu não menti pra você Brit Brit, você é MUITO inteligente ok? Não deixe a opinião dos outros te afetar. Você é inocente, adorável, e... você me lembra balas de goma. – HAHA, definitivamente virei uma retardada.
Brittany levantou o rosto, um brilho nos olhos tinha surgido ali, o que fez Rachel soltar o ar.
– Balas de goma? – Brittany sorriu alegremente.
– É, você é... doce e...colorida..uh...e... Como balas de goma! – Rachel sorriu para a outra garota.
– Igual aos unicórnios? – Brittany parecia flutuar em outro planeta, onde só era permitido a entrada de unicórnios, coisas coloridas e fofas. Rachel definitivamente não estava tendo permissão para entrar, já que ela se encontrava perdida na conversa.
– Mas eu achei que você fosse um unicórnio!
– Sério? – Agora ela já tinha totalmente esquecido sobre o assunto principal da conversa. – Você achou?
– Você não é? – Rachel cruzou os braços.
– Sim, eu sou! Mas você tem que guardar segredo! – Brittany arregalou os olhos e Rachel gargalhou.
– Que tal se... Eu te contar mais alguns segredos e ai nós duas prometemos não contar para ninguém?
– Jura? Então você não me acha burra?
– Claro que não Brit! Já disse que não... Eu só queria te proteger. Eu já perdi uma pessoa por causa da imortalidade, minha melhor amiga foi morta porque ela sabia demais. Eu não sei se eu deveria te envolver nisso.
– Eu sinto muito Rach, mas por favooooooooor! – Brit fez um bico e pronto, era o fim da luta para Rachel. Brittany S. Pierce era definitivamente sua cúmplice.
– Ok, mas para de me olhar com essa cara – Rachel pigarreou e levantou do chão, onde ela ainda estava agachada. Pegou a caixa que tinha sido esquecida na cama a alguns minutos e se sentou de frente para Brittany, com as pernas cruzadas e colocando a caixa na sua frente.
– Minha família inteira morreu em um acidente e como você pode ver, eu fui a única que sobrevivi. Quando eu acordei no hospital, essas coisas estranhas estavam acontecendo comigo, sem motivo aparente. Eu comecei a ver luzes em volta das pessoas, ouvir seus pensamentos e saber BEM mais do que eu deveria sobre a vida delas. Primeiro eu achei que estava louca, depois fui percebendo que talvez eu devesse parar de contar para os outros o que estava acontecendo, antes que eles realmente achassem que a morte da minha família tinha me deixado maluca e me enfiarem num manicômio. Um dia antes de eu sair do hospital, os médicos estavam preparando os papéis para me enviarem a um orfanato, considerando que na época eu era menor, e não tinha outro membro da família vivo que eu conhecesse. Mas eu recebi uma visita, uma mulher... – fiz uma pausa para pegar ar – Você está entendendo Brit Brit?
Ela só fez que sim com a cabeça, parecendo extremamente interessada.
– Então... Essa mulher se parecia MUITO comigo, era como se fosse eu daqui uns 30 anos sabe? Tinha meu cabelo, meu rosto... Ela me disse para fugir. Ela me explicou que eu tinha tido uma segunda chance, e que precisava sair dali! Claro que comecei a gargalhar e achar que tinha sido mandada para algum outro planeta, cheio de pessoas loucas. Mas então a mulher começou a falar sobre as coisas que estavam acontecendo comigo, como se ela soubesse. Ela disse que eu PRECISAVA acreditar... Não era como se eu tivesse algo a perder né? – Sorri debochada – Então eu fugi de lá e coisas estranhas começaram a acontecer. Quer dizer, mais coisas estranhas ainda, porque tudo parecia tão novo... Eu voltei para minha antiga casa, todas as coisas estavam lá ainda, todas as memórias... Eu resolvi que precisava entender melhor o que era tudo isso sabe? Minha pele estava perfeita, meu cabelo brilhante, meu corpo não possuía mais nenhuma imperfeição e te- teve esse dia, que eu estava tão exausta, que decidi sair para uma corrida, esbarrei em uma mulher, e ela literalmente voou para longe, como – como se eu fosse muito mais forte que ela. Sai correndo o mais rápido que pude daquela situação, sem saber o que fazer, e bati de cara em uma parede ao virar em uma rua sem saída. Senti a dor no meu rosto, toquei meu nariz e definitivamente estava quebrado. A dor continuou por pouco tempo, de repente eu percebi que algo estava acontecendo, meu nariz estava voltando ao lugar, e o sangue começou a desaparecer das minhas mãos, toquei meu rosto e estava perfeito de novo. A partir dali, eu sabia que precisava descobrir com o que eu estava lidando.
– Uau, você não me disse que tinha esses super poderes também! – Brittany bateu as duas mãos juntas. – isso é tão legal, é como um filme de ação!
Rachel riu, concordando com a cabeça.
– E então, como você descobriu que era uma imortal?
- Eu comecei a fazer algumas pesquisas... Na internet tem muita coisa idiota pra falar a verdade. – A morena ergueu as sobrancelhas – Mas eu achei algumas lojas que vendiam livros sobre história, religião, cultura e coisas sobrenaturais. Pra falar a verdade eu cheguei lá esperando que alguma velha fosse começar a falar um monte de besteira, nunca acreditei nessas coisas. Mas foi muito melhor do que eu esperava, foi lá que eu achei tudo isso – ela foi tirando várias folhas e algumas anotações de uma caixa. — A imortalidade começou a muito tempo atrás no Egito. As pessoas acreditavam que todo mundo que morria eram julgados por todos os Deuses que existiam, como se fosse um tribunal. Esses Deuses decidiam se você iria para o paraíso ou para o inferno. É claro que todos queriam ir para o paraíso. Eles pegavam o coração da pessoa e colocavam em uma balança, se o lado que estivesse o coração abaixasse, significava que a pessoa teria passe livre para o paraíso, se abaixasse do lado que não tinha nada, ela iria para o inferno. Era quase como se isso provasse se a pessoa era boa ou ruim.
Rachel tirou mais alguns papéis, apontando para alguns desenhos.
– Todos esses desenhos foram encontrados em paredes do Egito. Eles achavam que quando uma pessoa ia para o inferno se transformava em um demônio, e podia tomar a forma de qualquer coisa, e normalmente eles se transformavam em animais, na esperança de serem confundidos e voltarem a vida.
– Eles podem se transformar em pessoas?
– Sim, eles podem ter o corpo que quiserem.
– Eles podem estar andando entre nós? – Brit arregalou os olhos, assustada.
– Sim e não. – Rachel contorceu o rosto. – Os deuses nunca permitiriam que algum demônio escapasse do inferno. Porém ninguém esperava que os demônios fossem se misturar com as bruxas.
– Bruxas?
– Sim, juntos eles abriram um novo portal, que os deixa em liberdade. Um portal invisível no inferno. Tão forte que nem mesmo os Deuses conseguem encontrar para poder desfazer o feitiço.
– Mas por que as bruxas ajudaram os demônios?
– Porque quando os demônios voltam para a Terra, eles voltam como anjos caídos. Ou seja, espíritos que não estão permitidos a viver na Terra, igual a uma pessoa que vive num país sem ter permissão do governo. Nesse caso, eles não tem permissão dos Deuses.
– Você está dizendo que há demônios por todos os lados?
Rachel fez que sim com a cabeça.
– Eles – Eles querem nos machucar?
– Não, o objetivo deles é acabar com todos os imortais. E é ai que eu volto no assunto principal, quando alguém se torna imortal. – Rachel se ajeitou na cama – Algumas pessoas morrem antes da hora, antes de completar sua missão. Essas pessoas, se tiverem a balança ao seu favor, tem o poder de decidir se querem voltar ou ir para o paraíso. Os egípcios mumificavam os corpos porque eles acreditavam na imortalidade, que alguém tinha a chance de voltar a vida. E bem, eles tinham razão, eles só erraram em achar que as pessoas sairiam dos túmulos, quando na verdade elas simplesmente voltavam a andar pelas ruas. – Rachel apontou na direção de um símbolo.
– O que é isso?
– Todo imortal tem esse símbolo no corpo. Significa vida eterna. – Ela puxou levemente a manga do moletom, seu braço estava sem nada e Brittany franziu a testa.
– Não tem nada ai.
– Você tem que tocar em mim.
Brittany passou os dedos levemente no pulso de Rachel e logo ali surgiu um símbolo, o mesmo dos desenhos.
– Uau, isso é... Uau!
– É muita coisa para um dia só né? – Rachel riu — Você deve estar perdida! Acho que por hoje chega...
– Não Rach, eu quero saber mais! Você é uma imortal porque mereceu ter uma segunda chance? E por que essas pessoas ganham o direito a ter vida eterna, elas não poderiam viver só mais alguns anos, até completar a missão? Isso não é meio... injusto? – ela franziu o rosto.
– Eu, eu não sei Brit... Tudo é muito confuso, eu não me lembro do acidente, eu não sei o porque me deram essa chance, eu só sei que nunca fiz nada para merecer isso. E como eu disse, eu nunca me aprofundei muito para tentar entender, então eu realmente não sei te responder isso.
– Talvez sua missão não tivesse acabado ainda! – Brittany parecia pensativa.
– Sim... Mas que tal a gente tirar uma folga desse assunto hein? Já está anoitecendo... – Rachel se espreguiçou, recolhendo os papéis espalhados.
Brittany parecia estar perdida em sua mente e a morena preferiu não interromper. Ela entendia que era assustador para qualquer pessoa ouvir aquilo e não acharia estranho se Brittany virasse as costas e nunca mais falasse com ela.
Quando o silêncio já estava constrangedor, Rachel respirou fundo e disse:
– Eu vou totalmente entender se você sair daqui e nunca mais quiser falar comigo. Eu só peço por favor, que isso continue sendo nosso segredo.
– Por que eu não falaria mais com você? – Brittany se ajeitou na cama de solteiro, deitando ao lado de Rachel.
– Por... Porque eu acabei de te contar uma história absurda sobre imortais, bruxas, anjos caídos e demônios? Essa seria uma boa hora para correr. – Rachel virou de lado, ficando de frente para Brittany enquanto a outra continuava olhando para o teto.
– Você não vai me machucar.
– Como você tem tanta certeza disso?
– Eu confio em você.
– Por quê? Nós nos conhecemos a menos de um mês... – Rachel franziu a testa.
– Eu não sei, eu só confio. É como se eu já te conhecesse de algum lugar.
– E se alguém tentar te machucar por minha causa Brittany?
– Você vai me proteger, certo?
A morena fez que sim com a cabeça.
– Então eu não tenho com o que me preocupar. – A loira finalmente virou de frente para Rachel para poder encara-la.
As duas trocaram um olhar cúmplice.
– Você é a garota mais inteligente que eu conheço Brit Brit. – Rachel apoiou o cotovelo na cama.
Brittany sorriu mais ainda e esticou o dedinho na direção de Rachel, a mais baixa olhou e soltou uma gargalhada.
– Estamos fazendo um pacto é?
– Sim, me dá seu dedinho!
Rachel esticou o dedo na direção do de Brittany, juntando-os. Nada precisava ser dito, as duas definitivamente tinham feito um pacto.
– Vem, vamos jantar com a Sant, a Quinn e a Emy!
Rachel bufou, sendo arrastada contra sua vontade.
–-x--
– Cadê a Gayberry? Será que ela não pode largar a Brit por cinco segundos? – Santana revirava os olhos, sentada de frente para Emily e Quinn.
Quinn deu de ombros, mas na verdade ela estava curiosa. Brittany e Rachel tinham sumido o dia inteiro e ela estava preocupada... Quer dizer, algo poderia ter acontecido!
– Não chame ela assim Santana, você vai ferir os sentimentos da namorada dela!
– Calem a boca vocês duas. Rachel mal fala comigo! Não sei da onde vocês tiram essas coisas... Aliás, eu deveria começar a andar com pessoas do meu curso, e da minha idade. Você são duas velhas chatas. – Quinn ergueu a sobrancelha.
Santana pronunciou algumas palavras em espanhol e depois disse:
– Se sua namoradinha tentar comer a Brit eu vou matar ela ok?
– Uau, você é realmente assustadora Sant Sant – Emily jogou um alface na amiga, rindo.
– Sua vad... – Ela ficou quieta ao ver Rachel e Brittany entrando juntas no refeitório. Ela estreitou os olhos ao perceber que as duas estavam de mãos dadas.
– O qu- O que a filha da puta da Berry pensa que ta fazendo? – Santana estava ficando vermelha.
– SANTANA! – Quinn ergueu a voz – Respire ok? Elas são amigas, deixa elas em paz! E fica quieta porque elas tão vindo para cá.
– Oi gente! – Brit surgiu, soltando a mão de Rachel para sentar ao lado de Santana.
Rachel ficou em pé, um pouco hesitante, já que a mesa era normalmente para quatro pessoas, o que significava que não tinha espaço para ela.
– Isso mesmo GayBerry, não tem lugar para você, volte para seu planeta de gnomos por favor. – Quinn ficou vermelha de vergonha. Emily ria sem parar. Brittany parecia ofendida e Rachel apenas não sabia que reação ter.
– O que? – Ela perguntou, esperando não ter ouvido aquilo.
– Senta aqui Rachel! – Quinn empurrou Emily, ficando mais perto da outra garota, que apenas revirou os olhos.
Rachel sentou e virou na direção de Quinn. – Obrigado – Ela sorriu, colocando a mão na perna de Quinn e apertando levemente.
Quinn sentiu todo seu corpo esquentar. Rachel nunca tinha feito isso e ela provavelmente estava ficando vermelha.
Quinn Fabgay e Gayberry, que casal lindo. Olha como a Quinn fica com vergonha só por a anã ter tocado nela. Patético.
Rachel pode ouvir os pensamentos de Santana, e olhou da morena para a loira. Quinn realmente parecia envergonhada e ela tirou sua mão da perna da loira, o que fez ela respirar fundo.
Não acredito que a Quinn prefere ficar com a Berry do que comigo. Não acredito que a Berry me deu um fora! Será que ela não se enxerga?
Rachel tentou se concentrar em alguma outra coisa. Aquilo a incomodava. Ela não tinha interesse algum em Quinn, muito menos Quinn nela. Quer dizer, olhe para ela. Loira, linda e completamente hétero.
Só o que me faltava, agora aquela ruiva vindo se sentar aqui. Ótimo, vamos todas virar uma irmandade, grupo das lésbicas. Grupo das lésbicas que não gostam da Emily. Qual é o meu problema, eu sou gostosa e elas são gostosas, isso não deveria me ajudar?
Rachel estava implorando para alguém calar os pensamentos daquela garota. Como alguém podia pensar tanta idiotice em tão pouco tempo? Ela ficou tensa assim que Vanessa realmente parou do lado da mesa, encarando-as com um sorriso.
– Q, você esqueceu seu pen drive comigo. – Ela retirou o pen drive da bolsa, estendendo na direção de Quinn.
– Nossa, como eu pude me esquecer? – Ela sorriu e balançou a cabeça, guardando o pen drive em sua bolsa. – Obrigado. – Ela piscou para Vanessa e um silêncio voltou a ficar na mesa.
– Ei, você quer se sentar com a gente? – Quinn perguntou do nada.
Sim, sim , sim.
Emily a encarava com um olhar predador.
Eu não gosto dela.
Brittany parecia desconfortável enquanto Santana segurava sua mão.
Urgh, maldita hora que fui fazer amizade com a Fabgay. Ela continua trazendo pessoas para nossa mesa. Isso é praticamente uma invasão de privacidade.
Santana revirou os olhos.
– Claro! – A ruiva respondeu, sentando – se ao lado de Brittany.
A loira sorriu gentilmente, afinal, ela ainda era a Brittany.
Rach, você gosta dela?
Rachel olhou para a loira, fazendo que não com a cabeça.
Você também sente uma coisa estranha com ela por perto?
Agora ela fez que sim com a cabeça.
Eu posso confiar nela?
Rachel balançou a cabeça negativamente de novo.
– Ta tudo bem ai Berry? – Santana a olhava como se a garota fosse retardada.
– O que? Ãh? S-Sim, só estou com torcicolo.
Vanessa parecia entediada, ela olhou para Quinn e disse:
– Suas fotos são realmente impressionantes Q! Obrigado por me mostrar, você realmente leva jeito.
– Obrig-Obrigado! – Quinn sorriu envergonhada. Ela gostava de Vanessa, mas às vezes a garota a olhava como se fosse uma presa ou algo do tipo. – Fico feliz que você tenha gostado.
– Ei rach, eu nunca vi sua colega de quarto! – Brittany falou de repente.
– Ah, eu não tenho uma... colega de quarto. – Rachel sorriu.
– Ah, agora eu entendi porque só tem uma cama lá. – Brittany franziu os lábios – Achei que sua colega talvez gostasse de dormir no chão! – Ela batia os dedos na mesa enquanto o resto das pessoas ali a olhavam com uma expressão indignada.
– O que você estava fazendo no quarto da Rachel? – Santana falou, um pouco alto demais.
– Conversando – ela deu de ombros. – Eu vou lá às vezes, na verdade eu vou dormir lá hoje ta Q?
Quinn olhou para Santana, esperando a latina voar por cima da mesa e arrancar o pescoço da Rachel.
– Por mim – Por mim tudo bem Brit – Quinn sorriu assim que percebeu que Santana não ia fazer nada. Quer dizer, ela achava isso.
– Ótimo! – Santana levantou, retirando seu prato e jogando com raiva no lixo.
– O que foi isso? – Vanessa perguntou.
– Não é nada, Sant só esta com ciúmes porque eu disse que a Rach é muito bonita, e que ela não deveria andar com esses moletons, porque o seu corpo é lindo, e seu rosto também.
Rachel engasgou com o suco que estava bebendo, enquanto Quinn corava e ela nem sabia o motivo.
– ok... – Vanessa ergueu as sobrancelhas – Ei Q, que tal eu dormir no seu quarto hoje? Assim você não fica sozinha! – Ela olhou para Rachel, provocando a morena.
– Ah, claro Vanessa, eu poderia te mostrar o trabalho que o professor mandou a gente fazer! – Quinn sorriu novamente.
– Brittany, vamos embora daqui! – Rachel levantou abruptamente, puxando Brittany pelo braço e jogando seu prato no lixo com a mesma, ou até mais, força que Santana.
– Ok, vocês definitivamente são estranhas. – Emily levantou também, indo embora.
Quinn parou de olhar para sua comida e começou uma conversa com Vanessa. O que mais ela poderia fazer? Ela não conseguia conversar com Rachel sem parecer uma idiota e era tudo culpa da Santana.
Eu te mato latina.
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