Easier To Run

1 É mais fácil fugir


É mais fácil fugir

Substituindo esta dor por algo entorpecente

É tão mais fácil fugir

Do que encarar toda esta dor aqui sozinho.

Linkin Park

Easier To Run


Titânia Erza não sentia-se mais totalmente invencível, desde que Jellal fora preso.

Quando viu-o partir, sem poder simplesmente fazer nada, soube imediatamente que nunca mais o veria. Era praticamente impossível, com o reformulado Conselho Mágico cuidando de sua prisão de perto.

Mas ela ainda sentia esperanças de poder visualizar novamente aquele tão desejado rosto.

Ela não podia mais esconder de si mesma, o amava. O amava mais que tudo, mais que sua própria existência. Sentia-se triste a cada vez que pensava que estava longe dele, a cada vez que imaginava seu sorriso resplandecente, o toque macio de suas mãos contra a pele dela.

Era tão injusto.

Ele perdera a memória, esquecera-se de todos os maus que havia feito. Outrora, a ideia disto deixava a Scarlet furiosa, pois acreditava que Jellal devia sentir até sua morte vergonha de seus atos. Porém, agora, sabia que aquela falta de informação fora o essencial para trazer de volta seu antigo amigo do Sistema R.

Mas ele fora preso, sem poder se beneficiar de seu esquecimento. Erza tentara algo... Mas no fim, deixara-o ir.

Arrependia amargamente por isto.

Agora, ela estava deitada em sua cama, no seu quarto de aluguel 500.000 Jewels. Recordava-se dos tempos antigos, de seus antigos companheiros de cela, da época triste e sombria onde havia um único Sol que a fazia seguir em frente.

Jellal Fernandes, agora preso em uma cela fria e solitária.

Ela virou o rosto encharcado de lágrimas para o lado, mordendo o lábio inferior com tanta força quanto a dor que lhe corroia por dentro. Sentiu gotículas de sangue saírem do cortezinho em sua boca, mas ignorou. Fechou os olhos, ofegando, desejando desesperadamente ter Jellal em seus braços.

– Jellal... – murmurou, apreciando o som das letras, ao mesmo tempo em que fitava o pôr do sol por sua janela – Eu...

Soltou um grito, frustrada, em meio em seu mal estar.

– Eu... Te amo... – explodiu em novas lágrimas, enquanto fechava os punhos de raiva.

Depois de algum tempo, suspirou e virou-se novamente para a janela, agora com seu corpo de pé e os cotovelos apoiados. Olhava para o horizonte com um sorriso triste em lábios, enquanto conformava-se com seu amor proibido e impossível.

E a única coisa que a fazia seguir em frente era saber que mesmo que ele estivesse preso, longe do mundo exterior, compartilhava tão fervorosamente o amor por dela da mesma maneira que ela sentia por ele.

E isto era suficiente. Sempre seria.

Fim.

Notas finais
One-shot curtinha, mas que expressa bem os sentimentos de Erza. Espero que tenham gostado e espero reviews n.n
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!