EarthMoon - Interativa

16 Agosto — 2ª Parte


Notas iniciais
Adivinha quem está com a pressão lá embaixo e coração todo doido? É. Eu mesmo. Sabem o que isso significa, não sabem? Sem capítulos até eu melhorar. Esse só saiu hoje porque estava quase todo completo e eu pude pedir para um colega meu postar.

Ayesha POV

Era um dia como qualquer outro. Carregando a minha mochila e com um certo sono; estava indo para a sala de aula da terceira matéria do dia. Faltei a muitas aulas durante o semestre, por isso agora teria de recuperar as faltas e aumentar minhas notas. Fazer o quê, não?

– Ei, você derrubou uma. — Me abaixei e peguei uma flor que um garoto havia derrubado de um buquê.

– Ah, pode ficar como gratidão. Sabe, esse tipo de flor é muito delicada, apesar de querer durar muito em qualquer ambiente...

– Obrigado pela a flor. — Saí, colocando a flor atrás da mochila, apesar de não gostar muito desse tipo de coisa, foi um presente.

– De nada, minha flor... — O garoto sussurrou, sorrindo maliciosamente.

Leen POV

– Aí está você, Art! — Eu peguei no ombro de um garoto por trás, que quase deu um salto por conta do susto. Estávamos em um dos depósitos, dos ginásios. — O que está fazendo em um lugar como esse? E por que parece tão para baixo...?

– ... — Ele não me respondeu de imediato. — Leen, você vai para a festa de vocês hoje?

Naquele dia iria ser lua cheia, e nos dias de lua cheia os Lunianos faziam uma festa apenas para observar a lua; a casa deles. Por uma questão de cultura, os Terráqueos não participavam diretamente, não por preconceito, e sim por respeito a outra raça.

– Ah, claro que vou! Hoje a lua vai ser linda...! — Respondi, sentando ao lado dele.

– Primeiro, pode parar de me chamar de Art? Eu não gosto que fiquem colocando apelido em mim... Segundo, não quer ir comigo para algum outro lugar? Digo, ainda haverão muitas luas cheias!

– Arthur, você sabe o que isso significa para nós, Lunianos...

– Eu sei! Mas mesmo assim...

– Por que está tão desesperado? — Me levantei, estranhando meu amigo. — Acho que precisa ficar sozinho...

– Depois não diga que eu não avisei! Você vai pagar! Todos vocês vão ver como brincar é bom!! — Arthur "explodiu" repentinamente.

Eu não sabia qual era o significado de "brincar" na frase dele, mas resolvi não fazer mais perguntas e deixá-lo sozinho. Arthur nunca foi de ser estressado e bipolar, e eu nunca o vi daquela maneira, e olha que somos de quartos vizinhos. Enquanto saía do ginásio, esbarrei em outros dois alunos, mas naquela hora não havia ligado muito.

Baltazar POV

Estava no ginásio onde estava a piscina. Era apenas um treino habitual, estava até surpreso de não ter acontecido uma briga de galo até agora. Apesar de a diretoria estar chamando alguns nomes, nada fez ninguém levantar o medo.

– Não vai nadar hoje não, See? — Perguntei para o pequeno Luniano, que estava encostado na parede do ginásio.

– A preguiça está falando mais forte... — See bocejou. — Mas se eu não visse iria ter de ir para a aula...

– Você não vale um centavo, cara! — Ri de sua atitude, ele ficou sem entender.

Laryssa POV

Eram nove da noite. Estava no lugar indicado por Hugo, o esperando. Olhava para a lua cheia com a finalidade de deixar o tempo passar mais rápido. Dentre ajudar os meus colegas a montar o festival e me encontrar com Hugo, escolhi o segundo; poderia ser a minha última chance, por isso desta vez irei com toda a minha inteligência para retirar as minha dúvidas! Desta vez ele não escapa!

Senti um bruto esbarrão de uma garota que passou pela minha frente, que me fez desequilibrar e perder o equilíbrio. Era uma terráquea, que ficou me olhando até eu abrir os olhos. Depois disso, me ofereceu a mão.

– Desculpa, estava distraída.

– Imagina, eu que estava nas nuvens.

Nosso "encontro" acabou tão rápido quando começou. Depois de quase quinze minutos, a moto preta e sem placa parou na minha frente. Um jovem de moto retirou seu capacete e me ofereceu.

– Se atrasou, hein? Já iria voltar achando que era um trote! — Dei um tapinha no braço de Hugo. Só de ser ele na moto já me deixava muito feliz.

– Foi mal, foi mal... Tinha algumas coisas para resolver... E então, vamos?

Nós fomos para o campinho há mais ou menos vinte quilômetros do colégio. Estava vazio, só nós dois. Enquanto estava com ele, esqueci de todas as minhas dúvidas. Corremos, jogamos bola e ficamos deitados olhando a lua. Foi muito divertido.

– Opa, já são quase onze horas. Pode me deixar no colégio de volta?

– ... — Ele me encarou por poucos segundos. — Você não vai querer voltar, e eu não vou deixar.

– Como assim...?

– Pega o seu celular, já deve entrar no ar. — Hugo me falou em um tom bastante sério, mas ao mesmo tempo sem preocupação.

Puxei o celular do bolso com medo, meu coração batia fortemente e acelerado. Mordia meu lábio. Se era algo para Hugo me proibir de voltar, provavelmente a situação não estava boa. Hugo segurou minha mão, enquanto uma interferência e logo em seguida um vídeo, apareceram no meu celular as onze horas e ponto.

3º Pessoa

– Hoje a lua não está linda? — Uma Luniano comentou para os outros, que concordaram.

– Não, está feia como sempre... — Um dos adolescentes terráqueos que estudava no colégio comentou, se posicionando em um lugar onde não o viam.

– Ei, separatista! Se é pra xingar, cai fora! — Ayesha e Khal gritaram ao mesmo tempo.

– Que crueldade conosco...

...

Ás onze horas da noite, grande parte do país onde se sediava o colégio EarthMoon parou. As emissoras de TV, rádio, celulares e a internet começou a sofrer uma interferência de sinal.

Era um cômodo conhecido pela polícia; o lugar onde eram gravados os vídeos assumindo a autoria dos assassinatos cometidos contra Lunianos. Um quarto pequeno, com apenas na vista da câmera uma pintura do planeta terra e um jovem adulto; deveria estar na faixa dos vinte e poucos anos.

– Boa noite, senhoras e senhores. — O jovem fez um gesto de cumprimento. — Como já sabem, um repugnante colégio foi aberto a pouco menos de seis meses. Ele mistura nós e os Lunianos, duas raças completamente diferentes. E tenho certeza que a maior parte de vocês ainda não esqueceu da "Noite da Brincadeira" que aconteceu há alguns anos atrás, certo? E ainda existem pessoas que insistem em defender essa repugnante raça... Por isso nós, que vocês podem chamar de terroristas, extremistas e seja o que for, mas somos heróis. Não queremos mais que o povo Terráqueo sofra com esses alienígenas, então vamos juntos levantar nosso armamento! Quando isto começar...

Neste momento, a transmissão fora cortada da TV, rádio, internet e dos celulares. Nas ruas e qualquer lugar que fosse, só se falava naquilo.

A transmissão não chegara no colégio.

...

– Parece que recebemos a autorização. — Um jovem, o mesmo que estava naquele mesmo lugar na noite anterior, sussurrou eu um tom quase inaudível.

O campo aberto onde o festival acontecia era encostado em um muro que tinha cerca de 45m de extensão e 20m de comprimento. Em apenas um salto, nove Terráqueos que estudavam no colégio de idades variadas subiram no muro. Armados, alguns com facas, outros com armas de fogo e outros com outras armas.

Correram na largura do muro, e os Lunianos sem entender, só se viram com nove pessoas armadas saltando em cima deles. Nenhum com medo, arrependido ou sorrindo. Todos estavam sorrindo.

– E então, Lunianos?! Vamos brincar?!! — Um deles gritou, indo na direção dos Lunianos com um facão e uma pistola.

Notas finais
Pessoas que seus personagens são Lunianos, cruzem os dedos!