Notas iniciais
– Então você vai me pedir em casamento? – eu o questiono.
– Mais é claro, não consigo mais viver sem você – ele diz me beijando.
– Eu tive uma ideia – disse do nada, ela tinha surgido assim mesmo do nada.
– Ideia? Como assim? – ele fica sem entender.
– Uma ideia para ajudar com as rebeliões – eu digo e o puxo para meu quarto. – Vamos começar a escrever.
Minha ideia era o seguinte, educação e leis contra o preconceito, vamos disponibilizar escolas para todos que precisam e que não podem pagar, escolas de boa qualidade e com alimentação adequada, além de leis rigorosas contra o preconceito.
Ficamos uma semana planejando tudo, eu ia mostrar esse projeto para o meu pai e com a ajuda de Kile poderia construir escola com baixo custo e de boa qualidade, tudo estava pronto.
– O nosso projeto é... – eu e Kile começamos a explica para meus pais e alguns membros do conselho.
– Adorei, muito bom, parabéns Eadlyn e Kile, nós vamos estudar mais a fundo e logo daremos uma resposta – meu pai diz.
– Estou tão feliz, você me lembra eu mesma quando propus a ideia de eliminação das castas – Minha mãe diz rindo.
– Verdade – meu pai concorda.
– Isso é algo bom, certo? – questiono.
– Claro – os dois respondem.
– Você foi ótima – Kile sussurra no meu ouvido.
– Você também!
– Você vai ser uma excelente Rainha – ele diz.
– Com uma excelente Rei ao meu lado – digo.
– Com licença, preciso falar com o Kile em particular – meu pai fala e leva Kile.
Eu vou para o meu quarto tentar digerir tudo o que aconteceu e torcer para que funcione, provavelmente uma hora depois, Kile entra com uma cara não muito boa.
– O que ouve? – eu pergunto indo até ele.
– Eu preciso fazer uma viajem – ele diz.
– Como assim, Kile?
– Seu pai disse que precisa de mim em uma negociação na Nova Azia.
– O que? Não, está tendo muitos conflitos la, você não pode ir, nem o meu pai – eu disse ficando nervosa, o número de mortos na Nova Azia está crescendo muito ao longo dos dias, nunca vi um país que entra em tantas guerras.
– Eadlyn, eu preciso ir, além de ser um pedido do Rei, eu preciso aprender, por que se um dia a gente assumir pode ter certeza você não vai num lugar desses eu vou – ele disse acariciando minha bochecha como polegar.
– Isso é perigoso, minha mãe sabe disso? Sua mãe sabe disso? – eu perguntei.
– Não sei, seu pai falou que falou com o meu, então tudo bem – ele diz sorrindo.
– Quando vocês vão?
– Partimos em uma hora – ele diz.
– O que? – eu o abraço.
– Vou tentar voltar para você – ele diz e eu bato no braço dele.
– Tentar não, você vai voltar, eu não consigo mais viver sem você, eu te amo – digo e o beijo.
– Eu também te amo e não consigo mais viver sem você – ele diz antes de me beijar novamente. – Temos que descer!
– Então vamos – digo pegando na sua mão e descendo onde todos nós esperávamos.
Eu fui até meu pai.
– Você tem que ir mesmo? – pergunto o abraçando.
– Sim querida, e preciso levar Kile, para mostrar a ele o que tem que ser feito e ter alguém a mais do que eu – ele disse.
– Eu não posso ir? – eu pergunto e ele ri.
– Não, e por isso que Kile está indo, para você não ir – ele diz, vejo tia Marlee abraçar Kile e chorar um pouco.
– Vai dar tudo certo – minha mãe fala passando a mão no meu cabelo.
Aceno para Kile que está subindo no avião junto com meu pai, e meu coração ficou apertado.
Já faz uma semana desde que papai e Kile foram para a Nova Azia, segunda, terça e quarta ele conseguiram fazer contato e dizer que estavam bem, mas depois disso nada e já é domingo.
Fale com o autor