EXILED: Quando O Humano Se Torna Demônio

4 Capítulo 4: Outro lado, vida em Tóquio.


Notas iniciais
Sim! Eu ainda existo! E não, a fic não foi abandonada! (todos surpresos). Está aí mais um capitulo de EXILED, para aqueles que esperavam uma continuação do cap 3, me desculpem. Este cap mostra um dia na vida de um outro personagem muito importante, espero que gostem! o/.
~ Jonas.

Oi... só passando pra dizer q fui escravizada pelo Jonas pra ajudar no capitulo ^^'. Espero que gostem #morta.
~ Vanessa

Ano de 2019 – Tóquio – Japão


Ah... Tóquio... Essa cidade é mesmo fantástica. Cheia de pontos turísticos, culturais e com essa tecnologia incrível. Realmente é uma cidade ótima para se viver [...]



Era o centro de Tóquio...


Estava quase anoitecendo...

Eu andava descoordenadamente quando cheguei no cruzamento da grande avenida e vi que tudo pegava fogo. As pessoas gritavam e corriam desesperadas para se salvarem, chegando até a pisotear outras pessoas; nos prédios, ou ficavam presas ou se jogavam pelas janelas. Era a visão do inferno, tudo estava sendo consumido pelo fogo. O céu vermelho e a lua negra davam o contraste de algo apocalíptico.

Eu avancei, vasculhando os escombros ao meu redor, procurando algo. Precisava achar... aquilo.

– Makoto! Makoto! – uma voz feminina gritou sobre os escombros.

Olhei para trás, avistando uma garota de cabelos brancos ao longe, correndo desesperadamente em minha direção, desviando das pessoas e de outros obstáculos com certa dificuldade até que ela tropeçou e caiu de cara no chão. Tentei ir em direção a ela para ajudá-la, porém meu corpo estava totalmente paralisado.

–Makoto! Rápido! – ela continuava a gritar, tentando se levantar sem sucesso. Ela chorava sem parar. Eu não conseguia responder, minha língua não se movia.

Um menino de cabelos brancos, que aparentava ter oito anos, mais ou menos, simplesmente surgiu ao lado dela. Uma espécie de aura estranha, o envolvia e dava a impressão tudo a sua volta se distorcia. Era algo sobrenatural.

Com um sorriso sádico no rosto, ele segurou o braço delicado da garota.

– É o fim. – Ele sussurrou.

Ela então voltou a me chamar...

– Aoyama-san! – Gritou a professora batendo a régua na mesa.

– Hã? Quê? – perguntei atordoado pelo susto. Eu estava em plena aula, todos da sala me olhavam com reprovação.

– Você dormiu de novo Makoto-kun... – sussurrou Kaori, minha parceira de mesa. — Eu te chamei, mas você não respondia...

– Foi tudo um sonho... – Eu esfreguei o rosto enquanto colocava meus pensamentos em ordem.

– Se dormir na aula novamente estará de suspensão! – Disse a senhora Tanaka, minha professora de japonês. Sua linda voz de taquara rachada irritava meus ouvidos. – Entendeu, Aoyama-san?

– S-Sim, sensei! Eu sinto muito! – abaixei a cabeça. – Prometo que isto com certeza não irá se repetir.

– É o que eu espero! — disse ela, num tom autoritário — Você é um bom aluno, aplique-se e passará de ano com notas espetaculares.

– O-Obrigado, sensei! Com certeza seguirei seu conselho!

– Muito bem! – Disse ela voltando para perto do telão.

Assim que a professora voltou a dar sua aula, senti Kaori cutucando meu ombro.

– Desculpe Makoto-kun... – sussurrou. – Eu juro que tentei te acordar.

– Tudo bem... – Respondi. — A culpa é minha. Faz um tempo que não durmo direito durante a noite.

– São aqueles games, né? – Perguntou ela indignada.

– S-Sim! – Levei a mão à cabeça constrangido. – Mas vale a pena! Aqueles games são tão legais que...

– Silêncio! – Falou Tanaka-sensei olhando-nos. – Chega de conversa! Voltem aos deveres!

Enfiamos nossas caras nos computadores e voltamos a fazer os deveres.

...

Makoto Aoyama. Esse é o meu nome. Makoto significa sinceridade, honestidade, verdade, integridade. Aoyama significa montanha azul. Eu acho meu nome realmente bonito, Montanha azul da verdade, soa até algo místico.

Antigamente eu morava em Okinawa. Mas já faz mais de um ano que me mudei para uma bairro de classe média em Tóquio, que é uma cidade muito mais divertida. Quase todos os dias, vou ao Game Center, para jogar com meus amigos. Lá você pode jogar jogos de última geração por um bom preço.

– Droga! – Falei decepcionado enquanto um "Game Over" piscava em vermelho no meu lado da tela. – Perdi de novo!

– Você nunca vai vencer o grande rei dos games, o invencível Naota Furukawa!!! – Naota, meu melhor amigo, ria euforicamente.

– Ei! – dei uma cotovelada em seu braço.- Pare de falar alto assim. Estão olhando pra gente.

Naota olhou para trás, percebendo que várias pessoas nos encaravam silenciosamente. Ele se voltou para frente com o rosto vermelho, rindo envergonhado.

– F-Foi mal! Me exaltei um pouco, né?

– Sim... só um pouquinho. – disse, um tom de sarcasmo em minha voz. – Não fale tão alto. Chama muito a atenção.

– D-Desculpe. – Ele sussurrou. — Mas e aí? Tá a fim de perder de novo?

Olhei para o relógio do meu celular; tinha que checar as horas como sempre fazia a cada três partidas, para não perder a hora. Meus olhos se arregalaram com o 18:35 marcado na pequena tela.

– Que foi cara? — perguntou Naota olhando para o meu celular. — Putz...

– Preciso ir para casa! – Dissemos ao mesmo tempo. Olhamos um para o outro e rimos como dois idiotas.

– Ah, foram duas horas bem gastas... Agora eu tenho que rastejar por aqueles oito quilômetros pra chegar em casa... — Lamentou

– Mas e os Shinkansens*? Quando você perceber já vai ter chegado! — Naota apontou para os bolsos vazios em resposta — Ah... Não quer ir jantar na minha casa? Tenho certeza que minha mãe não irá se incomodar.

– Sério? Posso mesmo?! – Animou-se.

– Claro! Quando chegar na minha casa ligamos para seus pais, tenho certeza que não haverá problemas.

– Então vamos! – Ele bateu em minhas costas. – Para a casa do Makoto-kun!

– Ei! Não me chame assim gritando! – Falei envergonhado.


Nós dois então fomos em direção ao meu apartamento, andando pelas imensas ruas de Tóquio. O prédio do meu apartamento era bem próximo, em torno de 400 metros, ficava na esquina de um quarteirão e tinha cerca de 25 andares. Fora construído por um americano que não sabia nada do Japão, por isso possui o andar 4*, que por coincidência é onde eu moro.


– Oi, Makoto-san! E... Naota- san, né? — Cumprimentou o porteiro, Sakamoto-san.

– Sim! Isso mesmo! — Falou Naota.

Nos curvamos levemente e seguimos pelo saguão para tomarmos o elevador. Com alguns segundos de espera e aquela balançada final do elevador — que Naota morre de medo — , rapidamente chegamos ao 4º andar.

– Tadaima*! – falei abrindo a porta.

No instante seguinte, minha mãe, Maya, surgiu da cozinha e veio até nós, limpando as mãos no avental que usava. O apartamento estava tomado pelo cheiro de sukiyaki, uma das minhas comidas favoritas.

– Olá, filho! – ela sorriu para meu amigo – Naota, há quanto tempo! Você cresceu muito! Entre, entre!

– Olá, Senhora Aoyama... – Naota corou.

Entrei logo depois de Naota, fechando a porta atrás de mim, enquanto minha mãe fazia as perguntas padrões para qualquer visita:

– Como estão todos da sua família? A Keika está bem?

– Sim, minha mãe está ótima!

– Que bom! — minha mãe foi até o armário da cozinha, pegando pratos e talheres

– Ele pode jantar aqui hoje, mãe? – perguntei

– Claro! Seu pai está de viagem e vai sobrar um lugar. — respondeu enquanto organizava tudo sobre a mesa

– Valeu mãe! – Fui em direção a porta do meu quarto. – Nós vamos jogar um pouco.

– Vai ficar pronto em 10 minutos! – Alertou ela, voltando ao fogão.

– Tá! – Entrei em meu quarto, sendo seguido por Naota.

Meu quarto não era nada tão gigantesco, mas era confortável. E surpreendentemente arrumado, algo muito incomum para garotos.

– Nossa! Sua coleção de mangás está enorme! — Exclamou Naota, apontando para uma prateleira, cheia de mangás, preservados carinhosamente. A prateleira de games também era cheia, mas não tanto como a de mangás, já que eu tinha o Game Center para visitar.

– Sim! — ri. – Da última vez que você veio não tinha tantos, faz alguns meses que você não vem, né?

– É! Uns 3 meses. – Ele se admirava com os mangás. – Você deve ter uns 500?!

– Na verdade são 542! – Respondi, me gabando um pouco

Fiz menção de ligar meu Playstation 5*, para continuarmos com a jogatina, mas Naota me deteve, curioso com a pasta preta que tinha em mãos, provavelmente achada entre meus mangás.

– Que pasta é essa? – Indagou.

– É minha pasta de desenhos.

– Uou! Posso dar uma olhada?! – perguntou, já abrindo a pasta e olhando tudo. Curioso.

– Fazer o que... Mas lembre-se que eu não desenho tão bem! – Falei constrangido.

– Besteira! Você desenha muito bem! – Ele parou em uma página. – Quem é essa?

– Hm? — tomei a pasta de suas mãos, logo reconhecendo o desenho — Ah. É a garota que vejo nos meus "sonhos"...

O desenho mostrava uma garota de cabelos brancos andando em um campo de flores azuis, enquanto olhava para o céu vermelho como se esperasse algo. Apesar de ser feito as pressas, era cheio de detalhes; eu sempre tenho uma lembrança nítida de meus sonhos com ela.

– Ela é bem bonita... – observou Naota.

– Continue, veja os próximos.

Ele então virou a pagina. A cena seguinte era de um garoto de cabelos brancos sentado em um trono. O garoto tinha um sorriso maléfico em seu rosto, e crânios sob seus pés.

– Esse desenho me dá arrepios... – murmurou Naota, fingindo tremer.

– Sim... esse garoto nunca faz coisas boas em meus “sonhos”. Ele é traiçoeiro e sempre sorri em meio ao caos... — e infelizmente suas aparições são bem nítidas em minha memória também.

– Você sempre vê coisas assim? ...

– Pelo menos uma vez por semana eu sonho com algo assim... já faz quase um ano...

Naota virou a página.

– Nossa, esse também... – Naota olhou os traços.

– Esse desenho... foi um dos primeiros que eu fiz...

A cena mostrava o garoto de cabelos brancos dando a mão a uma pessoa sem rosto, enquanto os dois andavam em meio a um cemitério destruído.

– Por que essa pessoa não tem rosto? – Perguntou Naota.

– Simplesmente porque eu não via o rosto da pessoa. O rosto era bloqueado, borrado, como se...

“TOC TOC”

– O jantar está pronto! Venham! – Exclamou minha mãe.

– Estamos indo! – Avisei enquanto recolhia os desenhos e os colocava na pasta.

– Isso é bem estranho... – Falou Naota.

– Não é nada! – Guardei a pasta em seu devido lugar. – Vamos logo, eu amo sukiyaki!

Naota concordou animadamente e então fomos para a cozinha comer.


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Longe dali, em algum lugar de Okinawa, em cima de um velho Jinja*:


– Maldito Daimon! – Exclamou a voz feminina. – Aquele oni me bloqueou, não posso fazer nada por enquanto!

A garota de cabelos brancos olhava para o céu.

– Preciso tomar providências rápidas, senão o mundo estará perdido! – pulou para o chão.

– Alguém me ajude! Fukurokuju*, onde está tu quando preciso?! – clamou desesperada.

Notas finais
Notas:
Shinkansen* : Trem-bala. Muito usado no Japão.

4* : Quatro em japonês é pronunciado "shi", o que incomoda muitos porque "shi" em japonês também significa morte. Devido a isso muitos prédios não tem o numero 4, e muitos evitam falar o número.

Tadaima*: Cheguei! Estou de volta!

Sukiyaki*: É um cozido japones que leva várias coisas.

Playstaion 5* : Tenha dó né gente, eles tão em 2019, eu não sei que video-game será a sensação do momento. Por isso coloquei PS5, ok ^^'.

Jinja(ou Jinjya)* : Templo xintoísta.

Fukurokuju *: Um dos sete deuses da sorte no xintoísmo. Deus da sabedoria.

Então gente, mals pela demora. Mas é que eu (Jonas) e a Vanessa estamos sem tempo. Sabe, escolas técnicas só fodem com as pessoas @_@. Mas vamos postar na medida do possivel, ok? ^^

até mais o/