E se tudo fosse diferente?
6 Reencontro
Notas iniciais
A primeira vista Skagos parecia realmente não ter nada de mais. As cabanas pareciam com as cabanas selvagens que eram encontradas pra lá da Muralha. O povo também aparentava ter o mesmo jeito de agir dos selvagens que Jon conheceu. Mas isso era apenas a primeira vista, pois depois de três dias no local Jon reparou que tanto o local como o povo pareciam guardar segredos.
Durante o dia tudo parecia normal, ou tão normal quanto uma vila selvagem poderia ser, mas durante a noite tudo mudava. Jon ouvia cantos estranhos e outras coisas anormais. Ele queria ir lá ver, mas Ygritte não deixava. Dizia para ele ficar dentro da cabana com ela.
–Aqui dentro tem coisas mais interessantes para se fazer. – falava a mulher tirando as roupas e deixando os seios a mostra para a alegria dele. Jon não pensava duas vezes e logo começava a passar as mãos pelo belo corpo de sua amada. Logo perdia o interesse em ver o que tinha do lado de fora. Mas pela manhã, quando acordava ao lado dela, as perguntas sobre o que havia ocorrido do lado de fora voltavam a sua mente.
Quando se questionava sobre o que ocorria durante as noite Jon conseguia somente se lembrar das lendas que contavam sobre Skagos. Ficava se perguntando se eram realmente apenas lendas ou se havia um pouco de verdade nelas. Ficou com medo de os selvagens realmente comerem gente e ficou com mais medo ainda de um dia ele vim a ser uma das refeições.
Depois de uma semana, quando sua perna estava completamente curada, Jon resolveu conhecer o resto da ilha. Conhecer as vilas que ficavam do outro lado da ilha. Ele sentia que se sentiria melhor ao fazer isso. Talvez se sentisse mais a vontade naquele local estranho e assustador.
Fantasma ia seu lado. Ygritte segurava em seu braço e o acompanhava. Quanto mais eles entravam na ilha mais viam que a ilha era habitada por vários grupos de selvagens que apesar das diferenças pareciam viver bem. As habitações mudavam durante o caminho.
Durante o percurso alguns selvagens olhavam estranho para Jon, talvez por causa de suas roupas pretas ou por causa de seu lobo. Mas nada disso o surpreendeu. O que realmente o surpreendeu foi o momento em que um outro lobo gigante saltou sobre ele e o derrubou. Depois de se recuperar da queda ele reparou que conhecia o lobo e também o pequeno menino que corria em sua direção.
–Rickon... – falou ele emocionado e abraçando seu irmãozinho – Pensei que tinha perdido você. Senti sua falta.
–Também senti sua falta.- falou Rickon o abraçando e depois continuou com sua voz inocente de criança– O Bran,o Robb e as meninas vieram com você?
–Não... –falou Jon com pesar na voz. Por momentos ele teve a mesma esperança. De que por algum milagre Bran e quem sabe Arya e Sansa estivessem com Rickon. Ele sabia que Robb não estaria, pois sabia que seu irmão estava morto.
Ao falar que os irmãos não estavam com ele Jon viu o semblante de Rickon ficar triste e pensou que seu irmãozinho fosse chorar e por isso tentou quebrar o silêncio falando do quanto sentiu falta dele e do quanto ele estava grande.Mas o menino parecia não ouvir e apontou para Ygritte e perguntou:
–Quem é ela?
–Ela é minha... – falou Jon tentando achar as palavras certas. Ygritte significava tanto para ele que ele não conseguia a definir com palavras.
–Eu sou a mulher dele.- falou Ygritte o interrompendo
–Isso mesmo, ela é minha mulher.- falou Jon a abraçando e a puxando para mais perto.
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