E se Eu Te Deixar Ir?
4 Capítulo 3- Zubo (parte 1 de 2)
Notas iniciais
A Olho Azul Production:
E Se Eu te Deixar Ir?
Notas Iniciais:
Prevejo um pouco de Lime para algum capítulo próximo, mas por enquanto este aqui é livre, hehe. E aviso que Rayearth não é meu anime, manga ou Ova. Que eu faço esta fic em busca de fama, sucesso, glória, reconhecimento e em outras palavras, não estou aqui para ganhar dinheiro e sim para ganhar e-mails!!! Zubo, Liana Zenks e cia são de minha propriedade e alinha temporal pode ser meio confusa aqui... Gomen ne, foi pelo bem do enredo. Agora leiam a fic(se não lerem, serão suicidados, acreditem, sou a autora e tenho estes poderes)
Capítulo 3- Zubo
-Clef...-Lantis lhe chamou, bem baixo. O mago não queria falar, fechou os olhos e fingiu dormir. Seu corpo talvez estivesse recuperado da estafa, mas sua mente e seu coração, não.-Sei que está acordado...-agora ele abria os seus enormes olhos azuis e encarava o discípulo, sempre tinha sido muito esperto.
Lantis nunca fora um garoto fácil de se adivinhar os pensamentos; sempre imprevisível, mas de certa forma, de uma personalidade muito simples. Sua imprevisibilidade surgia de sua espontaneidade, sempre com uma pitada de ingenuidade. Clef logo se viu incapacitado de prever a finalidade do garoto.
-Fale, Lantis...-disse ele, num tom cansado.
-Fala o senhor comigo, mestre.-sim, e dominando tudo acima citado, sua genialidade. Lantis era muitíssimo esperto, sempre sabia de tudo numa só olhada. Porém por vezes ele optava ignorar.
-Falar sobre o quê?
-Quero saber sobre um feiticeiro...-Clef já sabia o que seu aluno queria, não era muito difícil, por menos que lhe tenha contado de sua vida e pensamentos, Lantis o conhecia. Talvez não por detalhes, mas sabia distinguir as emoções conflitantes na cabeça de seu pai e mentor. Aquele tom de menino sempre foi uma espécie de farsa, assim pensava Clef.
-Que feiticeiro?- perguntou o mago, se fazendo de inocente, entrando no jogo dele. Logo, atrás dele, Clef notou uma presença que até agora ignorara por completo.-Lucy... O que fazem os dois aqui?-sua postura se alterara, assim notou a guerreira mágica, agora tinha certeza que Clef era um homem muito diferente para Lantis. Até agora usava um tom de um pai ao filho que de repente transformou-se em autoritário, como o mago e guru que ela conhecia.
-Eu já disse, mestre. Queremos saber sobre um feiticeiro.-Lantis continuava com o tom ingênuo.
-Lucy... Sente-se.-falou Clef, criando uma cadeira de magia, ao lado de Lantis; não ignorando o rubor em sua face ao sentar-se ao lado do rapaz.
-Clef, não me ignore.-agora Lantis mostrava a sua verdadeira face, aquilo era um fato raro, que Clef quase nunca presenciava, a menos quando ele estava com o irmão. Algo veio a sua mente, um brilho estava no olhar de seu pupilo, um brilho diferente... Melhor, um rubor se fazia ver em suas bochechas, quase desapercebido ali ele estava, então “o” fato tinha acontecido... Lantis estava apaixonado por Lucy... Esta era a explicação, mas o brilho... No olhar... Não era para Lucy, Clef já o tinha visto, há muito tempo, quando Lantis falava com seu irmão. O mago nunca conseguiu ouvir a conversa, mas agora que revê este brilho, só pode concluir que Lantis tenha tentado convencer seu irmão a esquecer Esmeraldo, ou coisa assim. Pois, agora, tentava ajudar seu mestre a superar o passado.
Clef acordou de seus pensamentos notando ser encarado por Lantis e Lucy. Devia ter ficado daquele jeito por um bom tempo...
-Qual é o nome dele?-novamente ele adquiria a postura de pai, notou que Lucy já devia saber de tudo.
-Zubo, você sabe.-falou Lantis, meio seco.
-Zubo... Eu o conheci... Faz tempo... Para falar de Zubo tenho que falar de Zenks...
-Temos tempo...
-Em geral... Zubo era um feiticeiro muito nobre sempre grudado com seu irmão. Ele era o irmão mais velho, na verdade, mas parecia o mais novo, era bem mais retraído, Zenks sempre sabia mais da vida, mas em matéria de habilidades... Eram praticamente iguais.
-Mestre, fale de Zubo.
-Não tenho muito... Ele era um idealista, um sonhador. Por incrível que pareça, Zenks já era bem idealista. Voltando ao Zubo, o conheci faz tempo. Bem jovem ainda, ambos. Eles vieram para substituírem o vago que havia no número de bons feiticeiros. Zenks treinaria e Zubo serviria de diplomata, trabalhando muito com a Comandante da Guarda, tarefa que eu antes cumpria, mas o treinamento com a Princesa Esmeralda já me tomava demais o tempo. Na época eu era o Feiticeiro Chefe, mas logo que a Princesa começou a assumir sua posição ela me evolui a seu Conselheiro e o antigo Conselheiro também era o Guru, mas já estava cansado, então passou apenas a auxiliar. Na época-
-Clef... Eu pedi Zubo.
-Bom... Quando me tornei Conselheiro ele se tornou o Feiticeiro Principal. Foi um ótimo Feiticeiro e um grande amigo, não tenho muito mais a dizer se não quer detalhes, Lantis...-havia detalhes lógicos que ele optou por não mencionar, mas tinha dito boa parte. Lantis... Devia estar se machucando com aquilo, mas queria ajudar, Clef entendia.
-Está certo... Qual era mesmo o nome da Comandante da Guarda, Clef?-aí estava o truque dele... Mesmo com a falta de interesse nestas pessoas de Lantis, é óbvio que ele sabia esta.
-Liana...-Clef se entregou. A hesitação, a tristeza e a saudade em sua voz... Aí seu erro.
-Era só isso! Obrigado-ele deu um sorriso moleque para seu mestre e saiu. Lucy o acompanhava, mas Clef fez com que ela esperasse.
-O que quer?-perguntou a garota, assustada.
-O que Lantis lhe contou?
-Não muito...
-Sei... Notei que ele pulou muita coisa... Lucy, o que quer que tenha feito ao Lantis, continue fazendo.
-Como!?-a este ponto um rubor bem vermelho queimava-lh o rosto.
-Ele está feliz e é o garoto que devia ser. Faz tempo que não vejo esta vida em suas ações...
-Está certo... Cef, a Marine quer lhe falar, tenho que ir.
-Marine? Certo... Até Lucy.
-Se quiser falar dela comigo... Prometo que não conto ao Lantis.
-Farei questão de me lembrar disso.-Clef lhe deu um sorriso e parecia se preparar para enfrentar Marine, Lucy sorriu com o pensamento e se foi.
*-*-*-*-*-*-*-*-*
Passado
Zenks era um jovem que gostava de viver a vida ao máximo isso incluía mulheres, muitas mulheres! Daí sua fama de galanteador. Mas ele também era um jovem simpático. De início talvez, seu comportamento tenha sido muito comparado com o de Kei, mas logo ele notou a diferença.
Alto de cabelos negros e lisos e feição meio infantil, Zenks era o terror para as mulheres. Não era convencido quanto aparentava ou agia, no fundo era um homem simples e de pequenas ambições. A principal era viver.
Clef os estava esperando para o seu primeiro dia de trabalho em sua sala. Não era uma sala grande, mas também não era pequena, muito bonita e espaçosa, no fundo era enfeitada com uma cadeira muito simples, destinada a Clef, seu proprietário. Ao canto se encontrava uma mesa farta, o café-da-manhã!!! Zenks logo esqueceu da briga que acabara de ter com o irmão sobre dormir demais e se atrasar para o primeiro dia e não via a hora de atacar. Teria pulado em cima dela se não a tivesse visto.
Uma garota.
Assim a considerou. Era uma garota, uma garota linda! Estava altiva ao lado de Clef, com uniforme de soldado. Então esta era a famosa Liana. Já a vira em umas festas e falaram com ela em poucas ocasiões, na primeira sua corte foi feita desastrosamente e o resto foi por pura gentileza, ele sabia que não tinha chances com aquela deusa.
Ouviu logo depois que foi apresentado, e levou um fora, que ela era de ferro, dizia que não se apaixonaria, nunca! Zenks sabia que aquilo era pura meninice, que um dia o amor viria, mas também que não seria ele quem o traria. Mas ele daria tudo para ter esta preciosidade a sua frente, até a sua liberdade. Então como um cavalheiro ele a cumprimentou, beijando sua mão, sendo seguido por seu irmão, que ainda não a conhecia e estava estático de admiração. Um efeito que ela era famosa por causar. Mal seu irmão retornou a sua postura e Zenks a olhou nos olhos ela foi clara:
-Estão atrasados.
-A viagem nos can- tentou seu irmão, ocultando o verdadeiro motivo.
-Não quero explicações!-ela também era rígida e o olhava nos olhos. Zenks sabia que aquilo era orgulho ferido, não sabia porque, mas seu irmão estava em encrenca.
-Vamos, Lia! Pegue leve com eles! Nem conhecem o palácio direito.-falou Clef.
-Essa não era a desculpa que seria dada.
-Lia! Você não precisa ser assim... Vamos ao nosso café e conversaremos durante.
Ah! Comida! E estava muito gostosa... Estavam saindo para um tour pelo castelo quando Liana o puxou pelo pulso.
-Nós ficamos, por enquanto.
-O que quer, senhorita?
-Desistam!
-Como!?
-Não quero que um pervertido qualquer me acompanhe nestas viagens importantes... Quero que desistam.
-Mas quem te acompanhará será o meu irmão...
-Vocês são iguais, segundo ouvi e as aparências mo confirmam.
-Apenas dê uma chance a ele.
-Sou boazinha e a darei.
-Certo. Ele aceitará um desafio para provar que é um feiticeiro sério e se o ganhar você viaja com ele, se não... Eu o farei desistir e nós dois vamos embora.
-Na espada. Não sou feiticeira.
-Certo, ele também é bom nisso, se arrependerá, senhorita Liana.
-Sou a Comandante da Guarda.
-Certo, Comandante, o desafio será hoje ao pôr-do-sol.
-Então que ele esteja atrás do monte atrás do palácio, lá ninguém saberá de nada.
-Sei onde é. Vamos, agora?
-Vamos.
“Que mulher! Zubo... Que desculpa inventarei pra você participar?” -pensava Zenks, enquanto os dois tentavam alcançar Clef e seu irmão.
*-*-*-*-*
-Saber minhas habilidades?-perguntava Zubo mais tarde.
-Sim, é um costume de Zefir.-inventava Zenks, para justificar o desafio.-Se você vencer, ela te respeitará, se não, ela se recusará a viajar com alguém que não respeita.-era meia verdade...
-Eu não sei...
-Vamos, Zubo! São os costumes!
-Eu conheço um pouco dos costumes de minha própria terra, Zenks! Saberia de um assim.
-Bem, mas pelo o jeito você acaba de descobrir. Zubo, desconfia de teu irmãozinho?
-Claro! Já me aprontou muitas...
-Poupe-me da vergonha de ter enganado meu irmão, por boas causas, lógico.
-Você precisa crescer, Zenks, mentir é coisa infantil.
-Zenks... É só o costume. E ela é linda! Não vai querer ofendê-la, vai?
-Está bem... Ela de fato é muito bonita...
-Gosta dela? Eu te ajudo a conseguí-la.
-Não preciso de ajuda. Mas por que ela pareceu nos odiar tanto? Você não a conhecia, né?
-Não, nunca tinha visto tamanha beleza inolvidável!
-Certo, devo concordar... Gosto dela, acho.-e Zubo não mentia. Ele só não sabia que por causa disso ele tinha assinado o contrato com a morte.
*-*-*-*-*-*-*-*
Pôr-do-Sol
“Não gosto disso... Aquele Zenks pode ter me enganado.” -pensava Liana, olhando o sol tocar a terra. “Ele é conhecido por ser garanhão... Mas comigo ele não pode! Nem este irmão dele... Zubo. Mas por que só ao pronunciar seu nome, sinto como se espadas, milhões delas, ferissem meu coração.”
-Liana!-uma voz grossa a chamou. Era Zenks e ao lado dele estava Zubo, numa pose um tanto resignada, algo estava tremendamente errado.
-Estou aqui e para variar... Estão atrasados!
-Este é um combate suicida Liana, meu irmão te vencerá!
-Eu domino a arte da espada, o quê o faz pensar assim?
-Nosso pai também, ele nos ensinou tudo o que sabia. Largue esta idéia, rompa suas idéias, esqueça!-dizia Zenks, algo definitivamente estava errado.
-E por que o senhor Zubo não fala? Ele é mudo? Pois bem, deixe-nos, senhor Zenks. O combate será apenas entre nós.-a expressão de espanto nos dois já foi o prazer maior que seria o da vitória.
-Eu fico com ele.
-Quero ter garantias de que não intervirá.
-Não confia em mim, senhorita?
-Quer que eu seja sincera?
-Vá, Zenks... Eu cuido disto.-Zubo lhe lançou um olhar e Zekns sabia agora que ele estava enfeitiçado, não por um feitiço qualquer, mas por aquele que não tinha cura: o amor. Estava cego pela loucura, também. A mulher era boa com a espada, seu irmão nunca a venceria e só Zenks sabia o quanto aquele emprego era importante para seu irmão mais velho.
-Mas, Zubo...
-Você não faria diferença alguma. Vá! Eu estou mandando...-Zenks baixou a cabeça e como um bom irmão, obedeceu a ele. E se foi. Nem poderia espiar, Zubo saberia.
-Agora somos só nós dois...-ainda ouviu Liana dizer.
-É... Acho que de fato estamos sozinhos...-disse Zubo, olhando ao seu redor, se deparando com uma floresta sombria.-Esta não seria a Floresta do Silêncio, seria?
-Não trema, pois não é. Esta é pior em matéria de monstros.-ela ainda pode ver o quanto à pele dele conseguia ficar branca. Seria uma espécie de recorde, ou coisa assim. Liana permitiu-se uma risada de prazer.-Você é um medroso! Devia ter mais medo de mim, que tenho clara intenção de te ferir.
-Não... Você tem um cérebro que funciona...-Zubo esperava que assim fosse.
-Que bom que pense assim, pois hoje estou aqui para defender a minha honra!!! Prepare-se, feiticeiro!-Liana desembainhou a espada e o duelo estava declarado iniciado. Zubo seguindo seu movimento descansou a espada em posição de defesa.
-Sou bom, senhorita... E acho que poderíamos evitar esta tradição patética.-Liana avançou até ele, sendo segurada a custo, uma espada, agora, media forças com a outra.
-Tradição? Isto não é uma tradição.
-Como!?-no momento de distração Zubo é derrubado e per de a espada.
-É um distraído. A arte da espada não admite tal erro e isto o torna um péssimo espadachim!-ela pegou a espada do jovem, ainda caído no chão.-Por que não se levanta? Não deve ter doído tanto, apenas quebrei a sua postura... Mas... Você perdeu!
-Não nego, melhor, eu admito. Mas primeiro conte esta história de não ser tradição... Meu irmão me disse que era um costume tal desafio.-a garota de cabelos negros o olhou assustada e de repente a realização tomou conta do olhar, deitou a espada de Zubo na grama e lhe estendeu a mão.
-Levanta! Foi enganado por ele...-Zubo aceitou a mão e ao tocá-la sentiu uma onda enorme de calor e choque por todo o seu corpo. Aquela exímia espadachim tinha a mão feita de ceda, sem um calo sequer. Mas logo as palavras lhe chegaram ao cérebro e pôde entender a superproteção por conta de Zenks.
-Entendo, não é a primeira vez. Afinal, do que se tratava esta luta?-agora estava olho no olho, Liana admirou a postura e o sorriso do rapaz e finalmente observou seus lindos olhos azuis, da cor do gelo, mas que ardia como uma fogueira no seu ápice.
-Esqueça... Acho que vocês só se parecem na casca. Agora ela não teria mais um motivo, mesmo. Seja bem-vindo a Zefir, Feiticeiro Zubo. Aqui é a terra onde a força de vontade mais forte é a que impera.
-Obrigado... Mas não vou deixar o pestinha escapar desta. Não se preocupe.
-Fico mais aliviada. Até mais.-e lhe deu um beijo no rosto, em reconhecimento da amizade. Zubo não perdeu a chance e segurando-a pelo queixo deu-lhe um leve estalo nos lábios, macios como seda. Sabia que se fosse possível, aqueles lábios seriam um tecido ainda melhor que a seda.
-Até mais, Liana.-e antes que ela recuperasse o domínio sobre seu corpo e lhe desse um tapa, ele usou uma magia de tele transporte, para o alto da montanha perto do palácio.
Liana lá ficou e ao recuperar a ação levou dois dedos de uma de suas mão ao seu lábio, tocar no ponto onde ocorreu o seu primeiro beijo. Uma lágrima rolou por seu rosto. Era seu coração que chorada a ferida que acabara de levar no seu orgulho. E sons antigos de sua própria voz ecoavam por sua mente:
“Eu? Apaixonada? Nunca! Choverá em Zefir antes disso!”
“Para mim, o amor não se passa de uma espada de dois gumes, ela também só serve para te ferir.”
“O beijo é a coisa mais idiota do mundo, não vejo a graça em duas pessoas se tocarem pelos lábios e línguas, só para depois ficarem sem ar e exaustos. E chamam isto de romântico!”
“Bem, só sei que isto prova o quanto o amor é algo idiota, você vê o sofrimento que este poema traz?”
E mais lágrimas agora faziam companhia àquela primeira. Liana não agüentou e a espadachim melhor de Zefir, agora tinha a sua postura quebrada.
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