E se ... ?

2 Não acredito


Notas iniciais
Sera que tem alguém realmente lendo?

Chegando em casa, eu fui direto dormir, dizer que estudar de manhã é um saco é um eufemismo. Minha mãe não estava em casa, e nem meu pai, otimo, menos barulho. Depois de dormir durante algum tempo, eu acordei morrendo de fome. Comi, e fui mexer no computador, eu escutei um barulho de carro, achando que era meus pais, levantei e fui até a janela. Escutei alguns latidos, o que era estranho, visto que nem um dos nossos vizinhos tinham cachorros, até que vi, o lindo cachorrinho no colo do meu pai. Eu sai correndo e parei somente quando estava na frente do meu pai, e falei :

– Que cachorro mais fofo — Eu peguei ele no colo, era um pitbull de olhos azuis simplesmente lindo.

– é seu — disse o meu pai com um sorriso. Minha mãe não era particularmente fã de cachorros então olhei pra ela com uma sobrancelha arqueada.

– Você deixou o papai comprar um cachorro ? — Eu perguntei um pouco surpresa.

– Não, nós não compramos o cachorro — Eu ja fiquei triste, claro que eles não tinham comprado. Antes que eu pudesse falar alguma coisa minha mãe adicionou — Foi o Gui que te deu, sabe como ele apaixonado por cachorros, então quando a cachorrinha ganhou os filhotinhos, ele pensou em você. — Eu comecei a gritar, feliz da vida, ele era realmente meu. Eu abracei rapidamente o meu pai e depois a minha mãe e fui em direção ao meu quarto com o meu novo companheiro quando a minha mãe me parou dizendo :

– Eu acho que ele deveria dar uma volta. — Ela provavelmente tinha razão, ele tinha uma pequena coleira preta, mas não tinha trela. Peguei um pouco de dinheiro e fui em petshop que tinha perto de casa, afinal meu cachorro também precisava de comida. Depois, levei ele ao parque que tinha perto de casa, estava pensando em um nome, mas nada parecia combinar com ele, tentei de tudo, pensei até em dar um nome em francês, algo bonitinho, mas não combinava. Duas horas depois quando estava voltando pra casa, o nome veio enquanto eu escutava Thunderstruck do AC/CD. Angus.

Quando cheguei em casa, minha mãe ja tinha feito comida, e ja tinha me ligado umas trinta vezes para mim ir embora de uma vez. Chegando eu casa, eu comi e fui para o meu quarto, com Angus logo atras. Fiquei até de madrugada conversando por mensagens, tinha dormido demais durante a tarde então não estava com sono.

Meu despertador enfim soou, 6h30, me arrumei rapidamente e fui para o colégio. Chegando la, Evelyn, a garota das perguntas infinitas, veio logo falar comigo, ela era legal, a gente não curtia as mesmas bandas mas dava pra conversar. Um pouco antes do sinal tocar, Jason veio falar comigo :

– Hey, que horas você vem? — Ele perguntou sorrindo.

– Não sei, visto que o projeto é pra sexta, e hoje é quarta, quanto mais cedo começarmos melhor — Eu respondi com um encolher de ombros.

– é verdade, vamos direto pra minha casa depois do colégio. — Ele disse. Por mim, estava tudo bem então apenas balacei a cabeça. O sinal bateu e foram as 5 horas mais longas da minha vida.

Assim que sai do colégio, enviei uma mensagem para minha mãe, explicando aonde eu estaria e o que eu estaria fazendo, só deixei de fora o "com quem"... Jason estava me esperando, conversando com alguns amigos, ele se despediu assim que cheguei perto.

– Vamos — O garoto não parava de sorrir, sempre feliz, pessoa estranha.

– Yeah — Estava um silencio desconfortavel, então decidi falar sobre o trabalho. — Então eu sei sobre qual batalha segundaria nós podemos falar.-

– Qual? — Ele perguntou com uma curiosidade sincera.

– Batalha De Verdun de 1916, que aconteceu na França. — Eu tinha aprendido sobre essa batalha no colégio então eu ja sabia mais ou menos o que dizer. Eu expliquei para ele o que aconteceu, como aconteceu e por que ainda é uma das batalhas mais marcadas da historia francesa.

– Caramba, essa batalha parece interessante, e você ja sabe bastante coisa, vai ser facil — Ele disse todo animado. Eu estava ficando animada sobre esse projeto também, mesmo não gostando muito de historia, muitas datas.

Minutos depois chegamos na frente da casa dele, eu conhecia aquele lugar, ele morava na frente do parque em que eu levei o Angus ontem. Quando entramos, a casa parecia estar vazia, mas alguns segundos depois eu escutei um : — Merda ! -

Jason começou a rir quando a mãe dele saiu da cozinha com um pouco de farinha no rosto, eu sorri, ela estava realmente um pouco engraçada. Mas, eu tinha um pouco de educação, então falei antes de começar a rir :

– Ola, eu sou Annie. — Eu sorri.

– Annie, sim, o Jason falou que você ia vir, pode me chamar de Maria — Ela disse tirando a farinha do rosto. Ela parecia realmente agradavel e gentil. Ela voltou para a cozinha e disse sobre seu ombro :

– Vou deixar os dois trabalharem, qualquer coisa, estarei na cozinha. -

Antes de qualquer coisa o Jason disse que ia buscar o computador dele, ele voltou alguns segundos depois. Então começamos as procuras, trabalhamos durante algumas horas, até que eu olhei o relogio, ja eram quase 20h, minha mãe ia me mata. Mas, por que ela não tinha me ligado antes? Ah, sim, merda, eu tinha deixado o celular em silencioso, ela vai me matar. Rapidamente peguei o celular e sim tinha umas 20 ligações perdidas, então liguei para ela. Ela atendeu e antes que ela pudesse falar eu disse :

– Sim, eu sei, desculpa, eu não vi as ligações perdidas, ja estou indo embora.-

– Otimo, teremos uma conversa quando você chegar em casa- Ela disse com uma voz um pouco assustadora.

Jason escutou a mãe dele chama-lo, enquanto eu arrumava minhas coisas, ele foi ver o que ela queria. Depois de arrumar tudo, eu estava quase indo dar tchau quando eu vi alguém e tudo pareceu congelar.

Eu não podia acreditar, ele não podia estar aqui, vamos la quais eram as chances? Ele não morava aqui, ele morava em outra cidade, muito, muito longe PORRA. Espera, talvez eu estivesse confundindo ele com outra pessoa, até por que não podia ser ele. Mas ele parecia estar me olhando exatamente como eu estava olhando para ele, ele sabia quem eu era. Ele estava ainda mais bonito do que eu vi nas fotos, cabelo preto, olhos escuros misteriosos, ele não parecia em nada com seu irmão, é claro qua não, ele era adotado, eu sabia disso, por que passamos horas e horas conversando. Antes que eu pudesse me recuperar, o Jason voltou e sorriu para o irmão, que não retornou o sorriso, ele ainda estava olhando para mim. Fazia um pouco mais de um ano que nós não conversavamos, mas eu senti as borboletas idiotas como eu sentia cada vez que eu falava com ele, mas dessa vez eles estavam muito mais forte.

– Hey Annie, esse é o meu irmão... — eu completei junto com ele — .. Matt- Ele me olhou surpreso e perguntou — Espera, vocês se conhecem ? -

– Em algum sentido — Eu respondi sem olhar pra ele.

Notas finais
Deixe um coment se gostou e se não gostou tbm ^^ As coisas vão começar andar...