E se ... ?
5 Amigos ?
Notas iniciais
– Acho que sim -
Ele ficou me olhando como se não soubesse como continuar, o que ele esperava que eu fizesse? Batesse nele ou algo assim? Pra falar a verdade, a vontade era intensa.
– Você queria falar, então fale — Eu disse fingindo estar desinteressada, eu era boa em fingir.
– Eu quero ser seu amigo, nos eramos proximos, e agora você age como se não me conhecesse. — Ele disse e suspirou.
– Eu não te conheço, eu não acho que nossas conversas eram sobre nos — Eu disse dando de ombros.
– Não minta, era sobre nos, sim. De um jeito diferente, aquelas conversas eram exatamente sobre nos. — Ele parecia com raiva. Não podia culpa-lo, eu estava com raiva dele mas não dava para negar que não tinha mentiras naquelas conversas.
– Okay e então? — Eu perguntei sem mostrar nada.
– Amigos? — Ele sorriu levemente.
– Acho que sim — Eu respondi meio incerta.
– Vamos la, não lembro de você duvidar tanto de si mesma, com você era oito ou oitenta, o que mudou? — Ele perguntou sentando do meu lado.
– Muita coisa mudou. — Eu respondi vagamente. Eu não sabia como continuar a conversa, e meu cerebro virava gelatina quando ele estava por perto, e ele estava muito perto, tão perto que quando eu virei o meu rosto para olhar pra ele, eu pude sentir sua respiração perto da minha bochecha.
Ele levantou o meu rosto com o dedo, passando suavemente contra a minha bochecha, descendo pelo meu pescoço até que sua boca estava quase encostando na minha, eu estava roçando meus labios nos seus quando meu lindo cachorrinho decidiu fazer sua entrada, pulando em cima de mim e acabando completamente com o momento.
– Uau, quem é esse? — Matt perguntou rindo.
– Matt, esse é o Angus, Angus esse é o Matt — Eu disse fazendo as apresentações como se o Angus entendesse, vai saber, talvez ele entenda.
Nos ficamos no parque, brincando com o Angus até o meu celular começar a tocar e minha mãe mandar eu ir para casa. Quando eu estava indo embora, o Matt se levantou comigo e perguntou :
– Você vai vir aqui amanhã? -
– Provavelmente, eu gosto desse parque — eu respondi sorrindo.
– Ah é ? So do parque? — Ele perguntou fingindo estar ofendido.
– Quem sabe? — Eu respondi misteriosamente.
– Eu sei — Ele disse um pouco diabolico me dando um leve beijo no canto da boca.
– Tchau — Eu disse em um suspiro, e antes que começasse a beija-lo igual uma louca, eu meio que sai correndo.
No caminho de casa, eu liguei para a minha prima. Ela tinha voltado dos States a pouco tempo e isso merecia uma comemoração.
– Oi amore — Ela disse assim que atendeu.
– Ei amora, tudo bem? -
– Tudo otimo, posso saber por que você não entrou mais, ontem? — Ela perguntou tentando parecer braba, ela não conseguia ficar braba comigo, me amava demais ( luv u too baby ;) )
– Internet merdica ( palavra inventada por mim. ) ué, parou do nada. — Eu disse dando de ombros mesmo que ela não pudesse me ver. E antes que ela pudesse falar alguma coisa eu perguntei :
– Quando e onde vai ser a festa? — Ela riu.
– Pff, como se sua mãe fosse deixar você ir em uma festa comigo, até parece. — Não era mentira, minha mãe era "especial" e ela provavelmente diria não antes mesmo que eu terminasse a frase.
– E so falar que eu vou dormir na sua casa, ela não precisa saber que nos vamos pra uma festa. -
– Okay, eu vou ligar pra ela e perguntar, vai ter uma festa open bar perto de casa, não que eu va te deixar beber. — Nos duas rimos.
– Beber? Claro que não, relaxa. -
– Até depois, amore mio -
– Até, beijos — Eu desliguei e estava quase na frente de casa quando vi o carro, não era UM carro mas O carro da minha tia/prima. Isso significava que meus primos também estavam ali ou não, eu tinha 1 chance em 3 deles não estarem ali.
Eu entrei e fechei o portão que as criaturas tinham deixado aberto. Soltei o Angus e fui para dentro, quando eu entro na sala, da pra ver que na cozinha, minha mãe, minha tia e minha vó estavam tomando café.
Meu primo veio correndo pra mim e me deu um abraço apertado.
– Annie — ele gritou — Vamos brincar, aonde você estava? Eu estou te esperando à horas, vem, vem. — Tanto pra 1 chance em 3. Eu suspirei e disse :
– Calma Marcos, vou dar um oi pra sua mãe antes. — Eu disse e fui para a cozinha. Deu um beijo na bochecha da tia Sô e da minha vó. Alguns segundos depois meu outro primo apareceu, eu fuzilei ele com os olhos e disse:
– Me diga, para o seu proprio bem, que você não acabou de sair do meu quarto, Fernando. — Ele riu.
– Relaxa, tava no banheiro. — Eu suspirei, era bom ele não ter entrado no meu quarto, nunca se sabe com esses moleques.
Fiquei o resto do dia conversando com o Fê e tentando não deixar o Angus morder o Marcos, garoto atentado ficava irritando o meu cachorro.
– Você esta namorando ? — O meu primo perguntou.
– Nops, e você? — Não sabia por que ele insistia em perguntar, a resposta era sempre não.
– Tô sim, só que eu não gosto dela. — Eu olhei para ele.
– Se você não gosta dela por que vocês estão namorando, idiota ? -
– Por que ela é gostosa. — Eu revirei os olhos, que garoto idiota.
– Você é estupido. — Eu disse sem cerimonia.
– Eu sei, pior é que eu acho que estou gostando de outra garota. — Ele disse e suspirou.
– Fê, termine com a "gostosa" e fique com a outra então. — Eu não acredito que estava pagando de conselheira quando nem eu sabia o que fazer com a minha vida.
– Eu não posso, ela não vai ficar comigo. — Ele parecia inconsolavel.
– Por que? -
– Eu perguntei, e ela disse que eu sou um galinha e que ela não iria ficar comigo nem que pagassem. — Ele disse ficando um pouco vermelho.
– Conquiste-a, não dizem que o que vem facil, vai facil? Então, dê o seu melhor para conquista-la e pronto, ué — Eu disse como se fosse obvio e só ele não percebesse.
– Vamos ver. — Ele respondeu incerto. Por que eu estava dando conselhos para o meu primo quando eu tinha coisas para fazer ?
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