E o fim dessa história?

1 O dia em que eu te vi pela primeira vez...


Todo o meu nervoso contido em conhecer a nova turma, a nova sala e os novos colegas dera lugar naquela doce manhã de quarta feira a uma das sensações mais esquisitas e incômodas que eu já sentira. Mentiria se eu dissesse que nunca havia presenciado algo tão fora do normal agindo em meu corpo, mas naquele momento era diferente. A mistura de desespero, ansiedade, surpresa e um pouco de alegria pode ser a junção perfeita para descrever a porcentagem mínima do que estava ocorrendo em mim no momento em que olhei para a porta da nova sala que eu acabara de conhecer e vi o garoto mais fofo do mundo entrando e se sentando a poucos metros de mim.

Em toda minha vida, eu nunca fui uma garota pronta para novos laços, e por isso toda vez que chegava perto de sentir algo por alguém que passasse de um sentimento fraternal, me obrigava a parar, refletir e ver que aquilo nunca seguiria em frente. Nunca amei. Nunca fiquei com alguém. E na hora em que olhei para aquele menino, sabia que o destino não seria diferente. Percebi quão majestosa beleza se apresentava perante meus olhos e decidi virar o rosto, enquanto meu cérebro me obrigava a jurar o que eu mais temia, eu nunca mais deveria manter contato visual com aquela criatura que na minha mente se consagrava divina.

Por mais que às vezes isso pareça loucura, eu sempre converso com o meu cérebro. É como se eu falasse com um segundo eu, com alguém que me compreende mais do que qualquer outra pessoa do mundo. Toda vez que acredito na veracidade de alguma coisa, prometo ao meu fiel amigo cumprir promessas. Dessa vez não foi diferente, a partir daquele momento eu tentava de todas as formas não tentar o encarar. Mas parece que certas vezes a vida quer brincar com você e te pregar peças que muitas vezes não te favorecem em meio algum. Porém, comigo foi diferente.

Passado mais ou menos dois dias do meu momento inicial letivo, vejo o professor em um momento de cansaço colocando minha turma para, digamos, uma gincana que se baseava em conhecimentos lógicos. E como de costume, deveríamos ao fim da atividade trocar nossos papéis com os de nossos "amigos", só que esses eram escolhidos pelo professor. E como eu acredito, a vida brincou comigo e com meu cérebro naquele exato instante em que peguei o papel de Rafael.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.