E essas Faíscas?
2 Como tudo começou
Por incrível que pareça, tive sim férias mais longas, pois foi dia cinco de fevereiro que voltei às aulas.
Se está perguntando o porquê, é que eu fui internado. Dengue. É achei que não dava nada. Mas, quando me dei conta, havia perdido metade das minhas férias, e dez dias de aula.
Pelo menos eu continuava na mesma escola, e com meus amigos de sempre, então, eu não estava totalmente perdido e não faria tanta diferença. Cara eu estava totalmente errado.
Não totalmente literalmente, só considerando o fato de um cara do terceiro ano do ensino médio ter se apaixonado pela menina em um dia. Se esse cara sou eu? Bem, sim sou eu. E a menina é ela, Melina.
Cheguei à escola, falei com meus amigos como sempre. Quando estava indo falar com as meninas, dei de cara com ela. Linda. Baixinha perto de mim. Bem se eu tenho 1,80m, ela devia ter uns 1,58m; 1,60m. Porém linda. Sua pele, branquinha e as bochechas rosadas. Naquele momento, os lábios estavam pálidos, mas imaginei ser a cor do gloss. Cabelos no ombro, de um castanho escuro mesclado com algumas partes claras. “Deve ser tingido”, pensei. Mas não. Não existe cabeleireiro nesse mundo que faria aquela obra de arte naquele cabelo repicado. E enfim os olhos. Azuis. Na verdade, dependia de onde o sol batia. Quando refletia nos olhos, eles ficavam azul esverdeado. Se não batesse o sol, eram de um azul intenso. E se batesse sol demais, era verde. E tudo isso eu reparei nos dez primeiros minutos que eu a observei. Meus Deuses (sim Deuses, eu acredito que eles existam.)! Ela é perfeita. Estava apaixonado. E olha que nem “oi” eu havia falado pra ela. Nem sabia o nome dela. Mas estava apaixonado. Os meus amigos, apenas notaram os peitos grandes, a bunda definida e as pernas torneadas. Mas eu não. Eles ameaçaram me chamar de gay, mas foda-se. Eu fui homem o suficiente pra ver outras características alem de peito, bunda e perna. Já eles, foram meros moleques que se achavam por não serem mais virgens (sim, ninguém mais era. Não, eu era virgem.). Mas eles não mudaram meus pontos de vista.
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O que mais me irritou, fui eu mesmo. Um cara do terceiro ao no ensino médio, não conseguia falar com ela. Eu parecia um menininho preparando a fala.
Mas como tudo na minha vida é por acaso, quando entramos na sala de aula, ela sentava ao meu lado. Por um instante, não caiu minha ficha, até ela pegar meu lápis que havia caído e perguntar “É seu?”.
Que voz mais linda, mais doce, que voz de anjo. Quase fiz papel de trouxa e não respondi, mas cai na real e disse: “Sim, é meu. Obrigado. A propósito, você é nova aqui né? Percebi na entrada. Prazer, eu me chamo Sheldon, mas pode me chamar de Jô.” Ela da forma mais fofa riu e disse: “Ah é, nem tinha percebido você me olhando por uns dez minutos!”. Senti meu rosto corar. Fiquei sem palavras, e antes que eu pudesse me manifestar, ela riu de novo falando: “Eu sou Melina Kanakaredes. Pode me chamar do que quiser, menos pelo meu sobrenome. Odeio Kanakaredes.”. Dane-se, eu amei o sobrenome dela. Pra não ficar sem fala disse: “É, também odeio Sheldon. Mas que nome é esse?”. Ela riu mais uma vez. Três vezes. E só agora eu tinha percebido o quão belo era o sorriso dela. Ele não era perfeito, nem totalmente torto. Não sei explicar. Mas ele era lindo, e encaixava perfeitamente na sua delicada boca, que já não estava mais tão pálida. Sobrava apenas certo brilho do gloss que saiu.
Quando cai em mim, a aula já havia começado. Historia. Porque História? Cara eu odeio Humanas. Elas são tão não exatas. Mas Melina parecia estar super interessada. E mais uma vez me perguntei “Porque estou prestando atenção nela?”. E conclui “É impossível não prestar atenção nela. Ou eu já estou apaixonado em questão de meia hora.”. Mas não podia. Agora era hora de prestar atenção. Já tinha perdido muita matéria.
A aula foi passando, e “Cara -pensei- ela é uma ótima aluna. Faz, fala, pergunta. Já sei até com quem vou tirar minhas dúvidas!”.
É ela era perfeita, e não canso de dizer isso.
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