Eu devo continuar

Como se atreve quebrar o que não te pertence?

E eu devo continuar

Não é minha escolha, não é minha opção.

Tenho medo da derrota

Que me levará ao chão

Tenho medo do velho

Que levará minha alma para a perdição

Tenho medo do frio

Que me faz perder a noção

Mas você tem medo de mim

E depois de mim, vem o quê?

Mas eu devo continuar

Como se atreve quebrar o que não é seu?

E eu devo continuar

Não é minha escolha, não é maduro.

Outubro, faça minhas manchas irem embora e chore comigo

Escreva em teus dias o meu lamento

Outubro, mas teus dias estão acabando

Escreva tua Primavera sobre esse verão intenso.

E eu devo continuar

Porque você não pode quebrar o que não te pertence

Mas eu devo continuar?

Não é como se eu me pertencesse, não é como se eu tivesse escolha.

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