E... de Novo
1 Os cinco primeiros
Notas iniciais
Erik.
— O que acha que isso significa, Ryuzaki? — Raito perguntou ao detetive que permanecia pensativo ao seu lado.
— Não tenho certeza — respondeu baixo.
Raito e Ryuzaki estava na Inglaterra, e no momento, diante de um caso deveras estranho.
Cinco mortes. Cinco mortes muito diferentes, mas que pareciam estar interligadas de alguma forma.
— Vejamos — Ryuzaki resmungou, espalhando as diversas fotos e fichas pela imensa mesa do quarto de hotel.
Primeira vítima: mulher de 25 anos, professora do jardim de infância; morreu afogada na piscina da escola.
— Aquela piscina não é funda. Seria impossível alguém se afogar lá se não fosse por aqueles pesos de musculação amarrados nela — comentou Raito.
Segunda vítima: homem de 45 anos, desempregado; foi encontrado na sala de estar de sua casa, com a cabeça aberta e sem o cérebro.
— Por que alguém levaria o cérebro? — Ryuzaki refletiu consigo mesmo.
Terceira vítima: homem de 81 anos, aposentado; estava internado no hospital após sofrer um derrame cerebral, e foi encontrado morto após alguém ter desligado seus aparelhos.
— O homem já estava em estado vegetativo, para quê se dar ao trabalho de matá-lo? — Raito perguntou em voz baixa.
— Com certeza não foi uma alma caridosa pronta para acabar com o sofrimento dele.
Quarta vítima: homem de 32 anos, condutor de um trem de carga; sofreu um acidente em que perdeu o controle do trem e acabou saindo dos trilhos.
— Isso não foi um acidente — Ryuzaki tinha certeza disso.
A quinta vítima, um rapaz de 17 anos, havia sido encontrado nesta tarde, em um beco qualquer da cidade.
— Ao que tudo indica, ele foi queimado enquanto ainda estava vivo — o detetive indicou o rastro escuro que o rapaz possivelmente havia deixado ao se arrastar pelo chão enquanto as chams consumiam seu corpo.
— Por que escrever o nome deles? — pensava Raito.
O fator que interligava aquelas mortes tão divergentes entre si era o nome das vítimas. O nome delas estava sempre escrito ao lado, ou ao menos próximo do corpo.
Amber.
Billy.
Curt.
Daniel.
E agora Erik.
Os nomes deviam ter algum significado, porque era a única coisa que unia aquelas mortes. Idades diferentes, sexos diferentes, trabalhos diferentes, mortes diferentes. O nome escrito era o único padrão que havia.
Mas o que significava?
— O tempo também pode ser considerado um padrão — Raito analisou — Todos foram mortos com um intervalo de uma semana cada.
— Podemos esperar outro corpo daqui a uma semana então.
— Esse não é um pensamento muito positivo.
— Mas no momento não temos muita escolha — Rayuzaki continuava olhando pensativo para os dados.
Raito suspirou e se aproximou mais do detetive, lhe dando um meio abraço.
— Vamos dormir. Já estamos nisso há muito tempo — o relógio marcava meia-noite e meia.
— Pode ir, Raito. Eu ainda... — mas Raito não o deixou terminar.
— Você também vai — falou sério — Você precisa descansar um pouco. Até os melhores precisam dormir de vez em quando, sabia?
Ryuzaki ficou um instante em silêncio, até que por fim se deu por vencido e levantou, indo para o quarto com Raito.
Tinha um mal pressentimento...
Notas finais
Se alguém conseguir adivinhar de onde eu tirei a idéia pra esse caso, ganha um prêmio ;D
Ps: o segundo capítulo sai assim que me deixarem em paz aqui em casa ¬¬
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