Notas iniciais
Eu sei, eu sei.. Exatas três semanas pra postar um capítulo. Vocês devem estar querendo me matar kkkkkkkk mas, por favor, ME PERDOEM! Queria que esse fosse mais comprido para compensá-los, porém, não queria ficar ainda mais tempo sem postar. Então, espero de coração que gostem e peço novamente desculpas pela demora. Não vou pedir pra separar o lencinho dessa vez, mas de boca aberta sei que vocês vão ficar kkkkkk BOA LEITURA! :) ❤

— O que quer dizer com isso? — perguntou confuso, sem soltar sua mão da dela.

— Quero dizer que estou te liberando mais cedo do nosso acordo.

— O que??!

***

— É melhor terminarmos.. — respondeu Stella olhando em seus olhos.

— Está terminando comigo dentro do carro? Nem pra me levar pra jantar ou, eu não sei, uma bebida no Sullivan's? — provocou-a com um sorriso de canto.

— Mac, isso é sério! — repreendeu-o.

Mac observou a seriedade em seu rosto e suspirou.

— Certo, olha.. Eu entendo se quiser terminar comigo. Vou sofrer e afogar minhas mágoas na bebida, provavelmente, mas um dia eu supero. — Stella revirou os olhos, controlando um belo sorriso divertido que teimava em aparecer. — Mas antes preciso te dizer uma coisa.

Ela voltou a analisá-lo momentaneamente, por fim consentindo em resposta.

— Eu agi como um idiota essa manhã. Te pressionei com um assunto que nunca havíamos sequer tocado antes, e eu sinto muito por isso. Eu entendo o porquê de você querer esquecer nossa conversa e aquele quase beijo de ontem, e sei que tem razão. Nem sempre a opção que queremos é a melhor pra gente. Então se quiser terminar comigo por eu ter bancado o idiota, tudo bem. Mas se for por causa da Aubrey.. — suspirou. — Stella, eu jamais menti pra você sobre como eu me sinto. Por que agora seria diferente?

— Eu sei, eu sei.. É só que.. — um barulho familiar irrompeu a conversa. Stella pegou o celular em seu bolso e leu a mensagem.

— Trabalho? — perguntou.

— Não. É só o Brad me chamando pra almoçar. — Mac fechou a cara na mesma hora, tendo seus olhos sobre os dela semicerrados. Ao ver seu semblante, Stella sorriu. — Eu tô brincando. — Mac forçou um sorriso, que logo desapareceu quando ela continuou a falar. — É o Brandon, na verdade.

— E você vai?

— Bom, eu preciso almoçar..

— Você não pode estar falando sério! — exclamou contrariado.

— O que? Você pode ter os seus romances e eu não? — provocou-o com um sorriso de canto. Mac respirou fundo e soltou sua mão da dela.

— Eu sei o que está tentando fazer, mas o que quer que eu diga? Aubrey e eu nos conhecemos num momento complicado, você sabe.

— E ainda é um momento complicado?

— É, só que por motivos diferentes..

— E quais seriam? — perguntou olhando fixamente em seus olhos. Mac respirou fundo e quebrou o contato com ela mais uma vez. Assim como Stella, ele também não conseguia mentir quando olhava em seus olhos.

— Eu só tenho trabalhado muito.. — respondeu com a voz fraca, sem nem mesmo tentar soar convincente.

Stella reprimiu um suspiro e pôs a mão na ignição.

— Tudo bem! Preciso ir, Brandon está me esperando. — Mac pôs novamente sua mão sobre a dela, dessa vez impedindo-a de girar a chave.

— Espera.. — suspirou, fechando os olhos brevemente. — Eu estou confuso, mas não tem a ver com a Aubrey. Eu estou certo que meus sentimentos por ela não passam de amigo. Então por favor, não pense que está no meio de nós dois, ok? Eu nunca te colocaria numa posição como essa. Acredita em mim?

— Acredito.. — sussurrou.

— Mas...?

Stella se afastou, recostando novamente no banco.

— Ainda acho que continuarmos com isso é loucura. Não quero que as coisas entre nós fiquem mais estranhas do que já estão.

— Olha, por que não seguimos com o plano até a noite? Vamos a esse jantar e depois vemos o que fazer. — Stella o analisou por alguns segundos com o cenho levemente franzido. Havia uma luta sendo travada em sua cabeça para não tomar a decisão errada. No final, um pequeno sorriso se formou em seus lábios.

— Certo, vamos fazer isso. — Mac limitou-se a sorrir. — Agora preciso voltar para o laboratório. Tenho que encerrar o caso. — disse com um suspiro enquanto checava seu relógio.

— E o seu almoço com o bombeiro? — indagou com desdém, fazendo-a rir.

— Era só o Danny dizendo que já estava com o suspeito. — Mac riu incrédulo. — O que foi? Precisava te fazer falar de alguma forma.

— Claro, como não imaginei isso? — debochou com uma leve risada. — Se quiser deixar seu carro no laboratório eu te busco a noite para irmos juntos. Ou você vai passar em casa?

— Não dá, tenho umas pendências pra resolver no escritório então devo sair mais tarde. De qualquer forma, deve ter alguma roupa perdida no meu armário que dê pra usar. — sorriu levemente.

Mac a observou com um pequeno sorriso de canto. Seus cachos perfeitamente modelados estavam jogados para trás, somente com uns poucos caídos sobre seu rosto. Sua roupa social a deixava ainda mais deslumbrante, se é que era possível.

Ele queria elogiá-la. Dizer que ela estava perfeita daquela forma, e que era o sorriso dela que sempre completava o look. Mas, pela primeira vez, Mac decidiu guardar o elogio para si. O clima ainda não estava 100%, e forçar a barra, por mais que fosse um pequeno elogio, não estava em seus planos.

Entretanto, ele tinha certeza que não conseguiria deixar aquele pequeno elogio de lado por todo o dia, afinal, sempre que ele a via o seu coração gritava o quanto ela estava incrível. Então, talvez mais tarde.. Quem sabe.

— Tudo bem! Se eu chegar cedo te espero. Posso até ajudá-la a terminar alguns relatórios.. — deu de ombros.

— Não viaja, Taylor. — repreendeu-o. — Sem relatórios até amanhã.

Mac revirou os olhos discretamente.

— Você quem manda. — com um largo sorriso em seus lábios, Stella finalmente pôs sua mão de volta na ignição, enfim ligando o carro.

— Nos vemos mais tarde, detetive. — Mac simplesmente sorriu e saiu do carro. Ao dar a volta, ele debruçou brevemente sobre a janela arriada de Stella.

— Estamos bem? — perguntou suavemente. Ele sabia muito bem a resposta, mas precisava ouvir dela pra ter certeza.

— Estamos, com certeza. — respondeu com um sorriso.

Mac se afastou e se despediu de Stella através de um aceno, sem retirar o pequeno sorriso de alívio que se formou em seus lábios.

Seus passos o levaram de volta a delegacia, onde ele encontrou Flack sentado à sua mesa completando mais uma de suas charadas.

— Pela sua cara a conversa foi boa. — Mac limitou-se a sorrir, sentando-se na cadeira logo a frente.

— Pelo rumo dela, foi melhor do que pensei que seria.

— Agora.. — começou, jogando sua pequena revistinha em cima da mesa, depois cruzando os braços sobre a mesma. — .. Por que não voltamos a parte em que dizia que eu estava certo sobre esse plano doido de vocês e que, nesse exato momento, você está completamente confuso sobre seus sentimentos por ela?

Mac riu.

— Eu não estou apaixonado pela Stella, se é isso que quer que eu diga. — Don revirou os olhos. — Talvez eu tenha confundido as coisas em um certo momento, mas de qualquer forma, tudo se resolveu.

— Sério?

— Sim. — no fundo ele sabia que não era exatamente verdade, mas guardar para si parecia ser um boa maneira de jogar as coisas por debaixo do pano e seguir em frente.

— Está com medo de estragar as coisas com ela, não é? — Mac desviou seu olhar para o resto da delegacia, assim como a alguns longos minutos atrás. Sua respiração pesou por um momento, enquanto sua mente buscava por uma resposta convincente, tanto para ele quanto para Don.

— Eu não posso correr esse risco. Isso significa que confundir as coisas não pode mais ser uma opção. — suspirou. — Ela tinha razão em querer terminar comigo.

Don arqueou uma sobrancelha.

— Ela quis terminar com você? — Mac voltou a olhá-lo e sorriu levemente, percebendo que havia falado mais do que deveria.

— Eu preciso ir. — disse levantando-se. — Tenho que resolver umas coisas antes do jantar.

— Tudo bem, já entendi! — reclamou Don recostando em sua cadeira novamente. — A propósito, o jantar é às 21h.

Mac simplesmente sorriu e acenou para Don, seguindo para fora da delegacia.

Enquanto Mac seguia seu rumo, à alguns kilometros de distância dali Stella seguia tranquilamente em seu carro pelo trânsito um tanto caótico da cidade. No rádio, uma voz masculina falava sobre um tornado indo em direção a Califórnia, com previsão de chegada para quatro dias.

As buzinas que ecoavam por todo canto fizeram-na fechar os olhos ao chegar em um semáforo, numa tentativa de encontrar um lugar silencioso em algum ponto de sua mente. Contudo, seu momento foi mais breve do que ela imaginava.

Seus olhos guiaram-na instantaneamente para o outro lado da rua, onde homens encapuzados corriam rapidamente para um carro preto no acostamento. O alarme alto do banco juntamente à correria de quem estava em volta tornaram o ambiente ainda mais caótico do que já estava.

Num pensamento rápido, Stella virou seu volante completamente afim de sair da enorme fila de carros, passando a perseguir o carro dos bandidos. Seus dedos correram pelo teclado do celular enquanto seus olhos mantinham o foco na estrada.

— Flack falando.

— Don, é a Stella. Houve um assalto em frente ao Villard, próximo ao centro. Os assaltantes estão em um Voyage preto, a placa é xxxx-xxxx.

— Algumas viaturas saíram daqui agora em direção a esse endereço. Está atrás deles?

— Sim. Eu estava por perto.

— Imagino que esteja sem sirene.. — Stella suspirou.

— Sim, eu tirei. Estou tentando manter uma certa distância, mas provavelmente eles já me viram. Não posso perdê-los de vista, não até alguma viatura aparecer.

— Não se preocupe. Vou mandar sua localização pra eles. Só não se coloque em risco, ok?

— Não vou.

Stella desligou seu celular e jogou-o sobre o banco do carona. Suas duas mãos voltaram a posição anterior, firmes no volante. Seus olhos não desgrudavam um segundo sequer do carro logo a frente.

Depois de alguns kilometros, Stella viu o carro virar numa rua sem saída, ainda próxima a estrada principal. Seu primeiro instinto a fez parar logo na entrada. Perseguir assaltantes não fazia parte do seu trabalho, e se algo saísse errado, não seria somente sua vida em risco, mas também seu emprego.

O toque baixo do celular no banco a fez quebrar o contato com o que acontecia mais ao final da rua. Entretanto, o nome no visor não era bem de quem ela esperava.

— Brad?

— Stella, oi. Por favor, não desligue.

— Brad, agora não é um bom momento. — Stella apertou seus olhos afim de enxergar melhor a movimentação dos assaltantes, mas seu carro estava relativamente longe.

— Olha, eu queria te pedir desculpas por ontem. Eu não devia ter te pressionado e, bom, se você está feliz, eu também estou.

A conversa um tanto estranha fez Stella arquear uma sobrancelha e, por um longo instante, se distrair do que acontecia mais a frente.

— É.. Obrigada.. — agradeceu desconfiada.

— Pra te compensar, gostaria de te levar pra tomar um café mais tarde. O que acha? Ainda podemos ser amigos, certo?

Stella suspirou, voltando a olhar para frente. O carro ainda estava lá, mas não havia sinal dos assaltantes.

— Droga! — sussurrou. — Brad, eu tenho que ir..

— Tudo bem.. — respondeu tristemente, fazendo Stella suspirar.

— Tudo bem, podemos tomar um café.

— Certo! — disse alegremente. — Nos vemos mais tarde.

Um longo suspiro ecoou pelo carro. Após olhar em volta para ver se a barra estava limpa, ela saiu do carro com seu celular ainda em mãos.

Para o seu alívio, as sirenes surgiram distantes, porém, aproximando-se rapidamente.

***

Enquanto isso, em um quarto de hotel distante do centro, um celular era jogado sobre a cama, enquanto o autor mantinha um sorriso vitorioso nos lábios.

— Parece que ter você não vai ser tão difícil quanto eu pensava.

— Não cante vitória antes da hora, irmãozinho. — Brad se vira espantado vendo sua irmã entrar de vez no quarto. Ele então revira os olhos com raiva.

— Você precisa parar de fazer isso, Amélia. — um largo sorriso surge nos lábios de Amélia, que se joga na cama de Brad. — E para a sua informação, não estou cantando vitória antes da hora. Essa missão já está no papo.

Amélia riu.

— No papo? Qual é, Brad. Está na cara que aqueles dois se amam, o que é uma pena porque o Taylor é um gato. — novamente Brad revira os olhos, dessa vez respirando profundamente. — Mas como eu sou uma ótima irmã, pode deixar que essa parte eu resolvo. Se você quer a Stella, você a terá. Só não estrague tudo como da última vez.

— Bom, irmãzinha, da última vez eu não tive sua ajuda. — disse com um sorriso presunçoso. — Vou levá-la para tomar café mais tarde e finalmente dar início a esse plano. Enquanto isso, você põe a sua parte do plano em prática. E, por favor, seja convincente. Eles não podem desconfiar.

— Não se preocupe comigo. Serei a estagiária mais simpática e gentil que esse laboratório já viu. A confiança deles já está garantida.

Amélia se levantou da cama e caminhou até o enorme espelho apoiado no chão, logo na entrada.

— Preciso voltar para o laboratório. Nos vamos a noite?

— Claro! Qualquer coisa me liga. — Amélia sorriu levemente e pegou sua bolsa sobre a cadeira, saindo do quarto de hotel.

Brad caminhou até a enorme janela, observando a linda vista que o 7° andar o proporcionava.

— Essa cidade vai ficar pequena com o que vem por aí. — sorriu.

Após anos longe, Brad voltou. Sua paixão em Stella não só permaneceu como evoluiu para algo mais intenso, transformando Brad em alguém completamente cego, que só tinha como foco ter Stella para si.

Já Amélia, bem.. Parece que ela não é o amor de pessoa que todos, principalmente Stella, pensaram ser. Na verdade, a manipulação fazia parte da família Cooper desde sempre.

Continue...