E aí, cê topa?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Qual será a proposta de Stella para Mac? Será que ele vai topar?
Espero muito que vocês gostem e divirtam-se lendo! ❤
Após um longo e maravilhoso dia de descanso, Stella se encontrava esparramada em seu sofá com um livro aberto sobre sua barriga, uma taça de vinho pela metade em cima da mesa de centro e um filme de comédia passando em sua TV. Manter seus olhos abertos não estava sendo uma tarefa tão fácil, mas a preguiça em ir para o quarto era enorme.
Depois de um longo suspiro ela criou coragem e sentou no sofá, passando uma mão sobre os cabelos enquanto a outra buscava o controle no sofá para desligar a televisão. Ela pegou a taça sobre a mesa e a levou para a cozinha, em seguida pegando seu celular que estava em cima do balcão. Como num passe de mágicas, seu celular tocou indicando que havia recebido uma mensagem.
Oi! Pode abrir a porta? :)
Ao ler a mensagem Stella redirecionou seu olhar ao horário que o celular indicava. Já passavam das 23h. Ela suspirou novamente e caminhou até a porta, abrindo-a em seguida.
— Se eu não estivesse com tanto sono, te mataria. — o aparente mau humor em sua voz fez Mac rir.
— Sei que está tarde e que você me odeia agora, mas preciso muito da sua ajuda. — Stella o analisou por um segundo. Ele parecia nervoso e um pouco mais agitado que o normal.
— Quantas xícaras de café você tomou? — Mac pensou por alguns segundos mas não obteve sucesso.
— Algumas.. — Stella riu da expressão meio envergonhada que Mac fez e abriu espaço para que ele entrasse.
— Tudo bem, detetive! — ambos sentaram-se no sofá. — Em que posso ajudá-lo às... — seus olhos caíram sobre o relógio em sua mesinha e depois voltaram a olhá-lo. — 23h22?
— Sinclair quer que eu contrate um assistente para nos ajudar com assuntos burocráticos, papelada e tudo mais. Eu disse a ele que não precisava, mas.. Eu tenho até amanhã às 8h para levar um nome à ele.
— Quando ele te pediu isso?
— Faz algumas horas.. — suspirou. — Eu estava cansado então tomei mais café pra ver se conseguia decidir logo. Passei horas olhando aqueles currículos, o que só me fez ficar ainda mais estressado e não conseguir decidir nada! — Mac recostou no sofá e passou uma mão sobre seus cabelos, bagunçando-os.
— Tudo bem! Você precisa relaxar um pouco antes, parece que vai explodir a qualquer momento. — havia um tom divertido em sua voz, fazendo Mac lhe dar um pequeno sorriso. — Os currículos estão no seu e-mail? — ele simplesmente assentiu. — Ok. Meu computador está no quarto. Deita e da uma relaxada. Vou fazer um chá pra você e já te ajudo, pode ser? — Mac esboçou um leve sorriso enquanto observava Stella.
— Pode ser.. — respondeu ainda com o sorriso em seu rosto. Stella retribuiu e logo levantou-se. — Stel? — ao ouvir seu nome, ela parou e voltou a olhá-lo. — Desculpe por vir aqui a essa hora. — sua risada ecoou pelo apartamento silencioso, enquanto sua mão buscou os cabelos de Mac afim de arrumá-los.
— Não se preocupe com isso.. Estou feliz que esteja aqui. — ela lançou um último sorriso para ele e foi para a cozinha. Mac simplesmente sorriu e foi para o quarto de Stella.
Alguns minutos depois...
Stella chegou em seu quarto e ao ver que Mac estava distraído, recostou na porta com uma xícara de chá em sua mão enquanto o observava por alguns segundos. Um sorriso brotou em seu rosto naturalmente ao ver a cena.
Ele estava meio deitado em sua cama com um pé sobre o outro e o computador sobre sua barriga.
Foram anos de muita insistência por parte de Stella para que Mac finalmente se sentisse avontade ao seu lado. Vê-lo assim, deitado em sua cama relaxando depois de um dia cansativo no trabalho podia parecer algo simples, mas na verdade fazia seu coração pular de alegria.
Ela saiu de seu pequeno transe e caminhou até a cama, colocando o chá sobre a pequena mesinha de canto e deitando ao lado de Mac.
— E então? Algum avanço? — indagou Stella.
— Na verdade não. Pode ser que eu seja um pouquinho exigente. — Stella riu com total deboche, fazendo Mac a encarar. — A senhorita vai ficar rindo de mim ou vai me ajudar?
— Ok, senhor mau humor, passa isso pra cá! — Mac entregou o computador a Stella e ela lhe passou o chá. — Tudo bem, vamos por eliminação. Suas exigências vão ajudar a diminuir a lista. — Stella começou a ler os currículos atentamente. O fato dela ser parceira de Mac a mais de uma década fez com que ela soubesse quais atribuições uma pessoa deveria ter para conseguir a atenção do detetive Taylor. — Vamos ver... Esse não... Esse também não... Oh, olha esse. — Stella virou um pouco o computador para que Mac pudesse olhar. Ao ler, ele voltou sua atenção a Stella que estava com um largo sorriso em seu rosto.
— Quer que eu contrate alguém que colocou como atribuição que sabe fazer um delicioso capuccino? — Stella continuava olhando para ele com um olhar que demonstrava obviedade. Mac revirou os olhos e riu, fazendo Stella bufar.
— Fico imaginando quanto tempo levou pra você decidir quem seria sua parceira. — Mac riu com a lembrança.
— Digamos que ter uma parceira não estava nos meus planos.
— Por que será que isso não me surpreende? — perguntou com deboche. Mac sorriu e ambos voltaram a olhar para a tela do computador. — Que tal essa? Amélia Cooper, 30 anos. Seu último trabalho foi no laboratório de Nova Orleans. Depois do desastre houveram cortes e ela foi demitida. Tem experiência e é bem recomendada. O que acha?
— Hum.. Bom, é melhor que o carinha do café. — Stella o olhou com seriedade, fazendo-o rir. — Vou mandar um e-mail para Sinclair dizendo que encontramos. — Mac pegou o computador do colo de Stella e enviou o currículo escolhido para Sinclair. — Prontinho! Missão cumprida. — ele virou seu rosto e plantou um beijo na bochecha de Stella. — Obrigado pela ajuda! — disse sorrindo e levantando-se.
— Ei, já está tarde.. Por que não fica aqui hoje?
— Eu preciso resolver umas coisas amanhã antes de ir pro trabalho e tenho uma pilha de relatórios em casa. — respondeu enquanto colocava seus sapatos rapidamente, suspirando por não poder ficar. — Mas eu te busco pra irmos juntos, pode ser? — Stella simplesmente sorriu em resposta. — Boa noite! — disse ele com um sorriso antes de sair.
— Boa noite.. — Stella viu Mac saindo de seu quarto e depois da casa. Ela suspirou e depois deitou na cama. Em poucos minutos o sono já estava de volta e ela dormiu profundamente.
No dia seguinte...
O estridente som do despertador ecoou pelo quarto de Stella às 7h. Após muita relutância, ela se levantou e caminhou cambaleando até o banheiro, jogando água fria em seu rosto na intenção de despertar. Um suspiro pesado é dado após ver seu reflexo no espelho. O acúmulo de cansaço das últimas semanas sendo representado por pequenas marcas de olheira.
— Preciso de maquiagem. — disse para si mesma, em seguida voltando para o quarto.
Em poucos minutos Stella já estava maquiada e vestida formalmente para o trabalho.
Enquanto checava seu visual no espelho, prestes a colocar os brincos, seu celular tocou. Ela o atendeu rapidamente pondo-o no viva voz, sem olhar no visor.
— Borasera!?
— Stel, bom dia, não vou conseguir te buscar. Tive que ir ao fórum cedo, achei que ia dar tempo mas aconteceu um acidente à uns 100 metros. Estou preso no engarrafamento. — disse Mac com um longo suspiro.
— Tudo bem! Falando em Fórum.. Está com aqueles documentos que Sinclair pediu? Procurei por aqui mas não encontrei. — Mac fechou os olhos, batendo a cabeça contra o banco.
— Droga! — sussurrou.
— Acho que já tive a minha resposta. — disse Stella com um sorriso, enquanto colocava seus brincos. — Onde eles ficaram?
— Em cima da cama. Eu saí correndo e acabei me esquecendo. Pode pegá-los antes de ir para o laboratório? — pediu apreensivo.
— Claro! — ele suspirou aliviado. — Precisa de mais alguma coisa? — Mac respirou fundo, quase se esquecendo do principal.
— É, na verdade sim.. Sinclair me pediu para buscar Amélia na 59th Street. O irmão ficou de levá-la mas o vôo dele atrasou. Ela nunca veio a Nova York e pode acabar se perdendo.
— Amélia já está em Nova York? — Stella pegou o celular e voltou para o quarto, colocando rapidamente seus sapatos. — Não tem nem 12 horas que você mandou um e-mail pra Sinclair. — Mac sorriu.
— Ele disse que ela já estava pra vir, de qualquer forma.
— Bom, ela está mais perto. Eu busco ela e depois passo na sua casa. — Mac esboçou um sorriso de alívio.
— Obrigado Stel, você é a melhor! — Stella sorri.
— Tô sabendo. — disse de forma convencida, fazendo-o rir. — Te vejo depois.
***
Após desligar seu telefone, Stella terminou rapidamente de se arrumar, visto que havia um curto prazo para cumprir seus afazeres antes de chegar ao laboratório. Em menos de dez minutos ela já estava ligando seu carro, seguindo para 59th Street em busca de Amélia.
O trânsito menos caótico que o normal ajudou Stella a chegar ao seu destino em poucos minutos. Ela desacelerou o carro e começou a olhar cuidadosamente a sua volta. Ela não havia guardado muito bem a fisionomia de Amélia pois só a viu uma vez naquela pequena foto do currículo. Para sua grande sorte, Amélia segurava uma plaquinha contra o seu peito, olhando impacientemente de um lado para o outro. Ao ver a cena, Stella sorriu.
Amélia se assustou com o som da buzina de Stella, que logo parou o carro e se esticou sobre o banco do carona para abrir a porta.
— Mac Taylor? Mackenzie.. Talvez? — indagou Amélia ao ver Stella, com seu semblante de total confusão, fazendo-a rir.
— Eu sou mais divertida! — respondeu Stella em meio a risada. Amélia esboçou um pequeno sorriso, sentindo o nervosismo se esvair um pouco. Após alguns segundos tentando deixar o nervosismo de lado, ela finalmente entrou no carro.
— Me desculpe pelo nervosismo. Eu nunca vim a Nova York e, bom, não tenho um bom antecedente quando o assunto é conhecer o patrão.
— Então somos duas. — disse Stella rindo, enquanto voltava com o carro para a estrada. — A propósito, meu nome é Stella. Mac teve um imprevisto e pediu pra eu vir te buscar.
— Acho que estou feliz de não ter que conhecer o chefe logo de cara. — sorriu timidamente. — O laboratório fica muito longe?
— Não muito, mas vou ter que parar na casa do Mac antes. Ele esqueceu uns documentos importantes e fiquei de pegá-los. — respondeu olhando fixamente para a estrada.
— Vocês são próximos, não são? — Stella sorriu levemente, ainda encarando a rua.
— Somos.
— Teria algum conselho pra me dar?
— Só seja você mesma e não force a barra. Mac sente cheiro de nervosismo à kilometros. — disse com uma risadinha. — Ele é durão e pode ser meio rabugento as vezes. — disse parando o carro no sinal e olhando para Amélia. — Não diga que eu te falei essa última parte. — Amélia sorriu, consentindo. — Apesar disso, ele é um ser humano extraordinário, à quem você sempre poderá recorrer quando precisar. E, ah.. Não o chame de senhor em hipótese alguma. Ele odeia!
— Bom saber. — disse com uma risadinha. — E os outros, como são?
— Hum.. Vamos ver.. Danny e Don as vezes são piores que crianças, mas são amigos incríveis que sempre têm uma piadinha pra contar. Lindsay é um amor de pessoa e também uma amiga incrível, assim como Hawkes que é como uma enciclopédia humana. Sério! Pergunte qualquer coisa, ele provavelmente saberá te responder. — Amélia sorriu, entusiasmada por estar sabendo um pouco mais sobre seus colegas de trabalho. — Temos também o Adam, ele é atrapalhado e sempre arranca boas risadas da gente, sem contar que é o melhor técnico que já conhecemos. E o Sid é como um paizão pra todo mundo. Ele se preocupa, cuida da gente e assim como os outros, sempre tem uma piadinha pra contar.
— Realmente parecem ser incríveis.
— É, eles são. — afirmou Stella com um sorriso orgulhoso.
— Mas e você? — perguntou Amélia com um sorriso travesso. Stella riu ainda focada na rua à sua frente. Falar de si mesma não era uma tarefa tão fácil.
— Eu sou aquela que geralmente é contra o protocolo mas o respeita, as vezes, porque é obrigada. — ironizou, fazendo Amélia rir. — Também sou a que tira Mac do sério constantemente e que não sabe como ainda tem um emprego.
— Parece que descobri quem é a ovelha negra da família. — debochou Amélia arrancando risada de Stella.
— Tá aí, gostei! Mas, brincadeiras a parte.. Pode contar comigo sempre que precisar. — disse com um sorriso reconfortante.
— Fico feliz em saber. Obrigada pela ajuda, Stella. Me deixou bem mais tranquila.
— Bom saber! — Stella estacionou em frente ao apartamento de Mac. — Volto em um minuto. — ela saiu do carro e seguiu para o apartamento, pegando rapidamente os documentos. Ao voltar, Stella passou pela cozinha na intenção de pegar algo para comer. Vasculhando o que havia em cima do balcão, um pote com alguns dunotts chamou sua atenção.
— Foco, Bonasera. Sem besteiras pelo resto da semana. — Stella respirou fundo e, por fim, pegou uma maça, voltando para o carro. — Prontinho. Preparada pro que vem por aí? — perguntou a Amélia com um sorriso travesso.
— Espero que sim. — respondeu um tanto receosa.
— Soube que o vôo do seu irmão atrasou. Sabe quando ele chega? — indagou após alguns minutos em silêncio.
— Ah, ele deve chegar depois do almoço. Mas Brad já morou aqui, sem contar que ele já trabalhou no laboratório, então vai me encontrar rápido. — Stella sentiu seu raciocínio divagar por uns segundos, até se dar conta do que ela falou.
— Espera! Brad já trabalhou no laboratório?
— Sim, tem alguns anos. Ele era técnico.
— Brad Cooper... Essa não. — sussurrou de uma forma praticamente inaudível para Amélia.
— Ele está de folga então vai passar a semana aqui.
— Ah, isso é ótimo. Ele deve sentir falta de Nova York. — falou com tranquilidade, apesar de seu coração estar levemente acelerado.
— Ele sente. Brad ama Nova York. Ele até está pensando em se mudar pra cá. Disse que vai esperar um sinal ou algo do tipo essa semana dizendo pra ele ficar. — disse rindo. — Eu sei, é estúpido. — Stella lançou-lhe um sorriso convincente. — Acho que quando ele diz "sinal" quer dizer uma mulher. — disse novamente com uma risada.
— Nova York não é uma dessas cidades consideradas românticas. Por que ele não tenta Veneza ou, não sei, São Francisco? Algum lugar bem longe daqui. — indagou em tom de brincadeira, sussurrando a última parte para si mesma.
— Foi o que eu disse. Mas não sei, acho que tem algo ou alguém em Nova York que simplesmente o atrai.
— Maravilha. — murmurou.
— Mas e você, tem namorado? — perguntou Amélia com um sorriso entusiasmado.
— Sim, tenho. — respondeu Stella sem pensar.
— Ele é do laboratório? — Stella mordeu o lábio superior e desviou seu olhar da rua por um instante, sem saber o que responder. — Me desculpe, Stella. Não queria parecer intrometida. — riu timidamente.
— Não, não tem problema. — sorriu Stella, afim de tranquiliza-la. — Ele.. — coçou a garganta. — Sim, ele é do laboratório. — quando Amélia estava prestes a responder, seu celular tocou.
— É o Brad, ele já está chegando. Disse que vai me buscar mais tarde. — Stella estacionou em sua vaga e respirou fundo, discretamente.
— Ótimo! — disse de forma convincente, levando sua mão ao cinto. — Vamos? — Chamou a olhando. Amélia suspirou, sentindo parte daquele nervosismo voltar. — Está tudo bem? — perguntou.
— Já sentiu medo de não ser boa o suficiente? — perguntou Amélia em um tom baixo, brincando com seu celular. Stella retirou sua mão do cinto e recostou no banco. Por um momento lembranças de quando ela entrou para o laboratório vieram à sua mente.
— Já.. — respondeu em um tom baixo. — Aí eu parei de me cobrar tanto. — ao ouvir a resposta, Amélia a olhou.
— Como você fez isso?
— Eu não sou perfeita, e meu trabalho não é perfeito. Cometer erros é normal. Reconhecê-los e dar o seu melhor é o que faz toda a diferença. Depois que você entende isso, tudo se torna mais leve e a pressão diminui. Foque em dar o seu melhor e não se condene quando errar. Tudo isso faz parte do processo. — Amélia simplesmente sorriu. — Você vai arrasar, tenho certeza.
— Tem razão, eu vou. — disse confiante. — Obrigada, Stella. — Stella sorriu em resposta, em seguida saindo do carro com Amélia. — É o chefe, não é? — indagou após alguns segundos em silêncio. A expressão no rosto de Stella rapidamente mudou para choque.
— Por que acha que é ele? — retrucou Stella rapidamente.
— A forma como falou dele. — ao entrarem no elevador, Stella a encarou. Ela sabia que não havia escapatória, e uma hora ou outra um nome iria surgir. Então, novamente por impulso, ela concordou.
— É.. Mac é o meu namorado. — Amélia sorriu sentindo-se vitoriosa pelo chute certeiro. — Ele só não sabe ainda.. — murmurou.
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