E aí, cê topa?
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Recostada em seu carro, Stella observava as viaturas adentrarem a rua sem saída. Joseph, um dos mentores e também amigo de Don, parou a viatura que conduzia em frente a Stella, afim de buscar informações.
— Quando Don me disse que era você perseguindo os bandidos, duvidei por um momento que nos esperaria. Não faz muito o seu estilo. — provocou-a com um leve sorriso.
— Acredite, não foi fácil. Mas, estou evitando quebrar regras ultimamente. — ironizou.
— Ual! Que mudança! Sorte do Taylor. — implicou. — Viu se os assaltantes entraram em alguma das casas?
— Na casa marrom no final da rua. — acenou. — Provavelmente um ponto de encontro. Não houve tiros ou qualquer movimentação estranha.
— Certo! Montaremos um cerco em frente. Mesmo que tentem fugir, não há muita escapatória. O carro ainda está ali e no final da rua não há nada além de uma pirambeira. — disse enquanto observava a rua. — Obrigado pela ajuda.
— Disponha. — sorriu.
Joseph estendeu a mão pela janela e acenou para os outros policiais, que seguiram em frente com suas viaturas. Ao todo foram 5 carros com suas sirenes ligadas, indo rumo à casa onde, provavelmente, os assaltantes estariam se escondendo.
Vendo que não seria mais necessária sua presença ali, Stella entrou novamente em seu carro e pegou seu celular, discando o número de Amélia com um pequeno sorriso nos lábios.
— Alô?!
— Ei Cooper, é a Stella! Já almoçou?
— Stella! Sim, almocei com meu irmão. — Stella suspirou. — Vejo que alguém ainda não teve tempo. — comentou com um sorriso travesso.
— Sabe como é, fiquei ocupada perseguindo alguns bandidos. — respondeu com desdém.
— Bom, para a sua sorte estou passando agora em frente àquele restaurante italiano que tem próximo ao laboratório. Que tal?
— Você é um anjo, Amélia Cooper! — disse com entusiasmo, fazendo Amélia rir.
— O que vai querer?
— Esse restaurante é incrível! Qualquer coisa está ótimo.
— Certo! Te encontro no laboratório em dez minutos!
— Te devo uma!
Stella desligou o celular e, com uma leve risada, ligou o carro. Após uma última olhada na rua, ela deu meia volta e saiu dali, seguindo para o laboratório.
***
Antes de se levantar do pequeno banco centralizado no meio do vestiário, Danny respirou fundo algumas vezes. Após a prisão nada delicada do assassino do caso em que ele e Stella estavam trabalhando, suas dores na coluna resolveram aparecer depois de algumas semanas longe.
Ele jogou os dois comprimidos dentro da boca e tomou um gole da água de sua garrafinha. E, após um último suspiro, se levantou e seguiu para o seu armário, guardando o remédio.
O silêncio que antes estava na sala logo foi quebrado pelo som de alguns passos.
— Pegamos o cara?
A voz calma e meio rouca atraiu a atenção de Danny.
— Não só o pegamos como também conseguimos toda a confissão que precisávamos. — respondeu orgulhoso. — Caso encerrado.
Adam sorriu e sentou-se no banco onde Danny estava antes.
— Stella já sabe?
— Mandei mensagem pra ela, mas ainda não viu. Deve estar almoçando, provavelmente. — Danny fechou o armário e pôs as mãos na cintura, mexendo-a numa tentativa de espantar parte daquela dor.
— Muita dor?
— O de sempre. — disse com um leve sorriso. — Mas e então, você e a Amélia, hein..
Adam soltou uma risada involuntária que logo se findou pelo pequeno sorriso de canto que surgiu.
— Gostei da resposta. — brincou, sentando-se ao lado de Adam. — Ela parece ser uma boa pessoa.
— Eu também acho. — afirmou. — Eu queria chamá-la para sair, mas estou com medo dela achar precipitado. E bom, de certa forma ela teria razão. Não faz nem dois dias que nos conhecemos. — riu sem graça.
— Adam, é só um simples encontro, não um pedido de casamento. — disse. — Tenho certeza que ela aceitará de primeira.
— Talvez.. — suspirou.
— Mas me parece que a sua preocupação não é exatamente essa. O que há de errado?
— Acho que uma parte de mim está com medo de se machucar.. De novo. — sorriu levemente. — E eu sei que esse medo se dá pelo fato de que eu realmente gostei dela logo de cara, e isso não acontece comigo. Na verdade, aconteceu uma vez e, bom.. Não deu muito certo.
— Ei, eu entendo esse medo que está sentindo. É uma forma que seu coração encontrou de se proteger de mais mágoas. Mas não permita que esse medo te impeça de ser feliz. — disse calmamente. — Vá devagar. Se preferir, vá quase parando. Mas permaneça em frente, sem olhar para trás. Uma hora o medo irá embora, e você se orgulhará de ter seguido em frente.
Adam respirou fundo, sentindo as palavras de Danny entrarem dentro de si em forma de coragem. Aquilo era tudo que ele precisava.
— Obrigado, Danny. — em resposta, Danny sorriu. Antes de se levantar, ele deu leves tapinhas nas costas de Adam, numa tentativa de passar algum conforto.
Adam se viu sozinho naquela sala, mas pela primeira vez em semanas, ele sabia exatamente o que faria a seguir.
***
Algumas horas depois...
Graças a Danny e Adam, Stella havia terminado o caso antes do que o imaginado. Já eram 15h30 quando ela entrou novamente em seu carro, dessa vez com um longo suspiro visto o que ela teria que fazer pela frente.
Não que ela não achasse Brad uma boa pessoa, na verdade ele era. Bom, pelo menos aos olhos dela parecia. Mas, de alguma forma, ser amiga dele naquele momento não parecia... Certo. Ainda assim, a atitude que ele estava tendo era um tanto admirável, e um cafézinho não faria mal a ninguém.
Após checar se tudo estava em ordem, Stella partiu para o endereço que Brad havia mandado. Era um café que ficava a uns 20 minutos do laboratório, que por sinal ela nunca havia ido.
O percurso logo chegou ao fim, visto que naquele horário não havia engarrafamento. Stella estacionou o carro do outro lado da rua e observou o local, que tratava-se de um pequeno estabelecimento com algumas mesas do lado de fora. Naquele momento ainda não havia nenhum sinal de Brad.
Após um suspiro, Stella recostou a cabeça no banco e pegou seu celular.
— Não me diga que você aprontou alguma? — Stella riu incrédula.
— Da um tempo, Taylor! — Mac sorriu. — Está podendo falar?
— Com você, sempre. Aconteceu alguma coisa?
— Não, está tudo bem. — Mac apertou seus olhos desconfiado.
— Tem certeza? Não parece que está tudo bem. — Stella sorriu levemente com a preocupação de seu parceiro.
Havia uma vontade louca dentro de si de dizer: "Só queria escutar sua voz". Mas diante de todas as circunstâncias, realmente não parecia a melhor opção.
— É tão raro você tirar folga que acho que sinto sua falta. — disse com um tom divertido. Mac, que antes estava na cozinha fazendo seu café, pegou sua xícara e a levou para sala, sentando-se no sofá.
— Stella Bonasera admitindo que sente minha volta? Sabia que não estava tudo bem. — Stella riu.
— É bom não se acostumar, detetive.
Um sorriso involuntário formou-se nos lábios de Mac. Ele pôs sua xícara de lado e deitou no sofá, passando a observar o teto como se fosse a coisa mais interessante do mundo naquele momento.
— O que está fazendo? — indagou.
— Brad me chamou pra tomar um café como um pedido de desculpas por ontem. Eu já cheguei no café, mas ele ainda não está aqui.
— Onde fica?
— Próximo àquele hotel Belmont. Já veio aqui?
— Uma vez, há bastante tempo. É um café para caminhoneiros que passam pela área. Eles servem ótimas torradas. — comentou com um leve sorriso.
— Você e sua paixão por torradas. — implicou.
— Acredita nesse pedido de desculpas dele?
— Sinceramente eu não sei.. — respondeu olhando novamente para o local. — Mas vou descobrir agora. — Stella observou Brad aproximando-se do local e sentando em uma das mesas. — Ele chegou.. Tenho que ir.
— Tudo bem. E sem querer bancar o chato outra vez, por favor, toma cuidado.
— Eu vou. — disse saindo do carro. — Te vejo mais tarde.
— Ah, Stell?
— Oi.
— Também sinto sua falta. — Stella sorriu. — Até mais tarde.
Stella guardou o celular no bolso de sua jaqueta e atravessou a rua, indo de encontro a Brad.
— Oi Stella. — Brad a cumprimentou com um largo sorriso nos lábios.
— Oi Brad.. — Stella sentou no banco à frente, sentindo um leve rubor se formar em seu rosto pela forma como ele a olhava. — E então, já podemos pedir? Eu não posso demorar muito.
— Sim, claro. Mas antes.. — Brad retirou um pequeno ursinho do seu bolso, que junto à ele tinha um pingente. — Eu queria te dar isso. Não é nada demais, na realidade. É até bem bobo.. — sorriu sem graça.
Stella pegou o pequeno presente, sem saber o que dizer.
—... É pra pendurar no retrovisor do seu carro. Claro, se você quiser.
— Eu.. — Stella olhou para Brad que mantinha um semblante sereno e um sorriso nos lábios. Ela deu um breve suspiro e esboçou um sorriso. — É lindo. Obrigada.
Brad suspirou aliviado.
— Bom, fico feliz que tenha gostado. Já sabe o que vai querer? Soube que eles servem umas torradas deliciosas.
— Só um cappuccino já está ótimo. Obrigada. — sorriu levemente em agradecimento.
— Tudo bem. Eu já volto. — Stella observou Brad adentrar o estabelecimento e se permitiu dar um suspiro profundo.
Seus olhos caíram sobre o pequeno presente em sua mão, e foi inevitável não arquear uma sobrancelha como sinal de confusão.
— É meio estranho, mas até que é fofo..
Finalmente a idéia de que Brad estaria sendo sincero, chegou à sua mente. Pondo parte de suas desconfianças de lado, eles desfrutaram de um breve e tranquilo café. No final, ter Brad como companhia não foi algo tão ruim.
***
Depois de voltar para o laboratório, o final do turno chegou quase que num piscar de olhos. Stella checava seu mais novo visual no espelho, composto por um macacão preto com um lindo decote, quando Mac entrou no vestiário.
— Ual. — disse simplesmente. Stella desviou seus olhos do espelho momentaneamente para vê-lo, desenhando um largo sorriso em seus lábios.
— O que acha? É exagerado? Eu não tinha mais nada no meu armário. — perguntou indecisa. Mac, que estava encostado no batente da porta, entrou de vez na sala, aproximando-se dela.
— Você está... Ual. — Stella riu.
— Obrigada. — agradeceu com um largo sorriso.
— Não sabia que encontraria vocês aqui. — afirmou Amélia entrando na sala. — Stella! Você está linda!
— Foi o que eu disse. Ou pelo menos tentei. — disse Mac com um sorriso de canto.
— Obrigada! — seu semblante alegre também estava marcado pelas bochechas um pouco mais rosadas que o comum, como uma reação aos últimos elogios. — Precisa de ajuda com mais alguma coisa?
— Não, não. Eu também já estou indo, só vim pegar minhas coisas. Podem ir tranquilos!
Mac entrelaçou sua mão à de Stella e a olhou, com aquele típico brilho nos olhos quando se tratava dela.
— Pronta pra ir?
— Sim. — respondeu Stella o olhando, com aquele mesmo brilho. — Nos vemos amanhã?
— Claro! — disse Amélia.
Mac caminhou com Stella até a porta, olhando para Amélia antes de sair.
— Conversei com Danny hoje brevemente. Ele disse que você se adaptou rápido, não só ao trabalho mas também ao grupo. Fico feliz que depois de um tempo tenhamos mais alguém em nossa família.
As palavras simplesmente fugiram de Amélia, o que não era comum para ela. Naquele momento, pela primeira vez no dia, o sorriso que surgiu em seus lábios fora completamente genuíno. Claro que, provavelmente, ela nunca admitiria que o que Mac disse havia penetrado em seu coração, mesmo ela lutando contra.
Mac então voltou a olhar para Stella, e, apertando sua mão gentilmente, saiu dali junto à ela. Ambos seguiram para o elevador, caminhando à curtos passos.
— Foi legal o que disse à Amélia.
— É.. Bom.. Só queria que ela se sentisse em casa. Sei como adaptação em uma cidade nova pode ser complicada. — sorriu sem graça.
Stella observou a serenidade no rosto de Mac, e a sinceridade naquelas palavras. Seus passos tornaram-se mais lentos, até que pararam. Mac então se voltou para ela, sem soltar sua mão.
— O que foi?
— Eu não tenho certeza se já te disse isso alguma vez, mas.. Me orgulho muito do homem que você se tornou. E não digo isso só por esse lado seu que você tem mostrado mais ultimamente, mas por tudo. Eu me orgulho de todos os seus lados. — afirmou com os olhos semicerrados, pensando se aquilo realmente fazia tanto sentido quanto em sua cabeça.
Mac arqueou uma sobrancelha e sorriu levemente.
— Não me olhe assim, é verdade. — disse Stella com uma risadinha. — Vamos! Se chegarmos atrasados vamos ouvir Don a noite inteira!
Stella voltou a andar, ou pelo menos tentou, pois Mac logo a puxou de volta para si, ficando ainda mais próximo dela.
— Espere aí, senhorita Bonasera! — pediu em um tom brincalhão. — Por que isso agora?
— Por nada. Só achei que precisava saber. — respondeu sem retirar o sorriso dos lábios. Após olhá-la brevemente desconfiado, Mac observou o sorriso encantador que ela tinha. Ele sabia que aquele não era o momento, nem mesmo a hora certa para aquilo. Mas, seu controle em manter um simples elogio longe estava cada vez mais difícil. Ela realmente estava deslumbrante.
— Você está perfeita, sabia? — ali, bem no meio do laboratório, a pouquíssimos metros do elevador, Mac Taylor pôs de lado todas as conversas que tiveram naquele dia, incluindo a parte do quase término. Ele se esqueceu por um momento que tudo aquilo era arriscado e que, assim como disse à Don mais cedo, seria melhor que Stella terminasse com ele.
— Se continuar me olhando assim e falando essas coisas, vai me fazer repensar se eu realmente quero terminar com você. — Mac riu.
— Me desculpe, é mais forte que eu. — brincou. — Mas tem uma coisa que eu quero que saiba.
— O que? — perguntou curiosa.
Mac sentiu o celular no bolso do seu casaco começar a vibrar. No visor, Flack.
— É melhor eu contar depois. — disse mostrando o celular a Stella.
— Ah Mac, sério? Você adora me deixar curiosa.
— É, gosto mesmo. — riu. — Mas prometo te contar. Vamos?
Stella observou sua mão unida à de Mac antes de acenar em concordância. Fosse pelo fato deles serem amigos há tanto tempo ou não, ter sua mão junto à dele parecia ser, simplesmente, certo. A fazia pensar no porque de ter pedido logo a ele que fosse seu namorado, e não Brandon, por exemplo, já que ambos saíram algumas vezes. No fundo Stella sabia que queria aquilo. Queria sentir aquela sensação que ele sempre a proporcionou, só que de forma ainda mais intensa. Ela o queria mais perto de si. E talvez se tivesse sorte, sentiria seus lábios juntos aos dele.
***
— Ei, você está bem? Não falou nada desde que entramos no carro. — Stella olhou em volta e se deu conta que ambos já haviam chegado ao apartamento de Don. Já passavam um pouco das 21h, e não havia quase nenhum movimento naquele local.
— Está tudo bem, só estava distraída. — sorriu. — A Jamie não sabe, então..
— Seremos convincentes. — afirmou Mac com uma piscadela.
Ambos saíram do carro e seguiram para o apartamento, onde Don já os aguardava com um vinho aberto. Jamie colocava o último talher na mesa quando Mac e Stella adentraram o apartamento de mãos dadas, como um genuíno casal.
No começo foi um pouco estranho, já que a única que não sabia do combinado era Lovato. Mas depois passou a ser algo natural, até mesmo para Stella. Toda aquela naturalidade a assustava, mas também a fascinava.
***
Mais tarde no terraço...
— Jamie, o jantar estava maravilhoso. — disse Stella com certo entusiasmo.
— Obrigada, Stella. — sorriu.
— Ei, eu também mereço reconhecimento. Ajudei em parte da janta. — disse Don aproximando-se das duas com mais uma garrafa de vinho.
— Claro! Don me ajudou comprando os ingredientes da farofa. Como eu poderia esquecer? — debochou, arrancando uma risada de Stella.
— Escolhi os melhores ingredientes. Essa é uma arte que poucos dominam. — disse presunçosamente.
— Assim como domina a arte de escolher vinhos? — Mac se aproximou do grupo após voltar do banheiro. Seu braço logo deu a volta no ombro de Stella, apertando-o carinhosamente.
— Nada supera um delicioso vinho tinto, meu caro.
— Don tem paladar infantil quando o assunto é vinho. — zombou Jamie.
— Concordo plenamente. — disse Stella.
— Ok, ok. Já vi que estão todos contra mim. Ainda assim, meu paladar infantil e eu gostaríamos de propor um brinde. — Mac pegou duas taças sobre a pequena mesa que estava montada justamente para ocasião, enquanto Don entregava uma taça para Lovato. — Eu tenho muito o que brindar, na verdade. Mas hoje, gostaria de brindar a algo que pode parecer bem brega, ainda mais para alguém tão insensível quanto Mac Taylor.
Mac revirou os olhos, enquanto Stella e Jamie riam.
— Levantem suas taças. Vamos brindar aos melhores amigos que alguém poderia ter.
Sob a luz das estrelas mais brilhantes, e da linda lua cheia que completava o belo céu, os quatro amigos sorriam alegres, alheios ao momento que estavam vivendo. Mac deixou sua taça de lado e puxou Don, seu amigo e irmão que a vida havia lhe dado, para um forte abraço.
Jamie e Stella fizeram o mesmo, sabendo que, a partir dali, uma amizade começara a florescer.
— Eu amei esse momento brega. — brincou Jamie. — Vocês são incríveis! Isso pede uma sobremesa.
— Um delicioso pavê para completar a noite, o que acham? — perguntou Don.
— Viu amor, sua sobremesa preferida. Eu disse que Don não seria louco de não fazê-la. — provocou Mac, recebendo um soco de Don. Stella por sua vez, sorriu ao ouvir Mac chamando-a de "amor". Ele realmente sabia como desconcertá-la.
— Vocês parecem duas crianças as vezes. — comentou Jamie boquiaberta.
— Você não viu nada, garota! — completou Stella.
— Vou buscar mais algumas bebidas. Mac me ajuda?
— Claro!
— Vou pegar a sobremesa. — disse Jamie saindo junto à Flack.
Mac se voltou para Stella e a viu admirando o céu estrelado. Um sorriso então logo surgiu em seus lábios.
— Sabia que nenhuma dessas estrelas, por mais brilhantes que sejam, se comparam a sua beleza? — Stella sorriu. O sorriso mais brilhante e encantador que Mac já causara nela.
— Mac, vamos logo! — gritou Don da porta. — Vocês vão ter tempo para namorar depois.
Stella riu e, mais uma vez, Mac revirou os olhos.
— Já estou indo, Donald. — disse com desdém. — Está com frio? — indagou, já retirando seu casaco.
— Que cavalheiro, detetive. Obrigada. — Mac pôs o casaco sobre os ombros de Stella e plantou um beijo em sua cabeça.
— Já volto. — sussurrou, afastando-se em seguida.
Quando ele chegou a porta, Stella sentiu o celular vibrar em seu bolso e o pegou.
— Mac, seu celular tá tocando.
— Pode deixar cair na caixa postal, amanhã eu retorno. — disse, e logo sumiu de sua vista.
Stella deixou a ligação cair na caixa postal, mas seja lá quem fosse, deixou um recado. O nome da pessoa permaneceu no visor, fazendo Stella apertar seus olhos numa tentativa de lembrar quem era. "Esse sobrenome não me é estranho...", sussurrou. Depois de observar o celular em sua mão por alguns longos segundos, Stella decidiu ouví-lo, o que, diga-se de passagem, não foi uma boa idéia.
"Mac Taylor, é difícil te encontrar. Olha, quando eu soube que estava namorando com a Stella não acreditei. Depois do nosso encontro de semana passada achei que finalmente tinha feito você mudar de idéia sobre nós. De qualquer forma, sabe onde me encontrar caso caia na real. Quando der, me liga."
Stella afastou o celular decepcionada, não só pelas palavras que havia ouvido, mas principalmente, por quem as havia dito.
— Quinn..
Continue...
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