E aí, cê topa?
12 Capítulo 12 - Final
Notas iniciais
" — Mac.. Me conte mais sobre o seu sonho.
— Que sonho? — perguntou distraído, enquanto acariciava suas costas. Antes que Stella respondesse, ele se lembrou. — Oh, Aquele sonho. — enfatizou, fazendo-a rir.
— Sim, Esse sonho.
— Nós estávamos tendo uma discussão como a de ontem, e... Bom, ela não terminou da forma que eu imaginava. — completou com um sorrisinho.
— E como exatamente ela terminou? — indagou, levantando a cabeça para olhá-lo.
— Se preferir, eu posso mostrar.."
***
Ele ainda estava na mesma posição de quando discou o número dela pela primeira vez. Uma das mãos no bolso da calça, a outra segurando o celular com seus olhos fixados na janela, enquanto em seu pensamento mais um flash da manhã maravilhosa que tiveram, vinha a tona.
A voz da gravação anunciando a caixa postal novamente soou, fazendo Mac suspirar e guardar seu celular no bolso. Ele então deixou a vista de lado e sentou-se à sua mesa, passando a encarar o computador a sua frente.
— Vamos ver se eu tenho sorte.. — sussurrou enquanto digitava o nome de Brad na internet.
Havia uma única notícia ligada a Brad, sendo ela uma ação social feita em Los Angeles há alguns anos e comandada por ele. Fora isso, não havia nada incriminador. Mais uma vez um suspiro de decepção saiu de Mac.
— Esse ar de preocupação não combina com você, Taylor.
Mac logo arqueou os olhos quando ouviu aquela voz, enquanto seus lábios contraíam-se num sorriso.
— Assim como o sarcasmo e a ironia não combinam com você, Horatio.
Caine, que estava recostado no batente da porta com as mãos nos bolsos da calça, riu e adentrou a sala. Mac levantou e aproximou-se dele, dando-lhe um breve abraço.
— O que te traz a Nova York? — perguntou Mac se afastando.
— O casamento da minha irmã. Será em algumas horas, na verdade.. — comentou checando seu relógio. — Quis vir aqui antes ver como meu velho amigo está.
— Clarice vai se casar? — indagou voltando para a sua mesa.
— O quê? Não! Acredite, o dia em que isso acontecer ela fará questão que ninguém saiba. — riu. — É a Chloe quem vai casar.
— Fico feliz por ela. Henry parece ser um bom homem.
— Ele é. — afirmou com um leve sorriso. — E falando em casamento.. Vai demorar muito até que você faça o grande pedido?
Mac manteve seu semblante inexpressivo nos primeiros segundos, mas fora difícil esconder o sorriso de felicidade que aquela simples pergunta trouxera.
— Então a notícia já chegou em Miami? — desconversou enquanto se sentava.
— Bom, sabe como é. Dois dos maiores detetives dos Estados Unidos estão juntos. Essas notícias correm, meu amigo. — Caine caminhou até onde Mac estava há alguns minutos, passando a observar a vista. — No momento em que eu os vi juntos pela primeira vez, eu soube que havia algo..
Mac girou a cadeira para olhá-lo, relembrando o dia em que Caine e sua equipe trabalharam em conjunto com a polícia de Nova York pela primeira vez.
— Lembra do que me disse antes de ir embora naquele dia? — Mac perguntou.
Caine desviou seu olhar brevemente, sorrindo de canto.
— "Você não deveria deixar o medo te impedir de ser feliz, Mac." — repetiu as palavras ditas no dia em questão, arrancando uma leve risada de Mac.
— Acho que demorei um pouco pra seguir o seu conselho.
— O importante é que você o seguiu. — disse, voltando a encarar a vista. — Tudo aconteceu no tempo certo.
Mac suspirou, relembrando por um momento do primeiro dia em que se permitiu pensar em Stella de um modo diferente, sem que fosse apenas como sua amiga. Ele não se lembrava bem do motivo que o levou a pensar naquilo. Talvez tivesse sido o brilho dos olhos dela durante uma conversa aleatória, ou até mesmo aquele sorriso que ele passou a amar.
De qualquer forma, aquele pensamento não durou muito tempo. Na época ele estava conhecendo Peyton e sentia que o que havia entre ele e Stella jamais poderia passar de uma forte e profunda amizade.
Mais uma vez Mac estava enganado.
— Eu a amo, Caine.
— Eu sei, e acho que você também sempre soube, só não estava preparado para admitir.
Enquanto Mac refletia naquelas palavras, Caine desviou seu olhar mais uma vez da vista, observando Mac e, consequentemente, o computador.
— Da onde você conhece o Brad?
— A irmã dele trabalha aqui. — respondeu encarando a notícia de Brad em seu computador. — Você o conhece?
— Ele estagiou lá no laboratório há vários anos atrás. Ele precisava de dinheiro pra faculdade e, bem, parecia ser um bom garoto, então eu o ajudei. Pena que me enganei.. — suspirou.
Mac o encarou confuso, então Caine continuou.
— Depois de umas semanas, uma das técnicas do laboratório o acusou de assédio. Ele disse que nada havia acontecido e que a menina só estava tentando prejudicá-lo. Naquela época nós não tínhamos acesso às imagens das câmeras e havia uma certa burocracia para consegui-las.
— Eu me lembro disso. As imagens só eram enviadas em média três dias depois do pedido.
— Exatamente, e foi isso que aconteceu. No dia seguinte ao meu pedido, essa mesma menina veio até mim e disse que havia inventado toda aquela história. Eu sabia que havia algo de estranho mas o supervisor resolveu deixar de lado. No fim, nunca conseguimos as imagens.
— E o que aconteceu depois?
— Depois de um tempo passaram a surgir algumas denúncias anônimas envolvendo o nome dele. — relembrou, recostando na mesa ao lado de Mac. — Um dia, depois do meu turno, eu estava indo para o estacionamento quando percebi que havia esquecido a chave do carro em cima da minha mesa. Quando voltei para pegar, flagrei Brad agarrando Karen, uma das faxineiras que trabalhavam naquele turno. Ele tapou a boca dela com um pano, por isso ela não gritava. Se eu não tivesse voltado.. — suspirou. Mac ouvia a tudo atentamente, sentindo toda a raiva acumulada por Brad subir pelas suas veias.
— O que houve com ele?
— Como na época Brad era menor de idade, ele foi levado para o reformatório. Soube que ele ficou lá por uns dois meses antes de fugir. Desde então não tive mais notícias, até agora..
— Eu sabia que tinha algo de errado com esse cara. Eu deveria ter investigado mais.. — queixou-se, levantando-se.
— Como você o conhece exatamente, Mac?
— Ele também trabalhou aqui há um tempo atrás como técnico. Ele tinha um jeito estranho e era gamado em Stella. Quando o contrato acabou ele saiu do laboratório e sumiu. Agora ele voltou pra Nova York com sua irmã..
— Que, convenientemente, trabalha aqui. — completou Caine desconfiado. Mac arqueou uma sobrancelha.
— O que? Acha que Amélia pode estar trabalhando aqui com segundas intenções?
— Me diga você. Por que está tão preocupado com Brad? O que ele fez?
— Tenho medo que ele possa tentar algo contra Stella. Ele não é confiável, Caine, você sabe.
Horatio desencostou da mesa e checou novamente o horário em seu relógio.
— Tenho algumas horas antes do casamento. Para onde vamos?
— Vamos encontrá-lo.
***
Amélia virou a última quadra antes de finalmente entrar na rua onde Stella morava. Adam estava nervoso e ansioso, checando seu celular a cada minuto.
— Deveríamos ligar para o Mac.
— E dizer o que? Que meu irmão sequestrou a namorada dele? — Adam a olhou perplexo.
— Sim, é exatamente isso que deveríamos dizer, Amélia!
— Não, Adam! Não sabemos disso ainda. Precisamos ter certeza. Talvez meu irmão tenha caído em si e desistido de sua ideia maluca. Não vamos nos precipitar! — Amélia estacionou há poucos metros do prédio de Stella, avistando logo o carro que Brad havia alugado.
— E então? O que faremos? — indagou com raiva.
Amélia respirou fundo e pegou seu celular, discando rapidamente o número de Brad.
— Vamos Brad, não faça besteira, por favor.. — sussurrou, aguardando até que ele atendesse..
— Amélia..
— Espere, Adam! — gritou. — Ele vai atender. Ele tem que atender. — sussurrou. Adam suspirou e recostou no banco.
Para a frustração de ambos, a ligação não foi concluída.
— Droga! — murmurou, guardando o celular. — Precisamos de um plano.
— O plano é chamar o Don, Mac e toda a polícia para que eles nos ajudem a salvar Stella do louco do seu irmão! — gritou.
— Não Adam, por favor.. Se fizermos isso, Brad será preso sem ao menos poder se explicar.
— Se você acha que Brad merece uma chance de se explicar, você é tão louca quanto ele. — disse enquanto abria a porta e saía do carro rapidamente, sendo seguida por Amélia.
— O que vai fazer? — perguntou preocupada.
— Vou salvar a minha amiga. Enquanto isso, você vai ligar para o Mac e explicar tudo que está acontecendo. — disse estendendo seu celular em direção a Amélia. — Peça ajuda e me prove que não é igual ao seu irmão.
Amélia pegou o celular de Adam em silêncio, observando-o se afastar.
— Eu sinto muito, Adam.. — sussurrou, largando o celular de Adam no chão e adentrando o carro. Em seguida, Amélia saiu às pressas dali.
***
Dizer que Mac estava dirigindo rápido pelas ruas da enorme Big Apple seria um eufemismo. Seu olhos completamente focados na estrada e a seriedade em seu rosto juntamente ao bater de seus dedos no volante, entregavam o quão nervoso ele estava.
Horatio o olhou de relance, conferindo se o cinto de segurança estava bem preso.
— Nem quando eu recebia chamadas na minha época de policial eu dirigia assim. Mac, vai acabar nos matando!
Mac desviou seu olhar brevemente para Caine, reduzindo consideravelmente a velocidade do carro.
— Me desculpe, eu nem percebi que estava rápido. — suspirou.
— No que estava pensando?
— Em como fui estúpido! — suspirou novamente. — Nem passou pela minha cabeça o fato de que Amélia poderia estar tramando algo com seu irmão. O jeitinho meigo dela me enganou.
Horatio riu levemente.
— Pensar dessa forma é uma tortura, até mesmo pra você.
— Eu sei. — murmurou. — Você acha ingênuo demais pensar que talvez, só talvez, ela não saiba de nada?
— Bom, talvez sim.. Mas acho difícil. — respondeu incerto.
Mac desviou os olhos da estrada por um momento para o seu celular piscando próximo ao freio de mão. Sua mão rapidamente o pegou, atendendo-o logo em seguida.
— Detetive Taylor?!
— Mac! Sou eu, Don. Onde você está?
— Indo pra delegacia..
— Antes preciso que saiba de uma coisa. Pensei em tudo que você disse sobre o Brad e resolvi fazer uma investigação mais a fundo sobre ele. Descobri umas coisas um tanto perturbadoras... — divagou. — Mas a questão não é essa. O cara já mudou de hotel umas três vezes desde que chegou aqui, e o mais estranho é que em cada um deles usou um nome diferente.
— Sabe onde ele está agora?
— Eu já tentei localizar, mas aparentemente o celular é descartável.
— Stella disse que ele estava com um carro alugado, então..
— Vou ligar pra companhia e tentar rastreá-lo. Me dê um minuto.
— Certo.
Antes que Horatio pudesse perguntar, Mac deu meia volta com o carro e ligou a sirene.
— Ele está com ela? — indagou Caine receoso.
— Eu não sei, mas se estiver eu juro que acabo com ele! — respondeu com raiva.
— Mac? Mac? — chamou Don ao telefone.
— E então, encontrou?
— Ao que tudo indica, Brad está na casa de Stella. Estou mandando viaturas pra lá agora mesmo.
Mac sentiu seu mundo desmoronar por um momento, mas o anseio em vê-la bem fez com que ele deixasse a angústia que estava sentindo de lado, e focasse somente em salvá-la.
— Encontro você lá. — disse antes de desligar, pisando ainda mais fundo no acelerador.
***
Adam abriu a porta de Stella cuidadosamente. A mesma não teve nem tempo de trancá-la depois da visita inesperada. Ele caminhou à passos curtos pelo apartamento, completamente desarmado. Algo dentro dele dizia que tudo estava prestes a dar errado, mas era sua amiga ali dentro e ele não ia fraquejar.
Seus olhos passearam por cada canto do apartamento, e não ver qualquer indício de luta o fez suspirar de alívio. Um barulho, no entanto, o fez travar no mesmo lugar. Ele prendeu sua respiração numa tentativa fútil de não fazer qualquer movimento que entregasse sua presença.
O barulho, identificado por Adam como sendo passos, se intensificou. Num ato repentino, Adam escondeu-se atrás do balcão da cozinha de Stella. Logo a voz baixa de Brad ecoou pelo apartamento, enquanto o mesmo voltava a sala de estar.
— Já estou com ela. Chegaremos aí em menos de meia hora. O vôo não pode atrasar! — alertou rispidamente, desligando o celular em seguida.
Brad caminhou até a porta do banheiro principal, abrindo-a. Adam logo pôde ver Stella desmaiada, com um corte profundo na testa. Na primeira oportunidade, Adam pulou sobre Brad, derrubando-o no chão.
— Eu vou acabar com você! — gritou Brad enquanto disparava socos contra Adam, que esquivou-se e empurrou Brad para longe.
— Tenta a sorte. — murmurou em posição de defesa. Brad sorriu sarcasticamente, arrancando a arma da cintura e apontando para Adam. — Droga! — sussurrou, erguendo as mãos.
— Você cometeu um enorme erro vindo aqui, Adam.
— Eu não vou deixar você levá-la. — Brad riu, aproximando-se de Adam.
— Essa eu quero ver.
Um gemido vindo do banheiro distraiu Brad por um segundo, fazendo com que Adam fosse de encontro a ele novamente. Uma nova luta começou, enquanto Stella tentava a todo custo manter seus olhos abertos.
— Adam.. — Stella sussurrou.
Após um discuido de Adam, Brad o apunhalou com a arma, derrubando-o no chão desacordado.
— Adam! — gritou Stella tentando se levantar. Brad caminhou até ela e encostou a arma em sua cabeça.
— Não me obrigue a te matar, Stella. Fique em silêncio e garanto que você não morrerá.. Pelo menos não hoje. — sorriu.
***
Mac e Horatio pararam em frente a porta de Stella, disparando um chute contra a mesma. Com suas armas devidamente posicionadas, ambos checaram todo o apartamento. Mac correu seus olhos pela sala, sentindo novamente o medo percorrer seu corpo ao reparar nos sinais de luta. Ao ver Adam deitado atrás do sofá, seus olhos arregalaram.
— Adam! — gritou, correndo até ele. Horatio terminou a checagem e voltou ao encontro de Mac.
— Tudo limpo. Parece que saíram daqui a pouco tempo.
Mac bateu levemente no rosto de Adam após checar seu pulso. O mesmo abriu os olhos lentamente, murmurando coisas sem sentido.
— Adam, o que aconteceu aqui?
— Brad.. Brad levou Stella.. — respondeu pausadamente. — Eu tentei impedi-lo, mas não consegui.. — a dor causada pela coronhada o obrigou a apertar os olhos e levar a mão até o recente corte.
— Sabe para onde ele a levou?
— Brad comentou algo sobre um vôo. Disse que estaria lá em menos de meia hora e que ele não poderia atrasar.
— O aeroporto mais próximo fica a menos de vinte minutos daqui. — comentou Caine.
Passos foram ouvidos vindos da porta. Don adentrou o local com alguns policiais, indo até Mac e Horatio.
— O que rolou aqui? — indagou espantado.
— Precisamos ir até o aeroporto agora! — disse Mac levantando-se e puxando Adam consigo. — Não podemos deixá-lo escapar. — enfatizou olhando para os policiais. — Adam, você vai ficar bem?
— Sim, mas eu vou com vocês. Eu quero ajudar. — Mac o analisou por alguns breves segundos, se dando por convencido.
— Ok, vamos embora.
***
Em pouquíssimos segundos a polícia de Nova York estava seguindo para o aeroporto em fila. Mac liderava, tendo Adam no banco de trás e Caine como seu carona.
— Adam, o que aconteceu? Como sabia sobre Brad?
— A Amélia me contou.. Espera! Não foi ela quem te ligou? Eu achei que..
— Então Amélia está envolvida? E onde ela está agora?
— Eu... Eu não sei. — suspirou. — Ela me contou sobre Brad e me levou até o apartamento de Stella. Eu pedi a ela que te ligasse e pedisse ajuda, mas não faço ideia de onde ela esteja!
— Depois cuidamos dela. — disse Caine. — Tem mais alguma informação que precisamos saber?
— Tem alguém o ajudando. Eu não sei quantos são, mas provavelmente estarão com ele no aeroporto.
Mac pegou seu celular e discou o número de Don rapidamente.
— Flack, Brad não está sozinho. Tanto ele quanto seus capangas podemos estar armados, então fiquem preparados.
— Ok Mac!
Mac pôs o celular de lado ao avistar o aeroporto.
— Adam...
— Eu vou com vocês. — afirmou com convicção.
— Você está sem colete, Adam.
— Vocês também estão. — Caine e Mac olharam para si mesmos. Com toda a correria, nenhum dos dois lembrou de pôr o colete.
— Tem uma arma debaixo do banco. Pegue e não solte-a em circunstância alguma. Não tenha medo de usá-la se for para se defender.
— Certo, chefe.
— Como vamos fazer? O aeroporto está lotado! — indagou Caine.
Mac olhou em volta e viu umas das pistas de pouso interditada.
— Vamos invadir. Segurem-se! — Adam arregalou os olhos, e Mac logo adentrou a pista de pouso sendo acompanhado por quatro viaturas, entre elas Don.
***
Brad guiava Stella pela pista com a arma pressionada contra suas costas. Um jatinho particular os aguardava mais à frente.
— Você é louco! — disse com raiva, arrancando um sorriso de Brad.
— Só se for louco por você.
— Chefe?! — chamou um dos capangas. — Temos companhia. — Brad olhou para trás e suspirou ao ver as viaturas aproximando-se.
— Ótimo! Uma pequena diversão antes de irmos. Preparem-se.
Rapidamente, os cinco homens que acompanhavam Brad posicionaram-se com suas armas ao lado dele. Sua arma que antes estava nas costas de Stella, foi levada até sua cabeça.
— Se tentar qualquer coisa, eu juro que não hesitarei. — Stella tinha suas mãos algemadas para trás, e uma das mãos de Brad em sua cintura, mantendo-a perto.
Mac saiu do carro e, ao avistar Stella bem, sentiu o alívio percorrer seu corpo.
— Acabou, Brad. Solte-a.
— Detetive, isso só vai acabar quando estivermos dentro do avião, voando para bem longe daqui.
— Se não solta-la, em poucos segundos será um homem morto. — Brad sorriu e virou seu rosto, aproximando seus lábios do pescoço de Stella.
— Você não sabe o quanto esperei por esse momento, detetive. Stella é minha, e não há nada que você possa fazer.
— Eu nunca serei sua. — disse pausadamente, enfatizando cada palavra. — Mac, eu amo você. Não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar.
— Eu te amo.. — sussurrou Mac.
— Cale a boca! — gritou contra Stella, pressionando ainda mais sua arma contra ela.
— Solte-a agora, Brad. Você não tem escapatória. — gritou Horatio.
— Se ela não vai ficar comigo, ela não vai ficar com mais ninguém. — o barulho da arma engatilhando irrompeu o breve silêncio. Logo o som de um disparo foi ouvido.
Num ato de desespero, os capangas começaram a disparar. Mac atirou contra dois deles, enquanto Don e Caine se encarregavam do resto.
O nome de Stella saiu de sua boca num grito desesperado. Ele então correu até ela e a abraçou com toda sua força, enquanto Brad caía morto no chão, com um único tiro em sua cabeça.
— Você está bem? Está ferida?
— Eu estou bem. Sou durona, lembra? — sorriu com charme. Mac suspirou aliviado, selando seus lábios contra os dela num beijo intenso.
— Eu te amo tanto, sei que deveria ter dito isso antes. Me perdoe por ter demorado tanto.
— Tenho certeza que vai encontrar uma forma de me compensar por isso. — disse com um sorriso.
— Tem razão. Mas antes tem algo que preciso te perguntar. — Stella o olhou confusa. Mac então levou uma mão ao seu rosto, acariciando levemente. — Eu não quero passar mais um minuto da minha vida longe de você, Stella. Eu estou completamente apaixonado por você, e já estava antes mesmo de você vir com toda essa idéia doida. — riu. — Que tal continuarmos da onde paramos, só que agora como um casal de verdade, hein?
— Está me pedindo em namoro, Taylor? — perguntou surpresa, com um lindo e brilhante sorriso nos lábios.
— Bom... Pode ser que sim.. — disse com charme. — O que você me diz?
Stella aproximou-se, beijando-o intensamente novamente.
— Isso responde sua pergunta? — Mac sorriu.
Enquanto isso, Caine e Don checavam todos os corpos.
— É bom te ter por aqui, Horatio. Espero que possamos trabalhar juntos mais vezes, em outras circunstâncias, é claro.
Caine riu.
— É bom estar de volta, detetive. Fico feliz que tudo tenha terminado bem. Agora eu tenho um compromisso importante.. — disse checando seu relógio. — Mas dê os comprimentos à Mac e Stella. Nos vemos em breve.
— Claro. — respondeu com um leve sorriso de canto. Com um suspiro, Don observou à sua volta, até que seus olhos caíram sobre Adam que estava mais afastado diante de um corpo. — Essa não.. — sussurrou, caminhando até ele. — Adam...
— Ela o matou.. — disse em um tom baixo com lágrimas nos olhos enquanto segurava Amélia em seus braços. — Um dos capangas devem ter disparado contra ela..
— Eu sinto muito, Adam.. — sussurrou.
— Eu também..
***
1 ano depois...
— Essa foi a última caixa. — disse Mac meio ofegante, guardando-a no porta malas de seu carro.
— Fizemos um ótimo trabalho aqui. — comentou Stella orgulhosa, observando os dois carros com parte dos utensílios de sua casa.
— Bom, não foi só nisso que fizemos um ótimo trabalho.. — sorriu maliciosamente pondo uma de suas mãos sobre a barriga dela.
Stella riu.
— Alice, seu pai é tão engraçadinho. — zombou olhando para sua barriga.
— Está pronta pra ir? O caminhão deve chegar em umas duas horas. Da tempo de te deixar na casa nova e vir encontrar com eles.
— Tudo bem. Vamos! — seus lábios encostaram nos dele num breve celinho. — Espera.. Acho que esqueci uma caixa no quarto.
— Vou buscar. — Mac fez menção em sair, mas Stella o impediu.
— Essa está leve. Pode deixar comigo. — ela jogou um beijo em sua direção e voltou para dentro de casa, indo até seu quarto. — Aí está você.
Ao pegar a caixa que estava próxima a porta, um pequeno objeto caiu no chão. Stella a pôs de lado e abaixou diante do objeto, pegando-o em suas mãos.
— Não acredito que ainda tenho você. — disse olhando para o ursinho que Brad havia dado a ela. Analisando-o uma última vez, um pequeno rasgo chamou sua atenção. — O que é isso? — murmurou. Enquanto Stella terminava de rasga-lo, a perplexidade mudou o semblante em seu rosto ao observar a câmera escondida dentro do urso.
— Amor, está tudo bem? — perguntou Mac entrando no quarto. Stella se levantou, erguendo a câmera para ele. — O que é isso?
— Brad me deu esse urso no dia em que me convidou pra sair.
— Com uma câmera? — indagou chocado, observando atentamente a câmera em suas mãos. — E onde estava esse urso?
— No meu carro.
— Isso quer dizer..
— Que ele me observou aquele tempo todo.
The and.
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