Notas iniciais
Olá, leitores! Estamos na reta final da fic, talvez o próximo já seja o último.. :( Espero MUITO que gostem, e peço desculpas pela demora! Nesse capítulo tem de tudo: drama, surpresas e muito romance ❤

Seu corpo e sua mente estavam mais cansados do que nunca, mas ainda assim Stella não conseguiu dormir, mesmo depois da conversa que tivera durante a madrugada com Mac.

Seus olhos estavam focados na vista que a pequena janela do quarto oferecia. Já faziam quase vinte minutos que o despertador havia tocado, e ela já estava devidamente vestida com seu macacão do dia anterior. A única coisa que a trouxe de volta a realidade fora duas leves batidas na porta.

— Pode entrar. — disse encarando a porta. Mac adentrou o quarto com sua calça de moletom e sua camisa social impecavelmente passada. — Gostei do novo estilo.

Mac olhou para si mesmo e riu, caminhando até o seu lado.

— Queria mudar um pouco, pra variar. — ironizou, arrancando uma leve risada de Stella. — Conseguiu dormir um pouco?

— Alguns cochilos rápidos. — respondeu, reprimindo um longo suspiro.

— Teve mais algum sonho com ele?

— Não, não tive. Mas acho que fiquei com medo de sonhar e acabei não conseguindo dormir. — sorriu sem graça.

— Adiantaria alguma coisa eu dizer pra você ficar aqui e descansar ao invés de ir trabalhar?

— Não. — respondeu com uma leve risada, arrancando um suspiro dele. — Mas eu prometo que ficarei bem. Trabalhar vai ajudar a me distrair.

— Te levar pra almoçar ajudaria nessa distração?

— Depende.. Qual seria a intenção por trás desse almoço? — provocou-o com um sorriso de canto.

— Bom, eu preciso me redimir como seu namorado falso e, principalmente, como seu amigo. E também tem algo que eu preciso te contar.. Na verdade, são duas coisas.

— Eu topo se você me contar pelo menos uma delas agora. — pediu curiosa, arrancando uma risada de Mac.

— Tudo bem, curiosa. Mas só se me prometer que não vai ficar sem graça.

— Eu não vou ficar sem graça. — afirmou com convicção.

Mac se aproximou mais de Stella, sem ter certeza de quais seriam seus próximos passos.

— Tem certeza? — ele levou sua mão ao rosto dela e, com o toque, seus olhos fecharam.

Stella riu.

— Tenho.

Mac aproveitou que seus olhos ainda estavam fechados e aproximou seu rosto do dela, sussurrando ao pé do seu ouvido.

— Você fica maravilhosa nesse macacão.

— Isso é golpe baixo, Taylor. — murmurou, abrindo os olhos. Mac sorriu, sem ousar afastar seu rosto do dela. Stella cedeu ao momento e levou suas mãos à cintura de Mac, trazendo-o mais para perto de si. Seus olhos fecharam-se novamente, enquanto seus narizes roçavam um no outro.

— Hoje eu sonhei com esse momento. — sussurrou. — Não foi bem assim. Foi bem diferente, na verdade.

— Isso é bom ou ruim?

— Tá brincando? Está bem melhor do que no sonho. — Stella riu de seu comentário, abrindo os olhos novamente.

— Acho que já posso imaginar do que se trata o segundo assunto. Que tal adianta-lo agora, hein?

Mac afastou o rosto para olhá-la.

— Eu posso fazer isso, mas.. Talvez cheguemos atrasados. — Stella riu.

— Bom, acho que meu chefe não vai se importar muito com isso. — Mac sorriu e a girou, pressionando-a cuidadosamente contra a parede.

— Tem mais uma coisa que eu preciso te contar.

— O que é?

— Eu estava louco pra te beijar outra vez. — Stella sorriu, e antes que tivesse a chance de dizer qualquer palavra, sua boca fora coberta pelos lábios de Mac num beijo intenso.

Enquanto eles aprofundavam mais o beijo, um brilho de raiva surgia nos olhos daquele que os observava do estacionamento, através daquela pequena janela.

***

Assim como Stella, Amélia não teve uma das melhores noites. A conversa que tivera com seu irmão na noite anterior a manteve acordada. No fundo ela sabia o que aquilo significava, e era demais, até mesmo para ela.

Ao chegar no saguão do hotel, um rosto familiar a fez arregalar os olhos de surpresa.

— Adam?! — ao ouvir seu nome, Adam, que andava inquieto de um lado para o outro, saltou num susto.

— Amélia?! Oi!

— Oi! — disse, aproximando-se. — O que faz aqui?

— Eu vim te buscar. — Amélia arqueou uma sobrancelha, e ele logo se consertou. — Quer dizer, eu moro próximo e vim ver se queria uma carona para o trabalho.

Apesar daquele não ser o melhor momento diante das atuais circunstâncias, Amélia deu um meio sorriso. Admitindo ou não para si mesma, o jeito dele a encantava.

— Oh Adam, eu sinto muito mas já pedi um táxi.

— Tudo bem.. Eu posso te fazer companhia enquanto ele não chega? — pediu sem graça com uma mão no bolso da calça e a outra coçando a cabeça.

— Claro! — disse num impulso.

Adam então sorriu, acompanhando-a até a beira da calçada.

— Então, está gostando de Nova York?

— Ainda não pude conhecer muito, mas estou gostando. — disse desanimada. Adam, com um semblante sério, a encarou.

— Você está bem? Parece um pouco tensa..

Amélia forçou mais um sorriso. Ela não queria transparecer o que estava sentindo, mas Adam era detetive e escapar da verdade não seria tão fácil.

— Está tudo bem, só não sou uma pessoa da manhã..

— Diz isso porque ainda não conhece bem o Danny. Ele consegue ser bem rabugento quando quer. Sério, mantenha a distância dele pelas manhãs se não quiser se estressar. — disse com os olhos arregalados, como se estivesse dando o conselho mais importante de sua vida.

Amélia riu genuinamente.

— Consegui arrancar uma risada de você. Já ganhei meu dia! — disse com entusiasmo.

— Você conseguiu uma proeza, acredite.

— Bom, será que você me daria a honra de tentar essa proeza novamente hoje a noite em um jantar? — convidou-a em um só fôlego, tentando esconder ao máximo o nervosismo que sentia.

Amélia logo ficou séria novamente, o que só fez o nervosismo de Adam aumentar.

— Amélia, me desculpe, eu..

— Não, não.. Está tudo bem. É que.. — respirou fundo. — Adam, você é um cara legal e, seria mentira se eu dissesse que não gostei de você, mas.. Eu sou uma pessoa complicada, e não quero magoar você.

— Você não vai me magoar. — afirmou aproximando-se mais de Amélia, que logo se afastou.

— Eu não sou quem você pensa. Eu sou uma pessoa ruim, Adam. — Adam a olhou confuso, sem entender o porquê daquelas palavras.

— Do que está falando? Sei que não nos conhecemos bem, mas tenho certeza que você é uma boa pessoa. Eu vejo isso em você, Amélia. E cá entre nós? Não costumo me enganar. — disse com um pequeno sorriso.

Amélia mordeu o lábios inferior ao sentir seus olhos começarem a inundar.

— Você tem razão sobre uma coisa. — Adam a olhou esperançoso. — Não nos conhecemos bem, e eu prefiro que continue assim.

Adam fez menção em falar, mas as palavras ficaram presas em sua garganta. Para a sorte de Amélia, o táxi chegou.

— Me desculpe, Adam. — pediu olhando-o enquanto abria a porta.

— Seja lá o que estiver acontecendo, me deixe te ajudar. — novamente ele se aproximou, e dessa vez Amélia não tinha como se afastar. — Se não quiser sair comigo, eu entendo. Mas me deixe ser um amigo pra você.

A lágrima que ela tanto tentou segurar, rolou. Adam levou rapidamente sua mão ao rosto dela, secando-a.

— Por que está fazendo isso? — perguntou confusa.

— Só estou seguindo meu coração. — Amélia sorriu involuntariamente. Havia uma parte dela que somente vinha a tona quando estava com Adam. Aquilo a assustava, a amedrontava. Ela sabia que não merecia aquilo, e que quando ele descobrisse toda a verdade, jamais a perdoaria. Apesar disso, a conversa com Brad não pareceu certa, e se ela quisesse agir, não poderia ser sozinha.

— Tem uma coisa que eu preciso te contar, mas você vai me odiar depois disso.

***

Ao sair do elevador, Mac deu logo de cara com Don, que vinha em sua direção.

— Acho que essa é a segunda vez que vejo você chegando atrasado. A primeiro foi há.. O que? Uns cinco anos? — Don desviou seu olhar, fingindo que estava refletindo sobre o dia em questão. Mac revirou os olhos e começou a andar ao seu lado.

— Bom dia pra você também, Flack. — Don sorriu.

— E então, esse atraso é resultado de uma ótima noite ou de uma péssima noite? — Mac simplesmente o olhou, inexpressivo. — Não me diga que você e Stell fizeram as pazes?

Mac parou em frente ao seu escritório, ainda inexpressivo.

— Você é tão curioso. Tá parecendo a Stella!

— Eu sei. A propósito, tem uma coisinha no seu pescoço. — disse enquanto apontava com o dedo. Mac imediatamente levou a mão ao pescoço, tentando limpar seja lá o que fosse.

Don começou a gargalhar, fazendo Mac o olhar com raiva.

— Parece que vocês realmente fizeram as pazes! — Mac tentou manter o rosto sério, mas foi inevitável não sorrir.

— As vezes parece que você tem 5 anos! — murmurou entrando na sala.

— Onde ela está?

— Foi passar no apartamento dela antes de vir pra cá. — Mac retirou o paletó, jogando-o sobre o cabideiro.

— Sério? Achei que ela tivesse ido pra casa ontem. — comentou, sentando no sofá.

— É, ela quase foi. — respondeu com um longo suspiro. — O que me leva a um assunto que quero conversar com você. Na verdade, está mais para um pedido.

— O quer foi? — Mac recostou em sua mesa, cruzando os braços sobre o peito.

— Estou preocupado com a Stella.

— Aconteceu alguma coisa?

— Ainda não. Mas estou com um mau pressentimento em relação ao Brad. — Don fez menção em falar, mas Mac logo o interrompeu. — Antes que você diga, não é ciúme.

— Olha, é a segunda vez que você me diz isso Mac. Você é o detetive aqui, sem contar que suas desconfianças sempre levam a algum lugar. Se está preocupado e acha que ele pode fazer alguma coisa, eu te dou meu apoio. O que quer que eu faça?

— Quero que coloque alguém de confiança atrás dele. Preciso saber de cada movimento, desde o momento em que ele sai de casa até voltar!

— Nossa, então a coisa está séria. — disse preocupado. Mac suspirou e caminhou até Don, sentando-se ao seu lado.

— Sei que parece loucura da minha cabeça, mas não é. Tem algo de errado com esse cara, e eu não vou esperar algo de ruim acontecer para agir.

— Pode contar comigo. Mas, o que isso tudo tem a ver com o fato dela não ter ido pra casa?

Mac contou quase tudo que Stella o havia contado, omitindo apenas alguns detalhes afim de manter sua privacidade, como suas lembranças em relação a Frank.

— Acha que ele seria capaz de fazer algo contra ela?

— Não quero nem pensar nisso.. — murmurou.

O estridente som do celular de Mac irrompeu a conversa, e ele logo o atendeu.

— Taylor?! Oi, Adam. Sem problemas. Até mais tarde. — Mac guardou o celular de volta no bolso e voltou sua atenção novamente a Flack. — Adam teve um imprevisto e vai chegar mais tarde.

— Ei, cara! Vai ficar tudo bem. Brad não vai fazer nada contra Stella, ok? Não vamos deixar isso acontecer! Mas precisa melhorar essa cara, ou o pessoal vai começar a fazer perguntas. — Mac suspirou novamente, consentindo.

— Tem razão. Preciso colocar minha cara de pôquer, como vocês dizem. — Don riu, levantando-se.

— Tente relaxar, ok? E qualquer coisa que precisar, me ligue. — Mac agradeceu com um meio sorriso e observou Don sair da sala, seguindo pelo longo corredor.

Ele permaneceu sentado no sofá por mais alguns minutos, tentando colocar todas aquelas informações que estavam enchendo sua mente, de lado. Ele então respirou fundo e permitiu que o que acontecera naquela manhã, voltasse a sua mente. Ali, sozinho em sua sala, ele passou a sorrir como um romântico apaixonado.

***

Mac já havia perdido a noção do tempo. Ele sabia que estava atrasado e que provavelmente ouviria algumas piadinhas, mas aquilo realmente não importava naquele momento.

Ele estava deitado cuidadosamente sobre ela na cama, beijando-a de uma forma que colocava a tona todos os seus sentimentos, assim como os de Stella.

Entre cada beijo, ambos faziam questão de abrir os olhos afim de terem certeza de que aquele momento era real. O intenso brilho de seus olhos misturavam-se, formando algo inexplicável.

Cada beijo era intenso, assim como cada toque. Havia desejo, e mais amor do que ambos já imaginaram sentir. Eles se amavam, e nenhuma palavra, nem mesmo um "eu te amo", fora necessário para que eles descobrissem.

***

Mac se levantou e caminhou até sua mesa, parando em frente à enorme janela. Em seus lábios ainda havia o sorriso bobo que entregava sua felicidade, e em seus olhos o brilho que Stella deixara.

Num ato involuntário, Mac pegou seu celular e discou o número dela. Além de querer ouvir sua voz, a intenção daquela ligação era dizer a ela a única frase que seu coração gritava desde o primeiro beijo no meio daquele bar..

Que ele a amava

***

Após ter dispensado o táxi, Amélia adentrou o carro de Adam, com a promessa de que o levaria até um lugar mais calmo para a difícil conversa que vinha pela frente.

Minutos depois ela parou o carro próximo ao hotel onde Brad estava hospedado.

— Por que estamos aqui? — Adam perguntou enquanto observava a sua volta.

— Só queria ter certeza de que o carro de Brad estaria no estacionamento..

— E está? — Amélia encarou Adam com receio nos olhos.

— Não, não está. — respondeu. — Adam, sei que te devo uma explicação, e eu prometo que a darei. Mas preciso que confie em mim agora e me ajude.

— Do que você está falando? Ajudar com o que?

— Não temos tempo, Adam! — afirmou em um tom alto.

— Eu não vou te ajudar enquanto não me disser o que está havendo. — disse calmamente, tentando tranquilizá-la.

Amélia respirou fundo, fechando os olhos brevemente.

— Quando eu contei ao Brad sobre a oportunidade que Mac estava me dando de trabalhar no laboratório, ele me confessou que sempre foi apaixonado pela Stella. Sei como é difícil ele se apaixonar por alguém então eu falei que iria ajudá-lo. Confesso que menti e fiquei cega com esse plano idiota, mas a intenção nunca foi machuca-la, ou a qualquer outra pessoa.

— Amélia, não me diga que..

— Eu sinto muito, Adam, mas creio que Stella está em perigo, e se não corrermos poderá ser tarde demais..

Adam a encarou assustado e com raiva.

— Se acontecer alguma coisa com ela, eu..

— Se não formos agora, eu garanto que algo acontecerá. Então, por favor, grite comigo depois.

Adam engoliu a raiva que estava sentindo e se prontificou a ajudar Amélia, tendo em vista que ela era a única que sabia o que Brad era capaz de fazer.

***

Stella checava rapidamente seu visual no espelho, arrumando seus cachos até então bagunçados. Conforme seus dedos os enrolavam, ela se lembrava dos momentos que passara com Mac naquela manhã, e, assim como ele, um sorriso bobo surgiu em seus lábios.

***

Seus dedos passaram a enrolar os cachos dela, que estavam esparramados sobre seu peito. Stella acariciava levemente seu abdômen, enquanto ouvia as batidas de seu coração.

— Eu gosto de ouvir as batidas do seu coração. — sussurrou.

— Por que? — indagou curioso.

— Não sei bem.. Acho que me acalma. — respondeu com um leve sorriso.

— Bom saber. — disse, abraçando-a mais fortemente. — Sabe o que me acalma?

— O que?

— Ver o seu sorriso. — Mac plantou um beijo sobre os cachos de Stella, sem deixar de enrola-los em seus dedos um segundo sequer.

***

O barulho da campainha a fez despertar daquelas lembranças que, de longe, já eram as que ela mais amava. Stella fez questão de manter aquele singelo sorriso nos lábios enquanto pegava seus pertences no quarto e caminhava até a sala depois. A felicidade que estava sentindo não a fez estranhar a visita inesperada na porta.

Enquanto andava até ela, seu celular começou a vibrar em seu bolso.

"Taylor"

O sorriso que antes havia em seus lábios se intensificou. Mas, antes de atendê-lo, Stella abriu a porta, dando de cara com aquele que ela menos esperava.

— Brad?

Continue...

Notas finais
P.s. vocês também tão com dó do Adam ou é só eu?