E Sempre Será Você.
10 Feliz ano novo.
Notas iniciais
minha meta era postar um cap novo todo dia, mas como está na reta final >dessa temporada< eu quis enrolar um pouco kakaka
e, é o maior cap que eu fiz u_u
sério, fiquei assustada qnd vi a qntdd de palavras ahauahuah mas enfim
e também teve o natal que, não tive tempo nenhum p escrever :c
tipo, eu só tinha o comecinho no dia 21, e eu n queria postar só cento e poucas palavras, pfvr
enfim
espero que gostem e não me matem aksjdçsjad
ta com cara de final asdhksj mas n é n
a não ser que vcs considerem o cap antes de um epílogo como o cap final muahahah
pq o prox é o epilogo e eu falei demais
até lá em baixo ^^
Depois daquele dia, realmente tudo ficou melhor. Já estava fazendo uma semana que eu e Sam estávamos juntos. Mas quando digo 'juntos', infelizmente não quero dizer que estamos namorando. Eu pretendo fazer isso hoje. E também pretendo contar a minha mãe que ela tem um filho bissexual e que quer namorar o melhor amigo porque ambos então apaixonados. Minha mãe não tem problema nenhum se a opção sexual da pessoa é diferente, mas não sei qual será a sua reação comigo. Como o ultimo dia de aula já havia acontecido (acho que já falei isso, mas mesmo assim), e não tínhamos formatura porque estávamos no segundo ano, não precisaríamos voltar para a escola, a não ser se estivéssemos de recuperação, e esse não era o caso. De qualquer forma, nessa manhã, Sam veio aqui porque queria passar o dia comigo, pois daqui duas semanas ele iria, finalmente, viajar para a Irlanda. Eu ficava feliz por ele porque depois de anos ele iria visitar sua terra natal. Já era quinze pra meio dia e estávamos acabando de almoçar. Eu, minha mãe e Sam. Era agora que eu ia falar com eles. Com o Sam aqui porque eu queria que ele ouvisse tudo o que eu ia falar pra minha mãe. Terminamos de almoçar, e quando minha mãe estava saindo da mesa eu segurei de leve em seu braço.
– O que foi filho? — ela disse preocupada. — Quer mais alguma coisa?
Balancei a cabeça negativamente.
– Só quero conversar com você. — respondi. Ela me olhou com uma cara estranha, mas se sentou novamente na mesa.
– Bom, e é sobre o que? — ela perguntou meio insegura. Ela sabia que era importante, mas parecia com medo.
– Eu. — eu disse calmo. — É que tem coisas que você precisa saber.
Ela assentiu. Olhei pro Sam e ele estava apreensivo, e talvez com medo do que eu poderia falar. Mas eu iria falar tudo. Talvez até do beijo.
– Que tipo de coisas? — ela perguntou
– Lembra-se da Melanie? — ela assentiu — Então, a gente terminou porque ela tinha me traído. — ela olhou assustada porque nunca imaginou que ela seria capaz de fazer uma coisa dessas. — Com a Sarah. — eu disse e olhei pro Sam que concordou com a cabeça.
Minha mãe ficou mais abismada ainda e fez um gesto nas mãos para que eu continuasse.
– Foi horrível quando ela me contou. Eu fiquei, além de chocado, triste, porque ela era muito importante pra mim. — olhei para a toalha da mesa. Senti minha mãe pegar minha mão, e em seguida ela finalmente falou.
– Melanie é uma boa garota. Eu sempre gostei muito ela, por causa da Katy, mas nunca imaginei que ela seria capaz de fazer uma coisa dessas.
– Pois é. — Sam falou pela primeira vez na conversa.
– Ainda mais com a Sarah.
– É. — Sam concordou de novo.
– De qualquer forma, agora vocês não estão mais juntos. Não é preciso pensar nela o tempo inteiro. — ela disse como se soubesse de alguma coisa.
– Exatamente. — foi o que eu disse.
– Você precisa ser feliz. — ela queria que eu falasse algo. Conheço dona Louise. Ela sabe de tudo. Ou quase tudo.
– Mãe... — dei um sorriso fraco. — Você já sabe de tudo não é? — olhei pra baixo envergonhado e vi que Sam fez o mesmo.
– Não sei do que você está falando. — ela começou a rir e soltou minha mão. Olhou para o Sam, e depois para mim e sorriu novamente. — Se eu sei que meu filho está apaixonado pelo melhor amigo e que até já se beijaram no quarto? — ela riu de novo. — Se for isso... Sim, eu sei de tudo.
Comecei a rir porque não tinha o que falar e eu estava envergonhado. Já disse isso, mas só reforçando.
– Ahn... — olhei pra ela — Como você...
– Ouvi a conversa pela porta. — ela me interrompeu e eu olhei assustado. E o Sam já não sabia mais onde enfiar a cara de tão vermelho que ele estava. — Desculpem. Mas eu estava indo pro meu quarto quando ouvi o Sam falando "eu esperava que o meu primeiro beijo fosse com um garoto.". — ela falou a frase de Sam fazendo aspas com os dedos — Depois disso não ouvi mais nada então imaginei que vocês estavam se beijando.
– Oh. — foi o que eu consegui dizer.
– E o dia que vocês voltaram da escola, finalmente depois de muito tempo vindo separados, eu também ouvi o que vocês disseram.
– Mãe! — eu exclamei alto e ela riu novamente.
– Eu sou curiosa, você deveria saber. — ela levantou as mãos à altura dos ombros se fazendo de inocente.
– Agora eu tenho a certeza disso. — eu disse rindo. — Tá bom, e quanto a...
– Eu quero que vocês sejam felizes. — e eu fiquei quieto. Sam finalmente levantou a cabeça que estava apoiada na mesa e olhou atento pra ela. — É sério. Eu sei que vocês se amam e... Quero realmente que meu filho seja feliz. Com quem for. — pasmem, minha mãe disse que queria que eu fosse feliz com quem fosse. Mesmo que fosse um garoto. — Mesmo meu filho sendo gay e...
– Bi. — eu interrompi e ela olhou pra mim. — Sou bi, mãe.
– O.k. — ela balançou a cabeça de leve. — Mesmo que meu filho seja bi — ela corrigiu e o Sam riu fraco — e que ele queira namorar com o melhor amigo, e ele aceite... — ela deu uma pausa — Quero que você seja feliz. Seja com o Sam, ou com quem você escolher.
– Não disse nada sobre namorar... Ainda. — e nós gargalhamos. Uns dois minutos depois de rir eu continuei. — Na verdade, esse é outro assunto. E eu quero aproveitar que minha mãe está aqui e...
Não consegui terminar de falar e minha mãe começou a chorar.
– Mãe? Eu falei alguma coisa ou...
Ao invés de falar alguma coisa ela me abraçou mesmo sentada. Enxugou as lágrimas e pediu pra que eu continuasse.
– Mãe, você sabe que eu gosto do Sam. E ele sabe disso também. — olhei pra ele e seus olhos claros estavam lacrimejados. — Eu só queria um compromisso. — e olhei para o chão.
Não sabia mais o que dizer; mas pelo menos, eu disse tudo o que precisava.
– Por mim... — minha mãe disse com um sorriso. — Já disse que quero o seu bem, Logan. — e sorriu novamente. Ela olhou para o Sam, que ao invés de responder, se levantou rapidamente e roubou-me um selinho. E se sentou novamente.
Minha mãe sorriu largo, se levantou e me abraçou. Levante-me para ficar mais fácil.
– Acho que já te responderam. — minha mãe falou alegre.
Olhei para o Sam que já estava de pé. Ele veio me abraçar também. Minha mãe nem falou nada e foi para o quarto dela. Sam puxou para a minha mão e subimos para o quarto de mãos dadas e com cúmplices sorrisos. Entramos no quarto e ele fechou a porta atrás dele.
Nem preciso dizer que ele começou a me beijar não é? Pois é. Não paramos de nos beijar e ele me jogou na minha cama. Fiquei assustado com sua atitude, mas dane-se. As únicas coisas importantes nesse momento eram o nosso amor e o Sam me beijando. Ele ficou por cima e continuou me beijando. Fez uma trilha de beijos passando pelos meus lábios, meu rosto. Chegou à orelha e mordeu-me no lóbulo. E sussurrou:
– Eu te amo Logan.
Dei um suspiro alto e levei meus lábios para os seus com urgência. Depois de uns minutos nos beijando ele passou seus lábios para o meu pescoço, e ficou lá durante um tempo.
– Eu te amo. — eu disse com a respiração acelerada.
Sam deu um sorriso sacana e tentou tirar minha camisa. Eu o ajudei e fiz o mesmo com ele depois.
Beijamos-nos mais e depois tiramos o resto da roupa.
Depois disso... Bom, sem detalhes sórdidos.
...
Depois daquele momento, digamos que, intimo, cada um foi tomar banho. E não, não fomos juntos. Eu fui primeiro e fiquei pensando o tempo todo no que acabara de acontecer. Depois de mim foi a vez dele e eu fiquei pensando na mesma coisa. Na minha primeira vez, que foi, sem duvidas, o melhor momento da minha vida. Depois que ele saiu começamos a conversar e ficamos até anoitecer.
Minha mãe bateu na porta e eu abri.
– Seu pai chegou. Ele quer falar com vocês.
– Você contou alguma coisa? — eu perguntei meio nervoso. Caramba, meu pai sabe que eu sou bi e estou namorando meu melhor amigo, agora ferrou.
– Só disse que vocês precisam conversar. Não dei detalhes.
– Então... — respirei fundo — Você quer que eu conte. — ela assentiu.
– Ele merece saber. É o seu pai. E te ama do jeito que você é. — ela disse isso e deu um beijo na minha testa. Ela saiu da porta e eu respirei fundo várias vezes.
Sam me olhou preocupado.
– É melhor contar agora do que ele descobrir depois. É sério. — ele se levantou e veio até onde eu estava.
Me deu um abraço apertado e como minha mãe, deu-me um beijo na testa.
– O.k. — foi o que eu disse.
Descemos as escadas se pressa e fomos para a sala, onde meu pai estava me (ou nos) esperando.
Assim que chegamos ele virou e olhou para mim. Ele se levantou do sofá e veio me abraçar. Deu alguns tapinhas nas minhas costas antes de falar alguma coisa.
– Filho! Há quanto tempo! — ele disse um pouco animado. E fazia muito tempo mesmo. Já devo ter falado que meu pai não parava em casa por causa do trabalho dele em São Paulo. Da ultima vez que ele viajou, faz oito meses. E em oito meses aconteceram muitas coisas. Tipo uma viagem pro Hopi Hari que minha escola fez, e eu e Sam fomos obrigados a ir (digo obrigados porque nenhum de nós curtimos muito passeios escolares... mas fazer o que.); meu término com a Melanie; e agora, meu namoro com o Sam. É. Muita coisa. — Fico feliz de ver você. Sua mãe, e o Sam, é claro! — ele disse e saiu de meus braços. Foi abraçar o Sam, que só falou "oi". — Sua mãe disse que teríamos que conversar. — ele disse ficando um pouco mais sério.
Sentamos no sofá. Meu pai no sofá pequeno (de dois lugares, que ficava perto da porta de entrada), eu e Sam no outro (que ficava no meio da sala perto da parede) e minha mãe estava na cozinha. Ela ouviria tudo, e casa meu pai explodisse, ela viria correndo.
– Podem começar. — eu pai falou olhando para nós. Ele estava menos nervoso, o que facilitaria um pouco as coisas.
– O.k. — eu disse meio nervoso. Eu estava suando demais. — Pai... — ele olhou pra mim e assentiu pra eu continuasse. — Tenho uma coisa pra te contar. — respirei fundo. — Mas tenho medo de você brigar comigo.
– Não importa o que você for falar. Eu vou entender. — ele sorriu fraco. — É uma nova namorada? — ele riu um pouco e eu dei um sorriso fraco.
– Não. — ele ficou sério. — Mãe! — chamei-a. Ela entrou na sala e se sentou do lado do meu pai. — Tá. A mamãe já sabe. E ela me entendeu. E disse que se eu estiver feliz, ela vai estar também.
Ele olhou para ela e olhou pra mim em seguida.
– Você é gay? — ele olhou sério e eu fiquei sério também. Imaginei-o vindo pra cima de mim e me batendo. Mas ao invés disso só perguntou de novo. — Você é gay, Logan? É isso?
– Ahn... Mais ou menos. — dei de ombros.
– Ser "mais ou menos" gay não existe. — ele falou olhando fixamente pra mim. — Ou você é, ou você não é. A não ser que...
– É. — o interrompi. — Eu sou bissexual.
Eu esperava que ele fosse me xingar, ou se estressar e falar um monte. Mas ao invés disso ele deu um sorriso malicioso.
– É o Sam? — ele perguntou e eu assenti — Vocês estão juntos? — e eu assenti novamente. A mamãe voltou pra cozinha já que meu pai não teve reação exagerada nenhuma. — Vamos lá pra cima. Só eu e você. — ele olhou para o Sam que se levantou e foi pra cozinha.
Eu e meu pai subimos e entramos no quarto dele e da mamãe. Ele fechou a porta.
– Logan... — ele começou — estou orgulhoso de você.
Franzi o cenho. Orgulhoso?
– Orgulhoso? — repeti a pergunta que tinha feito mentalmente.
– É. Você falou pra sua mãe e pra mim, sem medo nenhum. Apesar de eu achar que ela tenha pedido pra você falar pra mim.
– Foi. — sorri — Mas eu ia ter falar de qualquer jeito. Porque ela descobriu sozinha, e eu tenho certeza que ela ia falar pra você. — olhei pro chão. — E eu achei que você fosse me xingar. — confessei.
Ele olhou pra mim e sorriu.
– Eu achei estranho o fato do meu único filho ser bissexual, mas a vida é sua. Você sabe o que faz.
– Obrigado. — respondi sincero. Eu era extremamente grato pelos meus pais não serem preconceituosos. Mesmo.
– Mas tem uma coisa que eu quero te perguntar. — assenti — Vocês já... — ele olhou pra mim com uma cara engraçada e eu ri — Você sabe...
Acho que ele não ia conseguir terminar, então eu assenti de leve.
Ele me olhou assustado, mas logo começou a rir comigo.
– Uau. — foi o que ele conseguiu dizer.
– Foi hoje. — confessei. Afinal ele era meu pai, e merecia saber.
– Hm. — ele disse. — Foi bom? — ele perguntou.
– Paaaai! — O repreendi.
– Só perguntei. — ele disse dando uma risada em seguida.
– Foi. — eu disse baixinho, mas ele escutou.
Ele se levantou da cama e me puxou junto. E me deu um abraço.
– Eu te amo, pai. — eu disse abraçado com ele.
– Também te amo moleque. — nos soltamos e ele bagunçou meu cabelo.
Descemos e fomos jantar. Quando chegamos lá vimos Eduard e Alice Foster, os pais do Sam.
Mamãe disse que havia contado a ela sobre mim e Sam e eles reagiram tão normal como os meus pais.
E eu me sentia bem. Eu estava com o Sam, estávamos todos felizes (isso inclui os meus pais e os de Sam) e nada seria capaz de estragar isso. Nada.
Pelo menos, era isso o que eu pensava.
Notas finais
gostaram? como eu disse, está maiorzinho hehe
quero revieeeeeeews ok? por favorrrr!
se não eu n vou postar o epilogo e vcs vão morrer de curiosidade kakaka
e eu n sei se eu citei o nome dos pais do Sam, então, se eu ja fiz isso e mudei nesse cap me avisem kaka pq eu n presto muita atenção nessas coisas u_u dps eu dou uma olhada nos outros, caso eu tenha falado, eu mudo aqui ou la alasjdasdj
enfim, até depois anjinhos ♥
pq n sei qnd vou postar o epilogo .-.
enfim, feliz ano novo, né! kasldjçasçd
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