E Se O Mundo Escurecesse?
1 Prólogo
Notas iniciais
Gregor P.O.V
Acordei naquela manhã e logo depois do café, saí para brincar com meus amigos na rua. Jogamos bola e brincamos de pega-pega, além de termos ido até o lago nadar.
Assim que voltei pra casa, mamãe me esperava com um grande bolo de chocolate. Comi, observando seu sorriso cansado e seus cabelos brancos que já se misturavam aos loiros.
- Está bom? — ela perguntou, sorrindo.
- Sim, mamãe. Obrigado.
- Bem, então acabe de comer e vá tomar um banho, que logo logo seu pai chega junto com seus irmãos.
Sorri e subi as escadas direto pro banheiro. Quando meu pai chegasse, iríamos ao cinema ver o novo filme da Disney junto com meus irmãos, Louise e Jacob, e minha mãe. Fazia tanto tempo que eu não ia ao cinema que eu nem pensava direito ao fazer as coisas.
Entrei no banheiro e retirei meu calção molhado e joguei num canto, tirei minha blusa e minha cueca e fiz o mesmo. Entrei no boxe e liguei o chuveiro, soltando um pequeno gemido de dor quando a água fervendo tocou minha pele gelada.
Tendo terminado meu banho, abri a porta do boxe e pus meu pé pra fora. Porém, eu não percebi que o piso estava molhado e acabei escorregando... Quando eu caí, me segurei na porta do boxe, e ela se soltou, estilhaçando-se por todo o banheiro, caindo em meu corpo e meu rosto.
Mamãe, ao ouvir o barulho, foi correndo ao banheiro e me viu deitado, ensanguentado e praticamente inconsciente. Eu lembro apenas de vê-la como uma sombra e apagar totalmente depois de ouvi-la dizer:
- Greg, filho...
Marie P.O.V
Eu estava lavando a louça quando ouvi um barulho imenso vindo do andar de cima. Greg, meu filho mais novo estava tomando banho e eu me assustei. Subi as escadas correndo, e tentei entrar, mas a porta estava trancada.
Não sei de onde arranjei forças, mas, com o ombro, consegui arrombar a porta e entrar. Meu filho estava estirado no chão, coberto por vidro e sangue. Seus cabelos loiros estavam empapados pelo líquido vermelho e cortes preenchiam seu rosto e corpo.
- Greg, filho, fala comigo. Greg! — gritei mas seus olhos não se mexiam. Ouvi a porta da frente abrir e gritei: — Thomas, suba aqui, agora!
Acho que soei tão desesperada que em menos de trinta segundos ele estava ali, parado do meu lado, olhando para o corpo de Greg. Ele o pegou no colo, retirando o vidro de seu corpo e o embrulhou em uma toalha.
Meus filhos, Louise e Jacob, nos olhavam confusos e assustados. Abracei-os e pouco depois Thomas saiu do quarto com Greg vestido.
- Vou leva-lo ao hospital. Fiquem aqui, ligo assim que souber que algo. — Beijou-me e beijou os filhos antes de sair, nos deixando aflitos e preocupados.
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