E Se Jacob Sofresse Imprinting Por Você?
3 Capítulo 3 - Ursos?
Notas iniciais
O voô foi tranquilo, quando o piloto falou que tinhamos acabado de sair da fronteira do Brasil, sorri. Sim, sonhos se realizam.
Laryssa já tinha dormido faz tempo. Eu estava ouvindo música, só que meu celular acabou a bateria. Resolvi dormir também, estava com sono, — não tinha dormido bem, por causa do pesadelo — e sabia quje a viagem seria longa.
Tentei, juro que tentei dormir, mas não consegui. Novamente aquela imagem na minha cabeça, o mesmo bicho, no mesmo lugar. Ok, aquilo tava me dando medo. Depois que a aeromoça serviu o lanche, achei melhor ficar acordada, queria conversar, mas a Laryssa tava dormindo, sorte dela.
Peguei me tablet e fiquei jogando joguinhos, esperando a gente chegar.
Foram horas e horas, parecia que não chegava. Quando o piloto avisou que tinhamos que colocar o cinto, pois iriamos pousar, foi um alivio. A Laryssa acordou:
- E ai?
- Foi um tédio!
- Por que não dormiu?
- Tô tendo pesadelos.
Ela ficou em silêncio. E nos sentiamos que iriamos pousar.
Já no chão, esperamos que o avião abrisse as portas. Abriu. Pegamos as bagagens de mão e descemos. Fomos pra sala da esteira, esperar nossas malas. Quando achamos, perguntei a Laryssa:
— E agora?
— A gente tá um pouco distante de casa, mas meus avós disseram que viriam nos buscar.
— Você já os viu?
— Só em foto.
— Como vai saber se e eles?
— Eles vão tar com um plaquinha com meu nome.
Procuramos, eu achei uma senhora e um senhor segurando um papel escrito " Laryssa, nós te amamos! Ass: Vovô e vovó ". Perguntei:
- Reconhece eles? — apontei pra eles.
- Sim! São eles.
Ela saiu correndo pra abraça-los e eu senti que estava sobrando no momento 'familía'. Tinha que chegar logo em casa, pra ligar pra minha mãe.
Fui até eles. Me cumprementaram, super educados. Após uma pequena conversa entre eles, me ajudaram a colocar a mala no carro e fomos pra casa deles. A conversa no carro não parava:
— Mas então, diga como está o seu pai? — disse o senhor, que se chamava Antônio.
— E seus estudos, como vão? — perguntou a avó da Laryssa, Nilda.
Tantas perguntas.. e a Laryssa respondia animada a todas elas. Mas a conversa não era pra mim, parei de prestar atenção e comecei a observar o lugar, Forks. Era verde, pequena, mas era linda. Não sei se era em Forks que eles moravam, mas era próximo a La Push.
Já era tarde, e chegamos rápido casa deles. Entramos com as malas, coloquei o meu celular pra carregar e liguei pra minha mãe, disse que estava tudo bem e que tava tarde aqui, eu iria dormir e de manhã cedo iriamos pra La Push.
A casa tinha dois andares, o nosso quarto era no segundo andar, que também tinha um banheiro. O resto da casa era todo lá em baixo. Desci para comer alguma coisa, estava com fome. A Nilda era muito doce, ela fez um misto-quente, e depois eu e Laryssa fomos dormir. Essa noite foi sem sonhos, ainda bem, precisava dormir, os pesadelos estavam me atrapalhando.
Laryssa me acordou cedo para ir pra La Push, nos arrumamos e descemos, a mesa estava pronta para o café-da-manhã, mas a Laryssa não quis comer, estava ansiosa para ir a La Push.
Mas Nilda e Antônio não queria que nos fossemos:
— Onde vocês vão? — Perguntou Nilda
- Pra La Push! — disse Laryssa toda animada.
- Não! — Seu Antônio entrou na conversa.
- E por que não, vô?
- Por que... Por que.. por que tá muito Sol! — ficou bem obvio que ele estava nos escondendo alguma coisa, Laryssa fingiu que não percebeu:
- Ah é! Tem razão vou pegar o protetor.
Ela subiu as escadas correndo, Nilda pegou o teleone e ligou para alguém. Depois de conversar baixinho com a pessoa, passou o telefone para mim:
- NÃO VÃO PARA LA PUSH!
Era a mãe da Laryssa.
- E por que não iria? A gente ficou horas e horas no avião pra chegar aqui e não ir?
- Olha, eu sei que vocês viajaram pra isso, mas não vão! Quando eu contei pra Nilda e pro Antônio sobre a viagem de vocês para La Push, eles me disseram te tudo bem, mas que La Push está perigoso, muitos moradores estão vendo grandes criaturas por aquelas terras, eles acham que sejam ursos! Não contei nada pra sua mãe pois ela ia ficar preocupada!
- Ursos? Sério? Deve ser boato! Não tem nada, e não vai acontecer nada com a gente, tá?
Acho que ela percebeu que eu iria e não importaria o que ela falasse:
- Então, posso falar com a Laryssa?
Nesse momento, Laryssa entrou na sala:
- Tudo bem. — passei o telefone para Laryssa.
Ouvi ela dissendo pra mãe:
- Que palhaçada, mãe! Olha, a gente vai e volta! E eu juro que te ligo quando voltar.... Não mãe, não vai acontecer nada..... Tudo bem, tchau!
Ela colocou o telefone no lugar, pegou sua mochila, virou pra mim e disse:
- Então, vamos?
- Aham!
Saimos da casa ,e eu ouvi alguém suspirar.
- Você sabe onde é? — perguntei.
- Aham, eu procurei na internet quando ainda tavamos no Rio.
Não demorou muito e logo chegamos na praia, que estava cercada com portões e um segurança.
- O que houve? — perguntei a ela.
- Sei lá. Vou falar com ele.
Ele foi em direção ao segurança e perguntou:
- A gente pode entrar?
- Não! — respondeu ele — há ursos aí dentro.
- Af', você também? — falei.
- "af" nada mocinha, vocês correm perigo se passarem desse portão.
- É? Então eu tô afim de correr perigo..
Passei por ele e entrei na reserva de La Push, Laryssa me seguiu. Era realmente linda, não tinha muita coisa, algumas casinhas pequenas, poucas pessoas... mas era muito linda!
Nos fomos até areia e ali sentamos, observando o mar, o sol. Muito Linda!!
Tinha esquecido meu celular em casa, então a Laryssa pegou o dela e colocou na música "Be Alright — Justin " e ficamos ouvindo.
Até que chegou um garoto, alto, forte, e sem camisa e com um tatuagem estranha no braço, perguntou:
- Ué? Vocês não tem medo dos "ursos"?
Ele disse isso com tom de irônia, rindo, como se fosse um piada. Ficou claro que ele não acreditava nos "ursos".
- Quem é você? — Laryssa perguntou.
- Embry Call, e você, linda?
- Laryssa...
Ela me cutucou, como se eu devesse me apressentar também, mas eu tava ouvindo música, não iria tirar o fone.
- Liga pra ela, não. É grossa assim, mesmo. — disse Laryssa.
Eu olhei pra ela com raiva, ela me ignorou.
- Leah 2 — disse o garoto.
- Quem é Leah? E por que você está me comparando com ela?
Ele deu de ombros e também me ignorou.
- Eu tô com fome! — reclamou Laryssa.
- Vocês querem entrar? Emily tá fazendo panquecas. — Embry disse.
- Tudo bem. — disse ela, levantando.
Eu levantei, segurei ela pelo braço e falei baixinho:
- Tá ficando maluca? Você nem sabe quem é ele, nem essa Emily.
- Ah, parece ele legal... e eu tô com fome!
Ela foi andando e entrou na casa de Emily, que era pequena, vermelha, mas era bonita.
E eu, sem escolhas, entrei na casa também.
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